quarta-feira, 18 de março de 2009

Mais uma semana agitada na Grécia

notas breves de algumas atividades na Grécia que aconteceram durante a última semana


Protesto em frente da prisão de menores de Avlona


Após o assassinato de Alexis Grigoropoulos pela polícia em 6 de dezembro de 2008, milhares de homens e mulheres de todas as idades, locais, migrantes e imigrantes, se encontraram e se rebelaram nas ruas contra o Estado, o capital e todas as formas de opressão. Centenas de pessoas foram presas e processadas, e dezenas ainda continuam reclusas. Especificamente, 4 menores estão detidos na prisão de menores de Avlona. E no passado sábado (14), mais de mil manifestantes, muitos anarquistas, organizaram uma passeata desde a praça central de Avlona até a prisão de menores, num ato pela libertação de todos os detidos.
Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1003754 e
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1004039

Distúrbios no centro de Atenas e Tessalônica

Na manhã de sexta-feira (13), aconteceu uma série de distúrbios em Atenas e Tessalônica, relacionados com o próximo julgamento do anarquista Yorgos Voutsis Vogiatsis, que está preso sob a acusação de ter assalto um banco. Em Atenas, o centro da elegante área do mercado, na zona residencial de Kolonaki, foi atacado por manifestantes que vandalizaram dezenas de estabelecimentos comerciais caros, carros de luxo e bancos. O parlamento grego também foi atacado com pedras e cocktail molotov.

Segundo a imprensa grega, estes foram os ataques mais graves na capital do país desde a insurgência de dezembro de 2008, com praticamente toda a zona comercial de Kolonaki vandalizada.

Em Tessalônica, ao mesmo tempo, manifestantes em solidariedade com o anarquista Yorgos causaram danos em vários bancos no centro da cidade.

Confronto entre estudantes e a polícia

Pela manhã da sexta-feira (13), aconteceram enfrentamentos entre estudantes e a polícia antidisturbios na cidade de Patras, quando os manifestantes tentaram entrar no hotel aonde o Ministro de Educação devia participar de uma reunião com os reitores das universidades de todo o país sobre a reforma educativa.

Estações de metrô são ocupadas

Em Atenas, sexta-feira (13), seis estações de metrô foram ocupadas simultaneamente (Egaleo, Ayios Antonios, Daphnia, Nea Ionia, Tavros, Monastiraki). Cerca de 200 pessoas participaram da ação. O ato foi realizado por diversas Assembléias Populares de bairros atenienses, como Filadélfia, Petralona, Peristeri e Brajami, Centros Ocupados e a Assembléia de Solidariedade com K. Kuneva. No protesto os participantes tomaram o sistema de som das estações e liberaram as catracas, facilitando assim a entrada gratuita das pessoas ao metrô. Em todas as estações ocupadas foram distribuídos mais de treze mil panfletos durante duas horas, o período que durou a ocupação.

Nazis e antifascistas se enfrentam

Na quinta-feira (12), pela manhã, houve enfrentamentos entre neonazis e antifascistas fora do Tribunal Superior de Atenas, logo após o fim do julgamento de Antonis Androutsopoulos, o “Periandros”, ex-deputado da Xrisi Avgi (uma organização de extrema-direita da Grécia), e líder de batalhões de combate na década de 90. Após os confrontos, antifascistas ainda realizaram uma manifestação pela absolvição do acusado em outros dois cargos por homicídio e pela redução de sua condenação há nove anos pela tentativa de assassinato contra um estudante de esquerda em 1998. O protesto seguiu ate o centro de Atenas, aos gritos de “o povo não se esquece, que se danem os fascistas” e “televisão, polícias e neonazis, toda esta merda trabalha junta”.

No mesmo dia, à tarde, uma marcha foi realizada nas ruas de Loannina, para protestar contra o ataque fascista contra um Centro Social de imigrantes há algumas semanas atrás.

Manifestação é reprimida

Aconteceu na quarta-feira (11), do lado de fora da Faculdade de Direito, em Atenas, uma manifestação em solidariedade com os insurretos detidos em dezembro de 2008. O protesto foi reprimido pelas forças da ordem com gás lacrimogêneo, que culminou em enfrentamentos entre manifestantes e a polícia, um policial resultou ferido.

Hospital é ocupado

Na segunda-feira (9), à tarde, integrantes da Assembléia Aberta pela Saúde ocuparam durante quatro horas os caixas do Hospital da Cruz Vermelha de Atenas, exigindo que o atendimento médico fosse gratuito para todos. Esta é a continuação de uma forma de luta contra a mercantilização do atendimento da saúde que se estendeu pela Grécia depois da sublevação de dezembro de 2008.

agência de notícias anarquistas-ana