quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

4 de Janeiro - Workshop de Serigrafia - Cascais

Jantar benefit detidos manif anti-autoritária 25/04/2007

Bom ano para nós!

Sábado, 2 de Janeiro

20h - Jantar Filipino, benefit para os detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007, cujo julgamento prossegue no dia 22 de Janeiro.

No Terra de Ninguém - espaço anarquista
Rua do Salvador, 56 (à Rua das Escolas Gerais) Lisboa

terradninguem.blogspot.com

terraninguem@yahoo.com

domingo, 27 de dezembro de 2009

ROCOKOLA HIP-HOP FESTIVAL

...en solidaridad con el anarquismo luso.


Domingo 3 de Enero de 2010

COKO La Kondenada
c/ San Enrique 5
L1 Estrecho
Madrid

(Ni perros ni vidrios ni trapicheos)

16.00 SOBREMESA PORTUGUESA. Cafelito rico
16.30 PROYECCIÓN "MEMÓRIA SUBVERSIVA". Un repaso a la historia del anarquismo en Portugal.
18.00 CONVERSA. Actualidad del anarquismo en Portugal (Con compañerxs de allí)
19.30 CONCIERTOS.


PUNTO DE FUGA (Móstoles)
K DE ESPADAS (Zaragoza)
CALLA LA ORDEN (Aranda de Duero)
VETE TÚ A SABER (Madrid)
N-KO Y DJ ORBE (Madrid)
REQUIEM 354 Y BEAT BOSS (Zamora)
+ MICRO LIBRE CON DJ OSKAR (Zaragoza)

(*Petiscos: Habrá comida vegana típica portuguesa para picar hasta fin de existencias)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal - Negócio!!





Tensão social. Em Portugal, a esquerda é o travão à violência!!!!



Especialistas prevêem mais contestação em 2010 devido à crise, mas afastam cenário de violência na rua

Manifestações violentas na Grécia e na Letónia, raptos de empresários em França, perseguição aos imigrantes no Reino Unido - poderá a crise económica levar a uma escalada da tensão social violenta também em Portugal, onde o desemprego atinge o valor mais alto desde que há registos e a redução do défice público exige mais austeridade? Pouco provável, respondem sociólogos e historiadores, sobretudo devido a um factor que desafia a sabedoria convencional: os partidos de esquerda e as organizações sindicais, os promotores da luta social no país, são ao mesmo tempo o principal travão à escalada da confrontação social violenta em Portugal.



"A luta social no país é enquadrada e controlada por organizações que defendem radicalidade nas propostas e têm interesse em mostrar força, mas preferem não causar desordem", afirma ao i o historiador Rui Ramos, para quem o receio de violência social em 2010 é exagerado. "São organizações que defendem sobretudo o que existe, os direitos adquiridos, e que preferem acções legais 'policiadas' de perto pelas suas estruturas tradicionalmente muito organizadas".

O Bloco de Esquerda e, principalmente, o Partido Comunista Português - que controla a maior central sindical portuguesa, a CGTP - são forças políticas de protesto e mobilização social, mas que estão muito instaladas na máquina administrativa do Estado através dos sindicatos. Controlam professores (a Fenprof) e a generalidade dos funcionários públicos (a Frente Comum), num país em que "ao contrário do que se passa na Grécia ou no Reino Unido, há muito pouca multiplicidade de grupos radicais isolados e dispersos, fora da esfera dos interesses do Estado", realça Rui Ramos.

Nas acções de rua que chegam a juntar mais de 100 mil pessoas - como as manifestações de professores este ano e em 2008 - os sindicatos "estão atentos ao que se passa, para que nada que tenha a ver com violência radical se misture e distorça o objectivo", aponta Deolinda Machado, da CGTP. A intersindical trabalha de perto com as forças de segurança e a organização tenta filtrar e controlar as situações mais radicais.. "É evidente que não podemos impedir tudo", aponta Machado. A hostilidade contra Vital Moreira, o principal candidato do PS às eleições europeias, foi um exemplo pontual de exageros em acções normalmente controladas.

A insatisfação não se transforma em violência - "que existiu, por exemplo, em 1975 à esquerda e à direita, afastando a imagem dos brandos costumes", lembra Rui Ramos -, sendo antes institucionalizada. "Os dois partidos de esquerda têm uma importância fundamental para canalizar politicamente as frustrações dos cidadãos perante a crise económica", aponta Boaventura Sousa Santos.

O sociólogo da Universidade de Coimbra admite ser difícil prever o que se vai passar em Portugal, mas afasta para já um cenário de violência. Além do papel dos sindicatos e partidos à esquerda, Sousa Santos destaca outro factor fundamental que trava sobretudo a mobilização dos jovens. "O que vai aguentando a sociedade portuguesa é a rede informal de ajuda da família: não é por acaso que Portugal tem o maior índice de país que pagam a primeira prestação da casa aos filhos", aponta.. Esta rede, aliada à fragilidade laboral e à fraca politização dos jovens, tem desencorajado até agora a formação de um movimento estudantil forte à escala nacional.

Vem aí mais contestação

Mesmo sem violência e extremismo é certo que os protestos vão subir em tom e frequência em Portugal, à semelhança do que vai acontecendo na Europa. E aqui a esquerda já é motor. "Temos a esquerda mais expressiva e organizada da UE, com 20% dos votos, e há que não esquecer que no anterior governo tivemos as maiores manifestações desde o fim do PREC [1975]", sublinha o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. "Com um peso destes, quando um governo se decidir a avançar com medidas austeras e necessárias, tal como na Grécia, haverá uma mobilização à qual a população irá aderir."

Especialistas em finanças públicas como Silva Lopes, Medina Carreia ou Eduardo Catroga do Amaral defendem o congelamento da despesa com salários da função pública no próximo ano e o corte noutros gastos do Estado. Na Grécia, onde o novo governo socialista enfrentou ontem a primeira greve geral, está na calha o congelamento e a uma onda de privatizações, como armas para tentar estabilizar a dívida pública galopante..


de http://www.ionline.pt/

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

[Espanha] Supermercado é expropriado em protesto contra a crise econômica


Dezenas de jovens ativistas saquearam ontem (19) à tarde um supermercado no bairro operário de Nou Barris, em Barcelona, e distribuíram os alimentos entre os vizinhos, em uma ação de protesto contra a crise econômica e a precariedade no emprego. A chegada dos Mossos d´Esquadra [Polícia Autônoma] pôs fim ao assalto e depois de alguns minutos de bate-boca com os policiais os jovens saíram fora, sem que a polícia realizasse quaisquer detenções.



A ação, que foi convocada pela Assembléia de Desempregados de Barcelona, teve início por volta das 18 horas, na rede de supermercados Caprabo-Eroski, localizado na Plaza de Llucmajor. De maneira coordenada, vários jovens entraram no estabelecimento e encheram doze carrinhos com produtos de primeira necessidade, como macarrão, arroz, embutidos e conservas, e algumas garrafas de vinho.

Quando os carrinhos estavam cheios, os jovens se aproximaram das seis caixas registradoras do supermercado e passaram todos os produtos pelo leitor do código de barras. Na hora de pagar disseram que não iriam fazê-lo, criando assim um momento de perplexidade e alvoroço, que foi utilizado, também, por alguns clientes para passar pelos caixas sem pagar o conteúdo de seus carrinhos de compras. Enquanto isso, os jovens ativistas começaram a distribuir os produtos extraídos entre os vizinhos do bairro, que haviam sido alertados pelos saqueadores com dois megafones.

"Expropriamos este supermercado para distribuir o que produzimos entre todos, porque queremos bater de frente com um sistema que nos rouba diariamente com contratos precários, hipotecas, empréstimos predatórios etc.", dizia o folheto que distribuíram os ativistas e que encabeçava a frase "Lotes e cestas de presentes 2009" em todas as línguas oficiais da Espanha.

agência de notícias anarquistas-ana

Ilhotas boiando.
Sob um céu vasto e sereno
este mar tranqüilo.
Fanny Dupré

[Alemanha] Manifestação contra a proibição da FAU-Berlim


[Neste sábado (19), cerca de 300 pessoas se manifestaram contra a decisão judicial que proíbe a FAU-Berlim de chamar-se como sindicato.]

Apesar das baixas temperaturas e o tempo curto de mobilização, as pessoas provaram que não vão ficar de braços cruzados e aceitar a proibição da FAU-Berlin. Os manifestantes chegaram ao cinema Babylon Mitte, cujo conselho diretor conseguiu junto do Tribunal Regional de Berlim uma sentença em 11 de dezembro de 2009 proibindo as atividades sindicais da FAU-Berlim. Por isto e outras tentativas de atropelar os direitos dos trabalhadores, o diretor da Babylon, Timothy Grossman, foi condecorado com o prêmio Margaret Thatcher de 2009 durante o protesto.


Os vários discursos pronunciados no ato se centraram na escandalosa decisão judicial, que é uma flagrante violação do direito de organização. Também se abordou o papel do Ver.di (sindicato majoritário do setor público) e do partido A Esquerda (parte da coalizão que governa em Berlim), que, juntamente com a direção do cinema, prejudicaram a luta dos trabalhadores. Dias antes da decisão judicial, Ver.di, a mando de A Esquerda, assinou um convênio de trabalho com o conselho diretivo do cinema, acordado sem a participação dos trabalhadores, e que supõem condições muitíssimo piores que as do convênio que a Ver.di mantém com outros cinemas.

Em seu discurso, Hansi Oosting, da FAU-Berlim, disse: "Nossa longa luta no cinema Babylon tem mostrado que a resistência de base e a auto-organização são possíveis e viáveis, mas também que qualquer tentativa nesse sentido terá uma resposta contra. Um verdadeiro sindicato é aquele que não é do agrado dos patrões.

Fotos da manifestação: http://ccphoto.de/?p=180

Apelo urgente à solidariedade internacional contra a “ilegalização” da FAU Berlim


Apelo urgente à solidariedade internacional contra a “ilegalização” da FAU Berlim

Desde o dia 11 de Dezembro de 2009, a FAU berlinense está proibida de exercer actividade sindical. A sentença foi emitida sem que a FAU de Berlim tivesse conhecimento das medidas legais adoptadas pela Neue Babylon Berlin GmbH, empresa com a qual mantém um conflito laboral há vários meses. A sentença não se limita a privar a FAU-Berlim dos seus direitos sindicais no conflito com o cinema Babylon. A partir de agora a FAU-Berlim está proibida de se autodenominar “sindicato”!



Contexto

Desde Junho de 2009, a FAU de Berlim e a sua secção sindical no Babylon vêm lutando por um contrato colectivo de trabalho no único cinema semi-privado da cidade. Apesar de este cinema ser financiado com subsídios públicos, os seus trabalhadores recebem salários de miséria e não vêem os seus direitos laborais serem respeitados. Uma parte importante dos trabalhadores organizou-se dentro da FAU-Berlim.

Este conflito, que representa a primeira grande luta laboral da relativamente pequena FAU-Berlim, teve eco não só na capital, mas em toda a Alemanha. Os anarco-sindicalistas em luta, um boicote muito eficiente e presente nos meios de comunicação, reivindicações inovadoras e de grande alcance, assim como a participação dos próprios trabalhadores (algo pouco habitual na Alemanha) tiveram uma grande repercussão na opinião pública. Quando a pressão exercida aumentou ao ponto de os gerentes do cinema não poderem continuar a negar-se a negociar, deu-se a intervenção não só de políticos, como também do sindicato Ver.di (filiado na central sindical DGB) que, sem possuir qualquer tipo de representação na empresa, iniciou negociações com o conselho directivo do Babylon. Os trabalhadores, apesar dos seus protestos, foram excluídos das negociações.

Hoje sabe-se que, por detrás das negociações, houve um pacto estabelecido entre os partidos políticos do governo de Berlim, o sindicato Ver.di e o conselho directivo do cinema Babylon para tirar a FAU-Berlim do assunto e acalmar a situação. Mas apesar de tudo, os trabalhadores e a FAU recusaram-se a ser silenciados. A empresa reagiu com vários ataques jurídicos e o Ver.di com uma campanha de desprestígio contra a FAU. Primeiro, os boicotes – uma das principais formas de pressão utilizadas pela FAU-Berlim – foram proibidos por ordem judicial e colocou-se em dúvida a “capacidade para negociar acordos” da FAU (na Alemanha este é um pré-requisito para poder legalmente protagonizar lutas sindicais). Ao mesmo tempo, foram movidos outros processos em tribunal contra a FAU relacionados com a liberdade de expressão. Mas a FAU não se deixou amedrontar. Isto levou à última sentença do tribunal, que basicamente ilegaliza a FAU enquanto sindicato.


A situação na Alemanha

Desde o início, a FAU-Berlim afirmou que neste conflito, por marginal que possa parecer, não se luta apenas por melhores condições laborais, mas também pela liberdade de organização sindical enquanto direito fundamental na Alemanha. Neste país não existe tradição sindical combativa desde 1933. O chamado “sindicato único” DGB possui na prática um monopólio corporativista, protegido pela jurisprudência que impede o aparecimento de sindicatos alternativos. A auto-organização e a descentralização dentro dos sindicatos não são encorajadas e não gozam de protecção legal na Alemanha.

O modesto conflito da FAU Berlim no cinema Babylon demonstrou que existe uma alternativa sindical pela primeira vez na história da República Federal da Alemanha. A existência desta alternativa não pode ser tolerada pelos grandes sindicatos oficiais e pelos políticos, provavelmente temerosos de que a mesma se estenda como um vírus. A ilegalização da actividade sindical da FAU deve ser vista neste contexto. A sentença implica que não se possam construir sindicatos legalmente reconhecidos na Alemanha, uma vez que, paradoxalmente, a condição de sindicato depende do reconhecimento legal prévio. Os conflitos laborais levados a cabo sem esta “legalização”, sem a condição de sindicato oficialmente reconhecido, podem acarretar duas sanções jurídicas. A FAU-Berlim foi ameaçada, em duas ocasiões, com multas de 250 mil euros ou sentenças de prisão. Portanto, a FAU não pode desenvolver o seu trabalho sindical de forma legal, devido a esta determinação. De novo, os anarco-sindicalistas alemães vêem-se ameaçados com uma nova proibição, depois das de 1914 e 1933.

A decisão judicial é especialmente escandalosa pelo facto de ser proferida num processo sumário, sem qualquer possibilidade de defesa. Isto deve-se também à ausência na Alemanha do conceito de sindicato e à arbitrariedade com a qual os poderes decidem em matéria sindical. A Alemanha assinou os acordos da OIT, mas na prática estes não existem, porque os grandes sindicatos, quase sempre em colaboração com o patronato, decidem o que é um sindicato e o que não é. Os sindicalistas tinham mais direitos com o Kaiser no século XIX e nos anos 1920 do que nos tempos actuais. A situação actual na Alemanha é semelhante à da Turquia, por exemplo, onde os sindicatos são ilegalizados com frequência.

Obviamente, existe a possibilidade de recorrer desta sentença, mas a FAU de Berlim quer manter os pés bem assentes na terra: nesta altura, tudo é possível. O clientelismo político e a tentativa de acabar com qualquer iniciativa sindical de base são evidentes.

Consequências

O alcance desta sentença é enorme e, a concretizar-se, será nefasto. Desde sexta-feira, a FAU-Berlim é um sindicato ilegalizado de facto. A sentença é, no essencial, extensível à FAU em toda a Alemanha. Ao estabelecer um precedente, repercutir-se-á automaticamente no movimento sindical e nos direitos d@s trabalhador@s em geral. Qualquer alternativa sindical será impossível se esta sentença fizer jurisprudência. Isto é uma novidade em termos de repressão anti-sindical na Alemanha. O patrão não só poderá escolher ele mesmo o sindicato com quem negociar, como também poderá decidir o que é e o que não é um sindicato. A auto-organização dos trabalhadores – seja no cinema Babylon ou em qualquer lado – foi bloqueada e o amordaçamento institucionalizado da classe trabalhadora intensificou-se ainda mais. O sindicato Ver.di também é culpado devido à sua intervenção anti-solidária, e é muito provável que tenha exercido pressão a favor da produção desta sentença, já que declarou por escrito que via na FAU uma rival contra a qual era necessário actuar.


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Solidariedade!

A batalha pela liberdade sindical na Alemanha já começou. Toda a solidariedade é necessária. Denunciem este escândalo, protestem em frente das instituições alemãs e exijam que a sentença seja revogada e que a FAU veja respeitados todos os seus direitos enquanto sindicato!

As vossas ideias são bem-vindas, mas fazemos algumas sugestões para acções solidárias:

- Realizar acções de protesto em frente das representações diplomáticas alemãs (embaixadas, consulados, etc.) ou de qualquer outro representante da Alemanha nos vossos países;

- Enviar cartas de protesto às embaixadas da Alemanha (remetendo uma cópia para o conselho directivo do cinema Babylon)

- Enviar faxes de protesto dirigidos ao Tribunal de Berlim responsável.

Em breve podereis encontrar toda a informação importante em http://www.fau.org/verbot. Incluir-se-á uma lista das representações diplomáticas alemãs, modelos de carta de protesto e os contactos necessários.

Para sábado, dia 19 de Dezembro, foi convocada uma manifestação em Berlim. Qualquer acção que possam organizar em tão pouco tempo será bem-vinda. No entanto, a vossa solidariedade não tem que limitar-se a esta data – pode ser expressada a qualquer altura.


Nota importante: É possível que a decisão seja revogada através de meios legais, mas não vamos ficar de braços cruzados à espera que isto ocorra. O simples facto de nos terem tão facilmente ilegalizado, mesmo que seja de forma provisória, requer uma resposta contundente. Ainda mais, sendo esta uma questão de vital importância para os nossos direitos enquanto trabalhadores na Alemanha.


Contacto da FAU-Berlim: Lars Röm | faub5@fau.org | +49 1577-8491072
Por favor, não se esqueçam de enviar informações acerca das vossas acções para os companheiros de Berlim (faub@fau.org)

retirado de:
AIT-SP: Associação Internacional de Trabalhadores - Secção Portuguesa
http://www.ait-sp.blogspot.com/

Notícias da Grécia


No bairro ateniense de Keratsini foi realizada uma manifestação de solidariedade com os detidos do centro social anarquistas "Resalto". O protesto reuniu cerca de 1.000 pessoas. A marcha percorreu boa parte do bairro, com os manifestantes carregando faixas, gritando palavras de ordem e distribuindo milhares de folhetos. A reação dos cidadãos do bairro, onde está localizado o centro social, foi muito positiva, gritando e aplaudindo das varandas a manifestação.


Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1114313

Ataque contra o escritório de um membro do Pasok

Um explosivo de baixa potência foi detonado do lado de fora do escritório de um membro do Pasok (partido socialista), em Atenas, no dia 18, causando poucos danos. A bomba, aparentemente composta de gás, explodiu quando o gabinete do deputado Nasos Alevras foi fechado. Na seqüência desta ofensiva, nas primeiras horas da manhã, aconteceu uma série de ataques coordenados contra cinco escritórios do Pasok em Atenas. Mais tarde grupos anarquistas anarquistas assumiram os ataques.

Loja de segurança é alvejada

Em Tessalônica, na madrugada de sexta-feira (18), uma loja que vende sistemas de segurança e veículos de uma empresa privada de segurança foram atacadas com bombas incendiárias. Anarquistas assumiram a ação.

Bancos incendiados em Kavala

Quatro bancos foram atacados e incendiados em Kavala, norte da Grécia, na noite da quarta-feira passada. Com marretas, pé de cabra e pedras, cerca de 15 anarquistas encapuzados, quebraram as janelas de quatro grandes bancos localizados no centro da cidade, em seguida, lançaram coquetéis molotov contra eles. Na seqüência dos fatos a polícia prendeu 18 "suspeitos", mas todos foram liberados. No mesmo dia dois bancos foram assaltados em Atenas.

Greve geral na Grécia

Milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades da Grécia na quinta-feira, 17 de dezembro, numa ação de protesto contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo socialista de Geórgious Papandréou. A greve foi convocada pelos sindicatos ligados ao partido comunista e pela esquerda radical.

agência de notícias anarquistas-ana

Rosa branca se diverte
Pétalas no vento
Imitam a neve.

Vinícius C. Rodrigues

[Barcelona] Situación actual de Tamara y próximas convocatorias


Como ya sabréis el 15 de Diciembre fue detenida en Madrid la compañera anarquista Tamara. Se la condujo hasta Barcelona por orden del juzgado de instrucción numero 25. Se le acusa del envio de un paquete explosivo dirigido a Albert Batlle i Bastardas, secretario de Servicios Penitenciarios de Catalunya, en el marco de una campaña de lucha por la libertad de Amadeu Caselles.


El jueves después de declarar la jueza decretó prisión preventiva y se la trasladó a la prisión de Wad-Ras en Barcelona. Esa misma noche compañerxs solidarixs se acercarton hasta la cárcel gritando consignas y tirando petardos para hacerle llegar su apoyo y demostrarle que en ningún momento se le va a dejar sola.

El envío se produjo en octubre, en el marco de una campaña de lucha contra el sistema penitenciario y en solidaridad con el preso Amadeu Casellas, en esos momentos en huelga de hambre, y mientras un grupo de personas solidarias se concentraban en la calle y frente al edificio, en solidaridad con Amadeu, y para solicitar una entrevista con dicho responsable. La presencia policial, fue la habitual en este tipo de concentraciones y en ningún momento se avisó, ni a lxs concentradxs, ni a lxs trabajadorxs del edificio.

Todos los medios de información difundieron que se trataba de un envío de escasa potencia y que por ese motivo fue explosionado de forma controlada en el mismo edificio por los artificieros del Tedax de los Mossos de Esquadra, sin que nadie se percatara de la detonación. Tampoco se desalojó el edificio, lo que confirma la poca efectividad de la sustancia explosiva. En algún medio de comunicación y en diferentes foros, algunos funcionarixs que se encontraban trabajando en el edificio ese día, se quejaron de que nadie les advirtiera de dicha situación, lo que pone en duda la peligrosidad del supuesto explosivo.
Ese mismo día, Albert Batlle se encontraba en el edificio, y un grupo de personas del grupo de apoyo entre las que se encontraba la madre de Amadeu, entraron hasta el vestíbulo del edificio para solicitar una entrevista que, pese a las promesas no les ha sido concedida aún. En ese mismo momento, también hizo acto de aparición, la Consellera de Justicia Montserrat Tura, que se reunió con Albert Batlle, tras una puerta en la zona del vestíbulo. En todo momento, se aseguró que el envío tenía muy poca cantidad de explosivo, y por eso tanto el Director de Serveis Penitenciaris, como la Consellera de Justicia, no tomaron medidas especiales e incluso se reunieron en el propio edificio. Lo más preocupante de dicha situación, ha sido todo el silencio y oscurantismo con el que llevaron esta situación, lo que abre la sospecha a que frente a una situación que probablemente no comportaba un riesgo real, hayan creado toda una alarma social para preparar una acusación fiscal completamente desproporcionada: asesinato en grado de tentativa.

El viernes por la mañana, cuando su familia y amigxs se acercaron hasta la cárcel para visitarla se enteraron de que había sido trasladada a la prisión de Can Brians
Una vez más, el Estado utiliza las detenciones y los encarcelamientos para aterrorizar a aquellas y aquellos que plantan cara a la sinrazón represiva de un sistema que necesita de las prisiones para controlar la pobreza y la rebeldía que él mismo suscita.
De nuevo nosotrxs llamamos a la solidaridad y a la extensión de la lucha, por la libertad de Tamara y de todas nosotras.

Actualización

Malgrat que es va difondre que Tamara seria empresonada preventivament en el C.P. de Wad Ras, sembla que dies després la van traslladar a:
C.P. Brians - Dones
Carretera de Martorell a Capellades, km 23
08635 Sant Esteve Sesrovires
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A pesar de que se difundió que Tamara sería encarcelada preventivamente en el C.P. de Wad Ras, parece que días después la trasladaron a:
C.P. Brians - Dones
Carretera de Martorell a Capellades, km 23
08635 Sant Esteve Sesrovires



Recopilación de información en ingles y la convocatoria


Today Thursday 17 of December Tamara, an anarchist comrade from Madrid, has been imprisoned in the woman's prison of Wad-Ras. She is accused of having sent an explosive package to Albert Batlle, secretary of penitentiary services of the Catalan regional government.
The action was in october, during a campagn in struggle against the penitentiary sistem and in solidarity with the prisoner Amadeu Casellas, in that moment on hunger strike.

Again the state utilises the detentions and the imprisonments to terrorize those
that [planten cara] to the repressive [bogeria] of a sistem that needs prison to control the poverty and the rebellion that it produces.
Again we call for solidarity and the extension of the struggle, for the freedom of Tamara and for all of us.

MANIFESTATION THIS SUNDAY DECEMBER 20th AT 6 PM
IN PLAZA CAN FELIPA, NEAR METRO STATION POBLENOU

The Civil Guard has detained the militant anarchist Tamara Hernández Heras as the presumed responsible for the mailing of a letter bomb to the chair of the Penitentiary Services of the Regional Governement of Catalonia the last 7th of October, sources of investigation have informes EFE.

The Detention of Tamara Hernández Heras was ordered by the titular judgment of instruction #25 of Barcelona for a presumed crime of atempted homicide.
The agaents have also made a house inspection in the locality of Getafe.
The investigation was initiated by the Mossos d'Equadra (catalan national police), who are in charge of the disactivation of the bomb, of scant potency, and of the caligraphical studies of the letter. The detainee will pass to the judicial disposition possibly the next thursday.
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Communique in respect to the December 15th detention in Madrid
by Anarchist Black Cross

Tamara is accused of sending a small explosive artefact to Penitentiary Institutions. Justice and mass media newly united against the movement of prisoner support.
Once again the medias have made us knowers today of the detention in Getafe of an anarchist comrade. And once more the media shamelessly lie with a clear criminalising intention that we want to denounce here.

Coming from where it comes, we don't assign any credibility to that which is affirmed, that the comrade T.H.H was the responsible of sending a package bomb to the department of prisons of the Catalonial regional government last October. We don't believe it, but we don't interpret it wrongly either. She, the same as all comrades repressed by the state, has our unconditional support as much if she is the person responsible for the deeds of which they accuse as if she isn't. We simply dont enter into these types of considerations.

We are left then with a very serious doubt that her authoring of the deeds of which she is accused is certain, a deep doubt that aquired consistency at the time in which we are writing this text, when from sources of her defense, we have known that the dependencies of the police in those which are found detained are the barracks of the G.C. of Arroyo Molino, where tomorrow in the morning a declaration is expected to be made. The time of the detention is not exhausted by much , niether have they applied any special legislation, that which with all the pertinent reservations due to that the situation is still confusing, brings us to think that there is no solid base for the accusation.

This doesn't impede that the medias still continue speaking of the comrade as "a leader of the CNA". Qualifying her as leader they simply define: They are incapable of concieving that in the world could exist something that doesn't fight though a hierarchical relation. To say that she is integrated in the structure of CNA is completely false. This also defines the card that the media are playing.

Let's clear up the meaning of this lie. When the bodies of police try to make an accusation concrete, just like the prosecutor, they try to carry everything to the extreme degree. A degree that when it is a trait of an affair of political nature, is none other than trying to make an accusation of "belonging to an armed gang". This penal figure, to formalise itself, can precisely link the person with an organisation that, in accord to the shared international normative has a series of formalities such as permanence in time, known revindications, etc. That which has given place to that in certain occasions have appeared acronyms of inexistant organisations, or of that in others, like now the person is linked with an existant one, though not all the supposed catagories are fulfilled. In the definitive, of what it appears is of solving a technical problem to magnify the accusation and in this occasion, one more time, the medias have come to show themselves as the lackeys that are at the service of the repression.

All our solidarity for the detained comrade and our desire that tomorrow we can have her with us again. All our contempt towards those who screen old wives tales like the denounced, with the clear intention of destroying the life of one person and still furthermore, this is the ultimate end of the repression, trying to dissolve all the social interlocked that is shown antagonistic in the words and the deeds.
Salute and Anarchy.
Fe
deration of Groups of CNA Iberian Peninsula



Visto en| Klinamen.org


domingo, 20 de dezembro de 2009

Comunicados informativos em solidariedade com o CCL de Almada no consulado português em Barcelona!



No dia 11 do presente mês foram distribuidos comunicados informativos em solidariedade com o CCL de Almada no consulado português em Barcelona.


Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária!


O Centro de Cultura Libertária é um ateneu cultural anarquista que, desde há 35 anos, está sedeado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que sempre desempenhou, mas também pela ligação afectiva que gerou nas várias gerações que por ele passaram, encontrando sempre nesta associação um espaço fundamental de pensamento, cultura e liberdade.

O Centro de Cultura Libertária foi fundado logo após o 25 de Abril de 1974 por velhos militantes anarquistas que resistiram à ditadura, tais como Francisco Quintal, Jaime Rebelo, Adriano Botelho, Sebastião de Almeida ou José Correia Pires, antigo prisioneiro do campo de concentração do Tarrafal e homem ligado ao associativismo em Almada. Desta forma, este espaço esteve, desde a sua origem, ligado à tradição de apoio mútuo e luta pela liberdade que sempre encontrou terreno fértil na cidade de Almada.

O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma livraria de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades culturais, tais como debates, passagem de vídeos, exposições ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como o jornal “Voz Anarquista” nos anos 70, a revista “Antítese” nos anos 80, o “Boletim de Informação Anarquista” nos anos 90 e a revista “Húmus”, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro de Cultura Libertária. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações. O Centro recorreu desta sentença, de forma a suspender a ordem de despejo, encontrando-se neste momento a aguardar nova decisão judicial.

Na decisão do tribunal, não foram tidas em conta as testemunhas do Centro, incluindo dois vizinhos, tendo sido todo o crédito concedido às acusações do proprietário quanto ao suposto ruído que o centro produziria e à realização, por parte do mesmo, de pretensas festas que se prolongariam pela madrugada. O ruído que o Centro produz é apenas aquele que se pode esperar de uma associação durante o seu normal funcionamento e não justifica, de modo algum, uma acção de despejo. As condições de insonorização do prédio são, essas sim, muito más e constituem a causa do desconforto sentido pelas pessoas que moraram por baixo do Centro. O senhorio, contudo, nada fez, ao longo dos anos, para tentar solucionar esse problema.

A motivação do senhorio, proprietário de vários prédios e pensões na região de Lisboa, é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (52,50 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de
despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do imóvel, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado até agora.

O papel do tribunal é, também ele, bastante claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces deste sistema baseado na desigualdade e na ganância.

Contra o domínio e a especulação, solidariedade internacional!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sábado, 19 de Dezembro - Concerto benefit contra o despejo do Centro de Cultura Libertária - espaço Casa Viva, Porto

Sábado, dia 19, a partir das 17h
Concerto + Jantar na Casa Viva - Porto

Bandas:
Las tequilhas (poesia ruidosa),
Conto do Vigario (punk horroroso de lixoboa),
Everything is a Lie (A-versões),
Winston Smith (western rock)

Aparece!!!


Relato da concentração contra o despejo do CCL - 11 de Dezembro


Ao fim da tarde de sexta-feira, dia 11 de Dezembro, cerca de 40 pessoas concentraram-se junto ao cais fluvial de Cacilhas para protestar contra a acção de despejo do Centro de Cultura Libertária. Foram empunhadas duas faixas onde se podia ler: «Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária» e «Fazemos parte deste espaço, Lutamos apaixonadamente por ele!!!!! O CCL fica onde está!». Distribuíram-se comunicados informativos aos agitados transeuntes da hora de ponta, tendo sido ainda possível conversar com os que se mostraram mais interessados.


Cicloficina na Casa Viva - todas as vésperas da penúltima 6ª do mês...



5ª, 17 dezembro 18h30 | 20h30 entrada livre

Têm uma bicicleta em casa, mas não está boa para andar? Gostavam de conhecer malta que gosta tanto de biclas como vocês? Querem aprender a sujar as mãos e fazer as vossas próprias afinações e reparações?


A Cicloficina é isto tudo e muito mais, um punhado de voluntários utilizadores de bicicletas no dia a dia, aparece uma vez por mês na CasaViva para fazer coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim, apertar umas porcas e parafusos, etc..

Não se fazem geralmente substituições de peças porque não as temos (pensamos em criar um baú de peças usadas utilizáveis), para isso poderemos encaminhá-lo para uma oficina de bicicletas devidamente equipada e profissionalizada. Consoante as circunstâncias (e se o Hugo aparecer ;) ) poderá haver workshops sobre como afinar e reparar os vários componentes – aproveitar o processo para ensinar outras pessoas a fazer este tipo de coisas.

cicloficina.wordpress.com


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[Grécia] Urgente: Comunicado de Anarquistas de Atenas

Os últimos dias têm sido visto incríveis orgias da Junta militar na Grécia.

Exemplos:

1) Os policiais com armas de fogo nas manifestações;

2) Policiais em motocicletas fazendo incursões contra manifestantes;

3) Policiais seguindo manifestantes pacíficos nas ruas, detenções indiscriminadas e selvagens;

4) Encenações preparadas, como a suposta tentativa de assassinato contra o reitor do Pritanea;

5) Um grande número de acusações vagas e até mesmo criminosas para deter as pessoas jovens e adultas;

6) Fechamento de escolas sob o pretexto da gripe suína e espancamentos na surdina de estudantes que queriam chegar às suas escolas;

7) Secretas encapuzados seqüestrando jovens manifestantes;

8) Maior nível de colaboração entre os neo-nazistas da Golden Dawn e a polícia;

9) Reuniões secretas entre Chrysohoides [ministro para a "proteção dos cidadãos"] e os diretores de canais de televisão e jornalistas para decidir como apresentar a informação na TV;

10) Câmeras secretas escondidas e helicópteros sobrevoando constantemente;

11) Tolerância zero, uma laranja amarga, ou uma pedra arremesada em um banco tornou-se um crime grave e um pretexto para um ataque da polícia;

12) Proibição de manifestações e reuniões políticas nas áreas de maior movimento, com intimidação policial massiva e revoltantes filas de averiguação;

13) Ataques hackers contra o Indymedia, páginas de okupas e TVXS (TV Sem Fronteiras), eliminando comentários;

14) Invasão e detenção preventiva em muitos espaços autogeridos;

15) De um modo orwelliano, os anarquistas e os rebeldes são chamados de "fascistas e nazistas!";

16) Eliminação do direito de asilo acadêmica, como uma Junta militar.

E muito mais!

Algumas dessas coisas aconteceram de forma isolada, e algumas ocorreram apenas durante a Junta Militar dos Coronéis (1967-1974), enquanto que outras nunca tinham acontecido antes, só agora. Nunca tinha passado todas juntas em tão curto espaço de tempo!

Parece que o choque que aconteceu aqui, e que eles escondem, tal como o indomável dezembro, tem o poder de ativar um plano de emergência, um novo “molde de gesso” [repetindo o pronunciamento da Junta em 1967].

Esses momentos são mais do que histórico. Estamos assistindo, pela primeira vez desde 1967, uma tentativa de impor um golpe de estado da polícia fascista. Se numa “democracia parlamentar" são capazes de cometer tais crimes, essa Junta é um pouco diferente, e nós todos temos que começar a entender. Os lemas anarquistas nas ruas estão começando a dizer sem rodeios: "Abaixo a Junta."

Há cumplicidade dos procuradores, dos reitores, das classes mais altas, da mídia burguesa e da polícia, e ainda não sabemos que outras forças locais e estrangeiras foram recrutadas. Ouvimos falar de pessoas desaparecidas. O clima é tão duro como durante a Junta.

Este não é o momento de ficar calado! Essa não é hora de relaxar!

Todos nas ruas - Sentadas em todas as partes!

Por favor, ajude a derrubar a Junta militar grega!

O regime está pelas vias de 1967!

Despertemos!

Fonte: agência de notícias anarquistas-ana

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Coordinadora Antifascista da Estremadura : Solidariedade com os arguidos do 25 de Abril de 2007



Hoy, día 7 de diciembre, la Coordinadora Antifascista de Extremadura ha salido a la calle para informar a la gente sobre el caso de los 11 compañeros detenidos en Lisboa durante una manifestación antifascista y anticapitalista, y para solidarizarse con ellos en este día en que están siendo juzgados por el Estado portugués. Han repartido octavillas y desplegado una pancarta en el parque de San Francisco, para después proceder a la lectura del manifiesto de apoyo, repitiéndose este mismo acto en la plaza del ayuntamiento.

Manifiesto:

Farsa judicial en portugal
http://www.kaosenlared.net/noticia/solidarios-con-los-11-lisboa


Hoy, 7 de diciembre, en Lisboa juzgan a 11 personas por expresar su rechazo al fascismo y el capitalismo en una manifestación durante el pasado 25 de abril de2007.
Acusados de “agresión, injuria agravada y desobediencia civil”, en realidad han sido detenidos aleatoriamente entre los manifestantes con el único objetivo de coger a once cabezas de turco mediante los que reprimir el movimiento popular portugués.

En el Estado vecino, durante los últimos años, el incremento de organizaciones sociales y políticas de extrema derecha (es representativo el aumento del peso mediático del partido fascista PNR) ha alarmado a muchas personas. Debido a este auge, se convocó una manifestación para el día 25 de abril de 2007, cuyo mensaje era claro: “contra o fascismo, mas também contra o capitalismo e contra toda a autoridade”. Varios cientos de personas se concentraron en la Praça da Figueira y marcharon en dirección al Chiado. Cuando la manifestación acabó, contaba con mas de 500 personas, en un ambiente formidable, llenando la plaza deLargo de Camões.

Entonces, un grupo de 150 manifestantes cometió la imprudencia de volver a descender el Chiado en dirección a Rossio, y cuando se encontraban en la Rua do Carmo, el Cuerpo de Intervención de la Policía de SeguridadPública (PSP) y varios policías de paisano cortaron la vía a ambos lados. Sin aviso previo ni orden de dispersión, comenzaron a cargar contra los manifestantes, sin que hubiera en ningún momento intención de dispersar la manifestación. La policía atacó a los manifestantes y continuó golpeando brutalmente a los que caían al suelo. Otros fueron perseguidos por las calles limítrofes y ni siquiera algunos transeúntes y turistas escaparon a la violencia policial.

Ese día se conmemoraba el fin de la dictadura fascista en Portugal y, paradójicamente, fue uno de los días en los que no quedaron dudas sobre la verdadera cara de la democracia. Para justificar la brutal actuación policial en este día simbólico, el Partido Socialista Portugués montó una campaña de desinformación a través de los medios de comunicación, pintando a los manifestantes como peligrosos y a la actuación policial se la declaró dentro de los principios de la “legalidad, proporcionalidad y adecuación”.

Once de los manifestantes fueron detenidos aleatoriamente durante la carga policial y han sido acusados de agresiones e injurias contra esos mismos policías que tan brutalmente actuaron. Ante esta farsa judicial, estos compañeros antifascistas, luchadores por la libertad, necesitan nuestra solidaridad. Hoy los juzgan en Lisboa, pero desde Badajoz mostraremos nuestro apoyo.

Ante la represión, el fascismo y el capital, ¡nuestra fuerza, la solidaridad!

Coordinadora Antifascista Extremadura
Sección Badajoz

[Más info: Boletín de la AIT Secçao portuguesa: http://ait-sp.blogspot.com/]


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CONCENTRAÇÃO CONTRA O DESPEJO DO CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA


DIA 11 DE DEZEMBRO – SEXTA-FEIRA – 18 HORAS

Largo Alfredo Diniz (à saída dos barcos) – Cacilhas / Almada











O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos em Cacilhas, encontra-se ameaçado de despejo pelo proprietário. Após sentença do Tribunal de Almada, emitida no dia 2 de Novembro de 2009, foram dados 20 dias ao CCL para abandonar as suas instalações. O Centro de Cultura Libertária recorreu desta decisão do Tribunal, no passado dia 19 de Novembro, suspendendo a ordem de despejo.



Agora, aguarda-se a decisão do Tribunal sobre o recurso, que pode anular a decisão de despejo, levar a um novo julgamento ou reiterar a sentença já emitida. Não se pode prever qual será a decisão ou quanto tempo esta levará a ser tomada. Sabemos apenas que, caso o recurso seja recusado, teremos dez dias apenas para abandonar o espaço do CCL.



O Centro de Cultura Libertária vive momentos de absoluta incerteza quanto ao seu futuro. Mas uma coisa é certa: faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para dar continuidade ao CCL e para manter o espaço que este ocupa há 35 anos. Para tal precisamos da solidariedade de todxs xs que se revêem no CCL.



Para já o apoio monetário continua a ser muito importante, já que suportamos custos muito elevados para uma associação que vive apenas das contribuições dos seus associados e simpatizantes. O recurso custou-nos 2.000 euros em honorários do advogado e mais 75 euros da “taxa de justiça”. Em caso de perda do recurso, poderemos ter de pagar as custas judiciais. A salvaguarda do espólio do CCL, em caso de despejo, dará certamente lugar a novas despesas.



A motivação do proprietário do prédio é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (52,50 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do espaço.

O papel do tribunal também é claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces essenciais deste sistema baseado na desigualdade e na exploração.



Actualmente, o CCL é um dos raros locais anarquistas que se mantém em Portugal, único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que desempenha, mas também pela ligação afectiva que gerou em várias gerações de anarquistas, que nele encontraram um espaço de aprendizagem, de experimentação e divulgação das suas ideias.



O Centro de Cultura Libertária encarregar-se-á de agir a nível local, procurando a todo o momento, divulgar e estimular a revolta contra uma situação da qual não somos os únicos alvos. Encorajamos todas as formas de solidariedade dxs companheirxs que desejem potenciar a nossa luta noutros lugares.



Saúde e Anarquia!



Centro de Cultura Libertária

23 de Novembro de 2009







* * * * * * * * * *



Texto dirigido à população de Cacilhas:





Contra o despejo do Centro de Cultura Libertária!



O Centro de Cultura Libertária é um ateneu cultural anarquista que, desde há 35 anos, está sedeado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que sempre desempenhou, mas também pela ligação afectiva que gerou nas várias gerações que por ele passaram, encontrando sempre nesta associação um espaço fundamental de pensamento, cultura e liberdade.



O Centro de Cultura Libertária foi fundado logo após o 25 de Abril de 1974 por velhos militantes anarquistas que resistiram à ditadura, tais como Francisco Quintal, Jaime Rebelo, Adriano Botelho, Sebastião de Almeida ou José Correia Pires, antigo prisioneiro do campo de concentração do Tarrafal e homem ligado ao associativismo em Almada. Desta forma, este espaço esteve, desde a sua origem, ligado à tradição de apoio mútuo e luta pela liberdade que sempre encontrou terreno fértil na cidade de Almada.



O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma livraria de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades culturais, tais como debates, passagem de vídeos, exposições ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como o jornal “Voz Anarquista” nos anos 70, a revista “Antítese” nos anos 80, o “Boletim de Informação Anarquista” nos anos 90 e a revista “Húmus”, mais recentemente.



Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro de Cultura Libertária. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações. O Centro recorreu desta sentença, de forma a suspender a ordem de despejo, encontrando-se neste momento a aguardar nova decisão judicial.



Na decisão do tribunal, não foram tidas em conta as testemunhas do Centro, incluindo dois vizinhos, tendo sido todo o crédito concedido às acusações do proprietário quanto ao suposto ruído que o centro produziria e à realização, por parte do mesmo, de pretensas festas que se prolongariam pela madrugada. O ruído que o Centro produz é apenas aquele que se pode esperar de uma associação durante o seu normal funcionamento e não justifica, de modo algum, uma acção de despejo. As condições de insonorização do prédio são, essas sim, muito más e constituem a causa do desconforto sentido pelas pessoas que moraram por baixo do Centro. O senhorio, contudo, nada fez, ao longo dos anos, para tentar solucionar esse problema.



A motivação do senhorio, proprietário de vários prédios e pensões na região de Lisboa, é clara: despejar uma associação que paga uma renda mensal baixa (52,50 euros) e cujo contrato só pode ser rescindido através de uma acção de despejo, abrindo assim o caminho à rentabilização do imóvel, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado até agora.



O papel do tribunal é, também ele, bastante claro: defender o interesse dos proprietários e a propriedade privada, alicerces deste sistema baseado na desigualdade e na ganância.



Só nos foi possível suportar os elevados custos judiciais devido ao apoio de muitas pessoas que se solidarizaram com a importância que este espaço representa tanto a nível local como a nível nacional. Muitos inquilinos, confrontados com um processo semelhante, não teriam sido capazes sequer de enfrentar o senhorio em tribunal, por não terem condições para suportar as despesas. Para eles, um processo destes significaria, automaticamente, o despejo, nada podendo apelar à “Justiça” dos Tribunais.



À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada. Apelamos, por isso, à solidariedade de todos aqueles e aquelas que também sentem que este espaço, parte integrante da identidade e da memória histórica de Cacilhas, deve continuar onde sempre esteve.



Continuaremos a lutar, com o vosso apoio e solidariedade, para que este espaço continue!



Centro de Cultura Libertária

23 de Novembro de 2009




O julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007 teve início...



O julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007 teve ontem início; contudo, devido a uma falha por parte do tribunal nas notificações de arguidos, a 1ª sessão foi imediatamente adiada para dia 22 de Janeiro de 2009.



Num complexo de edifícios onde vidas são decididas, inserido num complexo comercial, inserido num complexo habitacional de ricos, por alguma razão desconhecida, o Campus de Justiça de Lisboa estava literalmente ocupado pela polícia, com várias dezenas de agentes do Corpo de Intervenção e do SIR a cercarem, principalmente, o edifício B (o dos juízos criminais), e alguns agentes à civil a vaguear por ali.

Na verdade, o único exemplo de vida naquela zona eram os 20 companheiros que ali se juntaram e gritavam e assobiavam e mostravam uma faixa onde se lia "hoje como ontem, continuamos na rua".


SOLIDARIEDADE ACTIVA com SEM-ABRIGO E DESEMPREGAD@S NO CENTRO DO PORTO

Mais de 40 pessoas sem-tecto estão desde há alguns meses abrigadas nas ruínas do antigo "Mercado do Anjo", Praça de Lisboa, junto à torre dos Clérigos, no Porto. A maioria ocupa antigas lojas daquele centro comercial, já sem vitrinas, e ainda que abrigados da chuva resistem como podem ao frio. Alguns ganham a vida como arrumadores de carros (a quem a Câmara do Porto prometeu há muito arranjar "alternativas à rua"), outros trabalham no que podem e a maioria são desempregados: há gráficos, operários de construção, motoristas, padeiros, empregados de mesa, etc.,


DESEMPREGADOS.
Caso possa ajudar, algumas das necessidades mais urgentes dos ocupantes daquele espaço são:

-cobertores e roupa de cama para combater o frio
-comida quente (já que na maior parte das vezes as pessoas se alimentam de "kits" alimentares distribuídos por carrinhas de
algumas organizações caritativas e refeições frias)
-EQUIPA VOLUNTÁRIA de ACESSORIA JURÍDICA E SOCIAL - no sentido de apoiar o acesso a direitos e medidas de apoio social, laboral, médico-sanitário, etc...

-AS DÁDIVAS DE COBERTORES E ROUPA DE CAMA BEM COMO A OFERTA DE VOLUNTARIADO SOLIDÁRIO PODEM SER FEITAS no Gato Vadio ou NA SEDE DA TERRA VIVA!AES, (RUA DOS CALDEIREIROS, 213 -PORTO ,À CORDOARIA, TERÇAS,QUINTAS E SEXTAS, DAS 17 àS 20 HORAS).

CONTACTOS E MAIS INFORMAÇÕES: 223324001 - 967694816 - terraviva@aeiou.pt


Atualização dos acontecimentos na Grécia

[Pelo dinamismo e intensidade das atividades na Grécia é quase impossível escrever uma boa atualização sobre o que está acontecendo por lá, principalmente pelas dificuldades idiomáticas, mas “vamo que vamo”. Grécia em todas as partes!]


Nesta segunda-feira (7) houve manifestações em quase todas as cidades do país, especialmente estudantis. Algumas cidades que postaram informes de protestos - que foram desde ocupações de estações de rádio, ataques a alvos capitalistas e militares, até passeatas - pelo Centro de Mídia Independente de Atenas: Kozani, Ilha de Lesbos, Lefkada, Paros, Patras, Larissa, Veria, Rodes, Ilha de Creta, Katerini, Kalamata, Zakynthos, Trípoli, Samos, Volos, Chania, Ilha de Creta.
Em Atenas, ontem à noite, depois da manifestação e da forte repressão, houve uma reunião na Universidade Politécnica ocupada. As pessoas saíram de lá em passeata, tentando evitar alguma prisão, porque havia policiais por todas as partes. A ocupação acabou.
Em Tessalônica, após uma reunião na universidade, aconteceu uma manifestação de solidariedade com os detidos, exigindo a sua libertação. Em seguida, fecharam a rua Egnatia (uma das principais ruas da cidade) de 18h45 até 22h15. Eles deixaram o local somente depois que souberam que todos os presos em 7 de dezembro iriam ser soltos.
Há algumas manifestações de solidariedade convocadas para hoje (8) em Atenas, às 19 horas, e em Tessalônica, às 18 horas. Também há várias convocações e ações em alguns edifícios que ainda permanecem ocupados.

[Ultima hora]

A manifestação em Atenas em frente ao Parlamento foi proibida, o lugar estava tomado de policiais. Mas mesmo assim houve uma concentração de manifestantes.
Fotos:
Presos libertados
Hoje pela manhã, às 6h30, as 22 pessoas do Centro Social Anarquista "Resalto", em Keratsini, que estavam detidas foram libertadas. Os juízes estiveram reunidos por mais de três horas para tomar a decisão num processo que teve início às 14h30 de ontem.
Uma pessoa foi imposta sob a fiança de 15.000 euros; duas outras uma fiança de 5.000 euros; para outras 6 pessoas uma fiança de 3.000 euros; outras quatro pessoas não receberam qualquer tipo de fiança ou obrigação jurídica; para os demais foi ditado uma proibição de sair do país, comparecer e assinar um compromisso em uma delegacia de polícia de bairro (não sabemos com que regularidade).
Na saída do Tribunal estavam os esperando 30 companheiros e familiares. Ainda hoje, passam pelo Tribunal 41 pessoas que ocuparam a prefeitura da cidade.

Neonazistas
Há diversas fotos postadas no CMI Atenas revelando que membros do grupo neonazista Chryssi Avghi atuaram conjuntamente com as forças policiais gregas na repressão dos manifestantes.
Repressão
O nível de repressão visto em Atenas e outras cidades gregas nos últimos dias atingiram picos de brutalidade sem precedentes naquele país.
Segundo um anarquista londrino, "em abril deste ano, os jornais britânicos divulgaram que um destacamento da seção da Scotland Yard [polícia britânica equivalente ao FBI dos EUA], especializada na "luta contra o terrorismo" foram deslocados ao país mediterrânico, a fim de ajudar o Estado grego para melhorar o nível do seu próprio "terrorismo". Pouco mais de um mês depois, o novo "Delta Force" [os assassinos e terroristas dos comandos motorizados da polícia grega] já estava em serviço, causando ferimentos graves em vários manifestantes".
Ele continua: "As táticas usadas na repressão às manifestações deste mês, o golpe tático que levou à prisão ativistas de um centro social chamado "Resalto”, depois de invadir o local de uma maneira injustificada e brutal, a prisão “preventiva” de muitas pessoas quando se dirigiam para as manifestações com a desculpa de identificá-las, mas com o verdadeiro objetivo de manter as pessoas longe dos locais de luta, as tentativas de estabelecer uma "onda" em torno dos manifestantes... Isto soa familiar... Tudo isto cheira a colaboração britânica com assessoramento, formação e talvez financiamento".
"Quando você vê cortar a barba do vizinho, bote a sua de molho, diz um ditado popular. Acho que os grandes líderes da União Européia estão vendo que a resistência popular anarquista avança imparável, e se hoje é a Grécia, amanhã pode ser a Inglaterra, Alemanha, Espanha..."

Proteção ao cidadão?
O Ministro de Proteção ao Cidadão do novo governo "socialista" grego falou que "durante as manifestações a polícia se quer arranhou algum manifestante". Por outro lado, um policial que preferiu não se identificar disse a um jornal local que "os confrontos não foram significativos, os protestos aconteceram como esperado".
Grande mídia
De acordo com informes veiculados na grande imprensa grega, "especialistas" políticos e agências de inteligência da Europa já temem que a instabilidade grega se espalhe por toda a região. "A Grécia é o ponto fraco da Europa e há a possibilidade de que elementos radicais inspirem outros países europeus", disse um analista ateniense sobre terrorismo.
Humor
Um político direitista grego expressou num jornal local a seguinte frase/pergunta: "Como é possível que as autoridades deixem que um bando de anarquistas tirem e queimem uma bandeira da Grécia e ainda icem no alto de um prédio público uma bandeira anarquista?".
agência de notícias anarquistas-ana

Novos confrontos na Grécia

Novos confrontos entre a polícia e centenas de jovens registraram-se hoje (7) em Atenas na manifestação de estudantes em memória de Alexis Grigoropoulos morto há um ano por um polícia.
Jovens mascarados lançaram pedras contra várias lojas burguesas, agências bancárias e contra a polícia anti-distúrbios, que respondeu lançando gás lacrimogêneo e balas de borracha.


Os confrontos de hoje ocorreram no curso de uma manifestação que juntou milhares de pessoas, na sua maioria alunos do secundário, no centro de Atenas.
Várias dezenas de jovens que seguiam na "rabeira" da manifestação lançaram pedras, coquetéis molotov e foguetes contra a polícia anti-distúrbios e romperam vidros de paradas de ônibus, cabines telefônicas, bancos 24 horas, câmeras de vigilância, incendiaram caixotes de lixo e queimaram alguns dos carros de luxo que foram encontrando pelo caminho.

O centro de Atenas estava tomado de pichações e cartazes antimilitaristas, anticapitalistas, antipolíticos e contra a miséria do trabalho.
Primeiramente cerca de 6000 polícias foram destacados desde domingo em Atenas para tentar impedir a repetição dos protestos do ano passado na capital grega, mas o novo governo “socialista” reforçou o policiamento nas ruas da cidade com mais 4000 policiais.

Numa outra manifestação, com aproximadamente 10000 pessoas, principalmente estudantes do secundário, realizada em Tessalônica, no norte do país, registraram-se também confrontos com a polícia, que lançou gás lacrimogêneo para dispersar grupos que lançavam pedras e outros objetos.
Depois da manifestação, uma assembléia dos estudantes foi esquematizada na Universidade Politécnica. Mas as forças especiais da polícia entraram pela terceira vez na universidade lançando gases químicos para desocupar o prédio e prender os manifestantes. A intenção da polícia era matar ou ferir gravemente alguém.
Na Grécia a polícia está proibida de entrar nas universidades por causa do direito de asilo estudantil que foi criado em 1973, quando os militares entraram na Escola Politécnica de Atenas e mataram dezenas de estudantes. Estes protestavam contra a junta militar que governou o país entre 1967 e 1974, a ditadura conhecida por "regime dos coronéis".

Outras cidades gregas menores também organizaram protestos hoje como parte do aniversário de um ano da morte do jovem Alexis Grigoropoulos.
As várias ocupações de instituições públicas e de ensino em homenagem a Alexis devem ser finalizadas ainda hoje. Nas ocupações eram organizadas várias atividades culturais, desde concertos até exposições fotográficas da rebelião de Dezembro de 2008.
Estes últimos dias muitos prisioneiros gregos realizaram uma greve de fome parcial em protesto contra a violência policial e em memória de Alexis.
Os números da polícia indicam que nos últimos dias 823 pessoas foram detidas por desordem pública em conexão com as manifestações. Mas estes números podem ser maiores. A maioria dos presos já foram soltos. Pelo menos 159 responderão processos judiciais.
Analistas políticos gregos avaliam que o “6 de dezembro” se tornou um novo “17 de novembro” das novas gerações de estudantes do país, que tradicionalmente celebram nesta data o aniversário das revoltas estudantis contidas com violência na Universidade Politécnica de Atenas em 1973.
O CMI Atenas continua com problemas, mas na página central há vários vídeos e fotos dos protestos em toda a Grécia, alguns explicitam a violência policial, que alguns avaliam como mais brutal que no dezembro de 2008.

Galeria de imagens de Atenas hoje:
http://noticias.uol.com.br/album/091207grecia_album.jhtm?abrefoto=6#fotoNav=1

Solidariedade sem fronteiras
Em Luxemburgo, na capital do mesmo nome, aconteceu uma manifestação não autorizada contra a repressão e a violência policial, bem como em memória de Alexis Grigoropoulos e todas as vítimas do capitalismo. "Sem justiça não há paz, lute contra a polícia", "Polícia Assassina", foram alguns slogans gritados no protesto. Alguns fogos de artifício foram utilizados no ato. A manifestação foi acossada pela polícia, mas ninguém foi ferido ou preso.
Também ocorreram manifestações de solidariedade em Boston, nos Estados Unidos, Madri, na Espanha, Hamburgo e Düsseldorf, na Alemanha e Perugia, na Itália.

Fotos da marcha em Miden, na Alemanha:
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1202422

Vídeo da marcha de solidariedade em Amsterdam, na Holanda:
http://www.youtube.com/watch?v=RoU5hahsQbs


Últimas notícias da Grécia

Atenas e outras cidades da Grécia estão hoje (7) em alerta após os violentos distúrbios do fim de semana e diante das grandes manifestações convocadas para o meio-dia desta segunda-feira, em memória ao assassinato de Alexis Grigoropoulos por um policial, há um ano.
Hoje logo pela manhã cerca de 500 alunos do ensino médio tinham bloqueado as avenidas centrais dos subúrbios da capital.


Por outro lado, cerca de 100 jovens fizeram uma manifestação nos arredores da delegacia do bairro de Alimo, na parte sudeste de Atenas.
Em meio a uma grande mobilização das forças da ordem, 10.000 policiais, o acesso às ruas que cercam o centro de Atenas estão fechadas, na previsão de uma ida em massa de pessoas ao protesto.
Os funcionários do setor público convocaram uma greve de três horas para hoje.
Centenas de pessoas ficaram feridas, e cerca de 500 foram detidas neste fim de semana em confrontos entre a polícia e grupos de manifestantes em Atenas e outras cidades, à margem de grandes manifestações em lembrança ao primeiro aniversário do assassinato de Alexis Grigoropoulos.
Breves notas de ontem (6) à noite em Atenas e de cidades menores da Grécia
Em Patras, aproximadamente 2.000 pessoas participaram da manifestação pelas ruas centrais da cidade. Os manifestantes atacaram a prefeitura e destruíram vários bancos. Pelo menos 50 pessoas foram presas.
O protesto em Xanthi começou com barricadas em chamas. Os escritórios da Companhia Elétrica Nacional foram alvejados com coquetéis molotov.
Houve distúrbios durante à noite na cidade de Ioannina. Vários bancos foram destruídos e 40 pessoas presas. Um centro social antiautoritário na cidade foi invadido pela polícia.
Em Volos, também aconteceram confrontos entre manifestantes e policiais durante a marcha que reuniu aproximadamente 1.500 pessoas.
Foram registrados confrontos entre manifestantes e a polícia na cidade de Agrinio. Um carro da polícia foi incendiado após o lançamento de um coquetel molotov e as estradas principais da cidade foram fechadas pelos revoltosos. Os manifestantes danificaram diversos prédios capitalistas e estatais.
Em Serres houve um ataque ao Tribunal de Justiça da cidade com bombas de tinta. Ninguém foi detido.
Na ilhas de Rodas e Creta dezenas de pessoas foram presas durante os protestos.
As pessoas detidas no espaço anarquista “Resalto” no sábado (5) foram transferidas para um Tribunal de Pireu. Uma manifestação de solidariedade em frente ao Tribunal foi atacada pela polícia com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
No centro de Atenas continuaram as batalhas em torno da ocupada Universidade de Direito e a sala do Reitor. A imprensa está divulgando notas que o Reitor foi ferido pelos manifestantes durante a ocupação do prédio, na verdade, ele foi hospitalizado devido a problemas cardíacos crônicos, que se agravou nos últimos dias pelo estresse. A polícia está tentando aproveitar o noticiário falso para romper o asilo universitário e evacuar o edifício. A polícia já quebrou brevemente o asilo universitário da escola de Direito ao entrar na frente do prédio e perseguir os manifestantes.
Ainda em Atenas, torcedores que assistiam uma partida de futebol no Estádio Olímpico foram atacados pela polícia após gritarem slogans contra a repressão de hoje. Uma faixa foi erguida nas arquibancadas em homenagem a Alexis. O jogo chegou a ser suspenso por meia hora.
Um espaço da Rede de Direitos Humanos e Civis foi invadido pela polícia, que jogaram gás lacrimogêneo para forças sua desocupação.
A Senhora Koutsoumbou permanece internada com hemorragia interna e possível dano cerebral. Ela foi atropelada de propósito por um policial motorizado durante uma manifestação.
À noite, no centro de Atenas, apesar do estado de terror, cerca de 1000 pessoas conseguiram atravessar as barreiras policiais para chegar ao memorial de Alexis Grigoropoulos, no ponto de seu assassinato, em Exarchia. Foi realizado um minuto de silêncio às 21 horas, horário da morte de Alexis. Em seguida, os manifestantes marcharam até a praça central de Exarchia, mas o seu caminho para a Politécnica foi bloqueado pela polícia, que continuam a cercar as instalações ocupadas da universidade. Uma enorme bandeira anarquista está içada no alto do prédio da universidade.
Antes houve tensão na delegacia de Atenas, quando a polícia negou o acesso a advogados, que iam se reunir com as 177 pessoas detidas nas manifestações.
Em Tessalônica, a polícia quebrou novamente o asilo universitário entrando no salão principal da Universidade Aristotélica para prender um homem. Há 88 pessoas presas na cidade pelas manifestações.
Vídeo dos anarquistas retirando uma bandeira da Grécia e içando uma vermelho e negra no alto do prédio ocupado da Politécnica: http://www.youtube.com/watch?v=7zbf-4u8PiE
Vídeo Tessalônica: http://www.youtube.com/watch?v=J8arBWwl-B0&feature=player_embedded
Vídeo Atenas: http://www.youtube.com/watch?v=tppCRtD-SiA
http://www.zougla.gr/page.ashx?pid=2&aid=84827&cid=4

Fotos Atenas: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1202181
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1202245
Fotos Tessalônica: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1202158

sábado, 5 de dezembro de 2009

Hoje como Ontem.. 25 de Abril de 2007



A manifestação de Abril de 2007 resultou da negação urgente de uma série de aspectos fundamentais que dizem respeito à liberdade como condição de existência individual e em sociedade/colectiva. Tratou-se de uma manifestação antiautoritária e anticapitalista que levou para as ruas mais de quinhentas pessoas.
Demonstrar nas ruas o nosso descontentamento constitui um momento de reflexão, tenha este a dimensão que assumir.

Nessa medida, pôr a nu a forma como as relações se constroem ao nível social segundo as normas vigentes, as suas motivações e intenções explícitas de desrespeito e supressão simples das liberdades individuais, é tentar o fim da opressão sobre cada um de nós. Essa opressão é a tentativa de cimentar, à margem do indivíduo, uma sociedade artilhada para defender uma imagem de prosperidade impossível porque pelo lucro, pela exploração, pela vigilância necessária à sua manutenção.
O estatuto de cidadão, essa espécie de cordão umbilical para com as instituições sociais, é tudo o que nos vincula a valores incontestáveis, à tradição dos sistemas existentes desde que existe essa consciência de pátria, nação, conjunto de normas que reinventam infinitamente a moral vigente. Quando tentamos fazer perceber que não é de ânimo leve que nos dobramos perante qualquer tipo de autoridade gratuita, seja por parte do estado e seus mercenários, seja a do patrão, a do professor, somos loucos ou radicais, tudo o que a sociedade marginaliza em auto-defesa até à mais absoluta incoerência.
Os 11 detidos na manifestação de 2007 vão ser julgados no dia 7 de Dezembro por alegada agressão e injúria à policia. Ora, é o que se poderá dizer de um mundo visto ao contrário: a policia encurrala os manifestantes na Rua do Carmo ( Baixa de Lisboa ) ao fechar as duas únicas saídas que esta tem e vêm posteriormente dizer que terá havido uma ordem de dispersão! Persegue as pessoas que estão a tentar dispersar, as que conseguem passar o cordão policial sem serem espancadas, e correm até locais já bastante distantes dessa rua dando continuidade à sua acção arbitrariamente violenta e acusam os manifestantes de agressão perante este cenário!
Nesta situação e em outras, a acção da polícia deve ser contestada/parada, por extensão a do estado como sucedeu naquele Abril..


Inoxidável

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tensão na Grécia na véspera do aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos...

... a luta continua

[A tensão política e social aumenta em toda a Grécia dias antes do fim de semana crítico (sábado, 5 - segunda-feira, 7), que marca o primeiro aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos e a posterior Revolta de Dezembro. Diversas manifestações estão sendo convocadas por todo o país em 6 de dezembro. Temendo confrontos, as autoridades gregas transferiram, de meados de dezembro para janeiro, o julgamento do policial que matou Alex.]


Na frente de trabalho, alguns setores estão em plena agitação. Na segunda-feira, 30 de novembro, se viu em Atenas uma manifestação dos médicos de hospitais que entraram em greve por 24 horas, em frente ao hospital de Evangelismos. Ao mesmo tempo, as enfermeiras do hospital de Agia Eleni ocuparam os escritórios do hospital, exigindo que as enfermeiras empregadas deixem de trabalhar como escriturárias e se encarreguem apenas dos cuidados médicos. Nas telecomunicações, os trabalhadores da Wind convocaram uma greve de 24 horas para esta quinta-feira, 3 de dezembro, em resposta as “demissões voluntárias" de 200 trabalhadores. Ao mesmo tempo, arqueólogos contratados pelo Ministério da Cultura convocaram uma greve de 48 horas desde a quarta-feira até hoje, quinta-feira, para exigir o pagamento imediato de seus salários. Ontem os arqueólogos se reuniram diante do Museu Arqueológico de Atenas e marcharam para o ministério. Do lado da indústria pesada, os metalúrgicos convocaram uma greve de 24 horas em protesto contra a demissão de 16 trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional. No setor público, na quarta-feira, 2 de dezembro, os trabalhadores municipais de Tessalônica bloquearam vários órgãos estatais, impedindo a entrada de todos os cidadãos e funcionários. Exigem a revisão dos novos planos do governo em relação ao estatuto dos funcionários públicos. No campo, os produtores de pêssegos estão bloqueando a rodovia de Egnatia, parando todo o tráfego a partir do oeste de Tessalônica, exigindo que o Ministério da Agricultura fixe um conjunto universal de preços para seus produtos.

Finalmente, um acontecimento de que se fala muito, mesmo na mídia burguesa, é o ataque com ácido ao carro de uma trabalhadora de limpeza, Venetia Monalopoulou, contratada pelo aeroporto de Tessalônica. A limpadora é uma líder sindical, com um papel importante nos esforços para construir uma frente de limpeza autônoma de acordo com o modelo proposto por K. Kouneva, a limpadora de Atenas, que um ano atrás foi alvo de uma tentativa de homicídio com ácido sulfúrico. O último ataque aconteceu durante uma assembléia de trabalhadores de limpeza e foi condenado por eles como "terrorismo patronal”.

Na frente estudantil, uma marcha de protesto tomou às ruas de Atenas através de pilhas de lixo devido ao bloqueio na remoção de lixos. Os estudantes denunciaram o fechamento de suas escolas pela colaboração entre a reitoria e as autoridades policiais, durante o 36 º aniversário da insurreição da Escola Politécnica de Atenas, em 17 de novembro. Um protesto semelhante tomou as ruas da cidade de Volos, na terça-feira, 1 de dezembro. Ao mesmo tempo, os trabalhadores da Universidade do Peloponeso, ocuparam os escritórios do reitor da sua universidade, bloquearam a principal rodovia de Corinto em 2 de dezembro, paralisando, deste modo, todos os movimentos na península. Nesta quinta-feira, 3 de dezembro, várias universidades em todo o país amanheceram ocupadas por estudantes, que vão mantê-las abertas e sob ocupação até o aniversário do assassinato de Alexander Grigoropoulos.

Na frente anti-repressiva, o julgamento do preso anarquista Ilias Nikolao começou na manhã desta quarta-feira, com uma presença policial draconiana, um grande protesto motorizado aconteceu na noite passada até a prisão de Diavata onde se encontra Ilias. Ao mesmo tempo, um grande protesto tomou às ruas de Tessalônica nesta segunda-feira, 30 de novembro, pelo ataque explosivo paraestatal na semana passada contra o Centro Social Antiautoritário Buena Ventura. Um dia antes houve uma outra manifestação antirepressão na rua Petralona, em Atenas, contra o ataque com bomba na casa de um membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (Εργατικό Επαναστατικό Κόμμα, trotskista) que está ativamente envolvido no processo anti-gentrificação nesta área. Ao mesmo tempo, duas novas ocupações surgiram no arquipélago do antagonismo social: em Exachia e Corfu. Esta última foi recebida com grande pressão da polícia local.

Para terminar, o já tenso ambiente social e político têm sido impulsionados por uma série de ataques contra o Estado e objetivos capitalistas em todo o país, quase que diariamentes. O mais recente aconteceu na terça-feira, quando foi atacada intensamente com coquetéis molotov o centro comercial de Kaisariani, um bairro do leste de Atenas, visando principalmente os bancos. Em Tessalônica, a guerrilha urbana Desorientados/ Ministros de Erebus reivindicou uma série de ataques contra casas de policiais, juízes e diretores de jornais com explosivos de baixa intensidade.

agência de notícias anarquistas-ana

VIGÍLIA DE SOLIDARIEDADE com AMINETU HAIDAR

5a feira, 18h30, Av da Liberdade, frente ao Consulado na Espanha


O Colectivo Mumia Abu-Jamal (CMA-J) é uma das
organizações que convocam a vigília de Solidariedade
com Aminetu Haidar, para o próximo dia 3 de Dezembro,
entre as 18h30 e as 20h00, frente ao Consulado na
Espanha na Avenida da Liberdade.

Aminetu Haidar, originária do Sahara Ocidental
ocupado por Marrocos, está há 18 dias em greve fome
pelo seu regresso ao Sahara Ocidental. Aminetu
Haidar também está em luta para que o seu povo possa
decidir o seu destino num referendo livre.

O CMA-J onvoca todos os amantes da liberdade e todos
os que lutam pelos direitos humanos a participarem
nesta vigília de Solidariedade.

A tua participação é muito importante

CMA-J
(cmaj@mail.pt)
http://cmaj.blogspot.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

JULGAMENTO DOS DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO ANTI-AUTORITÁRIA DE 25 DE ABRIL DE 2007

No próximo dia 7 de Dezembro vai começar o julgamento dos detidos na manifestação anti-autoritária de 25 de Abril de 2007. Alguns dos arguidos enfrentam acusações que podem levar a penas de seis meses a cinco anos de prisão por terem participado numa manifestação que sofreu uma carga policial sem qualquer ordem de dispersão.

Que acusações são essas? Resumindo: AGRESSÃO À BÓFIA.

O curioso é quem ficou ferido, para variar – neste sapal à beira-mar sedimentado –, foram os manifestantes – as imagens dessa manifestação que circulam pela net e o testemunho de quem lá esteve podem comprová-lo.
Mas não é isso que interessa. SOMOS ANARQUISTAS!


O que importa aqui não é a actuação da polícia, pois para quem luta pela liberdade o que está em causa é a existência da própria polícia. Nem tão pouco é a liberdade de manifestação, pois a liberdade individual é a essência do Eu, jamais poderá ser legislada e, como tal, o que está em causa é a existência do Estado – esse indiscutivelmente autoritário na sua essência.

É, também, como anarquistas que sabemos que o Estado pode pôr diversas máscaras, da mais estalinista à farsa democrática. E que nesta sua, do Estado, roupagem de farsa democrática, quando não se contesta da forma que ele próprio define, mostra a sua essência repressora e lança os seus cães contra quem o ataca.

Enquanto houver Estado haverá repressão. Haveremos sempre, sempre lutar contra ela – e contra ele – com todas as nossas armas e seremos sempre solidários com quem o fizer de modo semelhante.
Identificando a manifestação que deu origem a este processo como uma acção que vai ao encontro dos nossos métodos, queremos afirmar a nossa solidariedade para com os arguidos e apelar a todos, que se identificarem com tal, a não deixarem que o processo se resolva no circo, que é o tribunal, mas nas ruas. Em todo lado e de qualquer forma, vamos incendiá-las, quer figurativa quer literalmente. Vamos sair e dar-lhes trabalho!

Ainda que com happy end, quando o processo cessar nós não.

O FOGO VINGADOR


Centro de Media Independente Portugal relançado!




http://pt.indymedia.org

Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.



Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.

Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.

O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.

Estás preparado para escrever a tua notícia?

Ajuda-nos a construir este mundo melhor!
Artigos relacionados:
10 Anos de Seattle

Colectivo editorial do Centro de Média Independente - Portugal
http://pt.indymedia.org

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

[Alemanha] Protesto contra desocupação de espaço libertário em Berlim reúne milhares de pessoas


Após 20 anos de ocupação o espaço Brunnenstraße183, em Berlim, foi despejado nesta última terça-feira (24), numa operação que envolveu cerca de 700 policiais, com equipamentos especiais. A intervenção policial, a mando do proprietário do prédio, contou com o bloqueio de todas as ruas de acesso ao imóvel.

Em reação, a ativa cena libertária da capital alemã, em menos de dois dias, se mobilizou e botou aproximadamente 3.000 pessoas nas ruas da cidade, nesta quinta-feira (26), contra o despejo e evacuação dos espaços ocupados berlinenses.

O protesto começou em torno das 20 horas, na Praça Laranja (um ex-reduto do movimento squatter) no bairro de Kreuzberg, com cerca de 800 participantes, e foi engrossando pelas ruas de Berlim, até chegar por volta de 3000 pessoas (a imprensa diz 1800). A manifestação sempre esteve vigiada e cercada pelas forças de segurança.

A partir da Praça Rosenthaler foram registrados choques entre manifestantes e a polícia. Os manifestantes jogaram garrafas e pedras contra os policiais. A polícia respondeu com canhões de água. Algumas pessoas foram detidas.

Neste momento outros espaços ocupados em Berlim estão sob a ameaça de despejo pelos proprietários e especuladores imobiliários, cuja atividade consiste, especialmente, em comprar projetos “podres” e gentrificá-los, transformando-os em lugares yuppies.

Berlim está sendo totalmente reestruturada num gigantesco processo de gentrificação, com as pessoas com menos recursos sendo expulsas e removidas para bairros mais afastados de Berlim.

Galeria de imagens da manifestação: http://www.flickr.com/photos/mikaelzellmann/sets/72157622760491831/

Vídeo do despejo do Brunnenstrasse 183: http://www.youtube.com/user/spreepirat0107 # p/a/u/0/ew6r8y1YKi8

agência de notícias anarquistas-ana

Mais um antifascista assassinado em Moscovo por nazis

(não fales à toa, o inimigo está à escuta)

Na noite de 2ª-feira, 16 de Novembro, Ivan “Vanya Kostolom” Khutorskoy, um antifascista de 26 anos, foi assassinado à entrada da sua casa, num bairro na parte este de Moscovo, com dois tiros na cabeça.

Notícia completa em Castelhano, retirada de Alasbarricadas.org

En la noche del lunes, 16 de noviembre, Ivan “Vanya Kostolom” Khutorskoy, antifascista de 26 años, fue asesinado a la entrada de su casa en la calle Khabarovsk, en un barrio del este de Moscú, de dos tiros en la cabeza, según algunas fuentes.
Vanya era una figura destacada del movimiento antifascista ruso y estoy seguro de que mucha gente le recordará durante los próximos días, meses y años. Pero a día de hoy, la mayoría de sus amigos están demasiado furiosos y afectados por la pérdida de su amigo y compañero.
Mis primeros recuerdos de Vanya se remontan a eso del 2004. Yo llevaba una distribuidora anarquista en un concierto celebrado en el R-Club. En aquel entonces no iba a demasiados conciertos, de modo que la mayoría de caras no me sonaban.

Fue antes de que, tras el asesinato de Sasha Ryukhin, la escena hardcore moscovita pasara por completo a la clandestinidad. Así pues, el concierto había sido anunciado públicamente y no había forma de saber a ciencia cierta quién podría haber por ahí. Por eso yo me sentía un poco receloso de los skinheads, especialmente de uno muy grandote. Pero no había por qué preocuparse, porque Vanya probablemente fuese la mejor garantía en caso de que hubiera follón.
No sé de dónde le pudo venir su apodo de “Kostolom”, “rompehuesos”. Quizá fuese algún tipo de coñita, porque es difícil imaginar a alguien más majo y con mejor humor que Vanya.
La última vez que le vi fue durante el torneo de artes marciales “No surrender” organizado en Moscú el pasado 10 de octubre. El torneo había sido organizado en memoria de otro antifascista asesinado, Fyodor Filatov. Como se puede ver en la foto, Vanya era el árbitro. Tenía una buena formación en sambo, un arte marcial desarrollado en la Unión Soviética que sigue siendo muy apreciado en la zona. Tuvo cierto éxito en torneos y logró el título de Candidato a Maestro del Deporte Ruso (equivalente a campeón nacional). También compitió haciendo pulsos. Todo ello explica, entre otras cosas, el miedo y el odio que le tenían los nazis, que tratan de retratar a sus enemigos como gente débil y viciosa. Pocos de ellos hubieran podido enfrentarse a él en un combate justo y por eso le atacaron con navajas, destornilladores, cuchillos y, cuando nada de eso les sirvió, con una pistola.
Antes de eso, la última vez que estuve con él fue durante el concierto de Ska-P en mayo pasado. Ninguno de mis amigos podía permitirse los 30 euros que costaba la entrada, pero decidimos ponernos fuera a repartir propaganda antifascista gratuita. Al fin y al cabo, en el cartel del concierto los del grupo llevaban camisetas antifascistas, que puede que no signifiquen gran cosa en España, pero que en Moscú le puede costar la vida a un músico. Lo cierto es que repartir material a la entrada podía ser igual de peligroso que ir repartiéndolo por la calle a desconocidos. Vanya y alguna gente más se encargaron de cubrirnos.
La reacción a nuestra propaganda por parte de los fiesteros mediopijos y los punks fue diversa; evidentemente, muchos habían ido sólo por la fiesta. Hubo una llamada telefónica: otro grupo de compañeros estaba teniendo problemas unos pocos kilómetros al sur, donde les perseguía una chusma de nazis. Nuestra cobertura tuvo que acudir a resolver el asunto. Aquella noche no tenía planes de follón, pero no me quedaba otra opción; después de haberme pasado la noche repartiendo cientos de panfletos antifascistas, irme solo a casa hubiera podido costarme cinco pulgadas de acero entre las costillas. Así que fui con ellos.
Encontramos a la otra gente y nos reagrupamos. Vanya advirtió que no atacásemos apenas aparecieran los nazis para que no se dieran cuenta de que ahora éramos más y se fueran corriendo. Pero la gente no pudo contenerse. Gracias a los más de 100 metros de distancia que aún nos separaban, todos los nazis pudieron escapar corriendo por callejuelas y saltando vallas. Yo estaba en mala forma, así que no pude correr tanto como los demás. Vanya no corrió porque sabía que no tenía sentido. Así que nos quedamos atrás junto con algunas chicas que habían evitado la primera línea y juntos miramos si había algún nazi escondido en el callejón de al lado.
Aquella misma noche hubo otro reagrupamiento, se patearon algunos culos y se perdieron algunas ocasiones. Para mí fue una noche extraña, pero hay que pensar que para Vanya pegar a los nazis era algo tan rutinario como levantarse por la mañana. Probablemente tuviera cientos de anécdotas similares.Vanya era un rostro conocido en el mundillo punk desde principios de siglo. Las páginas web “anti-antifas” tenían amplias galerías de fotos suyas, las más antiguas cuando llevaba cresta. No formó parte de la primera generación antifa de Moscú que se junto en la primavera del 2002, pero cuando se unió a ellos en el 2003-2004, fue para quedarse.
A veces, después de tragedias como esta, se produce una triste competición en la que todo el mundo quiere reclamar al héroe muerto como propio, como ocurrió con Stanislav Markelov, que en vida era un guasón que le contaba a los anarquistas que era socialdemócrata y, a trostkistas y estalinistas, que era anarquista. Por joder.

Este tipo de disputas póstumas estarían fuera de lugar en el caso de Vanya, puesto que cualquier peñita o gente dentro del mundillo le reconocía como uno de ellos, mientras que era querido y respetado por todos. Vanya se consideraba un skinhead RASH, aunque tampoco le importaba que los Moscow Trojan Skinheads, apolíticos y patrióticos, le consideraran uno de ellos. Evidentemente, los anarquistas le consideraban anarquista, y es cierto que se posicionaba por lo antiautoritario y lo social, además de que siempre estaba dispuesto a ofrecer seguridad en los actos anarquistas. Pero él no vivía para el activismo: lo suyo eran las calles y el punk rock.
Era listo como él sólo, y terminó sus estudios de Derecho con un “título rojo”, que es un título “cum laude” que se da a los estudiantes del espacio de la antigua Unión Soviética que sólo han obtenido las mejores calificaciones posibles. Dado que hay poca gente con estudios de Derecho en el mundillo, yo tenía la esperanza de que Vanya se uniera a las filas de los abogados activistas cuando algún día abandonara la lucha en la calle; antes de ser asesinado, Stas Markelov estaba desbordado de casos relativos al movimiento y tenía problemas para hacerse cargo él solo. Vanya y Stas se conocían bien, y Vanya se encargó de la seguridad de algunas de las conferencias de prensa que dio Stas. Últimamente, Vanya trabajaba como abogado en un centro de “Deti ulitsy” (“Niños de la calle”), que trabajan con niños de la calle y otros niños con problemas.
Ahora todo el mundo se pregunta por qué fue a su piso aquella noche, si su dirección aparecía en un montón de páginas web nazis. Vanya solía quedarse a dormir en casa de otros. Quizá tuviera algo importante que resolver con su familia, quizá es que, después de haber sobrevivido a tantos intentos de asesinato, se reía de la muerte.
Vanya fue asaltado por primera vez en el 2005 y le cortaron en la cabeza con una navaja de afeitar. Una videocámara registró el incidente y se usó como material para un documental del canal televisivo NTV, que puede verse aquí: http://rutube.ru/tracks/663741.html?v=242f56ae5e0dca6e5c9d77cc8558fb5d.
La vez siguiente, en otoño del mismo año, intentaron matarle; le clavaron 6 veces en la cabeza un destornillador afilado, que es un arma muy usada por los nazis rusos y se clava más que los cuchillos. Cualquiera de los golpes hubiera podido ser letal, pero afortunadamente ninguno perforó ninguna arteria y sobrevivió. El incidente también fue registrado por una videocámara, pero la policía no parecía interesada y ni siquiera quisieron ver la grabación. A Vanya le costó más de medio año recuperarse del ataque.
En enero de este año, Vanya fue apuñalado en el estómago durante una lucha callejera; la herida también hubiera podido ser mortal, pero sobrevivió.

Y ahora, cuando todo lo demás les había fallado, los nazis han recurrido a las armas de fuego y, desgraciadamente, han tenido éxito.
El padre de Vanya murió hace pocos años y vivía con su hermana y su madre. Se agradecerá cualquier aportación para que su familia y amigos puedan costear el funeral; se puede usar la cuenta Yandex 41001411894609, o, para quien no sepa cómo funciona, donar a través de la Cruz Negra Anarquista de Moscú: http://www.avtonom.org/donate.

En ese caso es mejor avisar a la CNA-Moscú (abc-msk EN riseup PUNTO net e indicar en la transferencia que es “for Kostolom friends and family”).
Fuente: http://avtonom.org/index.php?nid=2857


(Traducción: Chief Salamander.)