terça-feira, 3 de maio de 2011

1º Maio PSP justifica disparos em Setúbal com hostilidade de um grupo de manifestantes

A PSP justificou hoje os disparos efectuados no domingo durante uma manifestação do 1.º de Maio, em Setúbal, com a necessidade de repor a ordem pública face à hostilidade de um grupo de manifestantes à chegada das forças de segurança.Falso. Quando desembarcaram da carrinha, fizeram-no cheios de pressa e vinham com as viseiras para baixo, em posição de combate. Trata-se de um procedimento normal de identificar pessoas que estavam sossegadas?

A "ordem pública" foi quebrada na sequência da chegada da polícia e dos seus propósitos agressivos; a sequência inversa não existiu.
Os incidentes ocorreram quando elementos da corporação foram chamados à zona da Fonte Nova, onde se concentrou um grupo de cerca de 70 pessoas do denominado "Movimento Terra Livre", que antes se tentou juntar ao desfile do 1.º de Maio, promovido pela CGTP, entre a Praça de Quebedo e a avenida Luísa Todi, em Setúbal.

Insistem na aldrabice. Em comunicado anterior já haviam referido terem sido chamados pelos moradores por causa do barulho provocado pelos manifestantes.


No Largo da Fonte Nova a manifestação já havia terminado e as faixas estavam no chão e os manifestantes, em parte já estavam dentro dos restaurantes da zona
A intervenção da polícia com saraivadas de tiros deveria ter sido feita ... com silenciadores nas armas para respeitarem o sossego dos moradores. É a mesma lógica benfazeja e humanitária que a NATO utiliza com os líbios. Alunos aplicados!

Em comunicado hoje divulgado, a PSP esclarece que os incidentes ocorreram quando elementos deste grupo se insurgiram contra a tentativa de identificação de um manifestante, "reagindo hostilmente com arremesso de garrafas, pedras e paus, na direcção dos policias e concretizando ainda agressões físicas com
tarjas e mastros de bandeiras".

Se a polícia entrou logo a bater que esperavam? Que os manifestantes se não defendessem? A propósito quantos polícias foram feridos pelos manifestantes? Esqueceram-se de incluir essa informação no comunicado?

"Foi então necessária a intervenção policial para a rápida reposição de ordem pública tendo sido feitos tiros de shotgun e alguns disparos de pistola individual", refere o comunicado, adiantando que foram apreendidos "alguns potes de fumo (dispositivos não autorizados para estes fins), uma faca, e diversos mastros e paus utilizados contra a polícia".

Reconhecem que dispararam e apontam para um perigoso espólio de guerra, repleto de armas de destruição maciça. Valentes! Não sei o que sejam potes de fumo mas, durante a manifestação com a polícia na cauda e à frente do cortejo, foram lançados da manifestação foguetes e outros artefactos pirotécnicos que, dada a não intervenção da polícia, se deduz que podem ser usados numa manifestação mas que passam a ilegais quando esta acaba. Há aqui mostras da inteligência do ministro Rui Pereira, certamente,

De acordo com a PSP, alguns manifestantes, que gritavam palavras de ordem "Setúbal é nossa, Sonae fora daqui", "Partidos não, país em auto gestão", terão, também, provocado danos em diversas viaturas, incluindo uma da PSP, e em diversos estabelecimentos comerciais da Fonte da Nova.
Houve alguns danos no equipamento de uma esplanada pois os manifestantes em fuga defenderam-se atrás das mesas das investidas dos brutos, para mais cobertos pela artilharia
Em declarações à Lusa, fonte policial disse que foram identificados quatro manifestantes na sequência dos desacatos e que um deles, mais contestatário, já tinha sido referenciado quando participava numa outra manifestação ilegal, em Novembro do ano passado, alegadamente por ter pontapeado algumas viaturas que circulavam nas imediações do Teatro Dona Maria II, em Lisboa.
Para sossego dos portugueses fica a saber-se que eles têm uma base de dados de manifestantes habituais. Um deles participou, segundo a polícia numa manifestação ilegal em Novembro e, benevolente, a polícia então não cumpriu a lei, prendendo o perigoso insurgente.


De facto, em Novembro, sob os holofotes da imprensa internacional em Lisboa, eles até pareciam uma polícia digna de países civilizados. Em Maio caiu-lhes a máscara e disparou a adrenalina contida durante seis meses
O comunicado da PSP refere que o mesmo indivíduo, de 49 anos, também foi identificado no passado dia 25 de Abril, em Lisboa, quando tentava integrar a manifestação oficial sem conhecimento prévio do Governo Civil de Lisboa.
Ficamos a saber que há manifestações oficiais e não oficiais. E que é preciso dar conhecimento prévio ao governo civil quando se pretende integrar uma manifestação. Aqui está decerto a causa para a não extinção dos governos civis! Eureka!

A PSP diz ainda que, na sequência dos incidentes ocorridos no domingo à tarde na Fonte Nova, só teve conhecimento de um ferido, que terá sido atingido por um cartucho de shotgun num joelho, e que providenciou o transporte do mesmo para tratamento no hospital.

Fonte do Hospital de São Bernardo revelou à Lusa que deram entrada naquela unidade de saúde três pessoas que, alegadamente, terão sofrido ferimentos ligeiros nos incidentes que ocorreram domingo à tarde em Setúbal, mas que todos tiveram alta pouco tempo depois.
É bem visível que o manifestante está ferido nos dois joelhos e não num só. Que tenhamos conhecimento e para além do anterior, há quem tenha sofrido um ferimento de bala de borracha na nuca, quem tenha sido atingido numa nádega, quem tenha sido recolhido numa casa particular para primeiros socorros, quem tenha levado uma bala no pescoço (frente) e ficado a sangrar abundantemente e quem tenha sangrado da zona de um ouvido, por efeito de um disparo
Lusa