terça-feira, 31 de março de 2009

Debate Público "Do “motim” de Caxias ao terror de Monsanto" - Associação KHAPAZ - Arrentela - Seixal

3 de Abril, sexta-feira, 20 h.
Associação KHAPAZ
Rua João Martins Bandeira, 7-A
ARRENTELA – Seixal

Treze anos depois, a “Justiça” portuguesa encontrou “razões” para
levar a julgamento 25 pessoas acusadas de “amotinamento” no reduto
Norte do Forte de Caxias - por factos ocorridos em 23 de Março de 1996
- de que os ora acusados não têm qualquer responsabilidade.
O arrazoado acusatório não é mais do que um delirante exercício de
ignorância, revanche e tentativa de branqueamento do sistema
prisional.

Porque, para quem não tem a memória curta, o que se passou
na data em apreço não foi mais do que uma acção ilegítima de pura
barbaridade e terrorismo de Estado contra os presos de Caxias que, num
protesto cívico e civilizado, quiseram denunciar os efeitos da
sobrelotação, o escândalo do descontrolo clínico-sanitário, bem como
as reiteradas humilhações e violações dos Direitos Humanos a que
estavam sujeitos.
Essa luta [repetimos: cívica e civilizada!] vinha sendo empreendida
desde dois anos antes, quando o movimento de contestação nas cadeias
começou a fazer manchetes, a abrir noticiários televisivos e a
concitar - como se pode verificar na imprensa da época - a simpatia da
população que, lentamente, começou a perceber que as prisões [ao
contrário do engodo oficial mil vezes repetido] não eram, nem nunca
serão, um instrumento de contenção da criminalidade. Bem pelo
contrário, toda a sua lógica e subcultura manifestam-se como geradoras
de um infinita linha de produção de revolta e crime, cujos efeitos são
sentidos por todos os que não têm acesso às mordomias da “segurança de
bens e pessoas” e aos condomínios fechados.
A farsa do julgamento começou a 5 de Março, retoma o ridículo a 2 de
Abril e, provavelmente, irá estender-se nos próximos meses, tentando
provar o improvável. Embora já tenham percebido, logo na primeira
audiência, que – ao contrário do que supunham – o acto inquisitório
não vai ser “favas contadas”…
E treze anos depois, os métodos, as práticas e o terror são os
mesmos, como aliás, a título de exemplo está aí a Guantanamo de
Monsanto com tudo o que nos impele à indignação e ao nojo.
Ao comemorar 12 anos de vida e luta, a Associação Contra a Exclusão
pelo Desenvolvimento (ACED) não quer deixar de fazer o que sempre fez:
denunciar a iniquidade e debater publicamente temas que valem a pena,
procurando com tod@s as respostas para a acção. 

ACED - 12 Anos de Vida e Luta pelos Direitos Humanos
http://iscte.pt/~apad/ACED/

segunda-feira, 30 de março de 2009

VIGÍLIA EM FRENTE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL DE MONSANTO 2 de Abril, quinta-feira, 21.30h.

FIM AO TERROR!
PELOS DIREITOS HUMANOS!

Desde que reabriu portas, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
tem-se destacado por reiteradas violações dos Direitos Humanos,
traduzidas em agressões físicas e psicológicas à integridade dos
presos, bem como a tratamentos carcerários humilhantes e não
legitimados pelo ordenamento jurídico português – que, aliás, nem
reconhece a existência de estabelecimentos prisionais de “segurança
máxima” ou de “alta segurança”, como [nuns casos por ignorância,
noutros por má-fé manipulativa] Monsanto tem vindo a ser apresentado.

São inúmeras as referências na comunicação social, várias as denúncias
expressas em relatórios internacionais, perante a cobarde e criminosa
passividade das autoridades portuguesas que fecham os olhos às
denúncias e legitimam práticas arbitrárias.
Desde logo, os Serviços Prisionais permitem-se ao livre arbítrio de
determinar quem é e não é “perigoso”, ajustando contas com presos
malquistos ao conceito de “bom comportamento”, que não decorre de
nenhuma apreciação objectiva de conduta e carácter, mas sim da punição
– por processos indirectos – àqueles que recusam a institucionalização
da sua consciência e se permitem ao “arrojo” de assumir uma visão
crítica.
Ainda recentemente, a 12 de Março, conforme foi oportunamente
denunciado, dois presos de Monsanto foram agredidos por elementos da
Guarda Prisional, num contexto à margem de qualquer “coacção legítima”
(só para utilizar um jargão sistémico), mas sim de forma cobarde e
desproporcionada e (convenientemente) no resguardo de uma sala sem
videovigilância.
Estas práticas deveriam envergonhar o Estado português. Isto, se este
fosse “pessoa de bem” – o que, objectivamente, não é o caso. A nós
envergonhar-nos-ia não denunciar, sendo cúmplices pelo silêncio!

ACED
Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento

CMA-J
Colectivo Múmia Abu-Jamal

Tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey)



Na próxima quinta-feira, dia 2 de Abril, às 22 horas, na Livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, na cidade do Porto, realiza-se o lançamento e apresentação da tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey).

Na ocasião haverá uma conversa com Miguel Mendonça, que traduziu e propôs à Deriva a publicação de Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson, e António Alves da Silva. Pretende-se com esta iniciativa proporcioar um debate informal sobre a pirataria moura do século XVII e o papel muito particular da República de Salé que, diga-se, está muito pouco estudada pela historiografia oficial.
http://derivadaspalavras.blogspot.com/



O autor, neste seu recente trabalho, foca a acção corsária da independente República pirata de Salé, durante o século XVII. Corsários, sufis, pederastas, mulheres mouras «irresistíveis», escravos, aventureiros, rebeldes irlandeses, judeus hereges, espiões britânicos, heróis populares da classe trabalhadora e até um pirata mouro em Nova Iorque, emprestam a este livro um ambiente livre constituído por comunidades insurrectas nunca verdadeiramente dominadas e portadoras de uma praxis de resistência social que abalou seriamente os estados europeus.

Peter Lamborn Wilson, nascido em 1945 e investigador e poeta norte-americano com vasta obra editada, escreveu «Sacred Drift: Essays on The Margins of Islam», na City Lights e «Scandal: in Islamic Heresy», Autonomedia. Também conhecido por Hakim Bay é autor da conhecida obra TAZ (Zona Temporária Autónoma)

«O islamismo, no fim de contas, é o mais recente dos três monoteísmos ocidentais, e contém por isso a sua dose de crítica revolucionária do judaísmo e do cristianismo. A apostasia de um autoproclamado Messias ou de um pobre e anónimo marinheiro seria invariavelmente vista, nesta perspectiva, como um acto de revolta. O islão, em certa medida, foi a Internacional do século XVII – e Salé talvez o seu único e verdadeiro “Soviete”. À primeira vista, Salé aparenta ser um lugar ímpio, um ninho de piratas ateístas e violentos – mas assim que observamos e escutamos com mais atenção, quase podemos ouvir o eco das suas vozes distantes, recortadas em apaixonados debates e exaltadas oratórias. Os textos perderam-se ou talvez nunca tenham existido; era uma cultura oral, uma cultura auditiva… é difícil discernir os seus últimos murmúrios… mas não totalmente impossível!» Peter Lamborn Wilson

Últimas Ações na Grécia

[A chispa rebelde na Grécia continua acessa e ardendo. Na última semana mais uma série de atividades e ações aconteceram por todo território daquele país.]

Policiais são atacados

Neste sábado (28), aproximadamente sete polícias, enquanto estavam fazendo patrulha no centro de Atenas, foram atacados por um grupo de mais ou menos 50 anarquistas. Um policial foi ferido e transportado para o hospital, posteriormente o grupo destruiu a fachada do Banco Nacional, localizado na rua Eolu.

Protesto contra antenas de celular

Ainda no sábado (28), em outro bairro da capital grega, em Trimestre Gkisi, foi realizada uma manifestação com várias centenas de moradores do bairro contra as antenas de celulares. A antena da empresa Cosmote foi “desativada” pela população.

Prédio é ocupado

Moradores do bairro de Nea Filadélfia ocuparam um prédio vazio que pertencia ao município para transformá-lo em um Centro Autogestionário.

Manifestação anti-fascista

Na cidade de Loannina, ocorreu uma manifestação anti-fascista, com a participação de quase 200 pessoas. Durante o protesto foram feitas várias pichações e diversos caixas eletrônicos danificados.

Banco é atacado

O Banco Nacional, na cidade de Serres, foi alvo de um ataque incendiário. Um caixa eletrônico foi queimado e a entrada do banco destruída.

Ofensiva anarquista contra sedes de partidos

Em Tessalônica, no dia 23 e 25, foram levadas a cabo ataques em várias sedes de partidos políticos, provocando danos materiais. Especificamente foram alvos da ofensiva anarquista, a sede da Nova Democracia, do PASOK, do KKE (Partido Comunista), SYRIZA (coalizão de esquerda) e LAOS (partido de extrema direita).

Concessionário de automóvel é atacada

Por volta da uma da madrugada, cerca de 15 pessoas atacaram a concessionária de carros de luxo Jaguar, no bairro de ateniense de Jalandri com coqueéisl molotov. Quatro carros foram completamente queimados, e vários "sofreram" danos materiais.

Banco Millennium é atacado

Em Tessalônica, um grupo de ativistas atacou o Banco Millennium com coquetel molotov.

Igreja é ocupada

Na cidade de Iraklio, na Ilha de Creta, foi ocupada a Basílica de San Marco, no coração da cidade, para albergar as jornadas solidárias, organizada pela Assembléia de Insurretos de Iraklio.

Reitorias são ocupadas

Diante da ameaça de despejo da Ocupa "Lela Karagiani!,uma das mais antigas da Grécia, com uma vida de 21 anos, foi ocupado na quinta-feira (26), as reitorias da Universidade Politécnica de Atenas, da Universidade da Ilha de Creta, em Iraklio e a Universidade de Patras.

Ação para divulgar o caso Konstantina Kuneva

Na manhã de quinta-feira (26), em Busy Town Center, no centro da cidade de Esparta, cerca de 30 pessoas (estudantes, desempregados e assalariados), ocuparam o Centro do Povo para divulgar o caso de Konstantina Kuneva neste município provincial do Peloponeso.

agência de notícias anarquistas-ana

sábado, 28 de março de 2009

Dia Internacional de Acções contra o julgamento dos "25 de Caxias"

-Dia de Acção Internacional-
-Contra o julgamento dos "25 de Caxias"-

No próximo dia 2 de Abril continuará o julgamento das pessoas acusadas pelo suposto motim que ocorreu dentro da prisão de Caxias, em 1996, em portugal.
No seguimento de 2 anos de lutas contra as condições em que estavam detidos, naquele Março de 96, acontece um protesto espontâneo, em que os presos não se deixam fechar nas celas, a não ser que individualmente, como sabiam ser de seu "direito" (nessa época a prática era de 4 ou 5 presos por cela). Após o diálogo com as chefias ter falhado, são erguidas duas barricadas que foram destruídas pelos anti-motim, rapidamente chamados ao local. Nos 3 dias seguintes, todos os presos dessas alas foram severamente espancados, ameaçados, torturados e interrogados.
Agora, 13 anos depois, fora do contexto das lutas daquela altura, o estado português ainda pretende acusar 25 pessoas por danos e motim, pedindo vários anos de prisão e milhares de euros em multas.
(para mais informação consultar www.presosemluta.tk)

Apelamos assim a um dia de solidariedade internacional, com acções coordenadas em vários sítios, contra este processo-farsa, para o dia 2 de Abril, dia em que acontecerá a 2ª sessão do julgamento, no tribunal de Oeiras.

Absolvição para os "25 de Caxias"!
Solidariedade com os rebeldes!
Contra o roubo das nossas vidas,
nem tribunais nem prisões!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Documentário Bab Septa : sexta-feira, 27 de Março, 22h15 Gato Vadio - Porto



Bab Septa

Frederico Lobo e Pedro Pinho

Documentário
sexta-feira, 27 de Março, 22h15
Gato Vadio



"Bab Septa" significa "A porta de Ceuta", que é o ponto de chegada de milhares de imigrantes africanos rumo à Europa. Os dois realizadores, Frederico Lobo e Pedro Pinho, visitaram Marrocos em 2005, quando as cenas de violência eram notícia em Ceuta, e aí nasceu a ideia de fazer o documentário.
“Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras atravessam-se entre nós”, é a frase de abertura dum documentário que ouve relatos de gente que persiste no sonho de chegar à Europa, mesmo depois de sucessivas detenções e deportações junto à fronteira, seja pela polícia espanhola ou marroquina.

Nas palavras dos autores, este filme "parte em contracorrente a este fluxo dirigindo-se de Norte para Sul em busca dos migrantes que atravessam o deserto – heróis nómadas dos tempos que correm, em luta contra uma abstracção: a ideia de fronteira".

O projecto de Bab Sebta começou por vencer em 2006 o Concurso de Pesquisa e Desenvolvimento do ICAM (Instituto de Cinema Audovisual e Multimedia), e em 2008 foi premiado com o prémio competição nacional do DocLisboa e com o prémio "Marseille Esperance" do Festival Internacional de Documentário de Marselha.


Próximas sessões:

"Making Of - Mulheres Traídas", de Miguel Marques.

Sexta-feira, dia 3 de Abril


Sessão de vídeos sobre Edgar Allan Poe

projectoVideolab

(data a confirmar)

[Grécia] Distúrbios em Volos; ataques incendiários em Atenas e Korinzos

Manifestação-denúncia com cerca de 200 pessoas na cidade de Volos, na manhã de terça-feira (24), pelo o que aconteceu na segunda-feira (23) na cidade de Larissa, quando a polícia anti-distúrbio atacou brutalmente uma concentração libertária em solidariedade à Vangelis Palis, um preso anarquista.

No protesto, houve um confronto entre manifestantes e a polícia, com a utilização de paus e pedras pelos ativistas e grande uso de gás lacrimogêneo pelas forças da ordem. Uma pessoa foi detida, mas uma hora mais tarde foi liberada já que a manifestação permaneceu no local, em frente à delegacia, exigindo a sua imediata liberdade. Depois o protesto rumou ao centro da cidade, onde muitas bandeiras gregas foram queimadas, enquanto que dois bancos, várias câmaras de vigilância e vários caixas eletrônicos foram completamente esmagados.

Ataques à mídia corporativa

Entre ontem (23) e no dia anterior foram realizados vários ataques na cidade de Korinzos. Ataque a sede do canal de televisão Axion TV e a sede de um jornal local chamado Proini. À noite foi completamente queimado um banco Eurobank com coquetéis molotov.

Banco é incendiado

Um banco foi completamente destruído após um ataque incendiário durante o meio-dia de ontem (23), no bairro de Nea Ionia, em Atenas.

Protesto anarquista em praça pública

Ontem (23), declaração do local anarquista "UD Utopia" da cidade de Komotini, na praça central, onde relataram a morte-assassinato da presa Katerina Gulioni e do ataque do ex-deputado e fascista Antonis Andruchopulos (Periandros) ao companheiro Yannis Dimitrakis.

agência de notícias anarquistas-ana

No fundo do quintal
Um suave perfume
Flor de pessegueiro.

Rosalina Cordeiro

23 de Março: Trabalhadores sequestram administrador de fábrica em França


23 de Março: Trabalhadores sequestram administrador de fábrica para evitar despedimentos
O caso ocorreu em França numa fábrica do grupo norte-americano

Os trabalhadores de uma fábrica francesa do grupo norte-americano 3M retiveram quarta-feira o seu patrão durante 24 horas em protesto contra a intenção da empresa de suprimir postos de trabalho devido à crise.

O administrador Luc Rousselet viu-se proibido de abandonar na tarde de terça-feira o seu escritório da fábrica, instalada na localidade de Pithiviers, no centro da França, mas finalmente conseguiu sair às 23h30 portuguesas após longas negociações entre os delegados sindicais da fábrica e os representantes da 3M-France.

"Essa acção é a nossa única moeda de troca. Mas não é agressiva", declarou na quarta-feira Jean-François Caparros, delegado do sindicato Force Ouvriére na empresa, que fabrica produtos farmacêuticos para o grupo norte-americano.

A direcção da 3M anunciou em Dezembro a supressão de 110 dos 235 postos de trabalho da fábrica de Pithiviers e a transferência de 40 para outra sociedade, tendo os trabalhadores exigido uma renegociação das indemnizações de despedimento e um prémio de transferência.

Este foi o segundo sequestro de um administrador em França, depois de um episódio semelhante em meados de Março envolvendo um responsável da Sony-França, Serge Foucher, numa fábrica do sudoeste de França que deverá encerrar em meados de Abril.

retirado de uma agência de notícias institucional qualquer

ARGENTINA : Fábrica em autogestão - Operários e operárias da fábrica Disco de Oro em luta


Operários e operárias da fábrica Disco de Oro em luta

Em San Andrés (San Martín), os trabalhadores e trabalhadoras da fábrica de massa para empadas Disco de Oro, após conseguirem parar o esvaziamento da fábrica que os patrões tentaram levar a cabo, decidiram no dia 2 de Fevereiro tomar a fábrica e lutar pelo seu local de trabalho.

Guillermo Ferron, enquanto proprietário da empresa (assim como de negócios escuros e patifarias por todo o lado), e Sergio Godoy del Castillo, enquanto testa-de-ferro e patrão, são os responsáveis que conduziram a fábrica ao encerramento e os operários ao desespero

Começaram a não pagar salários, férias, subsídios e outros pagamentos, há cinco ou seis meses. Pagavam quantias miseráveis aos trabalhadores para mantê-los “tranquilos” ao mesmo tempo que iam reduzindo a produção e a qualidade do produto. Por último, mandaram os trabalhadores para casa, com a desculpa de que a matéria-prima escasseava e de que realizariam reparações nas máquinas para melhorar a produção. Muito pelo contrário, aproveitaram para tentar esvaziar a empresa. Há que somar ainda a isto dois operários acidentados, a meio do ano passado, que não receberam um peso por parte da segurança social, porque o proprietário não pagava as contribuições. É por isto também que, neste momento, há operários e suas famílias que não podem receber cuidados médicos.

Ainda assim, são mais de dez as famílias que, neste momento, lutam por recuperar aquele que é, em muitos casos, o seu único sustento económico, e o trabalho de operári@s que chegam a ter 48 anos de casa. Passam dia e noite a guardar os seus meios de produção, acompanhados por vizinh@s e outros trabalhador@s que se solidarizaram com esta luta. Colocaram em marcha, de acordo com o que foram discutindo nas suas assembleias, a formação de uma cooperativa de trabalho para recomeçar a produção. A raiva que sentiram quando o patronato tentou roubar-lhes o que sempre lhes pertenceu (a sua produção), transformou-se hoje na resistência, na auto-organização e na luta para demonstrar que o trabalhador é capaz de se autogerir sem necessidade de nenhuma sanguessuga que fique com o fruto do seu trabalho, enquanto o olha das alturas com as mão nos bolsos.

Os companheiros da FORA estão aqui para dar-lhes apoio e contribuir enquanto trabalhador@s com a nossa solidariedade activa, sem interesses económicos ou políticos.

Sociedade de Resistência de Ofícios Vários de San Martín
socderesistenciasm@gmail.com
http://www.socderesistenciasm.blogspot.com/

Saqueo em Compostela. Expropiación anarquista.




Na manhán do 24 de marzo umha duzia de anarquistas saqueou un GADIS situado no Campus Norte repartindo intres despois o botín entre a gente que había nas inmediacións.
A duzia de anarquistas encheu outra duzia de cestas da compra de numerosos productos que ofreze a companhía GADIS e marchou sen pagar (obviamente) pra repartilos minutos despois nas inmediacións do supermercado (no campus norte)entre a gente que alí se situaba.

Esta expropiación de productos de primeira necesidade ten como fin espallar este tipo de accións entre a povoación demostrando que a pillaxe é fácil, divertida e consecuente coas formas de luita anticapitalistas.
Abaixo a sociedade espectáculo-mercantil!
Anarquistas culpaveis de solidariedade!

Tirado do galiza.indymedia.org

Carta de um preso de Zuera

Mi nombre es Manuel Pinteño Sánchez, nací en Elda (Alicante), tengo
cuarenta y ocho años, seis hijos y siete nietas, una madre, tres
hermanas... en definitiva una familia, que está, pero que no ejerce
como tal, llevo prisionero veintiocho años y medio cuando ninguna de
mis condenas supera los seis años de pena, por ese motivo quiero que
se sepa la verdad de porque estoy condenado a cadena perpetua, el
porque la ley y los mandatarios de este país han desvirtuado mi
expediente para justificar mi cadena perpetua.

Aparte de los motines y las fugas durante todos estos años y de mi
lucha contra el sistema penitenciario, hay otros motivos, que hasta
ahora por falta de medios no he podido denunciar. En el año 1988-89,
no recuerdo la fecha con exactitud, me trasladaron de la cárcel del
Puerto de Santa Maria a la de Alicante para celebrar un juicio, me
tenían recluido en primer grado, FIES 1 (durante veintidós años me han
mantenido en aislamiento para que no hablase), pero me llevaron sin
avisar al módulo cuatro, en el que se encontraba el prisionero
político Domingo Traibiño, el cual estaba cumpliendo por el atentado
que hubo en el Hipercor de Barcelona. A los pocos días de estar allí
me llevaron a la zona donde los abogados ven a sus clientes, vienen a
verme cuatro individuos bien trajeados, y me proponen que haga un
motín de donde salga muerto Traibiño, pero sin que ningúnfuncionario
resulte herido. A cambio de ello yo recibiré mejoras penitenciarias y
pronto la libertad.

Me quede muy sorprendido, ya que no sabía si hablaban en serio o me
estaban intentado meter en un lío más. Mi temperamento fuerte no pudo
resistir más y les dije que se identificaran o que se largasen, pero
no con muy buenas palabras. También me amenazaron diciéndome que de
aquella visita ni una palabra a nadie, ya que si me iba de la boca, mi
familia podría sufrir algún contratiempo. Entonces si que empecé a
sentir un frío terrible y un desconcierto que me dejó paralizado, y
durante un tiempo no podía tranquilizarme. Después del juicio me
volvieron a trasladar al Puerto de Santa María, y me llevaron al
módulo dos donde se encontraba el prisionero político Henri Paró,
alias el Unay.

Después de siete u ocho meses de estar allí, soy conducido otra vez al
locutorio de los abogados, y aparecen de nuevo dos individuos que me
visitaron en Alicante y otros dos a los que no había visto nunca y me
proponen lo mismo que en Alicante pero esta vez con la vida de Henri
Paró el Unay. Les dije que yo no era ni un traidor ni un asesino, me
alteré y les insulté, y uno me ellos, el mismo que la otra vez llevaba
la voz cantante me dijo: has perdido una gran oportunidad de salir
pronto de la cárcel, te voy a causar un desarraigo brutal con tu
familia y te vas a pudrir aquí adentro,y ya veis que lo ha cumplido.

Al tiempo, cuando se supo lo del GAL averigüé quienes eran esos tipos.
Ellos se encargaban de matar por fuera, y buscaban gente en las
cárceles dispuestas a asesinar a quienes les molestaban. También se lo
propusieron a otros presos como a Francisco Javier Navas y Luis alias
"el Conde", y a otros que no doy sus nombres por que no me han
autorizado.

Ahora me dicen que después de veintiocho años y medio dentro, termino
mi condena en el 2026. Cuando llegué a este centro de Zuera hace dos
años, en el expediente ponía que mi condena extinguía en el 2016, pero
entre la dirección del centro y la jueza de vigilancia penitenciaria
llamada María José Thomas, no se que han hecho que me han aumentado
por la cara diez años por dos autos, el primero del juzgado de
Zaragoza y el segundo de Alicante donde dice que a petición del centro
solicitan una refundición de condena y hacen un trapicheo subiéndome
la condena diez años más.

A lo largo de todos estos años, los carceleros han intentado
asesinarme tres veces, primero en el penal de Ocaña donde ya me habían
puesto la soga al cuello y me salvé gracias a que vino un jefe de
servicios y les dijo que me soltasen. La segunda en Valladolid, donde
me dieron comida envenenada. Por suerte me di cuenta a tiempo y pude
vomitar lo que había comido y la tercera en Jaén, donde casi lo
logran. Me pusieron algún veneno en la comida otra vez y me reventó el
estómago, estuve cinco días en el hospital bastante grave,
afortunadamente me salvé, pero los causantes de todo ello como es
normal en estos sitios no sufrieron ningún castigo.

Es cierto que hace años por circunstancias de la vida cometí varios
robos, pero nunca asesine ni viole a nadie, y lo que hice fue por
necesidad, pero estos no son para nada los verdaderos motivos por los
que yo estoy condenado a cadena perpetua, sino lo que os acabo de
relatar.

La prepotencia y el fascismo ejercen en estos centros, desde el
director hasta el que trae los recados incluidos médicos y demás
personal. Aquí dejan morir a la gente sin prestarle ningún auxilio. En
esta cárcel en concreto ya van 23 muertos desde su inauguración que es
hace bien poco, bien por suicido, sobredosis o negligencias médicas.
El último hace unos días, de madrugada su compañero de celda estuvo
llamando a los carceleros diciéndoles que necesitaba un médico, pero
su única contestación fue que si no se callaban los llevaban a
aislamiento. Por la mañana el preso enfermo apareció muerto en la
celda. Yo a eso lo llamo asesinato, pero por desgracia esos asesinos
siempre quedan en la más completa impunidad, ya que siempre dicen que
ha fallecido de sobredosis o lo que estimen a criterio propio. La
verdad siempre queda oculta y habría mucho que contar, pero la
credibilidad la tienen ellos y nuestra palabra no vale nada a la hora
de denunciar.

Quiero darle la máxima difusión a este comunicado y pido la ayuda
posible para salir de este agujero porque ya no puedo resistir más.

Salud y gracias por todo.

* Manuel Pinteño Sánchez (Cárcel de Zuera).


(Fuente: Rebelión)

terça-feira, 24 de março de 2009

[Grécia] Manifestação anarquista solidária na cidade de Larissa acaba em repressão e detenções


A polícia grega dispersou ontem com violência uma manifestação solidária em que participavam cerca de duas centenas de anarquistas, e deteve 9, num protesto em frente ao Tribunal, na cidade de Larissa.

Nesta segunda-feira (23) pela manhã, foi realizado na cidade de Larissa o julgamento do anarquista Vangelis Palis. Cerca de 200 anarquistas, concentraram-se em frente ao tribunal para manifestar solidariedade e apoio ao companheiro.

Contudo, a polícia anti-distúrbio atacou brutalmente os manifestantes com cassetetes, sem nenhum motivo ou provocação, dissolvendo a concentração. Muitas pessoas foram perseguidas pelas ruas centrais de Larissa, algumas conseguiram-se proteger dentro da Faculdade de Medicina. A polícia ainda prendeu 9 pessoas em torno da praça central da cidade. houve vários Indivíduos hospitalizados pela carga policial.

Aproximadamente 50 pessoas estão bloqueadas na Faculdade de Medicina, enquanto a polícia cercou o prédio para evitar que as pessoas saiam. O clima é tenso.

Ontem à noite, às 20 horas, haveria na cidade de Volos uma manifestação-denúncia com o que aconteceu em Larissa.

a partir de:
agência de notícias anarquistas-ana

A Colher para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais lançou já o nº12 do seu boletim



A Colher para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais já lançou a 12ª edição do seu boletim informativo sobre diversidade agrícola, o Gorgulho. A edição do Inverno de 2009 conta com relatos sobre o último Encontro da Semente, realizado em Sendim em Novembro e novidades sobre os guardiões de sementes. A variedade agrícola elegida para este boletim foi a fava (Vicia faba). Com a Primavera a chegar, não só nos chega mais esta excelente publicação, como também podemos começar a colher umas favas para fritar com alho.
download em: http://gaia.org.pt/




segunda-feira, 23 de março de 2009

Sábado, 28 Março no CCL: Sessão sobre transgénicos e jantar vegetariano


Sábado, 28 de Março

– 15h
Sessão informativa sobre os transgénicos

Promovida pelo GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e pelo Centro de Cultura Libertária

- 20h
Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina.

Afinal:
-o que são transgénicos?
-ficarei doente se comer alimentos transgénicos?
-quais os impactos da introdução de transgénicos no ambiente e agricultura?
-o que significa comprar sementes geneticamente modificadas?

Durante a sessão haverá tempo para reflectir e debater sobre tema e todas as dúvidas que se geram à sua volta, de uma forma interactiva e dinâmica. A sessão também contará com a visualização do filme TransXgènia.

Sobre o filme:
TranXgènia: a história do verme e o milho" - 37 min / Um documentário elaborado pela Plataforma Transgènics Fora! da Catalunya, onde é apresentado como os transgénicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, desde o campo do produtor até ao prato do consumidor. Baseado na experiência local da Catalunha e de Aragão, explora-se os diferentes pontos da acção dos transgénicos e expõe-se o conflito que eles provocam."


20 horas - Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina
(+ info em http://ait-sp.blogspot.com/ e http://socderesistenciasm.blogspot.com/)


no
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada
http://culturalibertaria.blogspot.com/




Feira do livro anarquista em Lisboa


Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.

22, 23 e 24 de maio de 09
rua luz soriano 67
bairro alto
lisboa


Para mais informação:
feiradolivroanarquista.blogspot.com
feiradolivroanarquista@gmail.com

sábado, 21 de março de 2009

barcelona-repressão policial


No dia 17 de março, três carrinhas da policia apareceram no edificio ocupado da universidade de barcelona e detiveram Enric Duran que, seis meses antes, anunciou publicamente ter roubado 492 mil euros de várias instituições financeiras e ter dado este dinheiro a movimentos sociais. Duran justificou o seu acto como forma de desobediência civil e fez uma ligação à tradição anarquista espanhola de assaltos politicos a bancos. A sua acção foi anunciada no jornal Crisi, cujas cópias (200 mil) foram distribuidas gratuitamente por toda a catalunha no dia em que ficou clandestino. O seu retorno à catalunha foi anunciado publicamente e, no dia em que foi preso, outro jornal foi distribuido em massa. Ambos os jornais se tornaram conhecidos pela análise e perspectiva anti-capitalistas.
Enri, foi detido num debate no edificio ocupado da universidade de barcelona.
Vai aguardar ficar julgamento em prisão preventiva sem fiança. a "prisão preventiva" pode durar até 2 anos.

Ás seis da manhã de 18 de março, a policia de intervenção voltou à universidade para de forma brutal desalojar os estudantes que a ocupavam. 58 pessoas foram forçadamente desalojadas. Mais tarde a policia carregou sobre os estudantes que se manifestavam e ao fim do dia atacou a manifestação e perseguiu e espancou várias pessoas pela cidade. Cerca de 18 pessoas foram detidas.

Os estudantes têm vindo a lutar contra o plano bolonha à mais de um ano através de vários protestos e ocupações de prédios em universidades.
Vários estudantes da Universidade Autonoma de Barcelona foram ameaçados com prisão por danos provocados pela ocupação.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Está caladinho, senão levas no focinho!


Três activistas do MUT - Movimento de Transportes da Área Metropolitana do Porto, foram hoje condenados no Tribunal do Bolhão (Porto) pelo simples facto de não terem avisado atempadamente as autoridades para a realização de uma marcha dos Aliados ao Governo Civil em 2007.

A marcha decorreu pacificamente pelo passeio, sem incidentes, e sem "perturbação da ordem pública" mas no final 3 pessoas foram identificadas pela polícia para mais tarde serem acusadas de desobediência...

Perante uma sala cheia de cidadãos solidários com os três arguidos, o Juiz não teve qualquer contemplação e condenou-os ao pagamento de quantias entre os 540 e os 450 euros pelo crime de desobediência qualificada, por não terem cumprido todas as formalidades associadas à promoção de uma manifestação. O próprio Ministério Público tinha pedido, nas suas alegações finais, a substituição da pena de multa por uma simples admoestação!

O Juiz fez ainda questão de refutar qualquer comparação com as manifestações de adeptos de futebol na baixa do Porto, por considerar que esse tipo de manifestações são espontâneas e impossíveis de prever. Mesmo sendo por vezes bem violentas.

3 cidadãos que "cometeram o crime" de lutar pela melhoria da qualidade de vida da sua cidade, foram condenados pelo simples facto de terem entregue fora do prazo a informação da realização da acção no Governo Civil!

Na mesma cidade onde, por exemplo, grupos de estudantes universitários organizam durante vários meses concentrações em espaços públicos e marchas ruidosas pelas ruas (a qualquer hora do dia e da noite sem qualquer comunicação ao Governo Civil) onde humilham à vista de todos, outros estudantes (caloiros), vandalizam o espaço público e deixam atrás de si um rasto de lixo, perante a cumplicidade das autoridades...

Plataforma Abstencionista - Apresentação:


Plataforma Abstencionista - Apresentação

Sexta-feira, dia 20 de Março, 22h15
Gato Vadio
Rua do Rosário 281 - Porto



“A revolta, sem aspirar a resolver todas as coisas, pode já, pelo menos, opor-se. (…) Os homens da Europa, abandonados às sombras, afastaram-se do ponto fixo e irradiante. Esquecem o presente por amor do futuro; os seres escravizados, pelos fumos do poder, a miséria dos subúrbios, por amor de uma cidade radiosa e a justiça quotidiana por uma vã terra prometida. Perdida a esperança quanto à liberdade das pessoas, sonham com uma estranha liberdade da espécie; recusam a morte solitária e chamam imortalidade a uma prodigiosa agonia colectiva. Já não acreditam puerilmente que amar um só dia da existência equivalia a justificar os séculos de opressão. Essa a razão por que eles quiseram suprimir a alegria do mundo, adiando-a para outros tempos.”

Albert Camus, in O Homem Revoltado


No papel em 2004, Saramago propôs uma alegoria no Ensaio sobre a Lucidez: a população eleitoral decide votar massivamente em branco, provocando o curto-circuito do sistema eleitoral e esvaziando o poder regulador dos partidos políticos na sociedade.

Na realidade em 2009, a Plataforma Abstencionista reivindica o acto da abstenção como uma forma de provocar o tal curto-circuito descrito pelo escritor. Não sabemos se Saramago sairá da pura ficção para, acto contínuo, abandonar o seu papel literário (e o papel do boletim) e apoiar a proposta abstencionista, ou se colocará uma vez mais a sua cruz (parece ser a única cruzfixa de que ainda não fugiu…).

A utopia de Saramago lida ainda com uma improbabilidade, pois os votos em branco nos ciclos eleitorais são sempre residuais. Ao contrário, a abstenção não é um cenário de ficção já que quase sempre ronda, quando não supera, a percentagem de votos alcançada pelo partido a que sai a sorte grande de 4 em 4 anos.

Convidamos os interessados e o eternos desinteressados, os que votam e os que decidem não votar, os que desejam deixar à Literatura a alegoria e às romarias o alegórico, e, principalmente, convidamos aqueles que já desconfiam, por faducho lusitano, de mais uma iniciativa de cariz político a escutar, conhecer e discutir os objectivos da Plataforma Abstencionista.

JAIME JIMÉNEZ ARBE ("EL SOLITÁRIO") e MARCUS FERNANDES BARBARAMENTE AGREDIDOS NO E. P. DE MONSANTO

Dia 12 de Março, mais uma vez, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
foi palco de uma flagrantíssima violação dos Direitos Humanos,
consubstanciada no vil espancamento de dois presos, nomeadamente,
Jaime Arbe (também conhecido por “El Solitário”) e Marcus Fernandes.

Dia 12 de Março, mais uma vez, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
foi palco de uma flagrantíssima violação dos Direitos Humanos,
consubstanciada no vil espancamento de dois presos, nomeadamente,
Jaime Arbe (também conhecido por “El Solitário”) e Marcus Fernandes.
Tudo começou de manhã cedo, por volta das 8.30 horas, quando os
presos em questão iniciavam os procedimentos com vista a serem
transportados - para se apresentarem no Tribunal da Póvoa de Varzim -
num espaço destinado à mudança de roupa e revista pessoal que,
conveniente e estranhamente, não tem qualquer câmara de
videovigilância.
Após a revista, depois de os dois já terem entrado na carrinha, um
guarda do GISP [cujo nome não foi possível apurar por não se encontrar
identificado com a placa respectiva] dirigiu-se ao Marcus com uns
óculos na mão perguntando-lhe se estes lhe pertenciam, ao que este
confirmou e dirigiu uma das mãos para lhe serem devolvidos. Acto
contínuo o referido guarda agrediu-o nos olhos, tendo de imediato
fechado intempestivamente a porta da carrinha.
Porém, já antes, na sala referida, já Marcus Fernandes havia sido
provocado e ameaçado por quatro ou cinco guardas, que só não goraram o
efeito pretendido por intervenção do “Chefe Mateus” que a isso se
opôs, mandando os guardas embora.
Chegados ao E.P. de Paços de Ferreira, aguardava pelo Marcus um
enfermeiro ou médico [não foi possível comprovar a qualidade do
funcionário em questão]. Daqui foram encaminhados para o Tribunal da
Póvoa de Varzim, onde Jaime Arbe se apresentou na qualidade de
testemunha de Marcus Fernandes, num processo movido por guardas
prisionais.
Após o julgamento, foram, de novo, encaminhados para a cadeia de
Paços de Ferreira, e desta para Monsanto, onde chegaram por volta das
00.00 horas.
Ao entrar na sala assinalada em cima, Jaime pediu aos guardas que lhe
fosse permitido despir peça por peça, dado estar com frio, sugerindo
que a revista fosse, de igual modo, efectuada peça a peça no decurso
do desnudamento.
Proposta que os guardas não aceitaram, começando a provocá-lo e
tendo, mesmo, o “Guarda Barão” partido para a agressão, desferindo a
Jaime um soco no olho esquerdo, quando este se encontrava voltado para
a parede com as pernas abertas. Ao fazer um movimento rotativo para o
lado direito, tendo em vista proteger-se, o referido guarda
desferiu-lhe outro soco no mesmo olho [onde ainda hoje, por altura da
visita de sua advogada, era visível uma mancha negra].
Perante a cobarde agressão, Jaime sentou-se no chão e declarou
expressamente que não se iria despir. Neste momento, o “Guarda Barão”
e o “Guarda Luís Coelho” arrancaram-lhe as calças de ganga que trazia
vestidas e, inclusive, rasgaram-lhe as cuecas. Ao mesmo tempo, o
“Guarda Gonçalves” – testemunha da acusação num processo contra Jaime
– começou infantilmente a atirar beijos, com a mão, para o preso –
fazendo chacota da situação humilhante a que este era sujeito.
No dia seguinte, Jaime Arbe solicitou a um dos graduados da Guarda
Prisional, de nome “Valente”, que fotografasse os danos causados pela
agressão – o que este supostamente fez. Pelo que, a confirmar-se o
registo fotográfico, bem como a sua não destruição, poderá este
compaginar elemento de prova para sustentar, entre outros, a queixa
que sua advogada irá apresentar às autoridades judiciais.
De referir, ainda, que, após a agressão, foi negada a Jaime qualquer
assistência clínica, sob a alegação que não estaria nenhum
profissional disponível.
Objectivamente – e com a cumplicidade inepta e criminosa das
autoridades – o Estabelecimento Prisional de Monsanto se revela como
uma espécie de Guantanamo nacional, onde a iniquidade e cobardia andam
à solta, tendo como alvo pessoas já de si fragilizadas por condição e
correlação de forças.
Poder-se-ia dizer: “a ACED espera a melhor atenção das autoridades…”.
Não o dizemos, pela simples razão de que não esperamos nada de um
Estado, onde o conceito de “justiça” só funciona para alguns, sempre os
mesmos, com o beneplácito dos “amigos dos amigos, dos amigos” que
sempre estão presentes para acarinhar, branquear e safar os membros da
casta maculados pela nódoa.
A ACED só pode dizer que sente nojo!

Mais uma semana agitada na Grécia

notas breves de algumas atividades na Grécia que aconteceram durante a última semana


Protesto em frente da prisão de menores de Avlona


Após o assassinato de Alexis Grigoropoulos pela polícia em 6 de dezembro de 2008, milhares de homens e mulheres de todas as idades, locais, migrantes e imigrantes, se encontraram e se rebelaram nas ruas contra o Estado, o capital e todas as formas de opressão. Centenas de pessoas foram presas e processadas, e dezenas ainda continuam reclusas. Especificamente, 4 menores estão detidos na prisão de menores de Avlona. E no passado sábado (14), mais de mil manifestantes, muitos anarquistas, organizaram uma passeata desde a praça central de Avlona até a prisão de menores, num ato pela libertação de todos os detidos.
Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1003754 e
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1004039

Distúrbios no centro de Atenas e Tessalônica

Na manhã de sexta-feira (13), aconteceu uma série de distúrbios em Atenas e Tessalônica, relacionados com o próximo julgamento do anarquista Yorgos Voutsis Vogiatsis, que está preso sob a acusação de ter assalto um banco. Em Atenas, o centro da elegante área do mercado, na zona residencial de Kolonaki, foi atacado por manifestantes que vandalizaram dezenas de estabelecimentos comerciais caros, carros de luxo e bancos. O parlamento grego também foi atacado com pedras e cocktail molotov.

Segundo a imprensa grega, estes foram os ataques mais graves na capital do país desde a insurgência de dezembro de 2008, com praticamente toda a zona comercial de Kolonaki vandalizada.

Em Tessalônica, ao mesmo tempo, manifestantes em solidariedade com o anarquista Yorgos causaram danos em vários bancos no centro da cidade.

Confronto entre estudantes e a polícia

Pela manhã da sexta-feira (13), aconteceram enfrentamentos entre estudantes e a polícia antidisturbios na cidade de Patras, quando os manifestantes tentaram entrar no hotel aonde o Ministro de Educação devia participar de uma reunião com os reitores das universidades de todo o país sobre a reforma educativa.

Estações de metrô são ocupadas

Em Atenas, sexta-feira (13), seis estações de metrô foram ocupadas simultaneamente (Egaleo, Ayios Antonios, Daphnia, Nea Ionia, Tavros, Monastiraki). Cerca de 200 pessoas participaram da ação. O ato foi realizado por diversas Assembléias Populares de bairros atenienses, como Filadélfia, Petralona, Peristeri e Brajami, Centros Ocupados e a Assembléia de Solidariedade com K. Kuneva. No protesto os participantes tomaram o sistema de som das estações e liberaram as catracas, facilitando assim a entrada gratuita das pessoas ao metrô. Em todas as estações ocupadas foram distribuídos mais de treze mil panfletos durante duas horas, o período que durou a ocupação.

Nazis e antifascistas se enfrentam

Na quinta-feira (12), pela manhã, houve enfrentamentos entre neonazis e antifascistas fora do Tribunal Superior de Atenas, logo após o fim do julgamento de Antonis Androutsopoulos, o “Periandros”, ex-deputado da Xrisi Avgi (uma organização de extrema-direita da Grécia), e líder de batalhões de combate na década de 90. Após os confrontos, antifascistas ainda realizaram uma manifestação pela absolvição do acusado em outros dois cargos por homicídio e pela redução de sua condenação há nove anos pela tentativa de assassinato contra um estudante de esquerda em 1998. O protesto seguiu ate o centro de Atenas, aos gritos de “o povo não se esquece, que se danem os fascistas” e “televisão, polícias e neonazis, toda esta merda trabalha junta”.

No mesmo dia, à tarde, uma marcha foi realizada nas ruas de Loannina, para protestar contra o ataque fascista contra um Centro Social de imigrantes há algumas semanas atrás.

Manifestação é reprimida

Aconteceu na quarta-feira (11), do lado de fora da Faculdade de Direito, em Atenas, uma manifestação em solidariedade com os insurretos detidos em dezembro de 2008. O protesto foi reprimido pelas forças da ordem com gás lacrimogêneo, que culminou em enfrentamentos entre manifestantes e a polícia, um policial resultou ferido.

Hospital é ocupado

Na segunda-feira (9), à tarde, integrantes da Assembléia Aberta pela Saúde ocuparam durante quatro horas os caixas do Hospital da Cruz Vermelha de Atenas, exigindo que o atendimento médico fosse gratuito para todos. Esta é a continuação de uma forma de luta contra a mercantilização do atendimento da saúde que se estendeu pela Grécia depois da sublevação de dezembro de 2008.

agência de notícias anarquistas-ana


Grupo de 50 jovens destrói montras de bairro rico



Cerca de 50 jovens encapuzados e munidos de barras de ferro estilhaçaram hoje montras de bancos e estabelecimentos comerciais e danificaram automóveis em duas ruas do abastado bairro de Kolonaki, centro de Atenas, constatou um jornalista da AFP.

O ataque dos jovens ocorreu às 12h00 (10h00 em Lisboa), hora de habitual grande afluência nas ruas, disse uma vendedora de uma das lojas danificadas, que testemunhou o ataque.

O grupo conseguiu fugir antes da chegada da polícia ao local.

No ataque, os jovens deixaram panfletos a exigir a libertação de um jovem, que a polícia afirma pertencer a um movimento anarquista e que foi detido em Atenas em 2007, por assalto à mão armada de um banco.

O grupo quebrou as montras de uma sucursal do Banco Nacional da Grécia e de pelo menos outras seis lojas.

Foram também estilhaçados os vidros das janelas de uma dezena de automóveis de elevada cilindrada.

Fonte policial afirmou que o grupo se refugiou no interior da Faculdade de Direito, no centro de Atenas, onde a actuação da polícia está sujeita a regras severas.

As autoridades gregas enfrentam uma intensificação da violência contestatária desde os distúrbios urbanos desencadeados em todo o país na sequência da morte a tiro de um adolescente de 15 anos por um polícia, em Atenas, a 06 de Dezembro.

terça-feira, 10 de março de 2009

14 de Março - Jantar de Solidariedade com os companheir*s e Espaço Musas - Centro de Cultura Libertária - Cacilhas


Jantar de Solidariedade
14 de Março, 20h
Centro de Cultura Libertária
Cacilhas - Almada


Solidariedade com os companheiros e Espaço Musas

Espaço Musas
http://musas.pegada.net/?cat=5v

Descrição da situação:

(...) quando limpávamos as traseiras do Musas, para fazer avançar o projecto da horta, ao queimar trastes e madeiras velhas, provavelmente uma fagulha indetectada deve ter pegado fogo a um barrote escondido por reboco da casa vizinha e, passadas umas 5 ou 6 horas do lume apagado do nosso lado, fez deflagrar lá um incêndio, destruindo pelo menos um quarto e deixando a casa em mau estado.
É inquestionável que a responsabilidade foi nossa e temos que reconstruir tudo o que se estragou e pagar diversos prejuízos, em que se incluem uma cama, uma televisão, um armário, a clarabóia, etc..
Não está também ainda posto de parte o pagamento de uma multa.
(...)desde então, várias jornadas de trabalho têm sido levadas a cabo, como a limpeza das paredes, reconstrução de (...)

A situação criada, da forma como se desenrolou, não deve permitir uma resolução através do accionamento dos seguros.

A tod*s *s companheir*s que, de uma maneira ou de outra nos manifestaram a sua solidariedade, o nosso agradecimento.
Àqueles que se disponibilizaram a arranjar dinheiro e pediram o NIB, é o número 0035 0196 0001 8174 03057 (sem espaços).
O nome oficial do Espaço Musas é Sport Musas e Benfica

Espaço Musas
http://musas.pegada.net/

15 de Março, 15h30 Filme+Debate na Livraria Gato Vadio - Porto

Filme + Debate

Domingo, 15 de Março, 15h30

Com a presença de Jorge Valadas

“Mastigai o cotão e o courato dos séculos e a civilização dos desejos baratos

Vá lá, é para vós tudo isso.” Henri Michaux



“Não há crise”, a expressão passou de moda...

É a crise financeira dos “maus financeiros especuladores” que arrasta a economia para a crise ou foi ela apenas um sinal precursor dum desequilíbrio profundo do sistema capitalista, inerente à organização social do mundo em que vivemos?
A famigerada “mão invisível” reguladora da “economia” regulou o quê? E porque razão ela não regula mais? Voltara ela a “regular”?
O desmoronar do edifício da “economia” dos velhos centros vai deixar indemnes as periferias ou vai pelo contrário arrasta-las na sua queda?
De Shanghai a Nova Iorque, de Estugarda a Atenas, da Guadalupe à Islândia, de Alcabideche a Ermesinde : imagens de desastre, de ilusões, de submissões, de revoltas e de esperanças.

“Prepare for the worst, hope for the best!”, propunham os sindicalistas revolucionários norte-americanos nos anos vinte. A fórmula mantém-se actual nestes tempos de tempestade.


Conversa informal e não acabada à volta de um filme, reservada aos que pensam que o pessimismo deve ser deixado para tempos melhores.



Filme – 15h30

"The Yes Men" Chris Smith, (78min)

Sinopse: Os Yes Men infiltram-se na OMC contra a qual militam. Participam nas conferências internacionais e aproveitam para levar às suas consequências extremas as teorias liberais com o objectivo de despertar as consciências". Este filme foi premiado com o “prémio do público” no Festival de Berlim.

The Yes Men é formado por dois activistas da culture jamming (Jacques Servin e Igor Vamos, conhecidos pelos pseudónimos de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno) que já se fizeram passar por figuras importantes de empresas como McDonalds, Down Química, etc. Em Novembro do ano passado distribuíram, nas ruas de Nova York, um milhão de exemplares falsos do New York Times, cuja manchete era “Iraq War Ends”. Denunciam o neo-liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correcção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes.
Livraria Gato Vadio, Porto
Rua do rosário, 281 – Porto

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/


entrevista com Jorge Valadas: http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=2347&id=1329021

AVISO PÚBLICO! ! - CaSa vIvA - Porto



Estavam à nossa espera. O blog anunciava o início da festa às 11h00, mas passava do meio-dia quando começamos a montar bancas, mesas, cadeiras, bancos, cavaletes, xadrez, livros, pincéis e papéis na praça do marquês. Apareceram de imediato. PSP, dois agentes, um dos quais graduado. O mesmo que comunicou ao primeiro que abordou que ali não podíamos estar, por se tratar de um evento anunciado, o blog que haviam consultado assim o confirmava e tal carece de licença, coisa de que não dispúnhamos.

“Evento” … o termo, e respectiva definição, desenrolou uma conversa de mais de uma hora. Sobre este e outros conceitos não se chegou a consenso algum. Ficou o aviso: “sujeitam-se a que apareça a polícia municipal e apreenda todo o material que aqui se encontra”. Pretendíamos, apenas, provocar um encontro numa praça da cidade, um encontro para distribuir informação, conversar, jogar xadrez ou jogar à petanca, pintar, fotografar, ler, estar. Regado com alegria de palhaços e almoço popular. Tudo isso aconteceu.





Pelas 16h30, quando a também anunciada polícia municipal surgiu, recolhíamos já à CasaViva, um espaço de propriedade privada mas porventura dos mais públicos na verdadeira acepção da palavra. A fachada exibia então um Aviso Público: A censura é sempre mais violenta do que qualquer faixa. Ao contrário da autoridade, a CasaViva não censura, não criminaliza, não mata. (*)

Como a realidade lá fora é outra e porque o desconhecimento da lei não é desculpa para poder prevaricar no que à mesma diz respeito, com a colaboração do referido simpático agente no seu esclarecimento, elaborou-se o possível Manual de Frequência do Espaço Público:


1- Não se pode montar bancas de informação, com ou sem rodas, mesmo que não existam transacções comerciais. Pode distribuir-se propaganda desde que autoportante e, em caso de cansaço físico, só se pode sentar e/ou pousar essa informação em mobiliário municipal por poucos segundos, talvez um minuto, a lei parece não ser muito precisa.


2- Não se pode trazer um sofá para a praça e confortavelmente sentar-se ao sol a ler um livro, mas pode-se trazer uma cadeirinha, cuja dimensão parece que a lei também não refere com precisão, nem o tempo em que essa cadeirinha poderá estar a incomodar no espaço público. Segundo o agente graduado, a grande diferença entre um sofá e uma cadeirinha, numa praça, é o facto de o sofá provocar os transeuntes a questionarem-se do porquê de tal mobiliário "anormal". Está a dizer-me, então, que a lei existe para defender as pessoas de se interrogarem sobre o que as rodeia? "Sim.” E que, portanto, a lei existe para normalizar as pessoas impedindo-as de exercerem o seu espírito crítico? "Sim.”


3- Pode-se ter um cavalete para qualquer cidadão pintar, mas se for mesa, nem que seja para crianças, já não pode ser.


4- Pode-se ter e estar a jogar xadrez num tabuleiro desde que não incorpore uma mesa.


5- Para se realizar um encontro com mais de três pessoas, este não pode ser anunciado na Internet, pois será considerado organizado e portanto carece de autorização do Governo Civil. Mas se esse ajuntamento já tem história, é tradição, já pode livre e espontaneamente acontecer, conforme comprova o ajuntamento dos senhores do jogo da sueca, diariamente na praça do marquês. E para ser considerado tradição não chega ter como antecedentes só dois outros encontros, não se sabe se os nossos recentes três já serão suficientes.


5.1- Se o encontro for numa praça, por mais que seja um local de estar, é preciso ter cuidado quanto ao fim a que se destina, para não pôr em risco o que ela por definição não é, corredor de circulação pedonal. Ficai os interessados também a saber que, se corredor fosse, teria de se chamar Stª. Catarina e ser ocupada na altura em que está vedada ao trânsito automóvel. Se assim for, já isto e muito mais poderá acontecer e mesmo que bloqueie a passagem de um transeunte desinteressado não carece de autorização do Governo Civil.


5.2- Se clandestinamente organizar qualquer coisa, evite chamar-lhe evento, escamoteie o facto de ser organizado, mesmo que o não seja e verifique se está numa praça e se na sua fronteira existe algum edifício do qual possa sair gente considerável que necessite atravessá-la, como, por exemplo, uma igreja. Pois é, parece que o espaço público, apesar de assim se manter nomeado e além de cada vez mais parco nas nossas cidades, está cada vez mais parecido, nas suas limitações, com o espaço privado.


6- Embora o que dizem que a lei diz, não diz se o que no dicionário quer dizer é o que a lei diz. Para quem necessite ou deseje frequentar o espaço público, fique a saber que um dicionário de 2009 diz o seguinte:

“Evento”, do latim eventu, acontecimento.

“Organização”, acto ou efeito de organizar, preparação, planeamento, disposição que permite o uso e funcionamento eficiente, relação de coordenação e coerência dos diversos elementos que formam um todo.

“Praça”, do latim platêa, praça pública, lugar amplo, zona de estar, geralmente rodeado de edifícios [o que quer dizer que as ruas que a ladeiam são a área de circulação desse espaço].

“Rua”, do latim ruga, sulco, caminho, via ladeada de edifícios, zona que privilegia a circulação.


7- Mesmo assim se a sua acção levar os transeuntes a saírem das suas vidas pacatas, questionando-se na sua realidade e na do mundo que os rodeia, já corre sérios riscos de apreensão de todo o material por parte da polícia municipal e, no mínimo, são necessárias identificações dos provocadores dessa acção. Corre ainda um outro risco, o dessa acção ser considerada crime contra a paz pública, isto se subjectivamente tornar viável a hipótese de um cidadão, e basta um, com “um nível cultural baixo”, mais uma definição em que a lei peca por falta de precisão, interpretar mal a acção e desta forma sentir-se impelido à violência; pode vir a ser acusado de terrorismo, o que não será forçosamente mau se desejar alguma projecção nos média, desde que arranje um bom advogado para não acabar a gozar a sua glória aos quadradinhos.


Querem melhor e mais genuína, vindo de quem vem, explicação da lógica das leis? São estes os nossos sete pecados mortais a acrescentar às razões que contribuem para esvaziar o espaço público, torná-lo mais inseguro e, portanto, necessariamente mais policiado, violento e repressivo, em cidades cada vez mais elitistas de gente que se auto-enclausura em condomínios fechados que proliferam como cogumelos. Esta chama-se Porto Vivo, até podia ser vip mas é zip (zona de intervenção prioritária): um somatório de casas devolutas a recuperar para uma população influente, endinheirada, a bem de uma cidade chique, cuja alma é empurrada para os subúrbios. Porque a alma é a gente que lá nasceu, cresceu e viveu, com conta na mercearia, que pode contar a história daquela esquina, que conhece o vizinho que lá viveu antes, o barbeiro que já fechou e as vendedeiras do Bolhão de geração em geração. É a morte da cidade Aniki Bobó.


Tudo isto obriga a uma actualização de conceitos, pois praça, rua, casa, espaço público e privado já não são o que eram e nem um gajo que queira ser “um cidadão exemplar” sabe como agir. Portanto, já sabem, quando saírem de casa deixem o espírito crítico na gaveta da mesinha de cabeceira senão sujeitam-se a que, em Portugal, hoje e amanhã… a autoridade vos tente amordaçar.

CasaViva, 28 fevereiro 2009


(*) Episódios anteriores:
faixa apreendida
casa assaltada, faixas à mostra
contra a repressão do estado

http://casa-viva.blogspot.com/2009/03/blog-post_8632.html

domingo, 8 de março de 2009

Sobre a audiência de dia 5 de Março do chamado processo "25 de Caxias"

Começou no dia 5 de Março a farsa do julgamento do chamado “Motim de Caxias”. Para lá do falecimento de um dos acusados, compareceram 13 dos 25 escolhidos pelos Serviços Prisionais para servirem à acusação de motim e danos na prisão de Caxias em 1996. 13 anos depois! Aos restantes ausentes foram emitidos mandatos de captura.
(...)
A farsa do julgamento continua com novas sessões marcadas para os dias 2 e 22 de Abril. Mas notemos ainda, que a meio deste primeiro dia de julgamento foi anexa ao processo o manifesto entregue nessa mesma manhã junto do consulado português em Barcelona. De igual modo em frente ao Tribunal de Oeiras ocorreu igualmente uma concentração de solidariedade, com faixas que diziam que “se defender os direitos dentro e fora das prisões é um crime, então eu sou um criminoso”. Ou resumindo o que está em causa, ser “contra o roubo das nossas vidas. Nem tribunais, nem prisões”!!!


Começou no dia 5 de Março a farsa do julgamento do chamado “Motim de Caxias”. Para lá do falecimento de um dos acusados, compareceram 13 dos 25 escolhidos pelos Serviços Prisionais para servirem à acusação de motim e danos na prisão de Caxias em 1996. 13 anos depois! Aos restantes ausentes foram emitidos mandatos de captura.

A acusação insiste em limitar toda esta história aos acontecimentos do dia 23 de Março de 1996, mas de imediato o primeiro acusado a testemunhar – Vítor Moura – deixou bem claro que toda a circunstância surge numa alargada revolta contra as condições prisionais da parte dos reclusos e que vinha acontecendo desde 1994. E que ao contrário do convite para denunciarem a situação prisional que o então Director dos Serviços Prisionais Marques Ferreira havia-lhe feito em 1994, já em 1996 (sob a conturbada mudança da Direcção Prisional) havia um filtro de informação, tal qual se viu nesse dia de Março em Caxias, quando reivindicavam o acesso directo com a comunicação social e a entrega de um comunicado dos presos todos.

A recusa do diálogo por parte da Direcção Prisional foi realçada pelo segundo acusado a falar – Carlos Santos – tendo este mesmo referido uma reunião tida nas horas antes da noite do dia 23 no Hospital Prisão de Caxias entre o Ministro da Justiça Vera Jardim e a Direcção Prisional de Celso Manata e outros responsáveis, na qual depreendeu o intuito de provocar o alegado motim.

Este motim foi descrito precisamente pela brutalidade da intervenção policial. Algo dito crua e directamente pelo terceiro e último acusado a falar – Jaime Neves – que posicionando-se no papel de preso exemplar à margem de tudo, o sentiu como nunca desde o dia em que entrou naquela prisão que chamou de “inferno”. Saindo da sua cela para ajudar um preso, as balas de borracha atiradas pelo corpo de intervenção policial atingiram-no, ficando cego de um olho, entre um espancamento geral de todos os presos, como sendo David Ré (outro dos acusados) a ser lançado escadas abaixo.

Apesar de uma inquirição da acusação verdadeiramente policial e indutora, motivando o protesto escrito de advogados presentes, a violência gratuita da carga policial ficou bem clara. Pelo que foi peremptório: Não houve nenhum motim.

E de igual modo ficou evidente o que é viver numa cela sobrelotada com presos com hepatite e sida. Ainda que tal tenha merecido por parte da acusação a hipocrisia de comparar o direito a celas individuais ao seu mesmo desejo de ter um gabinete individual!

A farsa do julgamento continua com novas sessões marcadas para os dias 2 e 22 de Abril. Mas notemos ainda, que a meio deste primeiro dia de julgamento foi anexa ao processo o manifesto entregue nessa mesma manhã junto do consulado português em Barcelona. De igual modo em frente ao Tribunal de Oeiras ocorreu igualmente uma concentração de solidariedade, com faixas que diziam que “se defender os direitos dentro e fora das prisões é um crime, então eu sou um criminoso”. Ou resumindo o que está em causa, ser “contra o roubo das nossas vidas. Nem tribunais, nem prisões”!!!



Manifestação em apoio aos/às imigrantes



sexta-feira, 6 de março de 2009

6 de Março - Actividades Casa Viva - Porto


18h30 entrada livre - 6ª, 6 março

Terceira dose de troca de repetidos sobre temas teóricos e práticos, analógicos e digitais, filosóficos e maquínicos, divertidos e sérios; uns para sujar as mãos, outros para gastar as cordas vocais, mas sempre dentro do espírito DIY comunitário, livre, honesto e aberto.

Apresentação do website do Trocalporto

Rendimento Universal de Cidadania


21h00 workshop de programação em Python
mais info:www.hacklaviva.net


22h00 - Chegou o café de Chiapas - Casa Viva , Porto




mais info: Colectivo de Solidaridade con La Rebelión Zapatista


casa-viva.blogspot.com

praça marquês de pombal, 167 porto

[ Grécia ] Manifestantes incendeiam trem em Atenas

Na última série de ataques na Grécia, manifestantes atearam fogo a um trem local num elegante bairro de Atenas, destruindo três dos seis vagões, na última segunda-feira (1).

O/as manifestantes, que usavam máscaras de carnaval e gritavam lemas anarquistas, atiraram bombas incendiárias no trem da ISAP (Ferrovia Elétrica Atenas-Pireu) quando este chegou no terminal em Kifisia, um rico bairro da capital grega.

Os poucos passageiros que estavam no terminal fugiram da estação em pânico. Ninguém foi ferido na ofensiva.

A Grécia está sendo tomada por um espiral de revoltas durante os últimos meses. Nas últimas semanas, manifestantes não-identificados feriram um oficial da polícia e atacaram uma delegacia. Pequenos grupos anarquistas lançam bombas incendiárias em carros de luxo, concessionárias de automóveis, agências bancárias, edifícios do governo, dentre outros alvos, quase que diariamente.

No dia 18 de fevereiro, uma quarta-feira, encapuzados tentaram explodir um carro bomba na sede do Citibank na Grécia, em Atenas. Menos de 24 horas antes, dois homens em uma moto haviam atirado contra a sede de uma emissora privada de TV, jogando uma bomba que também acabou não explodindo. Logo depois um grupo soltou um comunicado avisando aos jornalistas em geral que eles estão em sua mira, porque "representam um sistema corrupto".

Semana retrasada, um grupo de 100 encapuzados, à noite, atacou as instalações do jornal conservador “Apogevmatini”, com pedras e bombas incendiárias, causando severos danos às instalações do jornal. O grupo também atacou uma dezena de automóveis que estavam estacionados naquele local. Dois foram totalmente queimados.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

a noite cai
sobre a minha cabeça
eu fico a ver estrelas



Rogério Togashi

[Rússia] Problemas em São Petersburgo e Tiumen

No final do mês de fevereiro, após um show de rock em São Petersburgo, um dos músicos foi atacado repentinamente por 5 nazis. Nosso companheiro conseguiu escapar, mas não ileso – e ele precisa de uma operação que custa cerca de 40.000 rublos (900 euros).

Nosso companheiro nos ajudou muitas vezes com apresentações de shows beneficentes, e agora é nossa vez de ajudá-lo.

Você pode ajudá-lo fazendo uma transferência bancária para a seguinte conta - transferências podem ser somente individuais e devem ser feitas em Euro.

Banco VTG24 (JSC)

Em favor Acc 30301 840 2

00001060000, São Petersburgo, Rússia

Banco VTB24 (JSC) Branch 7806

Swift: CB GU RUMM

Beneficiário 40817978603060007327

Vargina Yekaterina Ionovna

Você pode também fazer a transferência em rublos, mas daí você tem que substituir o número da conta pela seguinte:

40817810503060011461

Dois anarquistas presos em Tiumen

Também, em Tiumen, dois companheiros anarquistas, Kender e Rustam, tiveram suas casas vasculhadas e foram presos no dia 29 de janeiro sob acusações de vandalismo contra um centro de alistamento do exército russo; e dois dias atrás um terceiro companheiro foi preso com relação ao mesmo caso.

Hoje pela manhã ele foi solto, mas precisa de um advogado, e em Tiumen advogados são muito caros na medida em que esta é uma cidade rica em petróleo. É possível que as autoridades até mesmo não levem o caso para os tribunais, mas um advogado é necessário de qualquer maneira.

Se você está interessado/a em ajudar, detalhes da Cruz Negra Anarquista de Moscou estão disponíveis em:

http://avtonom.org/index.php?nid=2250

Cruz Negra Anarquista de São Petersburgo

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

As incertezas
Fazem nascer uma flor
No que é certo

Artvieira

[Reino Unido] Acampamento Climático 2009 - Parando o Mercado de Carbono!




O 1º de abril (dia dos tontos na Inglaterra) Climate Camp 2009 (Acampamento de Ação Climática) chega ao distrito financeiro de Londres.

Climate Camp 2009 - Parando os mercados de Carbono - Porque a natureza não faz resgates financeiros!



Primeiramente os bolsistas especularam com nossas casas, empregos e dinheiro – com resultados desastrosos. Agora eles estão especulando com o nosso clima e o futuro da vida sobre a terra – e uma vez mais nossos governos estão os apoiando.

Por criar um sistema “brain-bending” de licenças de carbono, companhias de combustíveis fósseis e empresas comerciais têm encontrado um caminho para continuar a produzir grandes quantidades de gases que diretamente provocam o aquecimento global, obtendo, ao mesmo tempo, grandes lucros. Nesse meio tempo, o governo do Reino Unido está justificando uma terceira pista de decolagem no aeroporto de Heathrow e uma usina termelétrica em Kingsnorth, dizendo que estes novos esquemas de “negócios do carvão” farão, magicamente, que todas suas emissões desapareçam.

Eles estão entregando o controle de nosso clima novamente para as mesmas pessoas e sistemas que causaram o colapso financeiro. Todas as alternativas viáveis e justas não estão sendo vistas. Precisamos parar esta loucura.

Temos acampado contra a pista de decolagem de Heathrow, temos acampado contra a termoelétrica de Kingsnorth. Agora é hora de acampar contra o problema principal: fé absoluta no mercado aberto e crescimento econômico sem fim. No dia 1º de Abril, os líderes do G20 chegam em Londres. Em um tempo de crise climática a resposta deles para a crise do mercado são os empréstimos emergenciais aos fabricantes de carros, crescentes gastos para estimular o consumo, e apoios financeiros para as tantas pessoas que nos colocam nesta enrascada – justamente as coisas que irão fazer a crise climática se aprofundar ainda mais.

Isto não vai ficar assim! Não deixem que eles escapem impunemente: junte-se ao nosso acampamento em Square Mile! Reunião ao meio-dia, 1º de Abril, no Câmbio Climático Europeu, Hasilwood House, 62 Bishopsgate, EC2N 4AW. Traga uma barraca se você tiver uma, saco de dormir, turbinas eólicas, cinema móvel, planos de ações e idéias... vamos imaginar um outro mundo.

Não deixemos os imbecis das finanças e dos combustíveis fósseis fazerem as regras!

Para atualizações, detalhes sobre planos, e mais informações, nos visite:

www.climatecamp.org.uk/g20

E-mail: g20 [@] climatecamp.org.uk

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

Brancas nuvens
Enfeitam todo o céu
E meus olhos

Artvieira

quarta-feira, 4 de março de 2009

Apresentação da publicação Alambique - Sábado - 7 de Março , 16h - Centro de Cultura Libertária - Cacilhas



No Sábado, dia 7 de Março vai ser apresentada a publicação “Alambique”, no Centro de Cultura Libertária, pelas 16:00h.
Vão estar presentes membros do grupo editorial, assim como alguns colaboradores deste último número, para falar sobre questões relacionadas com o Alentejo, de onde provém o Alambique.
Aparece&Divulga

No Sábado, dia 7 de Março vai ser apresentada a publicação “Alambique”, no Centro de Cultura Libertária, pelas 16:00h.
Vão estar presentes membros do grupo editorial, assim como alguns colaboradores deste último número, para falar sobre questões relacionadas com o Alentejo, de onde provém o Alambique.
Aparece&Divulga

Centro de Cultura Libertária
R. Cândido dos Reis
Nº 121 1ºdto
2800 Cacilhas

Envio de faxes, cartas e e-mails a propósito do julgamento dos "25 de Caxias"

Proposta de texto e moradas para envio de faxes, cartas ou e-mails, contra o julgamento de 25 presos acusados de participarem no "Motim" de Caxias.


Por favor divulga esta notícia e participa enviando e-mail, fax ou carta para os endereços que estão em baixo. Assina a mensagem indicando um nome e uma localidade.


TRIBUNAL JUDICIAL DE OEIRAS
Morada: Bairro das Medrosa, Palácio da justiça -
2784-508 Oeiras -
Portugal
Telef: 21 4405500
Fax: 21 4411540
E-mail: oeiras.tc@tribunais.org.pt



PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA
Morada: Rua da Escola Politécnica, 140 -
1269-269 Lisboa - Portugal
Telef: 21 392 19 00
Fax: 21 397 52 55
E-mail: mailpgr@pgr.pt



INSPECÇÃO GERAL DOS SERVIÇOS DE JUSTIÇA
Morada: Rua da
Madalena, n.º 273
1149-007 Lisboa
Telef: 21 880 52 00
Fax: 21 886 15 34
E-mail: correioigsj@igsj.mj.pt



DIRECÇAO GERAL DOS SERVIÇOS PRISIONAIS
Morada: Travessa da Cruz do Torel, nº1 1150-122 Lisboa
Telefone: 218 812 200
Fax: 218 853 653
E-mail: dirgeral@dgsp.mj.pt




PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Morada: Palácio de S. Bento 1249-068 LISBOA
Telefones : 213919267/8/9
Fax : 213917434/26
e-mail: envia a partir deste formulário:
http://www.parlamento.pt/sites/PAR/PARXLEGA/Contacto/Paginas/default.aspx



PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Morada:Palácio de Belém, Calçada da Ajuda, 1349-022 Lisboa (Portugal)
Telefone: (+351) 21 361 46 00
Telefax: (+351) 21 363 66 03
Correio electrónico: belem@presidencia.pt


*******************

Texto proposto:



Referente ao julgamento sobre o "Motim" de Caxias a decorrer a 5 de
Março
de 2009
no Tribunal Judicial de Oeiras, em relação aos acontecimentos na
prisão do forte de Caxias, ocorridos a 23 de Março de 1996, como cidadão
preocupado e atento às denúncias de violação dos direitos humanos nas
prisões, tenho a dizer o seguinte:

- considerando os factos relatados pela imprensa da época, denunciando o
escândalo das prisões sobrelotadas, a maior taxa de encarceramento de
toda
a Europa, entre muitas outras;


- considerando os testemunhos de vários presos sobre a violação dos seus
direitos, como por exemplo relativamente ao não cumprimento por parte do
Estado do direito à cela individual, a falta de assistência médica e
sanitária, entre muitos outros;

- considerando o assustador número de suicídios e outras mortes ocorridas
nas prisões naquela época;

- considerando as declarações bombásticas do então director geral dos
serviços prisionais, Marques
Ferreira, que teve a coragem de expor
publicamente a "podridão" que descobriu na instituição prisional,
referente ao tráfico de droga realizado por guardas prisionais,
irregularidades financeiras praticadas por directores de prisões, desvio
de dinheiros do Estado e das contas bancárias dos reclusos, processos
disciplinares a guardas prisionais desaparecidos ou arquivados sem
despacho;

- considerando os vários relatórios realizados pelo OIP (Observatoire
International Des Prisons), Amnistia Internacional, e outras Organizações
de defesa dos direitos humanos, os quais revelavam a violação
sistemática
dos direitos dos presos;

Venho por este meio mostrar a minha indignação face a este improcedente
julgamento, exigindo por conseguinte a absolvição dos 25 arguidos no
citado processo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Convocatória para concentração solidária com os "25 de Caxias", dia 5, 5ª-feira

A 23 de Março de 1996 ocorreu um "motim" na prisão de Caxias (Reduto Norte), sendo que 25 dos presos da altura estão hoje acusados de motim, incêndio e danos qualificados.
Esta 5ª-feira, 5 de Março, 13 anos depois, dá-se início ao julgamento dos "25 de Caxias", no tribunal de Oeiras.
Num contexto de lutas por parte dos presos, entre 1994 e 1996, contra as condições a que eram obrigados a viver, naquela noite há uma recusa em regressar as celas num acto de reivindicação da cela individual, recusa à qual se seguem 3 dias de espancamentos por parte da ordem e autoridade democráticas.

Contra este julgamento-farsa apelamos a uma concentração, em frente ao tribunal de Oeiras, dia 5 de Março às 11 horas.
Dia 18 de Março será a segunda sessão do julgamento, para a qual apelamos desde já também a uma concentração nesse dia.

Absolvição para os "25 de Caxias".
Solidariedade com os rebeldes.
Abaixo os muros das prisões.

(Morada do tribunal: Av. D. João I, Bairro da Medrosa, Oeiras, Palácio da Justiça
ver mapa)

Mais info ver: www.presosemluta.tk

Entrevista a companheiros portugueses na Rádio Bronka (Barcelona) sobre a situação nas prisões portuguesas, o motim de Caxias e outrxs!



Entrevista a companheiros portugueses na Rádio Bronka (Barcelona)
21 de Fevereiro, 2009


http://www.radiolivre.info/
http://podcast.radiobronka.info/?p=261

Está disponível a entrevista realizada a companheiros portugueses no programa “Fuck the Bastards” de 16 de Fevereiro, na Rádio Bronka em Barcelona. Entre os vários temas abordados fala-se sobre a situação nas prisões portuguesas, o motim de Caxias, situação actual do movimento libertário em Portugal.
http://podcast.radiobronka.info/?p=261

Feira de Trocas (8 de Março, das 15h. às 18h., no espaço da Junta de Freguesia de São Nicolau) - Porto




Porquê trocar?

É uma forma de reciclagem

Para reduzir o lixo

Para poupar dinheiro

Porque o valor das coisas não está no preço, mas no uso que lhes damos

Para construir um mercado local, feito por tod@s

Para valorizar aquilo que podemos fazer e oferecer

Para reavivar hábitos esquecidos

Para conhecer @s vizinhs do lado

Para animar a tarde de domingo!


Organização:

http://gaia.org.pt/

segunda-feira, 2 de março de 2009

Concerto para apoiar os quatro activistas sociais acusados de difamação pelo SEF




CONCERTO

para apoiar os quatro activistas sociais, acusados de difamação, por numa manifestação em 2006 terem responsabilizado o SEF do Porto do suicídio de um imigrante

com

TRASHBAILE

MISTURA DO PESADO BAILE COM O TRADICIONAL TRASH Mistura musical do pesado Baile com o

ESSALAM
MUSICA BERBER

CABEÇA DE MARTELO
PUNK DA TERRA DO PÃO DE LÓ

Sábado, 7 de Março - Terra Viva
Rua dos Caldeireiros, 213 (Cordoaria), Porto
http://terraviva.weblog.com.pt





[Grécia] Restaurante estudantil é ocupado na Universidade de Creta



Nós não queremos um pedaço de pão.
Queremos toda a padaria!

Em um sistema social onde tudo é negócio e às nossas necessidades, até as mais vitais, tornam-se mercadoria, a comida é mais um aspecto da especulação financeira. E as universidades não são, infelizmente, nenhuma exceção, onde os empresários se tornam ricos, explorando as necessidades de milhares de estudantes. Oferecendo uma comida de má qualidade, muitas vezes pré-aquecidas etc., estas empresas não se diferenciam em nada de outros restaurantes fast-food do estilo McDonald's.

Nestes restaurantes as pessoas trabalham sob condições muito duras e exaustivas, precárias, com contratos temporários e com o fantasma do desemprego sempre sobre suas cabeças.

Hoje (26 de fevereiro) temos ocupado o restaurante da Universidade de Creta, para distribuir gratuitamente refeições a todos seus alunos. Nosso ato é uma sugestão ativa, contra a estrutura deste sistema, propondo no lugar do individualismo e da ignorância, a ação coletiva e solidária.

Durante a rebelião de Dezembro de 2008, mais de 250 pessoas foram detidas. Quem move a sua cabeça como se nada tivesse acontecido é cúmplice.

A ocupação foi realizada pela "Assembléia de Insurgentes de Iraklio".


agência de notícias anarquistas-ana

Semente dourada
Reluz cores e formas
Em terra fértil

Regina Mello

[EUA] Comida expropriada é distribuída em bairro da classe trabalhadora


[Comunicado do grupo “Robin Hood”, que expropriou comida e distribuiu em uma vizinhança da classe trabalhadora em Modesto, na Califórnia.]


Pessoas do Vale,

Em todo lugar o deserto do capital se expande – oferecemos um oásis para beber.

Nós, os Robin Hoods, nos responsabilizamos pelo provimento de uma massiva quantidade de comida grátis que foi deixada no parque do Distrito Aeroporto em Modesto, na última semana. A comida que foi deixada variava de arroz e feijão a outros gêneros de primeira necessidade, e estava disponível, livre de preços, para qualquer um que desejasse levá-la.

Para que as intenções de nossas ações se façam claras, deixamos uma faixa no local que se lia: “Resista a Recessão! – ROUBE OS RICOS!”. A comida foi expropriada de vários capitalistas – e dessa forma foi grátis (e muito fácil) de obter.

Optamos por distribuir a comida livremente porque o Distrito Aeroporto é uma das vizinhanças que mais sofrem pela iminente recessão. Nossas comunidades estão sofrendo pela falta de moradia e execução de hipotecas, pobreza, brutalidades policiais e poluição ambiental. Deixemos que este ato seja somente uma nota no grito da resistência que logo trará este sistema abaixo.

Acreditamos que a solidariedade, diferentemente, significa atacar inimigos comuns. Assim temos levado a cabo esta ação não somente para atacar os capitalistas diretamente e distribuir comida grátis para nosso/as amigo/as e vizinho/as, mas também para denunciar a Junta de Supervisores do Condado de Stanislaus, na qual, recentemente, derrotou pelo voto um necessário programa de troca de seringas que iria ajudar a parar a expansão do HIV e da Hepatite, e dar assistência direta para aqueles viciados em várias drogas. Esta decisão diretamente afeta aquele/as que residem na vizinhança do Distrito Aeroporto, na medida em que é uma área com alta quantidade de uso de heroína.

Também nos inspiramos, para realizar esta ação, no recente caso de Danny Armenta, 48 anos, morador de Turlock, que foi preso após tentar sair de uma loja com cerca de 100 dólares em mantimentos. Eles podem pegar um de nós, mas não podem pegar todos nós. Na medida em que a recessão aumenta, nossa resistência também deve explodir. Do iminente desemprego no vale, ao recente fechamento da Escola Média Teel no Condado de Stanislau devido aos cortes de verbas, se não começarmos a lutar diretamente – logo não teremos nada para lutar.

Em solidariedade com aquele/as das ruas da Grécia, China, Islândia, México, Estados Unidos e além, que estão lutando contra este monstro que chamamos de capitalismo.

Os Robin Hoods


Tradução > Marcelo Yokoi


agência de notícias anarquistas-ana


passeio campestre —
no vestido e nas sandálias
o aroma do mato

Leonilda Alfarrobinha