sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Relatório pericial prova que o P.S.P. abateu Kuku a 10cm de distância

Quando a PSP encurralou os cinco suspeitos de assalto num Opel Corsa, na Amadora, os três agentes saíram do carro e cada um correu para seu lado no rasto dos fugitivos. Segundo o Correio da Manhã, três escaparam a pé nas ruas do bairro; um foi apanhado à mão, e 'Kuku' foi abatido a tiro, na noite de dia 4 de Janeiro, com apenas 14 anos.

Ninguém viu, tirando o agente Diogo G., que disparou e alega legítima defesa. Diz que o rapaz estava armado e que já ia a fugir, a cerca de dois metros de distância, quando lhe apontou uma pistola. Só que o relatório pericial à roupa do morto compromete o agente da PSP.

A quantidade de vestígios de pólvora no gorro do casaco da vítima, apurou o CM, dá à Judiciária a certeza de que 'Kuku' foi abatido com um tiro a cerca de dez centímetros da cabeça. À queima-roupa.

A PJ fez logo naquela noite de domingo uma reconstituição do incidente e o agente Diogo G. deu a sua primeira versão: teve um confronto físico com o rapaz de 14 anos, dentro de uma vala, e, quando o suspeito ia a fugir, viu-lhe uma pistola na mão. Mas esta versão foi depois corrigida.

Segundo o polícia, 'Kuku' ia a subir a vala quando se virou para trás e lhe apontou a arma, forçando-o a abater o suspeito. E tudo sempre a uma distância não inferior a dois metros.

Pelos vestígios no casaco, o disparo é feito à queima-roupa: a pólvora no tecido resulta do cone de fogo que sai do cano da arma e que se aloja na roupa, a dez ou quinze centímetros no máximo.

Segundo adianta o CM, o polícia fez ontem a segunda reconstituição do incidente e, com um esticar de braço, já encurta a distância para meio metro. Este caso tem, então, o futuro nas mãos do Ministério Público.

in Correio da Manhã


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F104EF3E-3675-42FD-A6E8-C7A508191B2D&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009