sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dia 31 de Dezembro - Manifestação em frente ao estabelecimento prisional de Lisboa


31 de Dezembro, Lisboa, Portugal –

manifestação selvagem de 17 pessoas em redor do Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Gritámos frases contra a polícia, os guardas prisionais, as prisões e esta sociedade. Distribuímos flyers às visitas dos presos e a pessoas que passavam; fizemos barulho com um megafone, apitos e buzinas da bola, e lemos várias vezes um comunicado com o megafone, em diferentes pontos à volta do muro da prisão. Por alguns momentos ocupámos a estrada, ignorando os nervosismos da bófia, e deixámos algumas faixas em frente ao portão principal.

Vieram vários reforços da polícia, que tentaram identificar duas companheiras, mas que foram impedidos pela resposta imediata dos outros. No entanto, alguns dos companheiros acabaram por ser cercados e identificados, o que não estragou, nem nunca estragará, a nossa festa.

Estivémos lá para transmitir a nossa força aos que estão dentro das celas, para expressarmos a nossa vontade visceral de que não só a força, mas também a raiva, a revolta e a alegria, vindas de dentro e de fora, rebentem com os muros de todas as prisões.

Solidariedade com os companheiros rebeldes e com os presos em luta por esse mundo fora. Cá fora e na prisão, que comece a insurreição!


Anarquistas

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December 31st, Lisbon, Portugal –

wild demonstration by 17 individuals around the Lisbon Prison (Estabelecimento Prisional de Lisboa).

We shouted against the police, the prison guards, the prisons and this society. We handed out leaflets to the prisoners' visitors and to passers-by; we made a lot of noise with a megaphone, whistles and football horns, and read several times a communiqué with the megaphone, at different spots around the prison walls. For brief moments we occupied the road, ignoring the cops nerves, and left a few banners in front of the main gate.

Several police reinforcements arrived, which tried to identify two comrades, but were prevented by the others immediate response. However, some of the other comrades ended up being surrounded and identified, but that didn't ruin, nor will ever ruin, our party.

We were there to send our energy to the ones inside the cells, to express our visceral desire that not only the energy, but also the anger, the revolt and the joy, coming from both inside and outside, blow up the walls of every prison.

Solidarity with the rebel comrades and the prisoners in struggle throughout the world. Inside and outside the walls, that insurrection begin!


Anarchists