quarta-feira, 28 de abril de 2010

[Portugal] “Sementes da resistência no abril de todos os dias”



[Em Lisboa, anarquistas protestam na data do golpe de estado do 25 de abril de 1974, que ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"; na véspera a polícia coagiu um festival contracultural de grupos punks e anarcopunks; ao mesmo tempo a imprensa portuguesa divulgava um documento com registros das atividades políticas de alguns anarquistas daquele país.]
"Não esquecemos não perdoamos". Foi sob este lema que individualidades e grupos diversificados de anarquistas e anti-autoritários portugueses prepararam a resposta "contra o terrorismo de Estado" num "25 de abril com nada a celebrar". E por isso ocuparam as ruas da baixa lisboeta no final da tarde do dia 25 de abril, "sem medo e sem lei", porque "a democracia é repressão e autoridade", afirmando, à plenos pulmões, que "não queremos um Estado militarista que, recorrendo ao poder nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos”.

Notícia completa>..Nos comunicados distribuídos à população intitulado “Chamada Anarquista - apelo à solidariedade com os que sofreram a repressão do Estado e à resistência”, podia se ler “não esquecemos não perdoamos" e “em solidariedade com todos os que lutam pela destruição do Estado, fonte primária de todo o terrorismo. Continuamos na rua... Sem medo nem lei!".
Já no fundo da Rua do Carmo/Rossio - local onde há três anos uma manifestação anti-autoritária e anti-capitalista foi alvo de intensa repressão, com a prisão de 11 manifestantes, a correr julgamento atualmente no Tribunal - partiram, ao som dos batuques, numa passeata pela baixa lisboeta que terminou, simbolicamente, na antiga Praça do Império, local atualmente freqüentado por muitos imigrantes e que constitui essa amálgama de povos que sonhamos ser, cidadãos do mundo já hoje.
...Repressão ao festival "Imune Fest”
...Mas, se desta vez a repressão do Estado não atingiu o grau de violência e brutalidade policial de 2007, não deixou de se verificar de forma insidiosa a sua presença nefasta, exercendo coação sobre uma associação popular com o intuito de impedir a realização do festival "Imune Fest", que foi cancelado em Lisboa por pressão da polícia exatamente na véspera do 25 de abril.O festival "Imune Fest" surgiu porque, segundo um comunicado distribuído, "somos imunes à opressão, imunes à apatia, imunes ao vosso controle da música", contando com a participação das bandas: Kostranostra (Anarcopunk de Valência), Gatos Pingados (Punk Hardcore de Almada), The Skrotes (Skate Punk de Lisboa), Massey Ferguson (Crust de Beja), Steven Seagal (Hardcore Oldschool de Lisboa), Ventas de Exterco (Punk Hardcore de Beja), Pussy Hole Treatment (Punk Trasher de Lisboa), Desobediência Geral (Anarcopunk de Lisboa). Na sexta-feira, dia 23 - um dia antes do festival - os organizadores foram informados pela Associação Boa União, local acordado para o concerto, que este não se realizaria ali, fazendo exigências despropositadas como alternativa, porque a polícia tinha ido lá e lhes tinha dito que não era aconselhável realizar naquele lugar o concerto porque "é coisa de anarquistas" e que eles "são piores que os nazis e integrantes dos “no name boys” e poderiam causar distúrbios". No final o concerto acabou por realizar-se na Ocupa Kylacancra, às 17h, em Palmela, Setúbal, com as bandas já anunciadas, disponibilizando-se, solidariamente, transporte para o novo local, menos acessível.
...Texto distribuido na Kyla Kancra:
...Todos temos os nossos objetivos. Seja viver uma vida pacífica com um dia a dia estável, seja contestar os valores da nossa sociedade com vista a empurrar o nosso mundo numa direção mais positiva e justa. Para todos vós as nossas existências estão ameaçadas. A vida como a conhecemos só tende a piorar. O Tratado de Lisboa permite o uso da pena de morte na Europa contra atos daqueles que se preocupam com um futuro melhor, uma polícia global foi criada a revelia do público com o objetivo de, sem responder às leis que votamos, estrangular as vozes de quem não se vê satisfeito com o estado da nossa sociedade.
Agora no dia 24 de abril de 2010, 36 anos depois do 25 de abril, a polícia impede a concretização de um concerto organizado pelos jovens que constituem o futuro do nosso planeta. De uma forma intransigente cancelam uma organização independente, sem fins lucrativos com o objetivo de promover a cultura e a interação de todos nós. 36 anos depois de se celebrar a liberdade de expressão e o fim da ditadura calam as nossas vozes com argumentos político-ideológicos. Aquilo que é o mais básico da dita liberdade de expressão é o argumento utilizado pelas forças do Estado para nos impedirem de vivermos a nossa vida.
Não queremos um Estado militarista que, recorrendo ao poder, nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos. Que o 25 de abril de 2010 não seja mais uma celebração dos anos passados mas sim uma ponte para um mundo mais justo, feitos para as pessoas e não para os interesses egoístas dum governo corrupto e distante do povo. Porque por mais que tentem somos ainda imunes ao dinheiro que gere este planeta, somos imunes ao vosso egocentrismo, somos imunes ao vosso ódio.
Polícia registra as atividades políticas dos anarquistas portugueses...
O relatório da polícia sobre a manifestação em 25 de abril em 2007 confirma que as forças da ordem têm registro das atividades políticas dos anarquistas portugueses, mesmo daqueles que não são arrolados no processo. A seguir matéria divulgada pelo Jornal de Notícias, intitulada “PSP relata "cadastro" político de não argüidos em processo”.
...Relatório policial identifica 30 pessoas estranhas a inquérito sobre manifestação do 25 de abril de 2007.
...Estes indivíduos não são argüidos nem foram identificados no inquérito criminal da manifestação do 25 de abril de 2007, mas aparecem identificados no respectivo processo, por alegadas ligações, na maioria dos casos, a movimentos anarquistas, de extrema-esquerda e ecologistas, que as autoridades associam àquela manifestação.......A maior parte das informações que a PSP (Polícia de Segurança Pública) juntou sobre aqueles cidadãos não tem relevância criminal; outras foram retiradas de processos-crime, em grande medida, sobre (outras) manifestações não autorizadas e ações "Okupa" - ocupação de casas devolutas. "Parece ter havido uma falha na preparação do relatório, porque deveria ter sido omitida a identidade das pessoas não constituídas argüidas no processo", comenta Paulo Henriques, da Faculdade de Direito de Coimbra. O relatório da PSP, de 29 de novembro de 2007 e assinado pelo então comandante metropolitano de Lisboa, Guedes da Silva, foi requerido por uma procuradora do DIAP de Lisboa, em 2007, após os confrontos, na zona do Chiado, entre o Corpo de Intervenção da PSP e participantes na "Manifestação antiautoritária contra o fascismo - contra o capitalismo".
A magistrada pediu informações sobre a "integração" dos 11 argüidos (um já falecido) do inquérito" em movimentos ou grupos tais como os citados no auto de notícia" - anarquistas e de extrema-esquerda - e registro de ações violentas e ilegais destes grupos. E juntou ao processo, que já é público, o relatório recebido da PSP.PSP aponta cartão da JCP (...)
...O documento começa por relatar fatos da vida de cinco dos 11 argüidos, sem que nenhum dos imputados - tentativas de furto em supermercados, ruído na via pública... - os ligue àquele tipo de grupos.
...O único fato "político" ali descrito decorre da integração de uma argüida num grupo que, na tarde de 25 de abril de 2007, atirou ovos e tomates contra um cartaz xenófobo do PNR, no Marquês de Pombal. Não se ficando pelos argüidos, a PSP começou por identificar seis dos atiradores de ovos. Ao primeiro da lista, imputou o incitamento à realização de seis greves e manifestações, em duas escolas secundárias. Mas sublinhou o ativismo político do jovem de forma mais curiosa: "Em 4 de novembro de 2006, participou o extravio de documentos, entre os quais se encontrava o cartão de militante da Juventude Comunista Portuguesa", apontou a PSP.
...Lei proíbe ficheiros políticos...
O relatório vai mais longe e identifica 24 pessoas que não têm sequer relação estabelecida com nenhum argüido. Contudo, participaram em ações de caráter político-ideológico: protestos contra cúpulas do G8 e a guerra no Iraque, ações contra os transgênicos, ocupação de imóveis devolutos... Tome-se o exemplo do cidadão belga J.D...
...A PSP não lhe imputa qualquer fato ilegal e muito menos com relevância criminal, mas identifica-o, por ele estar ligado ao grupo ambientalista GAIA, que terá membros comuns ao Verde Eufémia, que, por sua vez, terá destruído milho transgênico em Silves, em 2007. A PSP relatou que J.D. tinha 25 anos, recebeu um fundo da União Européia para colaborar com o GAIA, é licenciado em Ecologia e em Ciências Sociais e Políticas, esteve três dias em Rostock (Alemanha) a manifestar-se contra a cúpula do G8, participa em workshops da Rede G8 em Portugal. Este é um dos casos que levanta questões sobre como a PSP recolhe e trata dados dos cidadãos, sendo certo que a lei proíbe "o tratamento de dados pessoais referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical".
...O docente Paulo Henriques faz uma declaração de fé: "Quero crer que as atividades de recolha e tratamento de dados que as polícias desenvolvem têm lugar no estrito cumprimento da lei". O JN questionou a PSP, mas esta não quis fazer "qualquer tipo de comentário".Dos quatro advogados dos argüidos contatados, pronunciou-se Alexandra Ventura, que contestou que a PSP "registre e interligue informações de pessoas que nada têm a ver com o processo".
..."A PIDE [polícia política do tempo do fascismo, antes do 25 de abril de 1974] registrava informações das pessoas, mas não as divulgava…", comparou a jurista....agência de notícias




anarquistas-ana

Varrendo folhas secas
lembrei-me do mar distante:
chuá de ondas chegando.


Anibal Beça



segunda-feira, 26 de abril de 2010

1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista - Concentração - SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h


1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL, Largo da Misericórdia, 13:30h

Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.

Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.

Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.

Divulga e Aparece!

30 de Abril - 20:30 - Apresentação da Federação de Estudantes Libertárixs no CCL (Almada)


Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertárixs

Sábado, 30 de Abril, às 20:30
no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada


Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários

A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso.
Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.

Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier.
Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

* Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.
* Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.
* Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção
de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.
* Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.
* A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes.
Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.
* Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.
* A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.

Federação de Estudantes Libertárixs

Web: www.fel-web.org

Contacto: fel@inventati.org


domingo, 25 de abril de 2010

Festival cancelado em Lisboa por pressão da polícia em vésperas do 25 de Abril!!!


Na sexta, dia 23 (um dia antes do fest) quando nos deslocámos à associação boa união para arrumar o espaço para o concerto fomos informados que não poderíamos continuar ali.

Segundo eles a polícia foi lá e disse que não era aconselhável haver concerto porque "é coisa de anarquistas". A polícia disse também que como somos piores que nazis e integrantes dos no name boys podíamos causar distúrbios. A hipótese que nos queriam dar para continuar era arranjar uma licença de ruído e uma licença da SPA para cada banda...

De qualquer das maneiras esse espaço não vai receber mais concertos (pelo que vi já houve outros que foram cancelados).

Fica o texto do flyer que distribuímos ontem na kylakancra:

Todos temos os nossos objectivos. Seja viver uma vida pacífica com um dia-a-dia estável, seja contestar os valores da nossa sociedade com vista a empurrar o nosso mundo numa direcção mais positiva e justa.
Para todos vós as nossas existências estão ameaçadas. A vida como a conhecemos só tende a piorar. O Tratado de Lisboa permite o uso da pena de morte na Europa contra actos daqueles que se preocupam com um futuro melhor, uma policia global foi criada a revelia do publico com o objectivo de, sem responder às leis que votámos, estrangular as vozes de quem não se vê satisfeito com o estado da nossa sociedade.


Agora no dia 24 de Abril de 2010, 36 anos depois do 25 de Abril, a polícia impede a concretização de um concerto organizado pelos jovens que constituem o futuro do nosso planeta. De uma forma intransigente cancelam uma organização independente, sem fins lucrativos com o objectivo de promover a cultura e a interacção de todos nós.

36 anos depois de se celebrar a liberdade de expressão e o fim da ditadura calam as nossas vozes com argumentos politico-ideológicos. Aquilo que é o mais básico da dita liberdade de expressão é o argumento utilizado pelas forças do estado para nos impedirem de vivermos a nossa vida.


Não queremos um estado militarista que, recorrendo ao poder, nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos.

Que o 25 de Abril de 2010 não seja mais uma celebração dos anos passados mas sim uma ponte para um mundo mais justo, feitos para as pessoas e não para os interesses egoístas dum governo corrupto e distante do povo.


Porque por mais que tentem somos ainda imunes ao dinheiro que gere este planeta, somos imunes ao vosso egocentrismo, somos imunes ao vosso ódio
.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Chamada Anarquista: 25 Abril CONTRA o Terrorismo de Estado

25 Abril CONTRA o Terrorismo de Estado -

CONCENTRAÇÃO
dia 25 de Abril, pelas 17 horas, no "Triângulo" - fundo da rua do carmo/Rossio

NÃO ESQUECEMOS NÃO PERDOAMOS

Em solidariedade com todos os que lutam pela destruição do estado, fonte primária de todo o Terrorismo.

Continuamos na Rua... Sem medo nem lei!

Conversa: "Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal", Salamanca


Sábado 24 de abril, 18:00:
"Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal", a cargo de la sección portuguesa de la AIT (AIT-SP)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Esta 6ª na Kylakancra


Dia 23 de Abril (sexta-feira) 22h

Kylakancra (Setúbal)


Concerto Benefit para a Feira do Livro Anarquista

Kostranostra http://www.myspace.com/kostranostrapunk

Mário "O Trovador"
http://www.myspace.com/mariotrovador1


domingo, 18 de abril de 2010

Manifestações na Grécia em solidariedade e contra a prisão de anarquistas

[“Liberdade para Marios Zervas. Nem um dia a mais na prisão”, foi o lema do Dia de Ação Helênico que ocorreu hoje (16 de abril) pela Grécia. O principal foco dos protestos aconteceu em Atenas.]

Sob forte presença policial nas ruas, com faixas e gritando palavras de ordem, uma multidão de mais de 5.000 pessoas protestou hoje, na capital grega, contra a prisão do ativista Marios Zervas, 28 anos, detido sem qualquer motivo um mês atrás, durante a grande Greve Geral de 11 de março no país.
(...)
Em todas as manifestações, além de exigir a liberdade de Mario, as pessoas protestavam contra o Estado, as agressões da polícia e o papel sujo dos meios de comunicação, especialmente com a notícia que foi exaustivamente repetida nos últimos dias, que tenta conectar os seis presos anarquistas (detidos no último sábado) como supostos membros da organização armada "Luta Revolucionária".

Sob forte presença policial nas ruas, com faixas e gritando palavras de ordem, uma multidão de mais de 5.000 pessoas protestou hoje, na capital grega, contra a prisão do ativista Marios Zervas, 28 anos, detido sem qualquer motivo um mês atrás, durante a grande Greve Geral de 11 de março no país. Desde então ele permanece na cadeia, sem julgamento. Marios usa dreadlocks (em anexo fotos do momento da sua prisão), e talvez este tenha sido o motivo da polícia de choque tê-lo como suspeito, prendê-lo e acusá-lo de tumultos, sem qualquer prova ou testemunhos.

No final da manifestação houve registros de choques entre manifestantes e a polícia na Avenida Panepistimoiu e no bairro de Exarchia.

Em Tessalônica, apesar da chuva, mais de 1.500 pessoas participaram da manifestação. Anteriormente, a polícia atacou cerca de 70 pessoas que se dirigiam para o protesto detendo três pessoas. Depois da manifestação, e como protesto contra as detenções e também a propaganda "antiterrorista" dos últimos dias levado a cabo pela mídia, um grupo de anarquistas ocupou a Faculdade de Jornalismo. Ela ainda permanece ocupada.

Na cidade de Patras mais de 400 pessoas participaram da manifestação. Em Iraklio, a solidez das pessoas mudou os planos iniciais, e a concentração no centro da cidade se transformou numa combativa manifestação com mais de 200 pessoas. Em um momento de tensão e sem qualquer provocação ou confrontação, a polícia prendeu duas pessoas. Depois do protesto, os manifestantes ocuparam a Pinacoteca Municipal da cidade.

Em Volos, cerca de 150 pessoas marcharam pelo centro da cidade. Na cidade de Ksánzi mais de 150 pessoas saíram às ruas. Em Livadia, local de nascimento de Mario, aproximadamente 150 pessoas também foram para as ruas. Em Janiáy e Mitilíni, perto de 100 pessoas se reuniram em distintas concentrações. Na cidade de Corfu, mais de 50 pessoas participaram de um protesto. Também foram realizadas manifestações em outras cidades da Grécia.

Em todas as manifestações, além de exigir a liberdade de Mario, as pessoas protestavam contra o Estado, as agressões da polícia e o papel sujo dos meios de comunicação, especialmente com a notícia que foi exaustivamente repetida nos últimos dias, que tenta conectar os seis presos anarquistas (detidos no último sábado) como supostos membros da organização armada "Luta Revolucionária".

Vídeo Atenas:

› http://www.youtube.com/watch?v=SOS2zjT2Yvw&feature=player_embedded

Fotos Tessalônica:

› http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1155119

agência de notícias anarquistas-ana

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Semana traz três feiras de livros anarquistas em diferentes cidades do mundo

[De maneira crescente e regular, cada vez mais se expande as feiras de livros anarquistas mundo afora, com grande diversidade de conteúdos. Os meses de abril e maio terão o exercício de várias. Abaixo destacamos três eventos que acontecem no próximo final de semana.]

[Espanha] 10ª Mostra do Livro Anarquista de Valencia

Teve início ontem (13 de abril) e vai até domingo a 10ª Mostra do Livro Anarquista de Valencia. O evento contará com a presença de vários autores de obras libertárias recém lançadas, como Miquel Amorós ("A carne viva. Exabruptos anticapitalistas"), Fernando Ventura ("Vida accidental de un anarquista"), Xavier Diez ("Venjança de classe. Causes profundes de la violència revolucionària a Catalunya el 1936"), Maria Angeles Maroto (“Antología del lenguaje machista”), entre outros escritores e escritoras. Diversas editoras e distribuidoras participarão do evento. Mais infos: http://mostrallibreanarquista.blogspot.com/



[EUA] 4ª Feira do Livro Anarquista de NYC

Nova York recebe neste sábado (17 de abril) a sua agitada 4ª Feira do Livro Anarquista, com assumido caráter internacional, com exposições de livros, zines, panfletos, arte, cinema/vídeo, e outras produções culturais e políticas da cena anarquista mundial, na Judson Memorial Church, em Manhattan. Além disso, no dia 18 haverá o 2º Festival Anual de Arte Anarquista com apresentações provocantes, performances, filmes, instalações e workshops de artistas de Nova York e do mundo. Os artistas envolvidos neste evento representam uma ampla gama da inovação radical e anarquista contemporânea, desafiando os gêneros tradicionais e classificações fáceis. Os organizadores prometem promover e celebrar a diversidade da comunidade anarquista, representando os artistas dos seguintes grupos: LGBTQ e a subcultura radical. O famoso grupo The Living Theatre participará das atividades. Mais infos: http://www.anarchistbookfair.net


[Bélgica] 9ª Feira Internacional do Livro Alternativo em Gent



No próximo sábado (17 de abril) acontece à nonagésima edição da Feira Internacional do Livro Alternativo de Gent, apresentando dezenas de expositores, editoras e distribuidoras da Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. O evento trará publicações críticas, polêmicas e difíceis de encontrar em livrarias comerciais, sobre anarquismo, anti-globalização, ação direta, anti-militarismo, filosofia política, ativismo ambiental radical, anarco-feminismo, e muito mais. Simultaneamente acontecerá um variado programa de atividades culturais, oficinas, palestras, mostra de documentários, workshops, apresentações musicais... Mais infos: www.aboekenbeurs.be

terça-feira, 13 de abril de 2010

17 de Abril - Jantar vegetariano de apoio à Feira do Livro Anarquista de 2010 - CCL, Almada


Jantar vegetariano
de apoio à Feira do Livro Anarquista de 2010

http://feiradolivroanarquista.blogspot.com

17 de Abril – 20h
menu: seitan à alentejana

contribuição: 3 euros


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. – Cacilhas – Almada







Texto de apresentação da Feira do Livro Anarquista 2010:



Estamos de volta!

A partir das publicações, do convívio e dos debates queremos partilhar experiências, discutir ideias e possíveis esforços futuros na luta contra a autoridade em todas as suas formas e manifestações.

Numa tentativa de descobrir potenciais cúmplices, continuamos a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.


21, 22 e 23 de Maio 2010
Lisboa


Entrega de proposta de actividades até dia 8 de Abril e bancas até 24 de Abril

Para mais informação:
feiradolivroanarquista.blogspot.com
feiradolivroanarquista@gmail.com



Dia 17 de Abril - Concertos no Club Aljustrelense - Aljustrel


Dia 17 de Abril 22h
Club Aljustrelense - Aljustrel

Kostranostra (Valência) http://www.myspace.com/kostranostrapunk
Albert Fish (Lisboa) http://www.myspace.com/albertfish77
Skina Karroça (Portimão) http://www.myspace.com/skinacarroca





16 de Abril : Concertos Casa Viva, Porto


Concerto Anarcopunk

Dia 16 de Abril Sexta-feira 20h

Kostranostra (Valência) http://www.myspace.com/kostranostrapunk
Siervos de Nadie (Galiza) http://www.myspace.com/siervosdenadie

Casa Viva
Pç. Marquês de Pombal 167 Porto



domingo, 11 de abril de 2010

Solidariedade: Resumo e actualização do caso dos 6 de Belgrado Secção AIT


Reproduzimos a tradução para português de uma declaração da Iniciativa Anarco-Sindicalista (ASI), secção sérvia da AIT, datada de 4 de Abril de 2010, sobre o caso dos 6 de Belgrado e a repressão exercida pelo Estado da Sérvia sobre o movimento libertário. Apela-se à realização de acções de protesto que conduzam ao fim da repressão sobre os anarquistas neste país.

A classe dirigente da Sérvia continua a repressão reforçada contra o movimento libertário, uma repressão que teve início com a detenção dos seis de Belgrado – Sanja Dojkić, Tadej Kurepa, Ratibor Trivunac, Ivan Vulović, Nikola Mitrović e Ivan Savić – em Setembro de 2009. O grupo “Crni Ilija”, até então desconhecido, reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de duas garrafas de líquido inflamável no pavimento perto da Embaixada da Grécia em Belgrado, como reacção contra o tratamento desumano dado pelo Estado Grego aos rebeldes, causando danos à Embaixada no valor de 18 euros. Os media do regime, apoiados pelos analistas do regime e por “fontes bem informadas”, lançaram uma perseguição contra a única organização anarquista que actua publicamente na Sérvia – a Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-Sindicalista” (ASI), secção da Associação Internacional dos Trabalhadores. Aquilo que começou como uma especulação mediática sobre a ligação entre a ASI e os acontecimentos da Embaixada foi completado com a detenção de quatro membros do grupo local da ASI em Belgrado e de outros dois anarquistas desta cidade e, mais tarde, após a intervenção de “altos cargos”, com o agravamento da primeira acusação para a de crime de “terrorismo internacional”. Os 6 de Belgrado passaram cerca de cinco meses e meio em terríveis condições de isolamento e de tortura na Prisão Central de Belgrado.

A reacção à manifesta arrogância e às visíveis acções repressivas do Estado, reflectidas na fabricação de provas contra os anarquistas e na absurda qualificação desta acção como “terrorismo internacional”, serviu de base para a mobilização massiva da opinião pública crítica contra este processo, que foi imediatamente rotulado como um processo político contra os críticos do regime. Durante o período em que os 6 de Belgrado permaneceram sob custódia, a opinião pública, tanto na Sérvia e na sua região como no mundo inteiro, reagiu energicamente contra o comportamento das autoridades sérvias. Além de grande número de petições públicas e de cartas de protesto, o movimento libertário organizou uma série de acções de protesto – na Sérvia, bem como na Croácia, Macedónia, Eslovénia, Polónia, Eslováquia, Portugal, Áustria, Austrália, Grã-Bretanha, Rússia, Ucrânia, Grécia, República Checa, Holanda, Bulgária, Alemanha, Hungria, Itália, França, Turquia, EUA, Suíça, Suécia, Espanha, etc... Os protestos e actividades de apoio aos anarquistas presos contaram com a participação de muitos intelectuais, artistas e figuras públicas, críticos de todo o território da antiga Jugoslávia. O interesse provocado pelo caso e a pressão pública desempenharam, sem dúvida, um papel crucial na revogação da detenção dos 6 de Belgrado. Durante a primeira audiência, que teve lugar no dia 17 de Fevereiro, à qual tentaram assistir mais de 200 pessoas da Sérvia e de outros países, o tribunal decidiu pela revogação da detenção preventiva após ouvir as declarações dos réus, permitindo aos anarquistas acusados a continuação da sua defesa em liberdade.

Apesar da vitória obtida com a libertação dos acusados, que possibilita a sua defesa em liberdade, o Estado, durante todo o período de detenção, durante o julgamento e após o mesmo, demonstrou claramente que não pretende reduzir a pressão sobre a ASI e sobre o movimento libertário em geral. Logo no final de Outubro de 2009, três membros do grupo local da ASI em Vršac – Ivan Feher, Nenad Horvat e RK – foram detidos por colarem cartazes com a frase “Liberdade para os anarquistas detidos” num local próprio para este fim. As autoridades montaram contra eles um processo criminal com a acusação do recente e muito controverso crime de “obstrução à justiça”. Um processo pelo mesmo crime foi também movido contra outros dois anarquistas – Rada Živadinović, cidadão sérvio residente em Viena, e Davor Bilić, de nacionalidade croata – que se deslocaram a Belgrado por ocasião do julgamento para manifestar apoio aos companheiros presos. Na entrada do tribunal, desdobraram um papel com a frase escrita à mão “Anarquismo não é terrorismo” e afixaram-no contra a janela da sala da audiência durante alguns segundos. Os dois foram imediatamente detidos pela polícia, permanecendo detidos por um período superior ao legalmente permitido, após o que foram libertados, mas acusados de “obstrução” e com os seus passaportes confiscados. Há mais de um mês e meio que estão impedidos de sair da Sérvia, tendo as investigações demonstrado que o juiz Dragomir Gerasimović não foi obstruído no desempenho das suas funções por esta acção. Apesar disto, a procuradora do ministério público Svetlana Nenadić decidiu, a 23 de Março, a instauração de mais um processo político, que desta vez se destaca pelo facto de não haver nenhuma parte lesada. Após ter sofrido uma primeira derrota no julgamento, o Estado decidiu utilizar formas alternativas de repressão e intimidação contra os anarco-sindicalistas. No início de Março, surgiram cartazes com o título “Conhece os teus vizinhos! Conhece os inimigos da Sérvia!” perto da entrada de um bloco de prédios em Belgrado. No cartaz figurava a fotografia de um dos anarco-sindicalistas de Belgrado acusados, Ivan Vulović, que vive no bloco mencionado. O apelo ao linchamento contém uma lista fictícia de “crimes” cometidos pela ASI e a frase “se um tribunal corrupto não os julgar, haverá quem o faça”, bem como a ameaça de natureza fascista-policial “Sabemos onde vives, sabemos quando dormes”.

Desde o início desta onda de repressão contra a ASI, muitos dos seus membros estão sob constante vigilância policial e são regularmente ameaçados e interrogados pela polícia. A polícia criou uma atmosfera de medo no seio do movimento, que causou a paralisação de muitos companheiros, e só após a libertação dos 6 de Belgrado começámos a ver os primeiros passos de uma séria reconstrução do movimento e da Iniciativa Anarco-Sindicalista. Apesar de ter desestabilizado partes do movimento, e de ter de facto empurrado a nossa organização para a ilegalidade por um período determinado, a onda de repressão não nos destruiu, e agora, enriquecidos com novas experiências e fortalecidos nas nossas ideias, conseguimos construir posições que nos permitirão começar a ripostar.

No período que se seguiu à primeira audiência, Ivan Savić e Ratibor Tribunac encontraram-se com o Provedor de Justiça da República da Sérvia Saša Janković e com o seu adjunto para os direitos das pessoas privadas de liberdade, Miloš Janković. Foram-lhes apresentadas provas da tortura sofrida por Ivan Savić, a quem os guardas tentaram extorquir, por meio de estrangulamento, a confissão de que planeava matar o cônsul grego em Belgrado com duas bombas defensivas, e foram-lhes dadas informações sobre as violações dos direitos sofridas por Ratibor Trivunac enquanto esteve detido. Durante a reunião com o Provedor de Justiça, o mesmo foi informado de que qualquer nova escalada legal, sob a forma de casos fabricados contra os anarco-sindicalistas de Vršac e contra os companheiros cujos passaportes foram apreendidos, não será tolerada, enquanto que o Provedor salientou especificamente a privação ilegal de liberdade que foi levada a cabo pelas autoridades judiciais contra Rada e Davor após o fim do limite de 48 horas de detenção. No mesmo período, membros dos seis de Belgrado foram contactados por representantes da União Europeia que propuseram uma reunião a respeito do caso.

Na terça-feira, 23 de Março, realizou-se a segunda audiência contra os seis anarquistas de Belgrado. Chantageados com a possibilidade de adiamento do julgamento por mais um mês e de prolongamento do processo-farsa por tempo indetermindado, os réus foram forçados a participar na segunda audiência sem a presença do público interessado, que de novo se reuniu em grande número nos corredores do tribunal. Mesmo os familiares próximos foram impedidos de acompanhar a audiência. Os acusados e os seus advogados apenas puderam tomar conhecimento de que as acusações tinham sido alteradas de “terrorismo internacional” para “criação de perigo público” através dos media, que divulgaram a declaração do porta-voz do gabinete do ministério público Toma Zorić. Nem os acusados nem os seus advogados foram informados de qualquer mudança na acusação antes da segunda audiência e só puderam tomar conhecimento da mesma no dia do julgamento – durante a pausa que lhes foi concedida para esse fim pelo juiz Dragoljub Gerasimović, que agora está a conduzir o julgamento de forma sumária. Segundo a nova acusação, os seis anarquistas de Belgrado são acusados de cumplicidade e execução do ataque contra a Embaixada da Grécia em Belgrado com o objectivo de apoiar o rebelde grego Theodoros Iliopoulos “cometendo, portanto, um crime de criação de perigo público”. A mudança da acusação foi produzida por uma nota do gabinete do Ministério Público de Belgrado em 22 de Março e foi entregue a um tribunal superior em Belgrado. A nota afirma na primeira frase que os documentos do objecto criminal K-1633/10 são devolvidos ao tribunal “juntamente com a acusação alterada que indica que”, repetindo a seguir quase literalmente o texto da primeira acusação, no qual, sem qualquer explicação, somente foram alterados o nome do crime de que os réus são acusados e os parágrafos da lei criminal que são geralmente usados para este tipo de casos. Contrariamente à primeira acusação, devido à pressão pública, o gabinete do ministério público decidiu abandonar a tentativa de criminalização da nossa organização. Assim, nesta versão da acusação, não existe a afirmação de que o ataque foi levado a cabo pela organização da Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-Sindicalista” (ASI). Baseando-se na acusação fabricada, qualificando pela segunda vez como crime pelo qual os 6 de Belgrado são acusados o pequeno delito praticado por indivíduos desconhecidos em frente da Embaixada da Grécia em Belgrado, o Estado dá continuidade à repressão sobre libertários e membros proeminentes da nossa organização. As contradições que constituem larga parte da acusação são a base através da qual a defesa dos acusados tem vindo a demonstrar, com grande sucesso, o vazio das acusações do ministério público. Como exemplo, foi de novo confirmado que Ivan Savić e Nikola Mitrović não estiveram presentes no local dos acontecimentos, ao contrário do que é indicado na acusação. A próxima audiência do julgamento, na qual é muito provável que o veredicto seja produzido, está agendada para 23 de Abril. Então, será ouvida mais uma testemunha da defesa e serão feitas as alegações finais.

A Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-Sindicalista”, com o apoio do movimento libertário na Sérvia e em todo o mundo, e de toda a opinião pública democrática, exige que o Estado Sérvio retire as acusações absurdas contra os 6 de Belgrado e pare completamente com o processo-farsa de que são alvos. Também exigimos que as acusações contra os três companheiros detidos em Vršac e contra os dois detidos no julgamento sejam retiradas, pondo fim a estes processos. Exigimos que os passaportes sejam devolvidos a Davor e a Rada, e assim permitir que regressem às suas casas. É de extrema importância continuar a pressionar o Estado da Sérvia até que o veredicto contra os nossos companheiros seja produzido, e com este objectivo espera-se a realização de acções de protesto até 23 de Abril e uma grande afluência no próprio julgamento. A solidariedade é a nossa arma!

Belgrado, 4 de Abril de 2010


Secretariado internacional da Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-Sindicalista”, secção sérvia da Associação Internacional dos Trabalhadores

[Traduzido do inglês pela Secção Portuguesa da AIT - blog: http://ait-sp.blogspot.com/]

terça-feira, 6 de abril de 2010

10 de Abril - Workshop de Serigrafia, Coimbra




curso basico de serigrafia, onde se vão ensinar todos os passos necessários para se fazer uma impressão pela técnica serigráfica.
começa-se por uma parte teórica sobre o que é e como se trabalha em serigrafia, e isso vai sendo acompanhado pela parte prática. neste curso vão-se adquirir os conhecimentos básicos para que se possa imprimir em serigrafia.

-a tela de serigrafia.
-montar e preparar um quadro.
-preparar uma imagem para a revelação do quadro.
-fotosensibilizar o quadro.
-preparar o quadro para a impressão.
-Impressão

a serigrafia permite imprimir em praticamente todos os materiais. no entanto, a minha actividade em serigrafia é geralmente em tecidos, por isso, peço aos participantes que tragam suportes para praticarem as impressões, tshirts, tecidos, etc., que podem ser usados. ha certo tipo de tecidos em que não é conveniente imprimir, mas é bom que apareçam, pois com os "erros" tambem se aprende...por isso, tragam roupa velha para praticar...

quem tiver imagens que gostasse de ver impressas, tambem as pode enviar para bugadazcoubz@gmail.com, para que eu as possa tratar previamente para impressão. (durante o curso mostro os passos)

segunda-feira, 5 de abril de 2010