sábado, 9 de fevereiro de 2008

Ordem de Despejo - Grémio Lisbonense

Lisboa: Grémio Lisbonense com ordem de despejo


Lisboa, 08 Fev. - O Grémio Lisbonense recebeu hoje uma ordem de despejo, revelou à Lusa

Natário Pedro, vice-presidente desta associação centenária:

De acordo com Natário Pedro, as chaves são hoje entregues ao senhorio mas o património da associação continua dentro do edifício até ser encontrado um novo sítio.
O vice-presidente admitiu que a associação Grémio Lisbonense continua a tentar entrar em acordo com o senhorio mas tem "poucas esperanças" de chegar a um acordo.
O caso remonta ao ano de 1998 quando o proprietário do imóvel iniciou uma ordem de despejo ao Grémio Lisbonense após a realização de obras numa das salas do Grémio, alegadamente sem o consentimento do senhorio.
O proprietário do edifício alega que "demoliram-se paredes interiores" na sala sul do imóvel, que "parte do chão de madeira foi levantado e substituído por mosaicos" acrescentado que as referidas obras alteraram substancialmente a arquitectura do edifício bem como afectaram a "resistência e a segurança do prédio".
O senhorio acrescenta ainda que o Grémio "cedeu a utilização de parte do imóvel a terceiros" sem aviso prévio.
O Grémio Lisbonense, apesar de compreender os argumentos apresentados pelo senhorio, defende que "as obras eram necessárias devido à idade do imóvel" que não tinha casa-de-banho e a cozinha não respeitava os padrões actuais exigidos.
No entanto, defende que as obras não incluíram as paredes mestras ou as estruturas.
O Grémio Lisbonense pediu recurso, sem sucesso, para anular a ordem de despejo, alegando que o tribunal que julgou o caso não tinha competência para o fazer, isto porque o Grémio é uma associação que não tem fins lucrativos e tem uma função social reconhecida, logo seriam os Tribunais Administrativos os mais aptos para julgar o caso.
Apesar das inúmeras tentativas para salvar o Grémio Lisbonense, o caso encerrou hoje com a concretização da ordem de despejo.