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terça-feira, 31 de março de 2009

Debate Público "Do “motim” de Caxias ao terror de Monsanto" - Associação KHAPAZ - Arrentela - Seixal

3 de Abril, sexta-feira, 20 h.
Associação KHAPAZ
Rua João Martins Bandeira, 7-A
ARRENTELA – Seixal

Treze anos depois, a “Justiça” portuguesa encontrou “razões” para
levar a julgamento 25 pessoas acusadas de “amotinamento” no reduto
Norte do Forte de Caxias - por factos ocorridos em 23 de Março de 1996
- de que os ora acusados não têm qualquer responsabilidade.
O arrazoado acusatório não é mais do que um delirante exercício de
ignorância, revanche e tentativa de branqueamento do sistema
prisional.

Porque, para quem não tem a memória curta, o que se passou
na data em apreço não foi mais do que uma acção ilegítima de pura
barbaridade e terrorismo de Estado contra os presos de Caxias que, num
protesto cívico e civilizado, quiseram denunciar os efeitos da
sobrelotação, o escândalo do descontrolo clínico-sanitário, bem como
as reiteradas humilhações e violações dos Direitos Humanos a que
estavam sujeitos.
Essa luta [repetimos: cívica e civilizada!] vinha sendo empreendida
desde dois anos antes, quando o movimento de contestação nas cadeias
começou a fazer manchetes, a abrir noticiários televisivos e a
concitar - como se pode verificar na imprensa da época - a simpatia da
população que, lentamente, começou a perceber que as prisões [ao
contrário do engodo oficial mil vezes repetido] não eram, nem nunca
serão, um instrumento de contenção da criminalidade. Bem pelo
contrário, toda a sua lógica e subcultura manifestam-se como geradoras
de um infinita linha de produção de revolta e crime, cujos efeitos são
sentidos por todos os que não têm acesso às mordomias da “segurança de
bens e pessoas” e aos condomínios fechados.
A farsa do julgamento começou a 5 de Março, retoma o ridículo a 2 de
Abril e, provavelmente, irá estender-se nos próximos meses, tentando
provar o improvável. Embora já tenham percebido, logo na primeira
audiência, que – ao contrário do que supunham – o acto inquisitório
não vai ser “favas contadas”…
E treze anos depois, os métodos, as práticas e o terror são os
mesmos, como aliás, a título de exemplo está aí a Guantanamo de
Monsanto com tudo o que nos impele à indignação e ao nojo.
Ao comemorar 12 anos de vida e luta, a Associação Contra a Exclusão
pelo Desenvolvimento (ACED) não quer deixar de fazer o que sempre fez:
denunciar a iniquidade e debater publicamente temas que valem a pena,
procurando com tod@s as respostas para a acção. 

ACED - 12 Anos de Vida e Luta pelos Direitos Humanos
http://iscte.pt/~apad/ACED/

segunda-feira, 30 de março de 2009

VIGÍLIA EM FRENTE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL DE MONSANTO 2 de Abril, quinta-feira, 21.30h.

FIM AO TERROR!
PELOS DIREITOS HUMANOS!

Desde que reabriu portas, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
tem-se destacado por reiteradas violações dos Direitos Humanos,
traduzidas em agressões físicas e psicológicas à integridade dos
presos, bem como a tratamentos carcerários humilhantes e não
legitimados pelo ordenamento jurídico português – que, aliás, nem
reconhece a existência de estabelecimentos prisionais de “segurança
máxima” ou de “alta segurança”, como [nuns casos por ignorância,
noutros por má-fé manipulativa] Monsanto tem vindo a ser apresentado.

São inúmeras as referências na comunicação social, várias as denúncias
expressas em relatórios internacionais, perante a cobarde e criminosa
passividade das autoridades portuguesas que fecham os olhos às
denúncias e legitimam práticas arbitrárias.
Desde logo, os Serviços Prisionais permitem-se ao livre arbítrio de
determinar quem é e não é “perigoso”, ajustando contas com presos
malquistos ao conceito de “bom comportamento”, que não decorre de
nenhuma apreciação objectiva de conduta e carácter, mas sim da punição
– por processos indirectos – àqueles que recusam a institucionalização
da sua consciência e se permitem ao “arrojo” de assumir uma visão
crítica.
Ainda recentemente, a 12 de Março, conforme foi oportunamente
denunciado, dois presos de Monsanto foram agredidos por elementos da
Guarda Prisional, num contexto à margem de qualquer “coacção legítima”
(só para utilizar um jargão sistémico), mas sim de forma cobarde e
desproporcionada e (convenientemente) no resguardo de uma sala sem
videovigilância.
Estas práticas deveriam envergonhar o Estado português. Isto, se este
fosse “pessoa de bem” – o que, objectivamente, não é o caso. A nós
envergonhar-nos-ia não denunciar, sendo cúmplices pelo silêncio!

ACED
Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento

CMA-J
Colectivo Múmia Abu-Jamal

Tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey)



Na próxima quinta-feira, dia 2 de Abril, às 22 horas, na Livraria Gato Vadio, na Rua do Rosário, 281, na cidade do Porto, realiza-se o lançamento e apresentação da tradução para português (em Portugal) do livro Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson (também conhecido por Hakim Bey).

Na ocasião haverá uma conversa com Miguel Mendonça, que traduziu e propôs à Deriva a publicação de Utopias Piratas de Peter Lamborn Wilson, e António Alves da Silva. Pretende-se com esta iniciativa proporcioar um debate informal sobre a pirataria moura do século XVII e o papel muito particular da República de Salé que, diga-se, está muito pouco estudada pela historiografia oficial.
http://derivadaspalavras.blogspot.com/



O autor, neste seu recente trabalho, foca a acção corsária da independente República pirata de Salé, durante o século XVII. Corsários, sufis, pederastas, mulheres mouras «irresistíveis», escravos, aventureiros, rebeldes irlandeses, judeus hereges, espiões britânicos, heróis populares da classe trabalhadora e até um pirata mouro em Nova Iorque, emprestam a este livro um ambiente livre constituído por comunidades insurrectas nunca verdadeiramente dominadas e portadoras de uma praxis de resistência social que abalou seriamente os estados europeus.

Peter Lamborn Wilson, nascido em 1945 e investigador e poeta norte-americano com vasta obra editada, escreveu «Sacred Drift: Essays on The Margins of Islam», na City Lights e «Scandal: in Islamic Heresy», Autonomedia. Também conhecido por Hakim Bay é autor da conhecida obra TAZ (Zona Temporária Autónoma)

«O islamismo, no fim de contas, é o mais recente dos três monoteísmos ocidentais, e contém por isso a sua dose de crítica revolucionária do judaísmo e do cristianismo. A apostasia de um autoproclamado Messias ou de um pobre e anónimo marinheiro seria invariavelmente vista, nesta perspectiva, como um acto de revolta. O islão, em certa medida, foi a Internacional do século XVII – e Salé talvez o seu único e verdadeiro “Soviete”. À primeira vista, Salé aparenta ser um lugar ímpio, um ninho de piratas ateístas e violentos – mas assim que observamos e escutamos com mais atenção, quase podemos ouvir o eco das suas vozes distantes, recortadas em apaixonados debates e exaltadas oratórias. Os textos perderam-se ou talvez nunca tenham existido; era uma cultura oral, uma cultura auditiva… é difícil discernir os seus últimos murmúrios… mas não totalmente impossível!» Peter Lamborn Wilson

Últimas Ações na Grécia

[A chispa rebelde na Grécia continua acessa e ardendo. Na última semana mais uma série de atividades e ações aconteceram por todo território daquele país.]

Policiais são atacados

Neste sábado (28), aproximadamente sete polícias, enquanto estavam fazendo patrulha no centro de Atenas, foram atacados por um grupo de mais ou menos 50 anarquistas. Um policial foi ferido e transportado para o hospital, posteriormente o grupo destruiu a fachada do Banco Nacional, localizado na rua Eolu.

Protesto contra antenas de celular

Ainda no sábado (28), em outro bairro da capital grega, em Trimestre Gkisi, foi realizada uma manifestação com várias centenas de moradores do bairro contra as antenas de celulares. A antena da empresa Cosmote foi “desativada” pela população.

Prédio é ocupado

Moradores do bairro de Nea Filadélfia ocuparam um prédio vazio que pertencia ao município para transformá-lo em um Centro Autogestionário.

Manifestação anti-fascista

Na cidade de Loannina, ocorreu uma manifestação anti-fascista, com a participação de quase 200 pessoas. Durante o protesto foram feitas várias pichações e diversos caixas eletrônicos danificados.

Banco é atacado

O Banco Nacional, na cidade de Serres, foi alvo de um ataque incendiário. Um caixa eletrônico foi queimado e a entrada do banco destruída.

Ofensiva anarquista contra sedes de partidos

Em Tessalônica, no dia 23 e 25, foram levadas a cabo ataques em várias sedes de partidos políticos, provocando danos materiais. Especificamente foram alvos da ofensiva anarquista, a sede da Nova Democracia, do PASOK, do KKE (Partido Comunista), SYRIZA (coalizão de esquerda) e LAOS (partido de extrema direita).

Concessionário de automóvel é atacada

Por volta da uma da madrugada, cerca de 15 pessoas atacaram a concessionária de carros de luxo Jaguar, no bairro de ateniense de Jalandri com coqueéisl molotov. Quatro carros foram completamente queimados, e vários "sofreram" danos materiais.

Banco Millennium é atacado

Em Tessalônica, um grupo de ativistas atacou o Banco Millennium com coquetel molotov.

Igreja é ocupada

Na cidade de Iraklio, na Ilha de Creta, foi ocupada a Basílica de San Marco, no coração da cidade, para albergar as jornadas solidárias, organizada pela Assembléia de Insurretos de Iraklio.

Reitorias são ocupadas

Diante da ameaça de despejo da Ocupa "Lela Karagiani!,uma das mais antigas da Grécia, com uma vida de 21 anos, foi ocupado na quinta-feira (26), as reitorias da Universidade Politécnica de Atenas, da Universidade da Ilha de Creta, em Iraklio e a Universidade de Patras.

Ação para divulgar o caso Konstantina Kuneva

Na manhã de quinta-feira (26), em Busy Town Center, no centro da cidade de Esparta, cerca de 30 pessoas (estudantes, desempregados e assalariados), ocuparam o Centro do Povo para divulgar o caso de Konstantina Kuneva neste município provincial do Peloponeso.

agência de notícias anarquistas-ana

sábado, 28 de março de 2009

Dia Internacional de Acções contra o julgamento dos "25 de Caxias"

-Dia de Acção Internacional-
-Contra o julgamento dos "25 de Caxias"-

No próximo dia 2 de Abril continuará o julgamento das pessoas acusadas pelo suposto motim que ocorreu dentro da prisão de Caxias, em 1996, em portugal.
No seguimento de 2 anos de lutas contra as condições em que estavam detidos, naquele Março de 96, acontece um protesto espontâneo, em que os presos não se deixam fechar nas celas, a não ser que individualmente, como sabiam ser de seu "direito" (nessa época a prática era de 4 ou 5 presos por cela). Após o diálogo com as chefias ter falhado, são erguidas duas barricadas que foram destruídas pelos anti-motim, rapidamente chamados ao local. Nos 3 dias seguintes, todos os presos dessas alas foram severamente espancados, ameaçados, torturados e interrogados.
Agora, 13 anos depois, fora do contexto das lutas daquela altura, o estado português ainda pretende acusar 25 pessoas por danos e motim, pedindo vários anos de prisão e milhares de euros em multas.
(para mais informação consultar www.presosemluta.tk)

Apelamos assim a um dia de solidariedade internacional, com acções coordenadas em vários sítios, contra este processo-farsa, para o dia 2 de Abril, dia em que acontecerá a 2ª sessão do julgamento, no tribunal de Oeiras.

Absolvição para os "25 de Caxias"!
Solidariedade com os rebeldes!
Contra o roubo das nossas vidas,
nem tribunais nem prisões!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Documentário Bab Septa : sexta-feira, 27 de Março, 22h15 Gato Vadio - Porto



Bab Septa

Frederico Lobo e Pedro Pinho

Documentário
sexta-feira, 27 de Março, 22h15
Gato Vadio



"Bab Septa" significa "A porta de Ceuta", que é o ponto de chegada de milhares de imigrantes africanos rumo à Europa. Os dois realizadores, Frederico Lobo e Pedro Pinho, visitaram Marrocos em 2005, quando as cenas de violência eram notícia em Ceuta, e aí nasceu a ideia de fazer o documentário.
“Nós não atravessamos fronteiras, as fronteiras atravessam-se entre nós”, é a frase de abertura dum documentário que ouve relatos de gente que persiste no sonho de chegar à Europa, mesmo depois de sucessivas detenções e deportações junto à fronteira, seja pela polícia espanhola ou marroquina.

Nas palavras dos autores, este filme "parte em contracorrente a este fluxo dirigindo-se de Norte para Sul em busca dos migrantes que atravessam o deserto – heróis nómadas dos tempos que correm, em luta contra uma abstracção: a ideia de fronteira".

O projecto de Bab Sebta começou por vencer em 2006 o Concurso de Pesquisa e Desenvolvimento do ICAM (Instituto de Cinema Audovisual e Multimedia), e em 2008 foi premiado com o prémio competição nacional do DocLisboa e com o prémio "Marseille Esperance" do Festival Internacional de Documentário de Marselha.


Próximas sessões:

"Making Of - Mulheres Traídas", de Miguel Marques.

Sexta-feira, dia 3 de Abril


Sessão de vídeos sobre Edgar Allan Poe

projectoVideolab

(data a confirmar)

[Grécia] Distúrbios em Volos; ataques incendiários em Atenas e Korinzos

Manifestação-denúncia com cerca de 200 pessoas na cidade de Volos, na manhã de terça-feira (24), pelo o que aconteceu na segunda-feira (23) na cidade de Larissa, quando a polícia anti-distúrbio atacou brutalmente uma concentração libertária em solidariedade à Vangelis Palis, um preso anarquista.

No protesto, houve um confronto entre manifestantes e a polícia, com a utilização de paus e pedras pelos ativistas e grande uso de gás lacrimogêneo pelas forças da ordem. Uma pessoa foi detida, mas uma hora mais tarde foi liberada já que a manifestação permaneceu no local, em frente à delegacia, exigindo a sua imediata liberdade. Depois o protesto rumou ao centro da cidade, onde muitas bandeiras gregas foram queimadas, enquanto que dois bancos, várias câmaras de vigilância e vários caixas eletrônicos foram completamente esmagados.

Ataques à mídia corporativa

Entre ontem (23) e no dia anterior foram realizados vários ataques na cidade de Korinzos. Ataque a sede do canal de televisão Axion TV e a sede de um jornal local chamado Proini. À noite foi completamente queimado um banco Eurobank com coquetéis molotov.

Banco é incendiado

Um banco foi completamente destruído após um ataque incendiário durante o meio-dia de ontem (23), no bairro de Nea Ionia, em Atenas.

Protesto anarquista em praça pública

Ontem (23), declaração do local anarquista "UD Utopia" da cidade de Komotini, na praça central, onde relataram a morte-assassinato da presa Katerina Gulioni e do ataque do ex-deputado e fascista Antonis Andruchopulos (Periandros) ao companheiro Yannis Dimitrakis.

agência de notícias anarquistas-ana

No fundo do quintal
Um suave perfume
Flor de pessegueiro.

Rosalina Cordeiro

23 de Março: Trabalhadores sequestram administrador de fábrica em França


23 de Março: Trabalhadores sequestram administrador de fábrica para evitar despedimentos
O caso ocorreu em França numa fábrica do grupo norte-americano

Os trabalhadores de uma fábrica francesa do grupo norte-americano 3M retiveram quarta-feira o seu patrão durante 24 horas em protesto contra a intenção da empresa de suprimir postos de trabalho devido à crise.

O administrador Luc Rousselet viu-se proibido de abandonar na tarde de terça-feira o seu escritório da fábrica, instalada na localidade de Pithiviers, no centro da França, mas finalmente conseguiu sair às 23h30 portuguesas após longas negociações entre os delegados sindicais da fábrica e os representantes da 3M-France.

"Essa acção é a nossa única moeda de troca. Mas não é agressiva", declarou na quarta-feira Jean-François Caparros, delegado do sindicato Force Ouvriére na empresa, que fabrica produtos farmacêuticos para o grupo norte-americano.

A direcção da 3M anunciou em Dezembro a supressão de 110 dos 235 postos de trabalho da fábrica de Pithiviers e a transferência de 40 para outra sociedade, tendo os trabalhadores exigido uma renegociação das indemnizações de despedimento e um prémio de transferência.

Este foi o segundo sequestro de um administrador em França, depois de um episódio semelhante em meados de Março envolvendo um responsável da Sony-França, Serge Foucher, numa fábrica do sudoeste de França que deverá encerrar em meados de Abril.

retirado de uma agência de notícias institucional qualquer

ARGENTINA : Fábrica em autogestão - Operários e operárias da fábrica Disco de Oro em luta


Operários e operárias da fábrica Disco de Oro em luta

Em San Andrés (San Martín), os trabalhadores e trabalhadoras da fábrica de massa para empadas Disco de Oro, após conseguirem parar o esvaziamento da fábrica que os patrões tentaram levar a cabo, decidiram no dia 2 de Fevereiro tomar a fábrica e lutar pelo seu local de trabalho.

Guillermo Ferron, enquanto proprietário da empresa (assim como de negócios escuros e patifarias por todo o lado), e Sergio Godoy del Castillo, enquanto testa-de-ferro e patrão, são os responsáveis que conduziram a fábrica ao encerramento e os operários ao desespero

Começaram a não pagar salários, férias, subsídios e outros pagamentos, há cinco ou seis meses. Pagavam quantias miseráveis aos trabalhadores para mantê-los “tranquilos” ao mesmo tempo que iam reduzindo a produção e a qualidade do produto. Por último, mandaram os trabalhadores para casa, com a desculpa de que a matéria-prima escasseava e de que realizariam reparações nas máquinas para melhorar a produção. Muito pelo contrário, aproveitaram para tentar esvaziar a empresa. Há que somar ainda a isto dois operários acidentados, a meio do ano passado, que não receberam um peso por parte da segurança social, porque o proprietário não pagava as contribuições. É por isto também que, neste momento, há operários e suas famílias que não podem receber cuidados médicos.

Ainda assim, são mais de dez as famílias que, neste momento, lutam por recuperar aquele que é, em muitos casos, o seu único sustento económico, e o trabalho de operári@s que chegam a ter 48 anos de casa. Passam dia e noite a guardar os seus meios de produção, acompanhados por vizinh@s e outros trabalhador@s que se solidarizaram com esta luta. Colocaram em marcha, de acordo com o que foram discutindo nas suas assembleias, a formação de uma cooperativa de trabalho para recomeçar a produção. A raiva que sentiram quando o patronato tentou roubar-lhes o que sempre lhes pertenceu (a sua produção), transformou-se hoje na resistência, na auto-organização e na luta para demonstrar que o trabalhador é capaz de se autogerir sem necessidade de nenhuma sanguessuga que fique com o fruto do seu trabalho, enquanto o olha das alturas com as mão nos bolsos.

Os companheiros da FORA estão aqui para dar-lhes apoio e contribuir enquanto trabalhador@s com a nossa solidariedade activa, sem interesses económicos ou políticos.

Sociedade de Resistência de Ofícios Vários de San Martín
socderesistenciasm@gmail.com
http://www.socderesistenciasm.blogspot.com/

Saqueo em Compostela. Expropiación anarquista.




Na manhán do 24 de marzo umha duzia de anarquistas saqueou un GADIS situado no Campus Norte repartindo intres despois o botín entre a gente que había nas inmediacións.
A duzia de anarquistas encheu outra duzia de cestas da compra de numerosos productos que ofreze a companhía GADIS e marchou sen pagar (obviamente) pra repartilos minutos despois nas inmediacións do supermercado (no campus norte)entre a gente que alí se situaba.

Esta expropiación de productos de primeira necesidade ten como fin espallar este tipo de accións entre a povoación demostrando que a pillaxe é fácil, divertida e consecuente coas formas de luita anticapitalistas.
Abaixo a sociedade espectáculo-mercantil!
Anarquistas culpaveis de solidariedade!

Tirado do galiza.indymedia.org

Carta de um preso de Zuera

Mi nombre es Manuel Pinteño Sánchez, nací en Elda (Alicante), tengo
cuarenta y ocho años, seis hijos y siete nietas, una madre, tres
hermanas... en definitiva una familia, que está, pero que no ejerce
como tal, llevo prisionero veintiocho años y medio cuando ninguna de
mis condenas supera los seis años de pena, por ese motivo quiero que
se sepa la verdad de porque estoy condenado a cadena perpetua, el
porque la ley y los mandatarios de este país han desvirtuado mi
expediente para justificar mi cadena perpetua.

Aparte de los motines y las fugas durante todos estos años y de mi
lucha contra el sistema penitenciario, hay otros motivos, que hasta
ahora por falta de medios no he podido denunciar. En el año 1988-89,
no recuerdo la fecha con exactitud, me trasladaron de la cárcel del
Puerto de Santa Maria a la de Alicante para celebrar un juicio, me
tenían recluido en primer grado, FIES 1 (durante veintidós años me han
mantenido en aislamiento para que no hablase), pero me llevaron sin
avisar al módulo cuatro, en el que se encontraba el prisionero
político Domingo Traibiño, el cual estaba cumpliendo por el atentado
que hubo en el Hipercor de Barcelona. A los pocos días de estar allí
me llevaron a la zona donde los abogados ven a sus clientes, vienen a
verme cuatro individuos bien trajeados, y me proponen que haga un
motín de donde salga muerto Traibiño, pero sin que ningúnfuncionario
resulte herido. A cambio de ello yo recibiré mejoras penitenciarias y
pronto la libertad.

Me quede muy sorprendido, ya que no sabía si hablaban en serio o me
estaban intentado meter en un lío más. Mi temperamento fuerte no pudo
resistir más y les dije que se identificaran o que se largasen, pero
no con muy buenas palabras. También me amenazaron diciéndome que de
aquella visita ni una palabra a nadie, ya que si me iba de la boca, mi
familia podría sufrir algún contratiempo. Entonces si que empecé a
sentir un frío terrible y un desconcierto que me dejó paralizado, y
durante un tiempo no podía tranquilizarme. Después del juicio me
volvieron a trasladar al Puerto de Santa María, y me llevaron al
módulo dos donde se encontraba el prisionero político Henri Paró,
alias el Unay.

Después de siete u ocho meses de estar allí, soy conducido otra vez al
locutorio de los abogados, y aparecen de nuevo dos individuos que me
visitaron en Alicante y otros dos a los que no había visto nunca y me
proponen lo mismo que en Alicante pero esta vez con la vida de Henri
Paró el Unay. Les dije que yo no era ni un traidor ni un asesino, me
alteré y les insulté, y uno me ellos, el mismo que la otra vez llevaba
la voz cantante me dijo: has perdido una gran oportunidad de salir
pronto de la cárcel, te voy a causar un desarraigo brutal con tu
familia y te vas a pudrir aquí adentro,y ya veis que lo ha cumplido.

Al tiempo, cuando se supo lo del GAL averigüé quienes eran esos tipos.
Ellos se encargaban de matar por fuera, y buscaban gente en las
cárceles dispuestas a asesinar a quienes les molestaban. También se lo
propusieron a otros presos como a Francisco Javier Navas y Luis alias
"el Conde", y a otros que no doy sus nombres por que no me han
autorizado.

Ahora me dicen que después de veintiocho años y medio dentro, termino
mi condena en el 2026. Cuando llegué a este centro de Zuera hace dos
años, en el expediente ponía que mi condena extinguía en el 2016, pero
entre la dirección del centro y la jueza de vigilancia penitenciaria
llamada María José Thomas, no se que han hecho que me han aumentado
por la cara diez años por dos autos, el primero del juzgado de
Zaragoza y el segundo de Alicante donde dice que a petición del centro
solicitan una refundición de condena y hacen un trapicheo subiéndome
la condena diez años más.

A lo largo de todos estos años, los carceleros han intentado
asesinarme tres veces, primero en el penal de Ocaña donde ya me habían
puesto la soga al cuello y me salvé gracias a que vino un jefe de
servicios y les dijo que me soltasen. La segunda en Valladolid, donde
me dieron comida envenenada. Por suerte me di cuenta a tiempo y pude
vomitar lo que había comido y la tercera en Jaén, donde casi lo
logran. Me pusieron algún veneno en la comida otra vez y me reventó el
estómago, estuve cinco días en el hospital bastante grave,
afortunadamente me salvé, pero los causantes de todo ello como es
normal en estos sitios no sufrieron ningún castigo.

Es cierto que hace años por circunstancias de la vida cometí varios
robos, pero nunca asesine ni viole a nadie, y lo que hice fue por
necesidad, pero estos no son para nada los verdaderos motivos por los
que yo estoy condenado a cadena perpetua, sino lo que os acabo de
relatar.

La prepotencia y el fascismo ejercen en estos centros, desde el
director hasta el que trae los recados incluidos médicos y demás
personal. Aquí dejan morir a la gente sin prestarle ningún auxilio. En
esta cárcel en concreto ya van 23 muertos desde su inauguración que es
hace bien poco, bien por suicido, sobredosis o negligencias médicas.
El último hace unos días, de madrugada su compañero de celda estuvo
llamando a los carceleros diciéndoles que necesitaba un médico, pero
su única contestación fue que si no se callaban los llevaban a
aislamiento. Por la mañana el preso enfermo apareció muerto en la
celda. Yo a eso lo llamo asesinato, pero por desgracia esos asesinos
siempre quedan en la más completa impunidad, ya que siempre dicen que
ha fallecido de sobredosis o lo que estimen a criterio propio. La
verdad siempre queda oculta y habría mucho que contar, pero la
credibilidad la tienen ellos y nuestra palabra no vale nada a la hora
de denunciar.

Quiero darle la máxima difusión a este comunicado y pido la ayuda
posible para salir de este agujero porque ya no puedo resistir más.

Salud y gracias por todo.

* Manuel Pinteño Sánchez (Cárcel de Zuera).


(Fuente: Rebelión)

terça-feira, 24 de março de 2009

[Grécia] Manifestação anarquista solidária na cidade de Larissa acaba em repressão e detenções


A polícia grega dispersou ontem com violência uma manifestação solidária em que participavam cerca de duas centenas de anarquistas, e deteve 9, num protesto em frente ao Tribunal, na cidade de Larissa.

Nesta segunda-feira (23) pela manhã, foi realizado na cidade de Larissa o julgamento do anarquista Vangelis Palis. Cerca de 200 anarquistas, concentraram-se em frente ao tribunal para manifestar solidariedade e apoio ao companheiro.

Contudo, a polícia anti-distúrbio atacou brutalmente os manifestantes com cassetetes, sem nenhum motivo ou provocação, dissolvendo a concentração. Muitas pessoas foram perseguidas pelas ruas centrais de Larissa, algumas conseguiram-se proteger dentro da Faculdade de Medicina. A polícia ainda prendeu 9 pessoas em torno da praça central da cidade. houve vários Indivíduos hospitalizados pela carga policial.

Aproximadamente 50 pessoas estão bloqueadas na Faculdade de Medicina, enquanto a polícia cercou o prédio para evitar que as pessoas saiam. O clima é tenso.

Ontem à noite, às 20 horas, haveria na cidade de Volos uma manifestação-denúncia com o que aconteceu em Larissa.

a partir de:
agência de notícias anarquistas-ana

A Colher para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais lançou já o nº12 do seu boletim



A Colher para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais já lançou a 12ª edição do seu boletim informativo sobre diversidade agrícola, o Gorgulho. A edição do Inverno de 2009 conta com relatos sobre o último Encontro da Semente, realizado em Sendim em Novembro e novidades sobre os guardiões de sementes. A variedade agrícola elegida para este boletim foi a fava (Vicia faba). Com a Primavera a chegar, não só nos chega mais esta excelente publicação, como também podemos começar a colher umas favas para fritar com alho.
download em: http://gaia.org.pt/




segunda-feira, 23 de março de 2009

Sábado, 28 Março no CCL: Sessão sobre transgénicos e jantar vegetariano


Sábado, 28 de Março

– 15h
Sessão informativa sobre os transgénicos

Promovida pelo GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e pelo Centro de Cultura Libertária

- 20h
Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina.

Afinal:
-o que são transgénicos?
-ficarei doente se comer alimentos transgénicos?
-quais os impactos da introdução de transgénicos no ambiente e agricultura?
-o que significa comprar sementes geneticamente modificadas?

Durante a sessão haverá tempo para reflectir e debater sobre tema e todas as dúvidas que se geram à sua volta, de uma forma interactiva e dinâmica. A sessão também contará com a visualização do filme TransXgènia.

Sobre o filme:
TranXgènia: a história do verme e o milho" - 37 min / Um documentário elaborado pela Plataforma Transgènics Fora! da Catalunya, onde é apresentado como os transgénicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, desde o campo do produtor até ao prato do consumidor. Baseado na experiência local da Catalunha e de Aragão, explora-se os diferentes pontos da acção dos transgénicos e expõe-se o conflito que eles provocam."


20 horas - Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina
(+ info em http://ait-sp.blogspot.com/ e http://socderesistenciasm.blogspot.com/)


no
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada
http://culturalibertaria.blogspot.com/




Feira do livro anarquista em Lisboa


Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.

22, 23 e 24 de maio de 09
rua luz soriano 67
bairro alto
lisboa


Para mais informação:
feiradolivroanarquista.blogspot.com
feiradolivroanarquista@gmail.com

sábado, 21 de março de 2009

barcelona-repressão policial


No dia 17 de março, três carrinhas da policia apareceram no edificio ocupado da universidade de barcelona e detiveram Enric Duran que, seis meses antes, anunciou publicamente ter roubado 492 mil euros de várias instituições financeiras e ter dado este dinheiro a movimentos sociais. Duran justificou o seu acto como forma de desobediência civil e fez uma ligação à tradição anarquista espanhola de assaltos politicos a bancos. A sua acção foi anunciada no jornal Crisi, cujas cópias (200 mil) foram distribuidas gratuitamente por toda a catalunha no dia em que ficou clandestino. O seu retorno à catalunha foi anunciado publicamente e, no dia em que foi preso, outro jornal foi distribuido em massa. Ambos os jornais se tornaram conhecidos pela análise e perspectiva anti-capitalistas.
Enri, foi detido num debate no edificio ocupado da universidade de barcelona.
Vai aguardar ficar julgamento em prisão preventiva sem fiança. a "prisão preventiva" pode durar até 2 anos.

Ás seis da manhã de 18 de março, a policia de intervenção voltou à universidade para de forma brutal desalojar os estudantes que a ocupavam. 58 pessoas foram forçadamente desalojadas. Mais tarde a policia carregou sobre os estudantes que se manifestavam e ao fim do dia atacou a manifestação e perseguiu e espancou várias pessoas pela cidade. Cerca de 18 pessoas foram detidas.

Os estudantes têm vindo a lutar contra o plano bolonha à mais de um ano através de vários protestos e ocupações de prédios em universidades.
Vários estudantes da Universidade Autonoma de Barcelona foram ameaçados com prisão por danos provocados pela ocupação.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Está caladinho, senão levas no focinho!


Três activistas do MUT - Movimento de Transportes da Área Metropolitana do Porto, foram hoje condenados no Tribunal do Bolhão (Porto) pelo simples facto de não terem avisado atempadamente as autoridades para a realização de uma marcha dos Aliados ao Governo Civil em 2007.

A marcha decorreu pacificamente pelo passeio, sem incidentes, e sem "perturbação da ordem pública" mas no final 3 pessoas foram identificadas pela polícia para mais tarde serem acusadas de desobediência...

Perante uma sala cheia de cidadãos solidários com os três arguidos, o Juiz não teve qualquer contemplação e condenou-os ao pagamento de quantias entre os 540 e os 450 euros pelo crime de desobediência qualificada, por não terem cumprido todas as formalidades associadas à promoção de uma manifestação. O próprio Ministério Público tinha pedido, nas suas alegações finais, a substituição da pena de multa por uma simples admoestação!

O Juiz fez ainda questão de refutar qualquer comparação com as manifestações de adeptos de futebol na baixa do Porto, por considerar que esse tipo de manifestações são espontâneas e impossíveis de prever. Mesmo sendo por vezes bem violentas.

3 cidadãos que "cometeram o crime" de lutar pela melhoria da qualidade de vida da sua cidade, foram condenados pelo simples facto de terem entregue fora do prazo a informação da realização da acção no Governo Civil!

Na mesma cidade onde, por exemplo, grupos de estudantes universitários organizam durante vários meses concentrações em espaços públicos e marchas ruidosas pelas ruas (a qualquer hora do dia e da noite sem qualquer comunicação ao Governo Civil) onde humilham à vista de todos, outros estudantes (caloiros), vandalizam o espaço público e deixam atrás de si um rasto de lixo, perante a cumplicidade das autoridades...

Plataforma Abstencionista - Apresentação:


Plataforma Abstencionista - Apresentação

Sexta-feira, dia 20 de Março, 22h15
Gato Vadio
Rua do Rosário 281 - Porto



“A revolta, sem aspirar a resolver todas as coisas, pode já, pelo menos, opor-se. (…) Os homens da Europa, abandonados às sombras, afastaram-se do ponto fixo e irradiante. Esquecem o presente por amor do futuro; os seres escravizados, pelos fumos do poder, a miséria dos subúrbios, por amor de uma cidade radiosa e a justiça quotidiana por uma vã terra prometida. Perdida a esperança quanto à liberdade das pessoas, sonham com uma estranha liberdade da espécie; recusam a morte solitária e chamam imortalidade a uma prodigiosa agonia colectiva. Já não acreditam puerilmente que amar um só dia da existência equivalia a justificar os séculos de opressão. Essa a razão por que eles quiseram suprimir a alegria do mundo, adiando-a para outros tempos.”

Albert Camus, in O Homem Revoltado


No papel em 2004, Saramago propôs uma alegoria no Ensaio sobre a Lucidez: a população eleitoral decide votar massivamente em branco, provocando o curto-circuito do sistema eleitoral e esvaziando o poder regulador dos partidos políticos na sociedade.

Na realidade em 2009, a Plataforma Abstencionista reivindica o acto da abstenção como uma forma de provocar o tal curto-circuito descrito pelo escritor. Não sabemos se Saramago sairá da pura ficção para, acto contínuo, abandonar o seu papel literário (e o papel do boletim) e apoiar a proposta abstencionista, ou se colocará uma vez mais a sua cruz (parece ser a única cruzfixa de que ainda não fugiu…).

A utopia de Saramago lida ainda com uma improbabilidade, pois os votos em branco nos ciclos eleitorais são sempre residuais. Ao contrário, a abstenção não é um cenário de ficção já que quase sempre ronda, quando não supera, a percentagem de votos alcançada pelo partido a que sai a sorte grande de 4 em 4 anos.

Convidamos os interessados e o eternos desinteressados, os que votam e os que decidem não votar, os que desejam deixar à Literatura a alegoria e às romarias o alegórico, e, principalmente, convidamos aqueles que já desconfiam, por faducho lusitano, de mais uma iniciativa de cariz político a escutar, conhecer e discutir os objectivos da Plataforma Abstencionista.

JAIME JIMÉNEZ ARBE ("EL SOLITÁRIO") e MARCUS FERNANDES BARBARAMENTE AGREDIDOS NO E. P. DE MONSANTO

Dia 12 de Março, mais uma vez, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
foi palco de uma flagrantíssima violação dos Direitos Humanos,
consubstanciada no vil espancamento de dois presos, nomeadamente,
Jaime Arbe (também conhecido por “El Solitário”) e Marcus Fernandes.

Dia 12 de Março, mais uma vez, o Estabelecimento Prisional de Monsanto
foi palco de uma flagrantíssima violação dos Direitos Humanos,
consubstanciada no vil espancamento de dois presos, nomeadamente,
Jaime Arbe (também conhecido por “El Solitário”) e Marcus Fernandes.
Tudo começou de manhã cedo, por volta das 8.30 horas, quando os
presos em questão iniciavam os procedimentos com vista a serem
transportados - para se apresentarem no Tribunal da Póvoa de Varzim -
num espaço destinado à mudança de roupa e revista pessoal que,
conveniente e estranhamente, não tem qualquer câmara de
videovigilância.
Após a revista, depois de os dois já terem entrado na carrinha, um
guarda do GISP [cujo nome não foi possível apurar por não se encontrar
identificado com a placa respectiva] dirigiu-se ao Marcus com uns
óculos na mão perguntando-lhe se estes lhe pertenciam, ao que este
confirmou e dirigiu uma das mãos para lhe serem devolvidos. Acto
contínuo o referido guarda agrediu-o nos olhos, tendo de imediato
fechado intempestivamente a porta da carrinha.
Porém, já antes, na sala referida, já Marcus Fernandes havia sido
provocado e ameaçado por quatro ou cinco guardas, que só não goraram o
efeito pretendido por intervenção do “Chefe Mateus” que a isso se
opôs, mandando os guardas embora.
Chegados ao E.P. de Paços de Ferreira, aguardava pelo Marcus um
enfermeiro ou médico [não foi possível comprovar a qualidade do
funcionário em questão]. Daqui foram encaminhados para o Tribunal da
Póvoa de Varzim, onde Jaime Arbe se apresentou na qualidade de
testemunha de Marcus Fernandes, num processo movido por guardas
prisionais.
Após o julgamento, foram, de novo, encaminhados para a cadeia de
Paços de Ferreira, e desta para Monsanto, onde chegaram por volta das
00.00 horas.
Ao entrar na sala assinalada em cima, Jaime pediu aos guardas que lhe
fosse permitido despir peça por peça, dado estar com frio, sugerindo
que a revista fosse, de igual modo, efectuada peça a peça no decurso
do desnudamento.
Proposta que os guardas não aceitaram, começando a provocá-lo e
tendo, mesmo, o “Guarda Barão” partido para a agressão, desferindo a
Jaime um soco no olho esquerdo, quando este se encontrava voltado para
a parede com as pernas abertas. Ao fazer um movimento rotativo para o
lado direito, tendo em vista proteger-se, o referido guarda
desferiu-lhe outro soco no mesmo olho [onde ainda hoje, por altura da
visita de sua advogada, era visível uma mancha negra].
Perante a cobarde agressão, Jaime sentou-se no chão e declarou
expressamente que não se iria despir. Neste momento, o “Guarda Barão”
e o “Guarda Luís Coelho” arrancaram-lhe as calças de ganga que trazia
vestidas e, inclusive, rasgaram-lhe as cuecas. Ao mesmo tempo, o
“Guarda Gonçalves” – testemunha da acusação num processo contra Jaime
– começou infantilmente a atirar beijos, com a mão, para o preso –
fazendo chacota da situação humilhante a que este era sujeito.
No dia seguinte, Jaime Arbe solicitou a um dos graduados da Guarda
Prisional, de nome “Valente”, que fotografasse os danos causados pela
agressão – o que este supostamente fez. Pelo que, a confirmar-se o
registo fotográfico, bem como a sua não destruição, poderá este
compaginar elemento de prova para sustentar, entre outros, a queixa
que sua advogada irá apresentar às autoridades judiciais.
De referir, ainda, que, após a agressão, foi negada a Jaime qualquer
assistência clínica, sob a alegação que não estaria nenhum
profissional disponível.
Objectivamente – e com a cumplicidade inepta e criminosa das
autoridades – o Estabelecimento Prisional de Monsanto se revela como
uma espécie de Guantanamo nacional, onde a iniquidade e cobardia andam
à solta, tendo como alvo pessoas já de si fragilizadas por condição e
correlação de forças.
Poder-se-ia dizer: “a ACED espera a melhor atenção das autoridades…”.
Não o dizemos, pela simples razão de que não esperamos nada de um
Estado, onde o conceito de “justiça” só funciona para alguns, sempre os
mesmos, com o beneplácito dos “amigos dos amigos, dos amigos” que
sempre estão presentes para acarinhar, branquear e safar os membros da
casta maculados pela nódoa.
A ACED só pode dizer que sente nojo!

Mais uma semana agitada na Grécia

notas breves de algumas atividades na Grécia que aconteceram durante a última semana


Protesto em frente da prisão de menores de Avlona


Após o assassinato de Alexis Grigoropoulos pela polícia em 6 de dezembro de 2008, milhares de homens e mulheres de todas as idades, locais, migrantes e imigrantes, se encontraram e se rebelaram nas ruas contra o Estado, o capital e todas as formas de opressão. Centenas de pessoas foram presas e processadas, e dezenas ainda continuam reclusas. Especificamente, 4 menores estão detidos na prisão de menores de Avlona. E no passado sábado (14), mais de mil manifestantes, muitos anarquistas, organizaram uma passeata desde a praça central de Avlona até a prisão de menores, num ato pela libertação de todos os detidos.
Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1003754 e
http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1004039

Distúrbios no centro de Atenas e Tessalônica

Na manhã de sexta-feira (13), aconteceu uma série de distúrbios em Atenas e Tessalônica, relacionados com o próximo julgamento do anarquista Yorgos Voutsis Vogiatsis, que está preso sob a acusação de ter assalto um banco. Em Atenas, o centro da elegante área do mercado, na zona residencial de Kolonaki, foi atacado por manifestantes que vandalizaram dezenas de estabelecimentos comerciais caros, carros de luxo e bancos. O parlamento grego também foi atacado com pedras e cocktail molotov.

Segundo a imprensa grega, estes foram os ataques mais graves na capital do país desde a insurgência de dezembro de 2008, com praticamente toda a zona comercial de Kolonaki vandalizada.

Em Tessalônica, ao mesmo tempo, manifestantes em solidariedade com o anarquista Yorgos causaram danos em vários bancos no centro da cidade.

Confronto entre estudantes e a polícia

Pela manhã da sexta-feira (13), aconteceram enfrentamentos entre estudantes e a polícia antidisturbios na cidade de Patras, quando os manifestantes tentaram entrar no hotel aonde o Ministro de Educação devia participar de uma reunião com os reitores das universidades de todo o país sobre a reforma educativa.

Estações de metrô são ocupadas

Em Atenas, sexta-feira (13), seis estações de metrô foram ocupadas simultaneamente (Egaleo, Ayios Antonios, Daphnia, Nea Ionia, Tavros, Monastiraki). Cerca de 200 pessoas participaram da ação. O ato foi realizado por diversas Assembléias Populares de bairros atenienses, como Filadélfia, Petralona, Peristeri e Brajami, Centros Ocupados e a Assembléia de Solidariedade com K. Kuneva. No protesto os participantes tomaram o sistema de som das estações e liberaram as catracas, facilitando assim a entrada gratuita das pessoas ao metrô. Em todas as estações ocupadas foram distribuídos mais de treze mil panfletos durante duas horas, o período que durou a ocupação.

Nazis e antifascistas se enfrentam

Na quinta-feira (12), pela manhã, houve enfrentamentos entre neonazis e antifascistas fora do Tribunal Superior de Atenas, logo após o fim do julgamento de Antonis Androutsopoulos, o “Periandros”, ex-deputado da Xrisi Avgi (uma organização de extrema-direita da Grécia), e líder de batalhões de combate na década de 90. Após os confrontos, antifascistas ainda realizaram uma manifestação pela absolvição do acusado em outros dois cargos por homicídio e pela redução de sua condenação há nove anos pela tentativa de assassinato contra um estudante de esquerda em 1998. O protesto seguiu ate o centro de Atenas, aos gritos de “o povo não se esquece, que se danem os fascistas” e “televisão, polícias e neonazis, toda esta merda trabalha junta”.

No mesmo dia, à tarde, uma marcha foi realizada nas ruas de Loannina, para protestar contra o ataque fascista contra um Centro Social de imigrantes há algumas semanas atrás.

Manifestação é reprimida

Aconteceu na quarta-feira (11), do lado de fora da Faculdade de Direito, em Atenas, uma manifestação em solidariedade com os insurretos detidos em dezembro de 2008. O protesto foi reprimido pelas forças da ordem com gás lacrimogêneo, que culminou em enfrentamentos entre manifestantes e a polícia, um policial resultou ferido.

Hospital é ocupado

Na segunda-feira (9), à tarde, integrantes da Assembléia Aberta pela Saúde ocuparam durante quatro horas os caixas do Hospital da Cruz Vermelha de Atenas, exigindo que o atendimento médico fosse gratuito para todos. Esta é a continuação de uma forma de luta contra a mercantilização do atendimento da saúde que se estendeu pela Grécia depois da sublevação de dezembro de 2008.

agência de notícias anarquistas-ana