sábado, 26 de janeiro de 2008

A Casa da Serra em Setúbal : Solidariedade

Que cena... passei pela Serra da Arrábida no último domingo numa visita de estudo de Biogeografia e reparei nesta casa ocupada... uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi, como é referido no texto, não ter portão. Agora leio esta notícia de que foi desocupada... é triste. Esse Xavier de Lima é do pior... a primeira paragem da visita de estudo foi precisamente ao pé de uma propriedade do gajo, no Açude da Murta, na Comporta. O prof. explicou que, noutro sítio que pertence ao gajo, drenou e arrasou completamente, com bulldozers e outra maquinaria pesada, um charco semelhante ao da foto, para nada. Noutra ocasião, o prof. estava a passar por uma propriedade enorme do gajo para mostrar umas plantas quaisquer a umas colegas - e há uma lei que diz que a partir de um certo tamanho o proprietário tem que deixar as pessoas passar por lá - e apareceram os capangas do gajo, tipo cowboys, em grandes jipes, a dizer que ele não podia estar ali, mas depois de o prof. insistir os gajos telefonaram para o boss e só depois de o prof. falar ao telemóvel com o gajo é que os cowboys ficaram convencidos.
A segunda paragem foi na praia, em Tróia, onde, como foi referido no texto, está a ser construido um mega-empreendimento que vai ser completamente fechado ao público, incluindo as estradas, as ruas, os passeios, tudo o que até hoje foi público, tipo uma grande muralha à volta do empreendimento, a tal ponto que até o terminal dos barcos que fazem a ligação Setúbal-Tróia será deslocado para outro sítio, de forma a não incomodar os ricaços na sua fortaleza de férias. O prof. falou com o homem que estava a vender os bilhetes do barco para Setúbal e ele explicou-lhe isto, de lágrimas nos olhos; como um espaço que é de toda a gente vai ser apropriado por meia dúzia.A terceira paragem da visita foi na Mata do Solitário, na Serra da Arrábida, e foi na estrada para lá que reparei na casa ontem desocupada. Se construirem ali mais um empreendimento turístico será o cúmulo.
Francisco