terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Centenários do Regicídio ( 1908 _ 2008)


1) Estátua de D. José
2) Sítio onde estava o Buissa o homem das barbas
3) Lugar onde ele começou a fazer fogo
4) Sítio aproximadamente onde devia estar a carruagem Real quando o homem começou a fazer fogo
5) Portão do Arsenal
6) Praça do Pelourinho
7) Sítio aproximadamente donde sahiu o tal Costa que matou o meu Pae.


O Regicídio: percurso histórico

Descrição constante no artigo intitulado “A Tragédia de Lisboa” de Eduardo de Noronha publicado na revista Serões: revista mensal ilustrada, e no artigo “Semana Trágicapublicado na Ilustração Portuguesa.

Terreiro do Paço
“(…) Eram cinco da tarde quando o vapor D. Luiz, dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, atracou. (...) O vapor do Barreiro atracou finalmente à ponte do Terreiro do Paço às 5 horas e 20 minutos [5 horas e 10 minutos, segundo outra versão] com pouco mais de uma hora de atrazo, (...)."
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Rua Ocidental do Terreiro do Paço
“(…) As carruagens partiram a trote curto pela rua ocidental do Terreiro do Paço, e as diferentes pessoas, que iam e vinham ao longo da arcada e pelos passeios, tiravam respeitosamente o chapéu, a que o rei correspondia fazendo a continência militar e conservando nos lábios o seu sorriso atraente, (...).”

Perto da curva para a entrada da rua do Arsenal
“(…) o cocheiro tomou um pouco o governo da parelha para descrever a curva e entrar na rua do Arsenal. Nesse momento um dos regicidas, o Manuel Buiça, (…) afastou-se d’um kioske pintado de verde, que fica mesmo dentro da arcada, tirou debaixo do varino a carabina Manlicher com que se munira, e sereno, (…) e apontou. (…) puxou pelo gatilho e a bala, (…) penetrou no pescoço do monarca e esfacelou-lhe as vértebras cervicais. (…) Simultaneamente com o ímpeto que só a cegueira da allucinação proporciona, Alfredo Luiz da Costa, do lado direito da carruagem, subia á capota do landau, e, receando que o primeiro tiro não tivesse attingido o soberano, desfechava o seu revólver, com a fúria dum iconoclasta que despedaça o seu idolo. (...)”
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Correios (antigo Ministério do Reino)
“(…) O regicida Buiça achava-se defronte da arcada do Ministério do Reino, (…).”

Arsenal da Marinha
“(…) Posto de socorros médicos, onde foram recebidos el-rei D. Carlos e o príncipe D. Luiz Filipe, depois do atentado. A rainha D. Maria Pia, prevenida no palácio da Ajuda, da horrorosa tragédia, correu imediatamente ao Arsenal. O encontro das duas soberanas foi lancinante. O infante D. Afonso, a quem comunicaram o horrendo atentado, pouco depois de ser cometido, correu no seu automóvel para o Arsenal. (...) No Arsenal, o cadáver do rei estava estendido sobre um colchão, o do príncipe numa maca. (...)”

Portão do Arsenal
“(…) O cocheiro (…) alcançou por fim, após minutos que lhe pareceram séculos, o portão do Arsenal, por onde enfiou. Aí, ao transpor o amplo portal, o príncipe (…) entregou a alma a quem lha confiara. (...)”

Casa da Balança
“(…) Na casa da Balança, para onde tinha sido conduzida quase à força a rainha D. Amélia, foram examinados os ferimentos do infante D. Manuel. Não apresentavam gravidade. (...)”

Largo do Município
“(…) Espalhada a notícia do regicídio com incalculável rapidez, depressa o Largo do Município foi ocupado por um esquadrão de cavalaria e um batalhão da Guarda Municipal. (...)”

Edifício da Câmara Municipal
“(…) onde foram guardados os cadáveres dos regicidas. (...) A policia, de revolvers em punho, chacinava Manuel Buiça, que fora já desarmado pelo sr. tenente Figueira, e arrastava brutalmente até á câmara municipal, onde acabava de assassinal-o, Sabino da Costa, que está definitivamente averiguado não ter tido qualquer intervenção no attentado. (...) No edifício da Câmara Municipal estendidos sobre as lageas, dois cadáveres, (…).”

Edifício do Banco de Portugal
“(…) e um terceiro na esquadra de policia do Banco de Portugal, todos ainda inominados. Eram os dois regicidas e Sabino da Costa, que, noite alta, foram transportados para a Morgue, a fim de serem reconhecidos. (…)”

Edifício do Governo Civil
“(…) O Governo Civil, onde o dictador se foi acolher essa noite, para dormir, estava egualmente protegido por uma força militar. (…)”
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Referências bibliográficas
Noronha, Eduardo de – A tragédia de Lisboa. Serões : revista mensal ilustrada. 32 (Fev. 1908) 127-151.
Semana trágica – Ilustração portuguesa. 105 (24 Fev. 1908) 254-256.
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Inscrições
Para visitar este itinerário, contacte a Hemeroteca Municipal de Lisboa - Serviço de Actividades Culturais, através dos números de telefone 21 346 07 66/92, ou do e-mail hemeroteca.sac@cm-lisboa.pt .