Etiquetas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Casa assaltada, faixas à mostra !!! - Comunicado do Centro Social Casa Viva - Porto


Nas democracias policiais, a liberdade de expressão é um direito de todos os cidadãos. Também por isso lhes chamam democracias. Mas esse direito tem limitações, coisa lógica nesta sociedade onde se definiu que “uma liberdade acaba onde começa a do outro”, impedindo-se, assim, que se interpenetrem, que se prolonguem uma na outra. Pensamentos perigosos, que poderão constituir um qualquer crime se tornados públicos, e que, portanto, ficam por aqui. Já basta o que basta, dizia o outro, como sempre, cheio de razão. O que agora interessa, de facto, é que, em primeira instância, quem define as limitações das liberdades, e, por arrasto, as da liberdade de expressão, é a polícia. Também por isso lhes chamamos, a essas democracias, policiais.

Na Casa Viva, logo no primeiro dia oficialmente útil da semana, tivemos mais uma prova de que Portugal se insere dentro desta categoria de democracias. Por volta das 15h00 desse 5 de Janeiro, os Bombeiros Sapadores do Porto, a mando da Polícia de Segurança Pública, também presente, retiraram, assim, sem pedidos nem explicações, a faixa solidária com o movimento grego que a Casa vinha exibindo desde 20 de Dezembro. O motivo da apreensão, tal como informado no respectivo auto, é “
incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. Não fosse o tal adjectivo que acompanha a nossa democracia e ter-se-ia tratado de um roubo. Afinal, uma faixa não publicitária numa fachada duma casa particular só pode ser retirada se tal for pedido pelo proprietário, o que não aconteceu. Mas o facto é que esse adjectivo está lá por alguma razão e, em estando, o acto de surripiar transforma-se em apreensão, os prevaricadores em sujeitos activos de acusação e as vítimas em réus.

Pode-se olhar para a faixa pelo ângulo que se quiser, mas é precisa muita liberdade de interpretação para nela ver um incentivo à violência. Mas, lá está, essa é apenas mais uma das liberdades das democracias policiais que, como todas as outras, tem uma definição e um âmbito dependentes do livre arbítrio dos agentes da Autoridade, gente que se costuma acusar de ser pouco dada a divagações poéticas, mas a quem não podemos deixar de gabar a capacidade de ler nas entrelinhas ainda mais do que os autores das linhas queriam fazer transparecer.

No processo de roubo/apreensão da faixa, os agentes acharam por bem deter três pessoas que saíam da casa a ver o que se passava do lado de fora do sítio onde lhes tinham oferecido guarida. Estavam, aparentemente, a utilizar de forma ilegal numa casa que não é deles. Mas houve queixa do proprietário? Falamos com ele e ele disse que não devia estar ninguém em casa. Falaram com ele?! Bem... a casa está em ruínas e não pode estar lá gente a viver! A Casa está em ruínas? Quem falou em ruínas? Então porque é que estão detidos? Não houve detenções, só os trouxemos à esquadra para assinarem o auto de apreensão. A uns gajos que não têm nada a ver com a casa nem com a faixa? Mais alguém dá a cara pela faixa? Claro que sim! Então já não estão detidos, podem sair os três e até voltar para a casa em ruínas onde, para além de não poderem estar por causa dessa sua – da casa – condição, não podiam estar por falta de autorização do proprietário.

Ora então cá temos os responsáveis pela faixa. Basta que um assine o auto de roubo/apreensão, que os outros já estão identificados de qualquer forma, apesar de nunca lhes termos controlado legalmente as identidades. Agora a coisa vai para o DIAP e já não é mais nada connosco, que vocês aparecem aqui aos magotes e a malta quer ver o discurso do Sócrates sem medo de que nos ocupem esta merda, perdão sr. ministro, esta esquadra, tão lindamente baptizada como sendo do Paraíso, apesar de, para tal, ainda faltarem os canais da Sport Tv, vá lá que nos resta a TVI e as novelas com gajas boas. Depois, daqui a 6 meses, 1 ano, ou dois, o DIAP lá decidirá se a queixa da PSP é válida e, se não for, a faixa será devolvida. No entretanto, a gente fica sem a faixa de que o agente não gostou e assim mesmo é que é numa democracia policial.

Ora, é provável que o DIAP considere que a faixa, de facto, mais do que um apelo à violência, é um grito contra a sua utilização por quem lhe detém o monopólio e que, como tal, o seu roubo/apreensão até pode, pelo menos em teoria, configurar um atropelo à liberdade de expressão. Pouco interessa. Não será por isso que a Casa será deixada em paz. Há a questão da ocupação ilegal. Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Mas há a questão das drogas. A questão das drogas? Sim, a casa está conotada com drogas. Conotada por quem? Pela polícia. Mas entraram lá ilegalmente para ver essa questão? Nem pensar... mas cheira muito a charro no passeio quando se passa por perto. O quê? É verdade... e, ainda por cima, entra lá gente com mau aspecto! Isso não é discriminação? A polícia não discrimina... limita-se a ver se determinada pessoa tem determinado aspecto e, se o tiver, fica imediatamente associada ao consumo de drogas. E isso não é discriminação? Não desconversem... é que há a questão da propriedade! Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Pois é... então, há a questão das drogas. E sabem quem vai sofrer com isso se não tomam cuidados?

Os processos de intimidação à divergência apertam-se. Espera-se que o medo de qualquer coisa, independentemente do que seja, impeça as pessoas de se manifestarem, de exporem opiniões, de se levantarem perante as injustiças dos poderosos. Depois de visitas policiais à Casa em dias de reuniões, depois de visitas regulares ao blog, veio o roubo/apreensão da faixa, um processo-crime sobre “os responsáveis pela faixa”, o reconhecimento policial de que já estamos todos fichados e as ameaças de que, ou atinamos, ou nos fecham a Casa e nos mandam de saco, por causa da questão da propriedade, aliás, por causa das drogas, aliás por qualquer coisa que lhes apeteça.

O problema é que achamos que nós é que somos os atinados e não nos apetece, agora que os desvarios juvenis já passaram na sua maioria, desatinar e começar a comer tudo o que nos dão ou a baixar a cueca cada vez que nos tentam violentar. Para além de que a Casa, assim sem uma faixa, parece despida. E nós não queremos um processo-crime por atentado ao pudor.

09/01/09

Mais um jovem negro e pobre assassinado pela polícia.


A plataforma Gueto não pode deixar de denunciar mais uma execução sumária, com pena de morte, dum jovem negro por parte da polícia, e um julgamento injusto feito no tribunal dos media, que condenou o nosso irmão e absolveu mais um assassino.

Uma perseguição policial do passado domingo, 4 de Janeiro às 21h, ditou a morte de Kuku, com apenas 14 anos.
Segundo a versão "oficial" de fontes policiais os agentes identificaram o carro furtado, onde seguiam 4 jovens, no bairro de Santa Filomena. Por não terem respeitado a ordem para parar, a polícia iniciou uma perseguição que só acabou no bairro da Quinta da Lage quando os jovens abandonaram o carro e continuaram a fuga a pé. Depois de terem disparado tiros para o ar, a polícia alega que Kuku, que foi o último a sair da viatura, apontou uma arma de calibre 6.35 a um agente, tendo este, em legítima defesa, disparado um tiro que o feriu mortalmente na cabeça. Outro irmão foi ainda atingido com uma bala na perna.

Ainda na sua versão oficial a polícia declara que o agente não atirou para a matar. Quem não quer matar não aponta uma arma à cabeça, portanto a intenção do agente era matar ou teria apontado a outra parte do corpo.

Na manhã seguinte os media iniciaram a sua propaganda, usando apenas as fontes policiais, para sujar a imagem do jovem e legitimar a acção do polícia, alegando que se tratava de um jovem referenciado por crimes violentos.
Com esta propaganda os media conseguiram transmitir a ideia de se tratar dum jovem violento que era uma ameaça para os agentes, e para a sociedade, bem como glorificar a polícia por mais uma "missão cumprida": assassinar um negro.

Como se não bastasse a idade de Kuku, 14 anos, para que este não pudesse ser considerado um criminoso violento, o mesmo foi referenciado como tal apenas por furtos, dos quais não resultou nenhuma condenação. Ainda que tal tivesse acontecido, em nenhum dos casos houve uso de violência. Tendo em conta aquilo os media têm propagandeado nos últimos meses como "criminalidade violenta" só prova que esta usa e abusa de tais critérios sem nenhum rigor para operar a sua propaganda racista e continuar a fomentar o medo dos imigrantes seus descendentes na opinião publica.

Segundo os jovens envolvidos na fuga, o carro em que seguiam já tinha sido furtado anteriormente, tendo estes, sabendo que estava abandonado, aproveitado o facto para nele se dirigirem ao bairro de Santa Filomena onde iam ver um jogo de futebol. Os mesmos disseram ainda que Kuku não trazia nenhuma arma consigo.
Tal como os restantes ocupantes do carro, vários amigos que estiveram com Kuku naquele dia, negam tê-lo visto com qualquer arma, e acrescentam ainda que nunca viram Kuku armado quer com faca, quer com pistola, e duvidam bastante que ele fosse capaz de apontar uma arma a outra pessoa e muito menos a um agente "Kuku era um puto.. ainda que tivesse uma arma, jamais a apontaria a um bófia". Eles descrevem-no como "calado, tranquilo, talvez até um pouco tímido".

Estes afirmam ainda que Kuku estava marcado desde um episódio em que, logo após acordar, e tendo dormido em casa, foi abordado pela polícia na sua porta, alegadamente por ter sido visto a conduzir um carro roubado nessa madrugada. Indignado negou qualquer relacionamento com o que quer que fosse que tivesse ocorrido naquela madrugada e ao ser agredido e arrastado pelo chão Kuku resistiu à detenção apelando aos seus direitos. A sua resistência originou ainda mais agressividade da polícia. Kuku tentou resistir e só a intervenção da mãe e outros familiares demoveu os agentes de quaisquer que fossem as suas intenções.

Kuku foi julgado e executado pela polícia à semelhança de Angoi, Tony, Tete, Corvo, PTB, etc. Nos últimos meses vários irmãos foram perseguidos e agredidos nas ruas, nas carrinhas e dentro das esquadras. Este não foi um acidente, nem um acto isolado, foi o desfecho que já esperávamos. Destes assassinatos e agressões nunca resultou uma única condenação. Pelo contrário a polícia têm sido aplaudida pelo Ministro da Administração Interna e pela opinião pública manipulada, pela propaganda racista dos media. Resta uma conclusão: face a esta impunidade a polícia tem "luz verde" para matar jovens negros em Portugal. Já não acreditávamos que fosse feita qualquer justiça nos tribunais mas agora sabemos mais que isso.
Num país que nem aplica a pena de morte, até um "criminoso violento" teria direito a um julgamento antes de ser executada qualquer pena. Mas para nós negros, a pena de morte está em vigor e a "justiça" não é lenta, é veloz feita na hora pela polícia. O nosso julgamento é feito todos os dias na imprensa matinal e no noticiário das oito.
Apelamos à mobilização de tod@s os irm@s contra a violência policial, a propaganda racista e contra a opressão autoritária. Se a impunidade, o conformismo e o silêncio continuarem os assassinatos continuarão também.

Apelamos também ao apoio à realização dum funeral digno para Kuku na compra do Cd dos Mentis Afro, duma T-shirt do Kuku, ou através de donativo para o NIB 0010 0000 27703050 0022 0. Para mais info escrevam para o mail indicado em baixo.


Plataforma Gueto. Sem Justiça não haverá Paz.

Plataforma.gueto@gmail.com

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

It's da sound of da police ...

ZAMBUJAL

Um jovem de 20 anos morreu após ter sido baleado na cabeça por um agente da PSP, durante uma operaçao stop realizada em 26 de Março de 2003, no Bairro do Zambujal, Amadora. Segundo a polícia, Carlos Reis foi mandado parar, mas desobedeceu à ordem.

-
BELA VISTA
( Setúbal )

Atingido por dois tiros de uma shot-gun disparada por um polícia, Manuel Pereira "Toni", acabou por morrer quando intervinha numa briga entre amigos. Foi a 20 de Junho de 2002, no Bairro da Bela Vista, em Setúbal,

-
COVA DA MOURA


A 5 de Dezembro de 2001, no Bairro da Cova da Moura, Buraca, um jovem de 17 anos foi baleado mortalmente por um agente da PSP. Ângelo Semedo tentava fugir à polícia quando foi atingido nas costas.



(...) retirado de bolognanihil.blogspot.com

Agente da PSP, que baleou Kuku este domingo, ainda em serviço... Amadora, Lisboa

MAIS UMA VITIMA DOS MERCENARIOS DO ESTADO

Um adolescente de 14 anos foi atingido pela policia com um tiro na cabeça, no domingo à noite num bairro perto de Lisboa, Portugal, e acabou por morrer segunda-feira às 6h10, devido aos ferimentos infligidos pela bala.

.

O jovem de nome Elson Sanches ‘Kuku’, é proveniente de uma família numerosa que só consegue sobreviver com a ajuda do Banco Alimentar.

.

Domingas Sanches, a mãe do ‘Kuku’, foi impedida de chegar ao pé do corpo do filho, que estava estendido no chão e ainda tentou correr atrás da ambulancia, mas foi impedida pela policia e só ficou a saber que o seu filho iria morrer quando chegou ao hospital e uma médica a informou que não iriam operar o seu filho, por ele não ter hipótese de sobrevivência.

.

Segundo a versão citada por fontes policiais tinha uma pistola na mão, mas tal versão é desmentida pelos amigos que negam que algum dos elementos do grupo tivesse armas. Os amigos de ‘Kuku’ dizem que fugiram à policia para não serem presos.
Ao que parece ‘Kuku’ foi morto quando tentou evitar a detenção de um amigo. A sua mãe diz que quer justiça. Quer saber quem é o policia que matou o seu filho, diz saber que ele não tinha nenhuma arma. “Se a polícia diz que o ‘Kuku’ estava armado eu quero ver a pistola. E vão ter de mostrar que tem a impressão digital dele.”

.

A Policia Judiciária está a investigar o caso e os jornais parecem dar mais importância ao facto dos jovens estarem referenciados por vários assaltos e são incompatíveis nas versões. Ao agente da PSP que vitimou o jovem foi aberto um «processo de inquérito disciplinar interno para averiguações» mas continua em serviço.

.

“Isto não fica assim” é a ameaça feita pelos jovens do Bairro.

Anónim@

.

<- castellano ->

.

UNA VICTIMA MÁS DE LOS MERCENARIOS DEL ESTADO

Un adolescente de 14 años fue alcanzado por la policía con un disparo en la cabeza el domingo por la noche en un barrio cerca de Lisboa, Portugal, y murió el lunes a las 6.10h a causa de las heridas producidas por la bala.

El joven, de nombre Elson Sanches "Kuku", proviene de una familia numerosa que sólo consigue sobrevivir con la ayuda del Banco de Alimentos.

A Domingas Sanches, la madre de "Kuku", le fue impedido llegar al cuerpo de su hijo, que estaba tirado en el suelo y aunque intento correr detrás de la ambulancia, también le fue impedido por la policía y sólo supo que su hijo iba a morir cuando llego al hospital y una doctora la informó que no iban a operar a su hijo, ya que no tenía ninguna posibilidad de sobrevivir.

Según la versión citada por las fuentes policiales tenía una pistola en la mano, pero esa versión ha sido desmentida por los amigxs, que niegan que alguno de los miembros del grupo tuviese armas. Lxs amigxs de "Kuku" dicen que huían de la policía para no ser encarcelados.

A "Kuku" le mataron cuando intentaba evitar la detención de un amigo. Su madre dice que quiere justicia. Quiere saber quién es el policía que mató a su hijo y dice saber que él no tenia ningún arma. "Si la policía dice que "Kuku" estaba armado quiero ver la pistola. Y van a tener que demostrar que tienen la impresión digital de él."

La policía judicial está investigando el caso y los periódicos parecen dar más importancia al hecho de que los jóvenes estaban fichados por varios asaltos y son incompatibles las versiones. Al agente de la PSP (Policía de Seguridad Pública) del que fue víctima el joven, se le ha abierto un "proceso de investigación disciplinar interno para investigaciones" pero continua en servicio.

"Esto no va a quedar así" es la amenaza hecha por lxs jóvenes del Barrio.

Anonim@




Publicado nos blogs: < A las Barricadas,

La Haine,

Kaos en la Red>




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pratos e Fitas - Filmes escolhidos, trás o teu filme... - Espaço Musas - Porto

Tarnac - França e o terrorismo de estado - Concertos e conversas em solidariedade - Almada, Porto - Portugal

Invasão da aldeia de Tarnac pela polícia a 11 de Novembro 2008

No passado dia 11 de Novembro, depois duma operação policial com 150 polícias antiterroristas, 1 helicóptero, cães – polícias (e também dezenas de jornalistas), foram detidas vinte pessoas em quatro locais de França (Paris, Rouen, no Este, e uma pequena aldeia do centro chamada Tarnac, onde algumas delas moram numa quinta comunitária), tendo ficado 10 detidas para interrogatórios. Actualmente, 9 pessoas estão a ser acusadas, sem provas, de "associação de malfeitores" e "terrorismo" por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V,

permanecendo duas em prisão preventiva.

A questão de Tarnac não é um erro judicial. Não apenas, pelo menos. É uma ilustração, a mais flagrante por ser a primeira, daquilo que se tornou a lei no momento do antiterrorismo. Onde o estado de excepção deixa de ser uma profecia para se tornar efectiva e visivelmente o regime em que vivemos. E claro que o facto de serem acusados de "terrorismo" faz parte de uma estratégia estatal para os isolar e os separar do resto da sociedade. Quem deseja apoiar pessoas que querem espalhar o terror? É, também, uma maneira de alimentar ainda mas o medo estrutural relativamente ao mundo do Capital e de aparecer como o único protector. "Não tenham medo dos terroristas (ou dos imigrantes, dos jovens, dos sem tecto, dos ladrões…), estamos aqui para vos proteger", diz o Estado. Nos tempos actuais, quando a democracia já não faz sonhar muita gente, perante a ideia de que o principal objectivo da vida é trabalhar e comprar mercadorias - o que já vem a ser questionado tanto na teoria como na prática - quando a crise já não é só económica mas também ecológica, ética, social - para usar o vocabulário da sociologia –e parece cada vez mas incontrolável, o Estado tem de apertar o controlo das pessoas à sua volta.

Por toda a França e noutros países, foram criados comités de apoio. Existe uma proposta do comité de apoio de Tarnac (www.soutien11novembre.org) no sentido de organizar, durante dez dias, de 15 a 25 de Janeiro, o máximo de iniciativas, concertos, projecções, debates, com o objectivo de não deixar esta questão cair no esquecimento, para que sejam reavaliadas as acusações que caem sobre os nossos companheiros e também para que sejam libertados os que se encontram presos. Isto permitirá igualmente anunciar e preparar uma grande manifestação nacional para dia 31 de Janeiro, em Paris.



Aqui em Portugal, prevemos que seja organizado :

DIA 15 - 21h: Conversa informal na COSA, em Setúbal (Rua Latino Coelho, nº2 cosanossa@gmail.com)

DIA 16 – 21H Debate no Centro de Cultura da Libertária, Almada, (Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto – Cacilhas, ateneu2000@yahoo.com)

DIA 21 – 21h30 Conversa na Livraria Gato Vadio, Porto (Rua do rosário, 281 – gatovadio.livraria@gmail.com)

DIA 24 – 13 h Almoço/Conversa e 16H

Concerto (com Gates of Hell, Howling Gale e Slaves to Rage – Metal) na Casa Viva, Porto (Praça Marquês de Pombal, 167 – casaviva167@gmail.com)


Contacto : solidariedade11novembro@gmail.com

Jornalistas Infiltrados [Tele 5] nos movimentos sociais - interceptados quando queriam provocar alarme social

Já pelo menos desde os tempos de Jesus Cristo (tenha este existido ou não), e da ocupação romana (Judas e os Zelotes [1]) que a infiltração em grupos de pessoas que procuram a justiça, é uma pratica por parte dos grupos de poder de forma a justificar o Estado Policial, mostrando às massas da população que se essas pessoas tivessem exito, o resultado seria o caos como desordem e destruição gratuita, o vandalismo e a violência pela violência, criando assim o pânico social conivente com o então necessário Estado Policial.

Quer nos EUA quer na Europa do Seculo XX, a infiltração de grupos de pessoas procurando a Justiça foi uma arma dominante. Estas operações foram levadas a cabo por conjuncturas de Serviços Secretos e membros de Grupos de Extrema Direita.
Nos movimentos Afro-Americanos (Quer pacifistas - Martin Luther King quer Black Panthers) a missão ficou a cargo da COINTELPRO[2], que incluia FBI, membros de Ku Kux Klan, etc.
Na Europa, a maior operação, chamada "Estratégia de Tensão", era a Operação Gládio [3], da NATO que incluia a própria CIA, membros de Serviços Secretos Europeus, e elementos de Grupos de Extrema Direita locais. Foram responsáveis, entre outras operações pelos Massacres de Piazza Fontana [4], Massacre da Estação de Bologna [5] em Italia em cordenação com a Ordine Nuova e a loja maçónica Propagande Due - P2 [6], ora os assassinatos de independentistas Bascos pelos GAL [7] de Espanha, acções de apoio ao Regime dos Coroneis na Grecia depois do Putch de 67, etc, etc.
Da Europa davam um salto a Africa, através da AGINTER PRESS[8], centro logistico da Rede Terrorista de Estado, camuflada de "Agência de Jornalistas" com sede em Lisboa. Foram responsáveis pelos assassinatos do Lideres da FRELIMO de Moçambique - Eduardo Mondlane, do PAIGC da Guiné - Amilcar Cabral, e do General Anti-Salazar Humberto Delgado. Com o apoio do grupo PALADINO[9] tomaram Cabinda ao MPLA de Angola.

Um documento da AGINTER PRESS "A nossa Actividade Politica" descoberto em 1974, descreve bem a intenção desta estratégia de infiltração e provocação:

"Acreditamos que a primeira fase de actividade politica deve ser criar as condições favoráveis à instalação do caos em todas as estruturas do regime... A nosso ver o primeiro movimento que devemos fazer é destruir a estrutura do estado democratico sobre a capa de actividades comunistas e pro-chinesas... Mais à frente, teremos pessoas infiltradas nesses grupos e obviamente iremos talhar as nossas acções pelo sistema de valores dos ambientes das redondezas - propaganda e acção de um tipo que parecerão emanar dos nossos adversários comunistas... [Estas operações] irão criar um sentimento de hostilidade para com aqueles que ameaçam a paz de cada e qualquer nação. [i.e. Comunistas]"
Assim, observamos, que as duas bases desta estratégia são as Infiltrações e os Jornalistas. O Video abaixo, mostra 2 "jornalistas", às ordens deste tipo de gentalha, neste caso, do canal de Televisão do membro da já citada loja Maçónica Propagande Due - P2 - Silvio Berlusconi, Tele 5, infiltrando-se entre jovens contestatários.

Este tipo de Jornalistas não se infiltram nas redes maçónicas nem de pederastas ao serviço das Casas Reais e altos mandos da politica e magistraturas, não. Infiltram-se entre os qu e procuram a justiça de modo a que as pessoas os odeiem, e assim, a injusta ordem em que vivemos continue, se necessário, à custa de Estados Policiais. Neste caso, pelo menos, os falsos jornalistas ao serviço da mnipulação são detectados e as suas gravações expostas:


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Grécia- Foi o disparo contra o polícia antidistúrbios orquestrado pelo estado?

[Tradução aproximada de uma publicação no Indymedia de Atenas, no dia a seguir ao disparo contra um polícia antidistúrbios em Exarchia. O texto a seguir é importante na medida em que parece refletir um sentimento partilhado pela maioria das pessoas do movimento anarquista e do movimento social antagonista do país. O estado grego parece usar alguns dos seus mais velhos e sujos truques com o objectivo, de mais uma vez, tomar a ofensiva. Afortunadamente, o nosso movimento tem um dos mais válidos activos - a memória colectiva. Nos Estados Unidos chamaram-lhe COINTELPRO, em Itália foi a estratégia de tensão, aqui é um atirador isolado dos (mas realmente disparando contra) os espaços que tentamos defender. Não esquecemos, não perdoamos, não seremos intimidados...]

Na madrugada do dia 5/1/2008, por volta das 3 da manhã, uma unidade da polícia antidistúrbios foi alvejada enquanto guardava o ministério da cultura na zona de Exarchia em Atenas. Eles falam de mais de 20 balas e uma granada de mão. O polícia ferido, dizem eles, foi salvo graças ao seu telemóvel que reduziu o impacto da bala que o atingiu no peito.

O nosso primeiro pensamento foi que qualquer indivíduo pertencente ao nosso movimento, não interessa a sua raiva ou o seu suporte a táticas de guerrilha urbana, não escolheria a área de Exarchia (nos últimos dias literalmente debaixo da ocupação da polícia) para executar um ataque deste tipo e pretender escapar seguro.

Por isso não podemos considerar coincidência o facto dos mass media, políticos e seus lacaios, terem vindo a construir uma atmosfera onde uma qualquer acção de vingança contra a polícia era iminente. Não podemos, como é óbvio, descartar a possibilidade desses incidentes ocorrerem - mas não somos loucos ao ponto de acreditar que pudessem ter lugar em Exarchia, ou no caso do incidente anterior (o disparo contra uma carrinha da polícia, alguns dias antes) no campus universitário de Zografou.

O estado, através dos seus porta-vozes, estava a preparar a opinião pública para uma qualquer acção “iminente” contra a polícia. A escolha do lugar do ataque (o ministério da cultura em Exarchia) de alguma maneira estragou-lhes a receita: um ataque numa área urbana tão fortemente vigiada aponta claramente os atacantes, que só podem estar directamente ligados ao próprio estado. Não será necessário dizer que esta gente não teria hesitação alguma em alvejar um dos deles - não é necessário um segundo pensamento sobre o porquê: a vida não representa nada para eles.

A sua acção mostra que estão a tentar neutralizar o clima do assassinato, a sangue frio, do Alexis Grigoropoulos, e a criar mais uma vez alguma simpatia para com a polícia - que neste momento é criticada na rua por quase toda a gente por tudo o que fazem. Estão a tentar criar, ao mesmo tempo, uma atmosfera de violência e terrorismo contra todos os que resistem de qualquer maneira possível.

A escolha de Exarchia, uma área que nenhum grupo revolucionário armado escolheria debaixo das circunstâncias actuais, constroi todas as associações necessárias na mente da sociedade - liberta as mãos dos polícias e juizes para a violência e as condenações contra o todo social… isto sempre na face do desemprego pendente e da crise financeira.

Já foram efectuadas 75 detenções, muitos ataques policiais contra residentes e transeuntes, enquanto existe também informação de buscas domiciliárias - muito útil pare eles.

Aproximam-se dias estranhos, o governo perdeu o controlo há algum tempo e agora lança a violência em grande escala - a violência da qual tem o monopólio.

Uma violência desproporcionada que enfrenta as pedras e os coctails molotof com toneladas de gáses químicos e balas (de borracha e regulares), os ataques dos revoltados com unidades do estado totalmente equipadas e treino militar.

A viragem pré-planificada à direita do governo (não é que antes não fosse já de direita, mas depois de ver o seu núcleo conservador passar à extrema-direita, endureceu ainda mais a sua retórica e as suas táticas de repressão) só pode ser confrontada com manifestações e actos massivos e unitários contra o terror do estado. Com respostas e confrontos mas ruas, com barricadas massivas. Com uma palavra política que falará das pessoas e das suas necessidades, da maneira como são senhoras de si mesmas, da maneira como se afastarão da liderança política autoritária dos partidos que ignoram a exigência persistente da libertação das amarras do estado, das pátrias e do capitalismo.

Sem acções precipitadas e de olhar atento no futuro imediato, precisamos de produzir ideias e propostas através das assembleias públicas para que a auto-organização das pessoas desde a base se torne visível, viável e possível - precisamente da maneira que muitos de nós testemunharam durante os dias da revolta em Dezembro.

Não há outra maneira - senão seremos derrubados, um após o outro.

Como provaram mais uma vez, são impiedosos.

http://www.occupiedlondon.org/blog/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Jovem de 14 anos baleado na cabeça por agente da PSP na Amadora, Lisboa

Família e amigos à porta do hospital


... mais um jovem assassinado pela polícia, mais uma vítima dos mercenários do Estado!!!!!!!!

Na sequência de uma perseguição policial, um jovem de 14 anos foi alvejado na cabeça ontem à noite na Falagueira, Amadora.

Situações como esta acontecem em diversos bairros sociais e ditos "problemáticos", cada vez mais sitiados pelas forças policiais, situação que reforça a pobreza e a segregação com mais repressão.

Os mass media justificam e reforçam constantemente a impunidade policial, divulgando quase unicamente as versões policiais, cumprindo também eles o papel de polícias. Neste contexto, é absolutamente normal que a polícia se sinta livre para continuar a matar.

Tal como na Grécia - onde a morte de Alexis despoletou uma verdadeira insurreição social generalizada -, em França - onde os subúrbios se revoltaram contra a morte de dois rapazes que fugiam da polícia - e em tantos outros pontos do mundo onde há assassinos fardados, só uma resposta à altura pode acabar com o terrorismo estatal.

Nenhuma agressão policial sem resposta!!!


English:

Youngster of 14 years old shot in the head by the police in Amadora (Portugal)
... one more youngster killed by the police, one more victim of the mercenaries of the state!!!
Following a police persecution, a youngster with 14 years old was shot in the head yesterday night in Falagueira, Amadora.
Situations like that happen in several slums called "problematic", more and more besieged by the police force, situation that reinforces poverty and segregation with more repression.
The mass media justify and reinforce constantly the police impunity, spreading almost only the police versions, doing themselves the role of the police. In this context, it´s absolutely normal that the police feel free to continue to kill.
Like in Greece - where the death of Alexis outburst a truly and general social insurrection -, in France - where the suburbs revolted against the death of two youngsters that runned away from the police - and in several others spots in the world where there are murders in uniform, only an answer to the height can end the state terrorism.
No police agression without an answer!!!
5th January

bófia de intervenção baleado em Exarchia, Atenas

Ontem de madrugada, pelas 3 horas, um bófia de intervenção foi baleado no bairro de Exarchia em Atenas. Exarchia encontra-se cercado pela policia.
Com a desculpa de procurarem suspeitos, inúmeras casas de anarquistas foram revistadas e dezenas de pessoas foram detidas (o número varia entre 75 e 100).
mais informação em :

domingo, 4 de janeiro de 2009

10 de Janeiro, 21h - Conversa em torno dos acontecimentos insurrectos da Grécia - Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia - Aljustrel

Gonçalves Correia

Dia 10, Sábado pelas 21.00, em Aljustrel haverá lugar para uma troca de ideias e conversa informal em torno dos acontecimentos insurrectos da Grécia.

«Que a revolta se alastre...


Da greve geral ao movimento dos estudantes, com os liceus fechados e as faculdades ocupadas, da greve dos presos aos motins de rua, a Grécia tornou-se o palco, de alguns meses para cá, de uma sublevação social sem precedentes desde a queda da ditadura.


Em Outubro, uma série de greves paralisaram o país, às quais se somaram mais de 150 liceus encerrados pelos estudantes. Ainda no passado mês de Novembro, deu-se uma greve de fome, sem precedentes, que envolveu mais de 7 000 pres@s. Estas lutas ultrapassaram as meras reivindicações corporativas, sendo acompanhadas de inúmeras acções directas e de movimentos contra a miséria imposta pelo Estado e pelo Capital.


No passado dia 6 de Dezembro, a morte de um jovem de 15 anos, Alexis Grigoropoulos, às mãos da polícia grega, serviu de catalisador para uma vaga de contestação social que se tem vindo a alastrar por todo o território grego. Sucederam-se as ocupações de universidades, escolas, câmaras municipais e sindicatos burocráticos, com a realização de assembleias e apelos à generalização da luta autónoma, sem mediação de organismos políticos e burocráticos. Nas ruas tiveram lugar manifestações e ataques contra os aparelhos repressivos do Estado (esquadras de polícia, tribunais, etc.) e do Capital (bancos, grandes empresas).


Por todo o mundo, multiplicam-se as acções de solidariedade. Para dia 20 de Dezembro foi convocada, pela Assembleia do Politécnico de Atenas, uma jornada de solidariedade com a revolta grega e de denúncia da repressão estatal contra os insurgentes.


Solidarizamo-nos com @s companheir@s em luta na Grécia, pois a sua luta também é a nossa: pela acção directa, contra um quotidiano de miséria e contra tudo o que nos oprime, para que assumamos a nossa própria vida de forma autónoma!


Pelo menos temporariamente, libertamos um espaço da sua condição de não-lugar, desafiando o valor sacrossanto da propriedade privada, porque as nossas vidas valem mais do que as leis e a economia.»


(um comunicado distribuído em Lisboa na Manifestação que aí teve lugar no dia 20.12)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Grécia: em luta contínua...


No dia 23 de Dezembro, Konstantina Kouneva, uma empregada de limpeza migrante da Athens Piraeus Electric Railway (ISAP) foi atacada com ácido sulfúrico na sua cara quando regressava a casa do trabalho. Ainda está em perigo. Mesmo não havendo provas concretas, a malta daqui sabe que o ataque contra Konstantina foi ordenado pela sua empresa empregadora, Oikomet SA, uma empresa sub-contratada pela ISAP. Desde a altura do ataque, tem havido gente solidária que ocupou os escritórios centrais da ISAP em Atenas (o blog da ocupação é http://katalipsihsap.wordpress.com/). Em Salónica, o Centro de Trabalho local (isto é, a sede do sindicato “mainstream”) também foi ocupada (o blog da ocupação é http://katalipsiergatikoukentrou.blogspot.com/). Ambas as ocupações organizaram uma série de manifestações, concertos solidários e acções de contra-infoamação (ocupando, por exemplo, o sistema de som de estações de metro para lerem comunicados sobre o ataque). Há uma manifestação a decorrer neste momento (sábado, 3 de Janeiro, 14h00) em Petralona, perto da casa de Konstantina.

2009 tinha apenas começado e já havia manifestações de solidariedade com os detidos por todo o país. Em Atenas, cerca de 1000 pessoas juntaram-se à porta da prisão Korydalos, com fogo de artifício e slogans solidários com os prisioneiros. Os participantes dizem que foi uma das manifestações mais emocionais desde há muito tempo.

O próximo grande encontro parece ser a da manif da educação, a 9 de Janeiro. É uma manif organizada por estudantes e professores do liceu e da universidade e é considerada um encontro importante para se ver como é que as coisas se vão passar daqui para a frente. A data da manif marca o 18º aniversário do assassinato de Nikos Temponeras, um professor que foi assassinado por gente da extrema direita (membros do partido agora no poder) à porta da sua escola, em Petras, que foi, nessa altura, ocupada pelos estudantes.

Mais de 700 mexicanos morreram em 2008 a tentar entrar nos E.U.A



Um total de 725 mexicanos morreram no ano passado a tentar entrar nos EUA, segundo um relatório do Grupo de Trabalho das Migrações do Partido Revolucionário Institucional apresentado na Câmara dos Deputados mexicana.«O número de mortos é praticamente de dois por dia, o que torna afronteira entre o México e os EUA não só a mais vigiada do mundo mas também o maior cemitério de emigrantes», referiu o coordenador doGrupo de Trabalho, Edmundo Ramírez Martínez.O documento indica que, em 2008, foram 700 mil os mexicanos que emigraram para os Estados Unidos. Assim, em média, a cada minuto doano passado um mexicano migrou para o país vizinho.

retirado do (Diário Digital)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Plataforma Abstencionista - Reunião Nacional, 10 de Janeiro - Biblioteca dos Operários - Lisboa




Reunião Nacional - dia 10 de Janeiro

Gostávamos de convidar toda a gente que subscreve o manifesto, se sente representada pelas ideias nele expressas ou quer ouvir com mais atenção o que esta plataforma propõe, a comparecer pelas 14h00 na Biblioteca dos Operários da Sociedade Geral (BOESG - rua das Janelas Verdes, nº 13 1ºEsq.), em Lisboa, para a primeira reunião nacional da Plataforma Abstencionista em 2009. A ordem de trabalhos provisória é a seguinte:
1- BALANÇO DO CAMINHO PERCORRIDO PELA PLATAFORMA ABSTENCIONISTA: ERROS, VIRTUDES, COISAS A CORRIGIR;

2- "SAIR PARA A RUA": FORMAS E METODOLOGIAS PARA LANÇAR ESTA PROPOSTA PUBLICAMENTE E NO "MOVIMENTO DE MASSAS";

3- ARTICULAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA PLATAFORMA A NÍVEL NACIONAL.



http://plataforma-abstencionista.blogspot.com/

Dia 31 de Dezembro - Manifestação em frente ao estabelecimento prisional de Lisboa


31 de Dezembro, Lisboa, Portugal –

manifestação selvagem de 17 pessoas em redor do Estabelecimento Prisional de Lisboa.

Gritámos frases contra a polícia, os guardas prisionais, as prisões e esta sociedade. Distribuímos flyers às visitas dos presos e a pessoas que passavam; fizemos barulho com um megafone, apitos e buzinas da bola, e lemos várias vezes um comunicado com o megafone, em diferentes pontos à volta do muro da prisão. Por alguns momentos ocupámos a estrada, ignorando os nervosismos da bófia, e deixámos algumas faixas em frente ao portão principal.

Vieram vários reforços da polícia, que tentaram identificar duas companheiras, mas que foram impedidos pela resposta imediata dos outros. No entanto, alguns dos companheiros acabaram por ser cercados e identificados, o que não estragou, nem nunca estragará, a nossa festa.

Estivémos lá para transmitir a nossa força aos que estão dentro das celas, para expressarmos a nossa vontade visceral de que não só a força, mas também a raiva, a revolta e a alegria, vindas de dentro e de fora, rebentem com os muros de todas as prisões.

Solidariedade com os companheiros rebeldes e com os presos em luta por esse mundo fora. Cá fora e na prisão, que comece a insurreição!


Anarquistas

- - - - - - - - - - -

December 31st, Lisbon, Portugal –

wild demonstration by 17 individuals around the Lisbon Prison (Estabelecimento Prisional de Lisboa).

We shouted against the police, the prison guards, the prisons and this society. We handed out leaflets to the prisoners' visitors and to passers-by; we made a lot of noise with a megaphone, whistles and football horns, and read several times a communiqué with the megaphone, at different spots around the prison walls. For brief moments we occupied the road, ignoring the cops nerves, and left a few banners in front of the main gate.

Several police reinforcements arrived, which tried to identify two comrades, but were prevented by the others immediate response. However, some of the other comrades ended up being surrounded and identified, but that didn't ruin, nor will ever ruin, our party.

We were there to send our energy to the ones inside the cells, to express our visceral desire that not only the energy, but also the anger, the revolt and the joy, coming from both inside and outside, blow up the walls of every prison.

Solidarity with the rebel comrades and the prisoners in struggle throughout the world. Inside and outside the walls, that insurrection begin!


Anarchists

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Manifesto Alternativa Libertária - Porto

"Nestes tempos de constante repressão, de liberdade e igualdade fictícia, em que as condições de vida se degradam e cada vez o desemprego e pobreza alastram a mais sectores da sociedade, ouvimos as mentiras dos nossos “representantes” em total passividade, sendo que a única certeza que temos é a da precariedade laboral, do aumento das horas de trabalho e do aumento do custo de vida, da perda de direitos e do aumento dos deveres cívicos. Sabemos também que enquanto assistirmos a todas estas desigualdades e injustiças pacificamente e sem nada fazer, não seremos mais do que escravos sociais, autênticas marionetas de um destino aleatório que não está ao nosso controlo, porque não nos esforçamos para que esteja.

Como grupo anarquista organizamo-nos numa estrutura horizontal, rejeitando qualquer princípio hierárquico ou vicioso. Somos um grupo aberto, aceitando todas as pessoas interessadas em trabalhar connosco desde que respeitem os nossos princípios funcionais e organizacionais.

Como anarquistas rejeitamos qualquer vanguarda iluminada que guie o povo e para qualquer rumo pré-definido que certamente, e como sempre acontece, favorece os poderosos em detrimento dos oprimidos. Assim sendo, não acreditamos em nenhum partido político, seja este de esquerda ou de direita, sendo que nenhum defende os verdadeiros interesses do povo, continuamente explorado e o manipulado, controlado a cada vez mais níveis, do alto do seu pedestal onde se encontram os políticos e os mais diversos interesses que à sua volta gravitam.

Rejeitamos toda a autoridade, seja esta de partidos políticos, instituições religiosas, forças policiais, etc. Rejeitamos também o capital como elemento que favorece a discriminação social e instiga tantas injustiças. Somos deste modo anti-autoritários, anti-estatais e anti-capitalistas.

Quando falamos de anarquismo, não falamos de um estado utópico em que tudo é perfeito, não falamos em caos ou desordem. Falamos sim em solidariedade e união, falamos na reivindicação activa dos nossos direitos, falamos na rejeição da autoridade ao serviço do poder, que nos torna em nada mais do que escravos do lucro, falamos em igualdade de direitos e deveres. Por anarquismo podemos depreender a não compactuação com injustiças, desigualdades sociais e discriminação.

Assim sendo, as pessoas devem tomar consciência que há mais para além da obediência cega generalizada, ou seja, há uma liberdade individual que é constantemente violada pela lei e pelo estado, sendo esta apoiada solidamente pela manipuladora comunicação social, que actua como a consciencializadora e (des)informadora por excelência do povo, fornecendo-lhe uma realidade distorcida, e actuando como uma mão invisível no controlo e manipulação das massas.

Pois enquanto as horas de trabalho aumentam, os salários estagnam e os direitos cessam, torna-se cada vez mais difícil viver dignamente. Ao mesmo tempo o terrorismo patronal aumenta, os patrões enriquecem e a procura do lucro é sobreposta à própria dignidade do trabalhador. A classe estudantil é ficticiamente apoiada e motivada de forma a seguir os seus estudos a nível superior com propinas exageradas para no final ser submetida a desemprego, e no caso menos mau, precariedade laboral, recibos verdes e instabilidade.

Enquanto trabalhadores e estudantes se continuarmos adormecidos e obedientes, desunidos e à espera que alguém nos liberte então nunca compreenderemos a verdadeira força que temos, uma força que nem as mais repressivas forças estatais conseguem controlar. Se não tomarmos consciência e não agirmos, nunca iremos sair da situação precária emque nos encontramos tod@s – a única solução é a união, a solidariedade, a luta e a revolta social."

al-porto@riseup.net

Solidariedade com o povo da Palestina


de M.H

SESSÃO SOBRE A PALESTINA - 6ª FEIRA, DIA 2, NA CREW HASSAN (Lisboa), ÀS 21,15h



SESSÃO SOBRE A PALESTINA
6ª FEIRA, DIA 2, NA CREW HASSAN, ÀS 21,15h
CREW HASSAN - RUA DAS PORTAS DE STº. ANTÃO, 159

CONVERSA SOBRE O DRAMA DO POVO PALESTINIANO

ANIMADA PELO MILITANTE DA CNT-PARIS, GEORGES, APOIANTE DA CAUSA DO POVO DA PALESTINA, COM
DIVERSAS VIAGENS DE SOLIDARIEDADE AO TERRITÓRIO, A ÚLTIMA DAS QUAIS HÁ
2 MESES.

INICIATIVA DA TERTÚLIA LIBERDADE - TERTULIALIBERDADE.BLOGSPOT.COM

PARTICIPA! DIVULGA!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Macacos 'vingam-se' e atacam treinador na China


Homem bateu num dos macacos com um pau, mas eles responderam.
Um dos macacos chegou a morder o treinador, segundo um jornal.

Após um dos macacos se recusar a andar de bicicleta durante uma apresentação na rua em Sizhou, na China, o treinador bateu nele com um pau. Porém, os outros dois macacos saíram em defesa do companheiro e atacaram o treinador, segundo o jornal "Telegraph".

De acordo com a reportagem, um dos macacos chegou a morder o treinador, enquanto o outro pegou no pau para atacá-lo. O jornal relata que testemunhas afirmaram que o macaco acertou na cabeça do treinador várias vezes com o pau, chegando a quebrá-lo.

O treinador teria dito para a plateia que acompanhava a apresentação que os "macacos poderiam acumular algum sentimento de ódio contra ele".

Segundo o jornal "Telegraph", a polícia local está a investigar alegações de maus-tratos. Apresentações com macacos são comuns em mercados e praças na China, mas organizações criticam o tratamento dado aos animais.

18 de dezembro de 2008

domingo, 28 de dezembro de 2008

Campanha contra o biotério animal da Azambuja!


Acção Animal (www.accaoanimal.com) inicia hoje (4 de Dezembro) uma campanha contra o novo Biotério Central da Azambuja (viveiro de animais para pesquisas), que terá uma capacidade de 20 000 a 25 000 animais que serão vendidos a universidades, institutos de investigação e empresas farmacêuticas. Custará 36 milhões de euros, dos quais 27 milhões são provenientes dos impostos pagos por todos.
Este dinheiro deve ser investido na investigação e implementação de novas alternativas e não no atraso da ciência.

Tendo em conta a ausência de ética e ineficácia existente na experimentação em animais, por favor não deixe de mostrar a sua indignação contra a construção do biotério, transmitindo a mensagem sugerida abaixo, por e-mail para:

geral@cm-azambuja.pt

com conhecimento para: geral@accaoanimal.com

Observação especial: Se não conseguir enviar por e-mail, utilize o formulário de contacto existente no site da CM Azambuja:

http://www.cm-azambuja.pt/azambuja/Geral/Contactenos

Pode ainda protestar por fax: 263 401 271
Ou por telefone: 263 400 400