sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Paris-Protestos contra Sarkozy



Protesto massivo contra Sarkozy rebentou em distúrbios, com os manifestantes a mandarem garrafas, pegarem fogo a diferentes sitios e a levantarem tampas de esgoto em confrontos com a policia. Na quinta-feira, cerca de um milhão de trabalhadores participou numa greve chamada "quinta feira negra" que afectou severamente o transporte de mercadorias por todo o país.

31 janeiro, 16h, Projecção de Bab Sebta, Casa Viva - Porto - entrada livre



sábado, 31 janeiro entrada livre 16h00 projecção de BAB SEBTA e uma conversa a propósito, com um dos realizadores e quem mais estiver.

BAB SEBTA significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa.
O filme percorre quatro cidades ao encontro dos tempos de espera e das vozes desses viajantes.


CasaVivaPraça Marquês Pombal, 167 - Porto
(http://casa-viva.blogspot.com/2009/01/bab-sebta.html)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

31 de Janeiro, 15h - Crise Económica, Mudar Consciências - Alternativa Libertária & Tertúlia Liberdade promovem encontro - Casa do Brasil - Lisboa


Face à actual crise económica do capital, que os diversos poderes pretendem fazer recair sobre nós e cujos efeitos os comentadores das mais diferentes cores e paladares fazem recair sobre as populações, apenas se diferenciando por mais ou menos intervenção estatal para promover a defesa do sistema capitalista, a Tertúlia Liberdade e a Alternativa Libertária decidiram unir esforços e apelar a uma posição e intervenção bem diferentes.
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Na sequência do encontro que promovemos em Dezembro passado no Museu da República e Resistência vamos organizar uma sessão no próximo sábado 31 de Janeiro, na Associação Abril/Casa do Brasil. Desta vez iremos apresentar propostas práticas à apreciação dos presentes, para podermos encontrar caminhos de saída para o atoleiro em que o iníquo sistema do domínio e da exploração nos mergulhou. Agimos sem desajustadas e falsas pretensões vanguardistas ou hegemónicas, nem interferências partidárias ou de outra ordem. Queremos contribuir para uma saída comum de uma crise de que não somos responsáveis e nos recusamos a pagar.
Defendemos a auto-organização das populações e acreditamos na conhecida máxima "a emancipação dos trabalhadores terá de ser obra dos próprios trabalhadores", por isso te convidamos a participar neste encontro.
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Vem ter connosco sábado 31 de Janeiro entre as 15 e as 18 H à sede da Associação Abril/Casa do Brasil na Rua S. Pedro de Alcântara, 63-1º Dtº em frente ao elevador da Glória.
Lá esperamos por ti, pelo teu contributo e dos teus amigos.

29 de Janeiro, 21h : DEBATE BAIRROS; REPRESSãO E MEDIA - Casa do Brasil - Lisboa


Apresenta: Conversas Fora da Estrada - Perspectivas sobre Media e Intervenção Policial
29 de Janeiro (quinta-feira), 21h00 na Casa do Brasil

Com António Alves (colectivo Mumia Abu-Jamal), Renato Teixeira (jornalista), Cay Cay (Assoc. Laços de Rua)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

resistência radical em erfurter: "tirem as mãos da casa ocupada"




com uma maciça presença policial, e sob o lema "tirem as mãos da casa ocupada", mais de 1000 pessoas participaram de uma manifestação neste sábado (24), na cidade alemã de erfurter.

o protesto foi uma resposta à ameaça de despejo da "ocupação erfurter", uma antiga fábrica da "erfurt & sons" (que fabricava fornos e sistemas de ventilação das câmaras de gás de diversos campos de concentração e extermínio na alemanha).

eventos e atividades vão continuar acontecendo para tentar barrar a ordem de despejo, marcada para o dia 15 de fevereiro.

a "ocupação erfurter" é um espaço anti-fascista, que promove ações e palestras contra o racismo, o anti-semitismo, o sexismo, o capitalismo... lá também são promovidos concertos, exibições de filmes, jantares e almoços, entre outros eventos.

fotos da manifestação, aqui: http://www.flickr.com/photos/kietzmann/sets/72157612928540151/

moésio R.

o fogo grego não se apaga; milhares de pessoas nas ruas de atenas


neste sábado (24), milhares de pessoas participaram de um protesto de rua, convocado por anarquistas, contra a lei "anti-terrorista", em solidariedade e pela libertação dos detidos durante a "rebelião grega" de dezembro de 2008. os participantes da manifestação carregavam cartazes que diziam "liberdade para os detidos" e "todos à rua para romper com o terror". houve confrontos entre a polícia anti-distúrbio e manifestantes. no protesto foram queimadas lixeiras e destruídas vitrines de lojas e câmeras de vigilância. em outras cidades gregas, no mesmo dia, aconteceram manifestações menores, mas pulsantes.

aqui, boa galeria de imagens da mani de atenas, "black dogs presentes!":

http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=978214

http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=977987

http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=977386

moésio R.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Total de detidos na Grécia!!

273 detenções e 67 em prisão preventiva, desde 6 de Dezembro até 14 de Janeiro
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É IMPOSSÍVEL CALCULAR TODAS AS PESSOAS QUE FORAM DETIDAS E LEVADAS ATÉ ESQUADRAS, PENSAMOS TEREM SIDO MILHÕES.
OS NÚMEROS ABAIXO REFEREM-SE ÀS QUE ESTÃO À ESPERA DE JULGAMENTO.
ATENAS
111 detidos, 50 imigrantes que foram detidos nos três primeiros dias da revolta e condenados a 18 meses de prisão em julgamentos sem tradução e estão a aguardar deportação.
A 7 de Dezembro houve 7 detenções por crimes menores, dos quais 1 menor irá a julgamento a 29 de janeiro e os 6 restantes adultos terão julgamento a 26 de junho.
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A 9 de dezembro foram detidos 2.
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A 11 de dezembro, 5 pessoas: 3 gregos e 2 imigrantes.
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A 15 de dezembro foram 4.
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A 18 de dezembro 7 foram detidos por crimes graves, um dos quais ficou em preventiva.
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A 4 de janeiro 1 foi detido e maltratada publicamente.
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Na noite de 5 de dezembro, após os tiros em Eksarchia, a polícia deteve 8, acusados de posse de armas e outros delitos, após fazer numerosas rusgas em casas nas quais apenas encontraram máscaras e utensílios de cozinha.
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A 9 de janeiro, depois do fim da manif, a polícia bloqueou uma rua e deteve 22 pessoas que ali passavam, outras 2 pessoas que protestavam frente à esquadra em apoio aos detidos desse dia e ainda 1 outro detido, frente aos escritórios do PASOK (partido socialista grego). 2 destas 25 detenções foram imediatamente julgadas, 1 ficou em preventiva e o resto saiu e está à espera de julgamento.

BOLOS – 6 detidos, dos quais 5 são menores que serão julgados a 26 de fevereiro e o maior foi condenado a 2 anos e 10 meses de prisão com possibilidade de redução de pena por boa conduta.

ZAKINTHOS – 6 detenções. 5 menores que têm de se apresentar regularmente na esquadra. Todos terão julgamento a 19 de março.

IRAKLIO – 22 detidos. Deles, 11 pais e mães foram processados por negligência infantil, 7 menores, 4 deles devem apresentar-se na esquadra e 4 adultos à espera de julgamento; a 2 deles impôs-se uma fiança de 1500 euros.

SALÓNICA – 22 detenções, 3 deles de menores, serão julgados a 13 de fevereiro, os restantes são imigrantes processados e condenados de imediato. A 13 de janeiro prenderam Ilias Nikolau.

IOANNINA – 3 detidos por atacarem a esquadra da polícia.

KABALA – 2 detenções entre 8 e 10 de dezembro, nenhum está em preventiva.

KASTORIA – 1 menor, ao qual se impôs uma caução de 4500 euros por destruição.

KOZANI – 34 detenções, 2 dos quais estão em preventiva.

LARISSA – 25, dos quais 19 serão processados segundo a Lei Antiterrorista, os 6 outros por furto e delitos menores. Desses 25, 17 são estudantes.

PATRA – 9 detidos à espera de julgamento.

PTOLEMAIDA – 11 pessoas. 7 delas durante os 3 primeiros dias da revolta. a 5 de janeiro foram detidos, no início da concentração, todas as pessoas (17), e 4 detidos mais tarde, por reclamar a sua liberdade diante da esquadra, dos quais 2 são pais, condenados por destruição (de um carro da polícia em frente à esquadra) e deseobediência, 1 jornalista culpado de desacato á autoridade e 1 estudante por posse de haxixe.

RETHIMNO – 2 detenções, 1 menor e o seu pai, a 15 de dezembro.

RODAS
– 18 detidos. 7 a 8 de dezembro que não ficaram em preventiva por terem pago uma fiança. A 9 de dezembro foram detidos 10, dos quais 2 são menores, 3 estudantes, 3 universitários e 2 adultos. A todos foi imposto uma fiança de 5000 euros e deverão apresentar-se na esquadra com regularidade. A 10 de janeiro detiveram um jovem de 17 anos por motim, foi posto em preventiva durante uma semana e agora aguarda julgamento cá fora. Foi aberto um processo contra os pais desse menor, acusando-os de negligencia e falta de cuidados sobre ele.

TRIKALA
– 7 pessoas, das quais 5 imigrantes e as restantes universitarias.

XANIA – 6 detenções.

Informação a actualizar, dado que houve novas detenções nos últimos 10 dias.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

manifestação em Larissa, Grécia - Contra as leis anti-terroristas: solidariedade com os presos duranta a rebrelião grega


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manif em larissa, na grécia
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abaixo alguns links com imagens da mani em larissa, que rolou neste último sábado (17), em solidariedade e pela libertação das pessoas presas durante a "rebelião grega", que estão sendo processadas sob a nefasta lei anti-terrorista" daquele país...
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mais uma vez o/as anarquistas marcaram presença aos milhares, e, literalmente, "invadiram" esta cidade de ônibus, carros, motos, trem, bicicletas... numa das maiores manis já realizadas neste município, com cerca de 100 mil habitantes...
nos dias anteriores à mani, a polícia, a mídia, com o típico trabalhinho sujo de intoxicação da opinião pública, espalharam que o/as anarquistas iam invadir a cidade e arrebentar com tudo, mas não foi bem isso o que aconteceu...
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porém, como de costume, fachadas de bancos, caixas automáticos, câmeras de vigilância, foram danificados... choques com as forças da ordem... pichações... expropriação de comida de supermercados, também aconteceram... além de ataques com bolsas de tinta à delegacias... instituições do judiciário grego...
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neste dia foram realizadas duas manis, uma do/as anarquistas, e outra da esquerda, e no final se juntaram as duas...
enfim, veja as fotos... e...
moésio R.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

acção directa na islândia !!



ação direta na islândia...



..nesses últimos dias, semanas, têm acontecido diversas manifestações "furiosas" na islândia, contra o governo, a corrupção, o sistema econômico que está em bancarrota... manifestantes já tentaram invadir o parlamento... o banco central... emissoras de tevês... o primeiro-ministro daquele país já tomou uma prensa no meio da rua, manifestantes pararam seu carro e deram várias ovadas no figura, entre outras coisas...

diversas ações diretas estão sendo levadas a cabo pelo país... e muitos anarquistas estão dando "liga" nessas atividades...


...a repressão também já tá rolando, com manifestantes presos... polícia usando da força e gás lacrimogêneo para dispersar a população...

neste site tem muita coisa em inglês, e é possível acompanhar o que está rolando por lá, ver fotos... www.aftaka.org


moésio R.

Mais um ataque neo-nazi na Rússia...

... que resultou no assassinato de duas pessoas que se assumiam publicamente como anti-fascistas.

O advogado que levou, entre outros, os casos dos antifascistas mortos em ataques nazis e de Chechenxs violadxs, raptadxs e assassinadxs, foi assassinado no metro com um disparo na nuca feito pelas costas, no dia 19 de Janeiro em Moscovo. Nesse momento, acompanhava-o uma jornalista com afinidades a grupos anarquistas e ecologistas, que se virou contra o autor do disparo e acabou por ser morta também, com outro tiro na cabeça.


Texto de um dos flyers antifascistas, distribuído na manifestação de 20 de Janeiro de 2009, em Moscovo:

"A 19 de Janeiro, o famoso advogado Stanislav Markelov e a jornalista da Gazeta Novaya, e anarquista Anastasia Baburov foram assassinados na baixa de Moscovo. O assassino disparou sobre eles com um revólver, quando estes saíam de uma conferência de imprensa sobre a libertação do Coronel Yuri Budanov, que violou e matou Elza Kungayeva, uma rapariga Tchechena. Stas representou a família da rapariga morta neste caso. Stanislav defendeu as vítimas em casos como os de assassinatos e raptos de civis na Chechenia, e os assassinatos de antifascistas em Moscovo e São Petersburgo. Ele também representou Mikhail Beketov, o jornalista e defensor da floresta Khimi, que foi brutalmente atacado. Recentemente, ele também tinha estado a levar o caso de Alexei Olesinov, que ainda está em prisão preventiva por crimes/acusações políticas.


Anastasia Baburova era uma jornalista free-lance e participante activa em vários movimentos sociais e ambientais. Nos seus artigos ela escrevia sobre vários problemas da sociedade russa como o nazismo. Frequentemente, ela participava em acções de protesto contra a construção de instalações de queimas de resíduos, a perseguição de activistas políticos e sociais e o desalojo de pessoas dos seus dormitórios.

Não existe qualquer dúvida de que Stas e Anastasia foram assassinados por causa das suas actividades e posições políticas.


Queremos saber exactamente quem foi que executou Stas e Nastya. Mas não temos ilusões sobre o estado Russo. Quem quer esteja por detrás deste crime, eles são parte do sistema autoritário do país, parte do sistema de agentes da KGB e oligarcas que praticamente esmagaram toda a gente que não concordava com as suas políticas.

Estes não são os primeiros assassinatos políticos nos últimos anos. Anna Politkovskaya, Ilya Borodaenko, Yuri Chervochkin, Magomed Yevloyev, Fyodor Filatov: a lista segue e não pára. Nós não vemos nenhum progresso sério nestes casos. O Ministério Público faz a supervisão pessoal destes casos para garantir que as pessoas que realmente encomendaram estes crimes não são detidas.

Porque isto é o que se passa, nós exigimos, no mínimo, a resignação do ministro do interior Nurgaliev e de todos os seus deputados! Exigimos o fim da perseguição de activistas sociais e políticos que se opõem às autoridades actuais! Exigimos um verdadeiro controle público das investigações de todos estes crimes!

Nunca esqueceremos! Nunca perdoaremos!"

Esta manifestação foi reprimida pela bófia duas vezes e houve detenções. À terceira tentativa, com a presença de mais ou menos 200 pessoas coseguiram avançar pela cidade, atacaram lojas de grandes cadeias e invadiram o metro, entrando em confrontos com a polícia e seguranças privados. Houve mais algumas detenções, no entanto, a maior parte dos antifascistas conseguiu prosseguir.



"os fascistas matam, as autoridades encobrem-nos!"


(mais informação em http://chtodelat.wordpress.com )



Ataques recentes feitos por neo-nazis:

2008> os números da polícia indicam que na capital foram cometidos mais de 90 ataques contra cidadãos de fisionomia não-eslava. 47 foram assassinados e 46 gravemente feridos.
21 de Julho de 2007> Um ambientalista russo foi espancado até à morte e sete outros ficaram feridos no sábado (21) quando um grupo armado com barras de ferro e tacos de baseball atacou um acampamento de manifestantes "eco-libertários", que protestavam próximo a uma usina de processamento de dejectos nuclear na Sibéria.
13 de Novembro de 2005> Ataque neo-nazi a dois anti-fascistas. Timur Karatchava e Maksim Zguibai foram rodeados por um grupo de 8-10 jovens de gorros pretos que gritavam frases nazis. Timur foi esfaqueado no pescoço e morreu. Maksim foi internado no hospital em estado grave, com cortes nos braços, nas costas e na cabeça.
15 de setembro de 2005 > Na avenida Névski, em São Petersburgo, uns desconhecidos esfaquearam até a morte um estudante da República do Congo, Epassaku Rolan Frans. Os agressores não foram encontrados.
13 de outubro de 2004 > Em São Petersburgo foi assassinado um estudante vietnamita de 20 anos, Wu Na Tuanh. Segundo testemunhas, o rapaz foi atacado por um grupo de 14-15 jovens e esfaqueado até a morte.
19 de junho 2004 > Em seu próprio apartamento em São Petersburgo foi assassinado Evgueni Guirenko, cientista e pesquisador das causas do ódio racial ou religioso que ajudava na investigação de todos os casos de crimes cometidos por grupos neo-nazistas. O assassino não foi encontrado.
9 de fevereiro de 2004 > Em São Petersburgo um grupo de jovens atacou crianças tadjiques. Khurcheda Sultonova de 9 anos morreu após ser esfaqueada.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

24 de Janeiro , 16h - Zona Pedonal: celebração II: A Marcha do Caracol - Almada

Zona Pedonal - celebração II: a marcha do caracol




A Zona Pedonal continua cá. Nós também!
Voltamos a celebrar. Desta vez com a...





Em frente ao Café Central, no praça do MFA.

24 de Janeiro - Ajuda a limpar o jardim do Espaço Musas, faz fogueira.. para petisco vegetariano !!! - Espaço Musas - Porto

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Boicote ao metro do Porto !!!



Segundo uma notícia do JN,
os poucos passageiros que seguiam no metro que saiu este domingo de
Matosinhos às 14:43, ficaram incomodados com cenas de violência
que dizem ter presenciado na Senhora da Hora, protagonizadas por
cinco fiscais da Metro.

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Amália Ferreira conta que ia trabalhar e que naquela carruagem ia
"mais meia dúzia de pessoas".
Na Senhora da Hora, à vista dos fiscais,
um dos passageiros, "rapaz novo, na casa dos 20", recorda Cristina
Leal, que viajava com o namorado em direcção ao Estádio do
Dragão
, no Porto. levantou-se para sair. "Não vi propriamente o que se
passou, mas presumo que ele não tenha pago bilhete e quisesse fugir",
conta.
"Mesmo assim", atalha Amália Ferreira, "usaram de grande
brutalidade, agarraram-no com força e o rapaz bateu com a cabeça num
mupi, junto à paragem, e começou a sangrar da cabeça".

"Ele só pedia que o largassem, mas um dos fiscais, um senhor forte,
não parava de lhe bater", lembra. Amália Ferreira ainda tentou
intervir, tendo corrido para a porta e gritado um "isso não se faz".
Porém, atrasada para o emprego, voltou a sentar-se e seguiu viagem,
"com aquela imagem do rapaz a escorrer sangue pela cara abaixo" a não
largar-lhe o pensamento. "Já não é a primeira vez que vejo o mesmo
fiscal, o mais forte, a agredir um cliente que não pagou bilhete. A
primeira vez que vi foi na Lapa", afirma.

A posição da Metro é distinta das testemunhas ouvidas pelo JN. Segundo
fonte da empresa, o homem foi abordado por fiscais na paragem da
Senhora da Hora e, ao pedido do título de viagem, "fugiu, bateu num
mupi e desapareceu". A mesma fonte acrescentou que o indivíduo "tem um
longo cadastro de viagens sem título no metro" e que foi abordado
pelos fiscais "que já o conheciam bem".

Boicote ao metro do porto, que tem seguranças contratados em empresas de segurança e os usa como fiscais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Uma das visões sobre o que se passou na concentração de sábado

17 Janeiro - Cerca de 150 pessoas manifestaram-se em frente à esquadra da PSP do Casal da Boba, na Amadora, depois de há duas semanas um miúdo de 14 anos, Kuku, ter sido assassinado pela polícia. A esquadra tinha grades em todas as janelas e um perímetro de segurança montado. Alguns polícias do corpo de intervenção estavam na entrada da esquadra, longe do perímetro e com coletes anti-bala. Outros estavam no interior da esquadra.

Pintadas foram feitas na estrada. Por duas vezes durante a concentração foram atiradas pedras contra a esquadra e contra o corpo de intervenção, além de outros objectos à mão (sapatos, garrafas, …). Uma agente ficou ferida com uma pedrada no ombro e foi levada para o hospital. Quando a concentração se afastava da esquadra, nova vaga de pedras contra a esquadra e os agentes.

Já quando os manifestantes estavam a dispersar, um Minipreço, com um polícia dentro, foi atacado à pedrada. Não houve detenções, apesar da imediata chegada de vários carros e carrinhas da PSP, que se encontravam escondidos por todo o bairro.

Não somos vítimas nem bons rapazes e raparigas. Os alvos estão em todo o lado. Solidariedade com os rebeldes incontroláveis.

24 e 31 de Janeiro, 20h - Jantar benefit para apoio ao funeral de Kuku - barbaramente assassinado pela polícia !!! C.C.L - Almada


Olá companheiro/as,

Dia 24 e 31 de Janeiro (sábado) irão realizar-se dois jantares benefit para suportar os custos do funeral do Kuku, bárbaramente assassiado pela polícia no passado dia 4 de Janeiro. O jantar decorrerá pelas 20h no Centro de Cultura Libertária e a contribuição será livre.
Apareçam e divulguem!!!


(... )Mais um jovem negro e pobre assassinado pela polícia ( ... )
http://redelibertaria.blogspot.com/search?q=kuku

Apelamos à mobilização de tod@s os irm@s contra a violência policial, a propaganda racista e contra a opressão autoritária. Se a impunidade, o conformismo e o silêncio continuarem os assassinatos continuarão também.

Apelamos também ao apoio à familia de Kuku através da compra do Cd dos Mentis Afro, duma T-shirt do Kuku, ou através de donativo para o NIB 0010 0000 27703050 0022 0.
Para mais info escrevam para o mail indicado em baixo.
Plataforma Gueto.
Sem Justiça não haverá paz .

domingo, 18 de janeiro de 2009

Festarola de 1 ano de resistência dias 23, 24 e 25 de Janeiro - Kyla Kancra - Setúbal


Era Obama (...)


Entra Obama o "el salvador"

Sai Bush "el matador".

Mas o capitalismo continua....E a nossa luta também (...)

MH

Yldune Lévy foi libertada hoje. O processo contra os pretensos «terroristas» de Tarnac tornou-se uma estrondosa derrota para Sarkozy

Yldune Lévy hoje às 18 h. quando saía da prisão, depois de ser acusada e presa por terrorismo pelo governo e polícia de Sarko, e agora mandada embora pelo Juiz por falta de provas.
http://www.soutien11novembre.org/

Carregamento policial na zona pedonal de Almada durante celebração da mesma!! - Sexta - feira, 16 de Janeiro



Violência policial na celebração da zona pedonal de Almada
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Na 6ª feira, 16 de Janeiro, decorreu uma celebração na praça do MFA, no centro da zona pedonal de Almada, cujo objectivo era reclamar a zona
pedonal para os peões (visto que ela é todos os dias atravessada por centenas de carros, autocarros, taxis, tornando-a, talvez, na "zona pedonal" menos pedonal do mundo...).
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Uma iniciativa pacífica, de festa e celebração, com jogos com crianças, lanche, distribuição de informação,música e sobretudo muita festa. Por volta das 18h, a banda Ritmos de Resistência estava já a tocar há algum tempo, andando pela zona pedonal, incomodando (assim como os carros incomodam as pessoas numa zona pedonal) mas não bloqueando o trânsito. Um grupo de polícias veio a correr na nossa direcção, empurrando violentamente várias pessoas da banda. Agarraram então uma rapariga que estava com a sua filha bebé ao colo e empurraram-na bruscamente da frente de um carro.
Um dos polícias ameaçou a rapariga dizendo-lhe "se não sais do meio da rua, bato no teu bebé". .
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Logo imediatamente a polícia reparou que havia uma pessoa com uma máquina de filmar perto da rapariga e foi-lhe tentar apreender a máquina, ao que essa pessoa, pacificamente, se recusou, pois não estava a perceber para que os agentes queriam o filme. Perante isto pediram-lhe a identificação ao que ele respondeu que o faria apenas depois de o polícia também se identificar (pois nenhum dos agentes presentes tinha identificação). Apartir daí a actuação da polícia tornou-se mais violenta e as respostas eram invariavelmente do tipo "eu dou-te a minha identificação, o caralho"ou "se me continuas a pedir a identificação levo-te detido".
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Várias pessoas foram mandadas ao chão e a pessoa que estavam a tentar identificar foi imobilizada por 4 ou 5 agentes de uma forma completamente desproporcionada. Uma pessoa que estava a tirar fotos da agressão foi então agredida por um polícia que lhe tentou tirar a máquina fotográfica, mandando-a ao chão, e que quase lhe partiu um dedo. Várias pessoas foram obrigadas a apagar as fotos que tinham da actuação policial. Outra pessoa, ao aproximar-se da situação, foi socada na barriga por umagente. Ao mostrar a sua indignação foi ameacado fisicamente: “dei-te uma e volto-te a dar, filho da puta”. Ao que levou outro murro e o agente ainda acrescentou “se eu não estivesse fardado já te tinha fodido todo”.
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Essa pessoa caiu então por cima da que estava a ser detida e o grupo de polícias começou a dar bastonadas de uma forma extremamente violenta.Nesta confusão outro jovem aproximou-se e levou uma bastonada na cabeça, ficando a jorrar sangue. Uma senhora que se encontrava a ver toda esta situação (juntamente com muitas outras pessoas que entretanto se tinham juntado) foi também empurrada por um agente e caiu ao chão, tendo batido com a cabeça.
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Um agente à paisana que entretanto tinha tirado o distintivo aproximou-se de algumas pessoas da banda e disse para um dos seus elementos “eu sou psp, voltas-te a meter com os meus colegas e eu faço-te a folha, filho da puta”.
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Já na esquadra as agressões continuaram quando as pessoas tentaram saber das pessoas que tinham sido detidas. E só aí, e com a presença do advogado, é que foi possível obter a identificação de alguns dos agentes envolvidos. O balanço desta festa/celebração foi: muita animação, convívio e festa mais três feridos e dois detidos.
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Consideramos toda a acção da polícia completamente desproporcionada e desnecessariamente violenta. Foi chocante o clima de impunidade em que vive a polícia. Quando se informaram os agentes de que seria apresentada queixa pelo seu comportamento as respostas foram risos e gozo.
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Para lutar contra a violência policial e para continuar a exigir uma verdadeira zona pedonal no centro de Almada, no próximo dia 23 de Janeiro,às 16h, lá estaremos, de novo, a defender um espaço que deve ser de todosos cidadãos...

Porque esperam?


MH

Concentração contra a repressão policial, por Kuku e outxs vítimas dos mercenários do Estado - Amadora 17 de Janeiro


























CONCENTRAÇÃO CONTRA A REPRESÃO POLICIAL, POR KUKU E OUTRXS VÍTIMAS DOS MERCENÁRIOS DO ESTADO.

Sábado, a concentração motivada pelo assassinato policial de Kuku na Amadora juntou cerca de 500 pessoas, em frente da esquadra de São Brás onde o assassino exercia o seu papel de mercenário. Por duas horas gritou-se palavras como “assassinos”, “racistas”, “escravos fardados, terroristas do Estado”, “mercenários” entre outras palavras de revolta. Acudiram à concentração familiares do jovem assassinado, habitantes do bairro que confirmavam que são frequentemente alvo da violência policial e outra gente solidária dos arredores da Amadora.
A concentração decorreu num ambiente de alguma tensão e muita raiva. Ao redor da esquadra foi montado um perímetro de segurança e os policias, equipados com coletes à prova de bala, não mostravam mais que desprezo e inclusive riam-se. Alguns jovens mais inconformados com o tom pacifico da manifestação atiraram pedras à esquadra no inicio e no final, tendo uma policia sido alcançada por uma pedra. Logo os policias retiraram-se para o interior da esquadra ficando apenas um policia visível.
Alguma da revolta também foi dirigida aos jornalistas, tendo sido também gritado “Diário de Notícias, Diário da policia”, referindo-se à campanha que os meios de informação burgueses têm feito contra todos os movimentos de protesto e contra as pessoas que habitam nos bairros sociais. Os meios de comunicação, aproveitando o assassinato de Kuku, têm tentado unir acções de movimentos distintos como o “Verde Eufemia” http://gopetition.com/online/21252.html e às manifestações contra toda a autoridade, que são constantemente alvo de desinformação, a traficantes de droga ligados a claques de futebol, acusando todos eles como “anarquistas violentos de estrema esquerda” tentando moldar a opinião publica.
No final da concentração, um grupo roubou alimentos e atacou à pedrada uma loja da cadeia de supermercados Minipreço, perto da esquadra, que tinha um agente da PSP de serviço à porta. Este grupo fugiu em menos de um minuto que foi o tempo de vários carros da policia chegar ao local, não tendo sido feita nenhuma detenção.
A policia Judiciária já confirmou que Kuku foi executado na cabeça a apenas dez centímetros, contrariando a versão inicial apresentada pela PSP. O assassino já não está de serviço mas ainda não foi dado qualquer esclarecimento aos familiares da vitima.Para mostrar o nervosismo policial que existe em Portugal pode-se ver o que se passou no dia anterior em Almada (http://redelibertaria.blogspot.com/2009/01/carregamento-policial-na-zona-pedonal.html).





CONCENTRACIÓN CONTRA LA REPRESIÓN POLICIAL, POR KUKU Y OTRAS VICTIMAS DE LOS MERCENARIOS DEL ESTADO.

El Sábado 17 de Enero, tuvo lugar una concentración motivada por el asesinato policial de Kuku en Amadora (Lisboa, Portugal) que junto a cerca de 500 personas en frente de la comisaria del barrio de São Brás, donde el asesino ejercia su papel de mercenario. Durante dos horas se gritarón frases como “asesinos”, “racistas”, “esclavos uniformados, terroristas de Estado”, “mercenarios” entre otras. A la concentración acudierón familiares del joven asesinado, habitantes del barrio, que confirmaban que son frecuentemente objetivo de la violencia policial, y otra gente solidaria de los alrededores de Amadora.
La concentración transcurrió en un ambiente de tensión y mucha rabia. Alrededor de la comisaria fue montado un perimetro de seguridad y los policias, equipados con chalecos antibalas, no mostraban más que desprecio e incluso se reían.
Algunos jóvenes, más en desacuerdo con el tono pacifico de la concentración, tirarón piedras a la comisaria al principio y al final, siendo un policia alcanzado con una piedra. Acto después, los policias se retirarón para el interior de la comisaria, quedando sólo un polica visible.
También hubo frases dirigidas a los periodistas, como “Diario de Noticias, Diario de la policia” (Diario de Noticias en un periodico portugués de tirada nacional), refiriendose a la campaña que los medios de información burgueses han hecho contra todos los movimientos de protesta y contra las personas que viven en los “barrios sociales”. Los medios de (des)comunicación, aprovechando el asesinato de Kuku, han intentado unir acciones de movimientos distintos como “Verde Eufemisa” (http://www.lahaine.org/index.php?p=32963 ) y manifestaciones contra toda autoriadad, que son constantemente objetivo de desinformación, a traficantes de droga relacionados con clubs de futbol, acusando a todos ellos como “anarquistas violentos de extrema izquierda”, intentando moldear a la opinión pública.
Al acabar la concentración, un grupo robó alimentos y apedreó una tienda de la cadena de supermercados Minipreço (Día), cerca de la comisaria, que tenia un agente de la PSP (Policia de Seguridad Publica, Policia Nacional) de servicio en la puerta. Este grupo huyó en menos de un minuto, que fue el tiempo en el que varios coches de policia llegarón al lugar, no consiguiendo detener a nadie.
Por outro lado, la Policia Judicial ha confirmado que Kuku fue ejecutado en la cabeza a apenas diez centimetros, al contrario de lo que la versión inicial de la policia decia. El asesino ya no esta de servicio pero todavia no fue dado ninguna aclaracion de los hechos a los familiares de la victima.Para muestra del nerviosismo policial que existe ahora mismo en Portugal sólo hay que ver lo que ocurrió en Almada (Setubal, Portugal) el día anterior (http://redelibertaria.blogspot.com/2009/01/carregamento-policial-na-zona-pedonal.html

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Relatório pericial prova que o P.S.P. abateu Kuku a 10cm de distância

Quando a PSP encurralou os cinco suspeitos de assalto num Opel Corsa, na Amadora, os três agentes saíram do carro e cada um correu para seu lado no rasto dos fugitivos. Segundo o Correio da Manhã, três escaparam a pé nas ruas do bairro; um foi apanhado à mão, e 'Kuku' foi abatido a tiro, na noite de dia 4 de Janeiro, com apenas 14 anos.

Ninguém viu, tirando o agente Diogo G., que disparou e alega legítima defesa. Diz que o rapaz estava armado e que já ia a fugir, a cerca de dois metros de distância, quando lhe apontou uma pistola. Só que o relatório pericial à roupa do morto compromete o agente da PSP.

A quantidade de vestígios de pólvora no gorro do casaco da vítima, apurou o CM, dá à Judiciária a certeza de que 'Kuku' foi abatido com um tiro a cerca de dez centímetros da cabeça. À queima-roupa.

A PJ fez logo naquela noite de domingo uma reconstituição do incidente e o agente Diogo G. deu a sua primeira versão: teve um confronto físico com o rapaz de 14 anos, dentro de uma vala, e, quando o suspeito ia a fugir, viu-lhe uma pistola na mão. Mas esta versão foi depois corrigida.

Segundo o polícia, 'Kuku' ia a subir a vala quando se virou para trás e lhe apontou a arma, forçando-o a abater o suspeito. E tudo sempre a uma distância não inferior a dois metros.

Pelos vestígios no casaco, o disparo é feito à queima-roupa: a pólvora no tecido resulta do cone de fogo que sai do cano da arma e que se aloja na roupa, a dez ou quinze centímetros no máximo.

Segundo adianta o CM, o polícia fez ontem a segunda reconstituição do incidente e, com um esticar de braço, já encurta a distância para meio metro. Este caso tem, então, o futuro nas mãos do Ministério Público.

in Correio da Manhã


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F104EF3E-3675-42FD-A6E8-C7A508191B2D&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

UM OLHAR À SITUAÇÃO NA GRÉCIA


faixa colocada no centro de Coimbra

Resumo e balanço da revolta geral no território grego, desde o assassinato de Alexis até ao dia 14 de janeiro.

Detenções:

Mais de 270 pessoas foram detidas desde 6 de Dezembro, o dia do começo da insurreição, em 15 cidades gregas. 67 foram mesmo presas, enquanto que 50 imigrantes que tinham sido detidos nos primeiros 3 dias, foram rapidamente condenados a 18 meses de cadeia e estão a ser deportados.
19 detidos em larissa estão acusados sob a lei anti-terrorista. Sábado, dia 17, haverá uma manifestação nacional em Larissa, em solidariedade com os detidos.
Uma pessoa foi presa ontem em Salónica, acusada de "uso de explosivos" e "organização em gang", a propósito da tentativa de uso de fogo/explosivos numa esquadra da polícia. Houve uma manifestação em apoio em frente à esquadra onde ele está detido, na terça-feira, e a audiência em tribunal é hoje (5ª-feira) à tarde.


Espaços Liberados:

O edifício do Sindicato de Jornalistas está ainda ocupado por jovens e trabalhadores. Em solidariedade com a revolta de Dezembro, mas também por problemas de desemprego, pela cobertura alternativa das acções por parte dos mass media, etc.
Um café da Câmara Municipal, numa rua central do distrito de Zografou, foi ocupada por antiautoritários, com o objectivo de funcionar enquanto espaço de contra-informação, discussão e coordenação de acções.

Solidariedade com Konstantina Kouneva:

Empregados e trabalhadores de 27 sindicatos principais fizeram uma concentração nos escritórios do Evangelismos hospital, onde Konstantina está a ser tratada. Este hospital também usa empresas sub-contratadas de limpeza, iguais à que tinha contratado konstantina.
O Centro do Sindicato dos Trabalhadores foi ocupado em solidariedade com Konstantina e com os detidos da revolta, por 2 dias.

(Konstantina Kouneva, uma mulher, imigrante e sindicalista, foi violentamente atacada com ácido sulfúrico na cara, devido à sua acção política contra os seus patrões)


Universidades e Escolas Secundárias:

Há 62 faculdades ocupadas, assembleias diárias de estudantes por toda a grécia e manifestações nacionais de estudantes marcadas para hoje (dia 15) em várias cidades.
Existe um protesto por parte dos pais dos alunos de uma escola, que são aterrorizados pelas autoridades escolares por terem participado na ocupação da escola em Outubro.
Uma outra escola secundária em Atenas foi ocupada pelos alunos, para protestar contra a decisão dos professores em transferir 4 estudantes para outra escola e expulsar outros 5 das aulas durante 5 dias. Protestam também contra as câmaras de vigilância colocadas no exterior da escola!

Lutas dos Trabalhadores:

120 pessoas foram despedidas de uma fábrica tipo siderurgia em Larimma. 3 pessoas foram demitidas de uma estação de tv de Atenas. Os trabalhadores da companhia de águas em Salónica estão em greve, permanecendo no edifício (apesar das ameaças dos patrões) para assegurarem-se que não há problemas com o abastecimento de águas. Estão contra a privatização da companhia, a corrupção interna e pedem a contratação de mais pessoal.

Guerra na Palestina:

Uma manifestação contra a guerra na Palestina está a ser organizada para sábado, dia 17/01.
Arion, um barco de ajuda humanitária grega, que transfere médicos e comida para a faixa de Gaza foi impedido de entrar e ameaçado pelo exército israelita
(ver notícia publicada pelo jornal público).

Entretanto, pessoas, organizações de estudantes e de esquerda têm-se mobilizado contra o envio de armas norte-americanas para israel, através do porto privado de Astakos.


Notícias publicadas pelos mass-media:

Os meios de comunicação publicaram os resultados oficiais dos exames de balística da polícia sobre o disparo contra o jovem Alexis, afirmando que a bala atingiu uma bola de mármore (que funcionava como barreira de um passeio) que estava junto a Alexis, e depois virou-se contra o seu corpo. Comentadores pensam que isto prova que o bófia disparou realmente contra os jovens.
Os mass-media anunciaram também que a suposta "organização terrorista" chamada "Luta Revolucionária", tal como suspeitado pela polícia, emitiu um comunicado reclamando os disparos contra 3 polícias, resultando nos ferimentos graves de um deles.


Retirado e adaptado de:
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=970375

http://www.occupiedlondon.org/blog/ (textos em inglês)


A Revolta de 18 de Janeiro de 1934 - Porto, diversos locais


A Iniciativa Libertária do Porto anuncia as seguintes iniciativas
levadas a cabo por colectivos e indivíduos do Porto, para divulgar o
que se passou naqueles dias de ditadura e as lições a tirar para o
momento actual.

*** Sábado 17
15h - Conversa no Espaço Musas sobre o código de trabalho em aprovação
neste momento (com a participação da AIT portuguesa)

21,30h - Conversa na Gato Vadio sobre o contexto histórico em 1934, a
greve na cidade no Porto, visionamento de um excerto do filme "Memória
Subversiva" relativo a este tema.

*** Domingo18
15h Recriação histórica na Praça da Liberdade, com personagens
transportadas no tempo, desde 1934, que interpelam os passantes.

16h Conversa no Terra Viva.

Durante a semana estarão disponíveis para venda ou consulta obras
sobre o 18 de Janeiro na Livraria Gato Vadio.

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Locais
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Espaço Musas (Rua do Bonjardim, 998)
http://musas.pegada.net/

Gato Vadio (Rua do rosário, 281 – Porto)
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Terra Viva (Rua dos Caldeireiros, n.º 213)
http://terraviva.weblog.com.pt/

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Participação
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AIT - Secção Portuguesa
http://www.ait-sp.blogspot.com/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

E.U. tentam fazer embarcar munições para Israel a partir de um porto privado grego


No passado dia 10, os media oficiais gregos revelaram que a marinha dos E.U. estava a tentar embarcar mais de 3000 toneladas de munições para Israel a partir Astakos -  um porto privado na Grécia.
A Frente Popular de Libertação da Palestina fez um apelo aos movimentos gregos para que estes impedissem esse carregamento.
No dia seguinte, os movimentos anti-autoritários, internacionalista de anti-guerra e a assembleia local (de Astakos) de grupos e indivíduos, responderam ao apelo emitindo uma convocatória para o dia 15 (uma das datas mais prováveis para o embarque) para uma concentração-bloqueio nesse porto. 

Link para a notícia:
http://www.occupiedlondon.org/blog/2009/01/12/39the-revolted-of-greece-organise-to-aid-our-brothers-and-sisters-in-gaza/

Na manhã de dia 13, os media oficiais internacionais, noticiaram que o carregamento tinha sido cancelado. Os motivos para esse cancelamento não são claros: de acordo com os media oficiais internacionais, o carregamento foi cancelado pelo Pentágono, devido à proximidade do porto de destino - Ashdod - com Gaza; já os media oficiais gregos afirmam que o carregamento foi cancelado pelo governo grego.

Link para a notícia:
http://www.occupiedlondon.org/blog/2009/01/13/40-1439-us-arm-shipment-from-greece-to-israel-canceled/


Apesar de não estar completamente esclarecida a razão e quem cancelou o embarque, parece que assistimos a mais uma pequena vitória dxs companheirxs gregxs!! Pois o carregamento foi cancelado um dia após dez grupos terem convocado uma manifestação e um bloqueio ao porto de Astakos.

18 de Janeiro de 1934 - 75 anos - Comemoração e Debate


18 de Janeiro de 1934 - 75 anos

- Comemoração e Debate

dia 18 de Janeiro de 2009 (domingo)

13 horas – Convívio e petiscos

15 horas – Debate

no Centro de Cultura Libertária

Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. – Cacilhas – Almada


* * * * * * * * * * * *

1934 - A revolta dos sindicatos livres contra o fascismo

18 de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário livre para a greve geral insurreccional destinada a impedir a construção do regime fascista de Salazar. Este movimento foi impulsionado sobretudo por militantes anarquistas e anarco-sindicalistas, organizados na Confederação Geral do Trabalho, e integrado por muitos outros operários de diversas tendências.

O objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar e impedir a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com os sindicatos livres e revolucionários, transformando-os em organismos submissos perfeitamente integrados na organização corporativa do Estado Novo.

A insurreição de 18 de Janeiro de 1934 levou a greves, múltiplas sabotagens e inclusive à famosa tomada da vila da Marinha Grande por operários. A revolta não pôde triunfar, mas significou o último grande acto de resistência do movimento anarco-sindicalista organizado. Um acto de dignidade pago com prisões, torturas e deportações de centenas de militantes.

Conhecer, discutir e comemorar esta data significativa da história das lutas emancipatórias em Portugal é prestar homenagem a todas essas pessoas que arriscaram a vida pela liberdade. Significa também que nos queremos reapropriar da nossa história e memória enquanto movimento libertário, recusando activamente a longa tradição de submissão e “brandos costumes” ensinada nos livros de história e que constitui a memória oficial do Estado.

Conhecer e discutir as lutas do passado significa então também lançar as bases para a teoria e para as práticas de agora, porque a longa noite do fascismo se estendeu muito para além do 25 de Abril de 1974, na cultura e nas instituições portuguesas, inclusive nas “contestatárias”, como os sindicatos actuais que continuam a prolongar o modelo corporativo dos sindicatos nacionais.

Por tudo isto, e o que mais quiserem trazer à discussão, contamos convosco no dia 18 de Janeiro.

Associação Internacional d@s Trabalhador@s – Secção Portuguesa

http://ait-sp.blogspot.com

18 de Janeiro de 1934 - CONCENTRAÇÃO NA RUA DO CRUXIFIXO (em frente à entrada do Metro) EM LISBOA



18 DE JANEIRO 1934

O DIA QUE SALAZAR TEMEU

18 DE JANEIRO 2009

A MESMA LUTA PELA

IGUALDADE SOCIAL

CONCENTRAÇÃO RUA DO CRUXIFIXO, Lisboa

(em frente a entrada do Metro)

16 de Janeiro, 18 horas

tráz a tua propaganda e distribui

convoca: UNIÃO OPERÁRIA NACIONAL



terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Jantar benefit 325 collective na C.O.S.A.


Sábado, dia 17, pelas 19:00 horas, jantar benefit para a zine 325- An insurgent anti-prison zine of social war & anarchy.
com contribuição de 2 neuroses

www.325collective.com/325_6.pdf

Na C.O.S.A. em Setúbal
Rua Latino Coelho n2 (à paragem de autocarros)

Dia 17 de Janeiro, Sábado, às 16h, vem protestar contra a brutalidade policial. Contra a violência do estado. Vem exigir justiça.



Passaram-se nove dias sobre o assassinato do Kuku, sem que as autoridades mostrem qualquer sinal de querer revelar a verdade. Kuku Foi enterrado no passado sábado e com ele todos esperam que seja enterrado mais um crime violento cometido pela policia racista, com a cumplicidade dos média e todos @s que ficaram silenciosos perante o renascimento da pena de morte em Portugal.

Gerou-se um movimento de solidariedade à família de Kuku através da venda de CD's, T-Shirts e donativos que têm ajudado a suportar algumas despesas.

Nos próximos dias 24 e 31 de Janeiro (sábado), pelas 20h,no Centro de Cultura Libertária, irão realizar-se dois jantares para o mesmo efeito.

No entanto, mais que demonstrar solidariedade, é preciso exigir justiça. Lutar por ela. Não queremos deixar que esta execução caia no esquecimento como o caso do Angoi, Tony, PTB, Tete, Corvo, etc.

Até os maiores criminosos, o que não era o caso de Kuku, (ao contrario do que propagandearam os média racistas), têm direito a um julgamento nu tribunal, mesmo sabendo que este também não é sinonimo de justiça. Mas em Portugal a justiça e cada vez mais um privilégio dos ricos. Para os pobres negros, ciganos, brancos, as autoridades reservam execuções sumárias feitas nas ruas, nas viaturas e esquadras de policia.

De Paris a Atenas a São Francisco (onde no dia 1 de Janeiro a policia assassinou um jovem negro de 22 anos), a Amadora, esta a acontecer por todo o lado. Qual será o próximo bairro? O meu? O teu? Quem será o próximo? Eu? Tu?

Basta. Dia 17 de Janeiro, Sábado, às 16h, vem protestar contra a brutalidade policial. Contra a violência do estado. Vem exigir justiça.

Concentração em frente à 60ª Esquadra, na rua 17 de Setembro no Casal da Boba, Amadora

Apelamos a tod@s @s irm@s, tropas, guetos e organizações solidárias que se juntem nesta jornada duma luta que é de tod@s e que esteve calada muito tempo.

Sem justiça não haverá paz

Plataforma.gueto@gmail.com

Brutalidadepolicial.blogspot.com

1 ANO DE RESISTÊNCIA: ANIVERSÁRIO DA KYLAKANCRA

23, 24 E 25 DE JANEIRO



ver mapa

Conversa sobre a situação dos detidos de 11 de Novembro em França - 16 de Janeiro - 21h -Centro de Cultura Libertária - Almada


16 de Janeiro, 6º feira - Para um Almada sem carros- convite para a celebraçao da zona pedonal


2 meses após a inauguração da zona pedonal de Almada, é tempo de experimentar e celebrar este novo espaço.

Um espaço que ajuda Almada a ser uma cidade com vida própria, afastando-a do seu papel de subúrbio dominado pelo automóvel.
Almada tem finalmente uma zona pedonal.
Curiosamente, nesta zona circulam veiculos autorizados, que incluem 4 carreiras de autocarro,táxis, cargas e descargas e centenas de automóveis com autorizaçãoespecial. Em qualquer dia da semana, à hora de ponta, podem contar-se mais de 50 veículos a circular num período de 15 minuto. Trata-se provavelmente da zona pedonal com mais carros do mundo.
Esta festa é uma oportunidade para todos os automobilistas, peões,ciclistas, skaters, ou outros veículos, disfrutarem da zona pedonal semusar o motor.Há muitas pessoas que não têm ou não querem ter um automóvel. Outras, que tendo um, preferem circular na cidade de bicicleta, disfrutar o convívio a pé e fazer as compras nas lojas do seu bairro, em vez de deslocar-se para uma grande superfície fora da cidade.

Se você é uma destas pessoas, então venha também celebrar a zona pedonal, na próxima 6ª feira, dia 16 de Janeiro, a partir das 16:00 em frente ao Café Central, no praça do MFA.
Daqui seguiremos com um passeiopela zona, animados por música e outros elementos de animação que os cidadãos decidirem trazer para a sua rua - um rádio, instrumentos musicais, mesa e cadeiras de campismo, vinho, sumos, bicicletas, patins,trotinetes, skates e carrinhos de bébes!
Haverá também uma banda depercussão.

Para os automobilistas que diariamente estacionam de forma ilegal na zona: é melhor prepararem-se para estacionar os carros fora da nossa zona, uma vez vamos precisar de todo o espaço a que temos direito parafazer a nossa celebração!Já experimentou percorrer a zona pedonal a pé?
Experimente e junte-se a nós!
Mais informações:http://almadapedonal.gaia.org.pt

*Como chegar:*A praça do MFA fica bem no centro da zona pedonal, entre as paragens demetro de S. João Baptista e Gil Vicente.
Para quem vem de fora de Almada, pode apanhar o comboio para o Pragal e daí a linha de metro para Cacilhas; ou o barco para Cacilhas, podendo depois seguir em qualquer uma das linhas de metro.* *

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sessão de Cinema "La Commune (Paris 1871)" - quinta-feira, 15 de Janeiro 21h30, Livraria Gato Vadio - Porto


A Comuna de Paris foi o primeiro governo popular de inspiração libertária da história, fundado em 1871 na capital francesa por ocasião da resistência popular face à invasão do Império alemão.

A história moderna regista algumas experiências de regimes comunais, impostos como afirmação revolucionária da autonomia face ao poder central e da prática da democracia directa. A mais importante delas - a Comuna de Paris - veio no bojo da insurreição popular de 18 de Março de 1871. Durante a guerra franco-prussiana, as províncias francesas elegeram para a Assembleia Nacional uma maioria de deputados monarquistas francamente favorável à capitulação face à Prússia. A população de Paris, no entanto, opunha-se a essa política. Thiers, elevado à chefia do Gabinete conservador, tentou esmagar os insurrectos. Estes, porém, com o apoio da Guarda Nacional, derrotaram as forças legalistas, obrigando os membros do governo a abandonar precipitadamente a capital francesa, onde o comité central da Guarda Nacional passou a exercer sua autoridade. A Comuna de Paris - considerada a primeira República Proletária da história - adoptou uma política de carácter socialista e libertário, baseada nos princípios da Primeira Internacional.

O governo revolucionário foi formado por uma federação de representantes de bairro (a guarda nacional, uma milícia formada por cidadãos comuns). Uma das suas primeiras proclamações foi a "abolição do sistema da escravidão do salário de uma vez por todas".

Foram realizadas eleições, mas obedecendo à lógica da democracia directa em todos os níveis da administração pública. Em 40 dias de governo revolucionário, a Comuna de Paris introduziu mais reformas do que todos os governos nos dois séculos anteriores:

O trabalho nocturno foi abolido;

Fábricas que estavam fechadas foram reabertas para que cooperativas fossem instaladas;

Residências vazias foram desapropriadas e ocupadas;

Todos os descontos sobre o salário foram abolidos;

A jornada de trabalho foi reduzida, e chegou-se a propor a jornada de oito horas;

Os sindicatos foram legalizados;

Instituiu-se a igualdade entre os sexos;

Projectou-se a autogestão das fábricas (mas não foi possível implantá-la);

Testamentos, adopções e a contratação de advogados se tornaram gratuitos;

O casamento tornou-se gratuito e simplificado;

A pena de morte foi abolida;

O Estado e a Igreja foram separados; a Igreja deixou de ser subvencionada pelo Estado e os espólios sem herdeiros passaram a ser confiscados pelo Estado;

A educação tornou-se gratuita, secular, e obrigatória. Escolas nocturnas foram criadas e todas as escolas passaram a ser de sexo misto;

O serviço militar obrigatório e o exército regular foram abolidos;

Os artistas passaram a auto-gerir os teatros e editoras;

O salário dos professores foi duplicado; etc…

“La Commune” (Paris 1871), de Peter Watkins, 2000.

"Hoje em dia, um realizador que recusa submeter-se à ideologia da cultura de massas, baseada no desprezo pelo público, que não quer adoptar uma montagem frenética composta por estruturas narrativas simplistas, de violência, de ruído, de acções incessantes — em suma, que não aceita a forma única, ou o que eu chamo de "monoforma", este realizador não pode filmar em condições decentes. É impossível".

São palavras do cineasta Peter Watkins (nascido em 1937), que apontam as dificuldades que enfrenta para realizar os seus projectos e que revelam uma crítica aos lugares-comuns e ao logro do cinema mercadoria.

La Commune, foi filmado nos estúdios de Montreuil — um subúrbio da periferia de Paris — com mais de cem actores, na maioria amadores.

Para Peter Watkins, La Commune é uma maneira de se opor à máquina embrutecedora. O filme começa com um plano-sequência, mostrando o local da filmagem após a última cena e informando que ele foi rodado durante treze dias. Os actores apresentam-se e apresentam o seu personagem.

O dispositivo de filmagem, a estética sóbria e teatral e o procedimento de narração são extremamente explícitos. Ao longo do filme o espectador é sempre remetido para a sua condição de espectador e estimulado à reflexão crítica. "Espero," reafirma Peter Watkins, "que La Commune seja uma ferramenta de aprendizagem que ajude a dissecar e a questionar as convenções do cinema e da televisão. Assim, os textos dos cartazes, das legendas, bem como a minha determinação de não respeitar uma duração pré-estabelecida independentemente do assunto, estão lá para desafiar o mecanismo dos media audiovisuais."



sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Casa assaltada, faixas à mostra !!! - Comunicado do Centro Social Casa Viva - Porto


Nas democracias policiais, a liberdade de expressão é um direito de todos os cidadãos. Também por isso lhes chamam democracias. Mas esse direito tem limitações, coisa lógica nesta sociedade onde se definiu que “uma liberdade acaba onde começa a do outro”, impedindo-se, assim, que se interpenetrem, que se prolonguem uma na outra. Pensamentos perigosos, que poderão constituir um qualquer crime se tornados públicos, e que, portanto, ficam por aqui. Já basta o que basta, dizia o outro, como sempre, cheio de razão. O que agora interessa, de facto, é que, em primeira instância, quem define as limitações das liberdades, e, por arrasto, as da liberdade de expressão, é a polícia. Também por isso lhes chamamos, a essas democracias, policiais.

Na Casa Viva, logo no primeiro dia oficialmente útil da semana, tivemos mais uma prova de que Portugal se insere dentro desta categoria de democracias. Por volta das 15h00 desse 5 de Janeiro, os Bombeiros Sapadores do Porto, a mando da Polícia de Segurança Pública, também presente, retiraram, assim, sem pedidos nem explicações, a faixa solidária com o movimento grego que a Casa vinha exibindo desde 20 de Dezembro. O motivo da apreensão, tal como informado no respectivo auto, é “
incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. Não fosse o tal adjectivo que acompanha a nossa democracia e ter-se-ia tratado de um roubo. Afinal, uma faixa não publicitária numa fachada duma casa particular só pode ser retirada se tal for pedido pelo proprietário, o que não aconteceu. Mas o facto é que esse adjectivo está lá por alguma razão e, em estando, o acto de surripiar transforma-se em apreensão, os prevaricadores em sujeitos activos de acusação e as vítimas em réus.

Pode-se olhar para a faixa pelo ângulo que se quiser, mas é precisa muita liberdade de interpretação para nela ver um incentivo à violência. Mas, lá está, essa é apenas mais uma das liberdades das democracias policiais que, como todas as outras, tem uma definição e um âmbito dependentes do livre arbítrio dos agentes da Autoridade, gente que se costuma acusar de ser pouco dada a divagações poéticas, mas a quem não podemos deixar de gabar a capacidade de ler nas entrelinhas ainda mais do que os autores das linhas queriam fazer transparecer.

No processo de roubo/apreensão da faixa, os agentes acharam por bem deter três pessoas que saíam da casa a ver o que se passava do lado de fora do sítio onde lhes tinham oferecido guarida. Estavam, aparentemente, a utilizar de forma ilegal numa casa que não é deles. Mas houve queixa do proprietário? Falamos com ele e ele disse que não devia estar ninguém em casa. Falaram com ele?! Bem... a casa está em ruínas e não pode estar lá gente a viver! A Casa está em ruínas? Quem falou em ruínas? Então porque é que estão detidos? Não houve detenções, só os trouxemos à esquadra para assinarem o auto de apreensão. A uns gajos que não têm nada a ver com a casa nem com a faixa? Mais alguém dá a cara pela faixa? Claro que sim! Então já não estão detidos, podem sair os três e até voltar para a casa em ruínas onde, para além de não poderem estar por causa dessa sua – da casa – condição, não podiam estar por falta de autorização do proprietário.

Ora então cá temos os responsáveis pela faixa. Basta que um assine o auto de roubo/apreensão, que os outros já estão identificados de qualquer forma, apesar de nunca lhes termos controlado legalmente as identidades. Agora a coisa vai para o DIAP e já não é mais nada connosco, que vocês aparecem aqui aos magotes e a malta quer ver o discurso do Sócrates sem medo de que nos ocupem esta merda, perdão sr. ministro, esta esquadra, tão lindamente baptizada como sendo do Paraíso, apesar de, para tal, ainda faltarem os canais da Sport Tv, vá lá que nos resta a TVI e as novelas com gajas boas. Depois, daqui a 6 meses, 1 ano, ou dois, o DIAP lá decidirá se a queixa da PSP é válida e, se não for, a faixa será devolvida. No entretanto, a gente fica sem a faixa de que o agente não gostou e assim mesmo é que é numa democracia policial.

Ora, é provável que o DIAP considere que a faixa, de facto, mais do que um apelo à violência, é um grito contra a sua utilização por quem lhe detém o monopólio e que, como tal, o seu roubo/apreensão até pode, pelo menos em teoria, configurar um atropelo à liberdade de expressão. Pouco interessa. Não será por isso que a Casa será deixada em paz. Há a questão da ocupação ilegal. Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Mas há a questão das drogas. A questão das drogas? Sim, a casa está conotada com drogas. Conotada por quem? Pela polícia. Mas entraram lá ilegalmente para ver essa questão? Nem pensar... mas cheira muito a charro no passeio quando se passa por perto. O quê? É verdade... e, ainda por cima, entra lá gente com mau aspecto! Isso não é discriminação? A polícia não discrimina... limita-se a ver se determinada pessoa tem determinado aspecto e, se o tiver, fica imediatamente associada ao consumo de drogas. E isso não é discriminação? Não desconversem... é que há a questão da propriedade! Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Pois é... então, há a questão das drogas. E sabem quem vai sofrer com isso se não tomam cuidados?

Os processos de intimidação à divergência apertam-se. Espera-se que o medo de qualquer coisa, independentemente do que seja, impeça as pessoas de se manifestarem, de exporem opiniões, de se levantarem perante as injustiças dos poderosos. Depois de visitas policiais à Casa em dias de reuniões, depois de visitas regulares ao blog, veio o roubo/apreensão da faixa, um processo-crime sobre “os responsáveis pela faixa”, o reconhecimento policial de que já estamos todos fichados e as ameaças de que, ou atinamos, ou nos fecham a Casa e nos mandam de saco, por causa da questão da propriedade, aliás, por causa das drogas, aliás por qualquer coisa que lhes apeteça.

O problema é que achamos que nós é que somos os atinados e não nos apetece, agora que os desvarios juvenis já passaram na sua maioria, desatinar e começar a comer tudo o que nos dão ou a baixar a cueca cada vez que nos tentam violentar. Para além de que a Casa, assim sem uma faixa, parece despida. E nós não queremos um processo-crime por atentado ao pudor.

09/01/09