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segunda-feira, 23 de maio de 2011

[Espanha] QUE SE VÃO EMBORA TODOS!

Somos muitos os que nestes dias confluímos nas ruas para protestar. Todos nos identificamos com a rejeição aos partidos políticos, com a rejeição aos sindicatos, aos empresários… Sobretudo demo-nos conta de que chegámos ao limite. Que estamos fartos de ser os párias deste mundo. Que não suportamos mais que uns poucos encham os bolsos e vivam como reis, enquanto aos outros apertem os cintos para além de todo o limite com o fim de manter a saúde da sacrossanta economia. Que sabemos que para mudar isto temos que lutar nós mesmos, à margem de partidos, sindicatos e demais representantes que querem fazê-lo por nós.

Acima de tudo, esta realidade está a exprimir uma questão fundamental que afeta o mundo inteiro: a contraposição de necessidades e interesses entre a economia e a humanidade. Isto foi entendido perfeitamente pelos nossos irmãos rebeldes no Norte da África, isto entendemo-lo hoje aqui agora que a situação já é insustentável para todos nós e saímos à rua para lutar. Aguentámos o insuportável, sofremos uma degradação das condições de vida como não acontecia há décadas. Mas finalmente dissemos basta, e aqui estamos, exprimindo a nossa rejeição a todo este sistema infernal que transforma a nossa vida em mercadoria.

domingo, 8 de maio de 2011

Repressão policial contra o Primeiro de Maio Anti-autoritário e Anticapitalista em Setúbal

 comunicado da AIT- Secção Portuguesa

O “Primeiro de Maio anti-autoritário e anticapitalista”, em Setúbal, foi convocado com um apelo à recuperação da tradição combativa e anti-autoritária do “dia do trabalhador”. Desta forma, procurou ser “uma mobilização não controlada por nenhuma força partidária, por nenhuma central sindical ou qualquer força de repressão e controlo do Estado”. Em larga medida, este objectivo foi conseguido. Numa altura em que os poderosos disputam ferozmente as migalhas que querem roubar aos que já pouco têm, uma manifestação que apontou outro caminho de luta e resistência teve de ser reprimida pela polícia.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

TERRA LIVRE 1º de Maio Antiautoritário e Anticapitalista: Comunicado (para demonstrar o ridículo das mentiras da) Imprensa

Somos um colectivo Anarquista da cidade de Setúbal que convocou e organizou a manifestação do 1º de Maio Anti-capitalista e Anti-autoritário. O nosso nome é “Terra Livre” e não “Rebeldes e Organizados”. O nome “Terra Livre” poderá ser visto nos cerca de 5000 panfletos e 1000 cartazes distribuídos e colados por todo o distrito de Setúbal a convocar o protesto. “Rebeldes e Organizados” era um dos escritos da faixa que levávamos à frente e que foi errónea ou propositadamente interpretado por gente de vistas curtas como o nome do grupo inteiro da manifestação. A frase completa era aliás “ Rebeldes e organizados, nós damos-lhes a crise ”

A manifestação não era legal nem ilegal: era uma manifestação pública convocada há cerca de um mês e que todos tinham conhecimento incluindo a Polícia, o Governo-Civil e Câmara Municipal. A prova disso foi a vigilância ostensiva das forças repressivas sob a manifestação. Se é uma questão de preguiça que fez com que os membros do governo civil não quisessem ter conhecimento da iniciativa não é problema nosso mas deles. São eles que, sendo pagos com o dinheiro roubado ao nosso trabalho sob forma de impostos, trabalham para nós. Não é suposto ser o contrário, mas se for, aproveitamos para dizer: Senhor Governador, está despedido!

terça-feira, 3 de maio de 2011

No passado dia 1 de Maio em Setúbal...

No passado dia 1 de Maio, dia do trabalhador, deu-se uma manifestação anti-capitalista e anti-autoritária exigindo a recuperação das nossas vidas, roubadas há muito tempo pelos vários aparelhos repressivos e exploradores da sociedade.
No final da manifestação, verificou-se um ataque cobarde e repentino por parte de meros mercenários do estado (também conhecidos como bófias) contra os manifestantes que apenas estavam nas ruas que a todos pertencem. Foram disparados tiros reais para o ar, tiros de balas de borracha, sem qualquer tipo de precaução por quem circulava na praça, e à queima-roupa, e ainda utilizado gás pimenta. Como se isto não chegasse, a bófia ainda fez uma caça ao manifestante, passando o resto da tarde em busca de indivíduos para puderem exercer mais um pouco da sua força e repressão.   
    Isto é uma prova irrefutável que o aumento de repressão é proporcional ao aumento de exploração, e da vida de miséria que nos obrigam a viver. Querem-nos manter calados, alienados e afastados uns dos outros, obedecendo às suas leis, e com um comportamento de fantoche, para que possam continuar a ter posse sobre as nossas vidas, e decisões.
    Felizmente, não foi isso que se verificou no dia 1 de Maio. As pessoas presentes naquela praça não se submeteram às ordens da autoridade vigente, e tomaram uma posição perante a sua domesticação e subordinação forçada. Ripostaram com o que tinham à mão, fosse bandeiras, ou pedras, e levantaram barricadas como maneira de autodefesa àquele ataque.
    Na luta contra qualquer tipo de controlo e repressão sobre a nossa vida, é necessário resistir, e contra-atacar. Apesar de nos quererem assustar, massacrar e calar, não é com este tipo de ataques que o vão conseguir, porque o medo é cada vez menor.
Resistindo, a busca pela liberdade e autonomia aumenta, e este tipo de ataques devem ser sempre ripostados, pois a vida é nossa, e é crucial tomá-la de volta.
Unidos e Organizados:

Em busca pela liberdade, e contra a corrente.

1º Maio PSP justifica disparos em Setúbal com hostilidade de um grupo de manifestantes

A PSP justificou hoje os disparos efectuados no domingo durante uma manifestação do 1.º de Maio, em Setúbal, com a necessidade de repor a ordem pública face à hostilidade de um grupo de manifestantes à chegada das forças de segurança.Falso. Quando desembarcaram da carrinha, fizeram-no cheios de pressa e vinham com as viseiras para baixo, em posição de combate. Trata-se de um procedimento normal de identificar pessoas que estavam sossegadas?

A "ordem pública" foi quebrada na sequência da chegada da polícia e dos seus propósitos agressivos; a sequência inversa não existiu.
Os incidentes ocorreram quando elementos da corporação foram chamados à zona da Fonte Nova, onde se concentrou um grupo de cerca de 70 pessoas do denominado "Movimento Terra Livre", que antes se tentou juntar ao desfile do 1.º de Maio, promovido pela CGTP, entre a Praça de Quebedo e a avenida Luísa Todi, em Setúbal.

Insistem na aldrabice. Em comunicado anterior já haviam referido terem sido chamados pelos moradores por causa do barulho provocado pelos manifestantes.

Testemunho 1º de Maio


Testemunho http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/4407

"Estive ontem em Setúbal e pude testemunhar pessoalmente (e até de bastante próximo) os acontecimentos no bairro da Fonte Nova. Para não variar, a PSP está a fabricar novamente uma versão à sua conveniência, somando vários pontos ao seu conto, de maneira a transformar a sua violência repressiva num gesto de defesa dos cidadãos.

A primeira coisa que deve ser destacada é que a manifestação - cerca de centena e meia de pessoas - percorreu toda a cidade sem qualquer incidente, sendo apoiada e saudada por vários setubalenses pelos quais passou e que receberam com interesse os panfletos distribuídos. Apesar de não ser acompanhada por qualquer agente da polícia, todos os automobilistas foram pacientes e respeitadores do direito de manifestação, aguardando enquanto o cortejo passava e demonstrando por vezes o seu apoio às palavras de ordem e às faixas. O mesmo aconteceu com os vários proprietários de restaurantes e cafés localizados no bairro da Fonte Nova, inclusive os que estavam no largo onde tudo viria a acontecer.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Convocatória 1º de Maio 2011- Manifestação Anti-capitalista e Anti-autoritária

1º de Maio de 2011 – Manifestação Anti-Capitalista em Setúbal
:: Chamada à recuperação da tradição combativa e anti-autoritária do “dia do trabalhador”::

{Chamada a uma mobilização geral}
Desde o grupo de pessoas que compõem o recém formado colectivo anarquista *Terra Livre* de Setúbal queremos convocar uma manifestação de indivíduos, grupos, colectivos, espaços ou sindicatos apartidários,anti-autoritários, anti-políticos ou autónomos para o Domingo 1º de Maio de 2011.
Desejamos fazer desta data um marco de mobilização não controlada por nenhuma força partidária, por nenhuma central sindical, ou qualquer força de repressão e controlo do Estado.
Desejamos recuperar o seu carácter de mobilização geral de trabalhadores, desempregados, estudantes e de todos quantos anseiam por uma sociedade nova, livre de violência capitalista, jogos partidários e repressão estatal.

segunda-feira, 21 de março de 2011

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Falsamente sofisticada e moderna, a sociedade dos poderosos, abusiva e egoísta, empurra cada vez mais a sociedade civil para longe dos centros de decisão, porque estes são exclusivos de banqueiros, grandes empresários e políticos, e das suas clientelas.

Eles montaram o sistema, criaram a crise, e é sempre à nossa custa que a querem resolver!

Como tudo aquilo em que tocam existe apenas para realçar o seu poder e lhes permitir mais lucros, sempre à nossa custa, eles transformaram tudo em mercadoria, com um preço que escapa à precariedade das nossas vidas.

Da nossa parte não podemos esperar nada dessa máquina de governar que não tem senão como objectivo acabar com a generosidade da vida. Não podemos permitir que se agravem cada vez mais as nossas condições gerais de existência, no interesse de alguns.

Auto-organizada e solidária, a sociedade pode exigir tudo: o direito pleno de uso e acesso aos transportes, à alimentação, à educação, à saúde, à habitação, à alegria de viver…

Que cada pessoa escolha os meios de usufruir a vida, agora confiscada pela finança e o poder. Seja qual for o modelo a seguir, será sempre necessário forçar o poder, através da auto-organização popular e libertária, a abrir a mão de ferro que guarda os privilégios, essa é a premissa-base da luta nos dias de hoje, sem a necessidade e preocupação de propor um modelo já construído de antemão.

terça-feira, 15 de março de 2011

A precariedade é o estado normal das nossas vidas sob o domínio do Estado e do Capital

Todos sabemos que a precariedade laboral, o desemprego e os salários de miséria não são um problema só dos jovens licenciados, mas da grande maioria dos trabalhadores. Portanto, reivindicar trabalho estável e salários dignos apenas para quem é jovem e tem formação universitária não poderá passar de uma piada de mau-gosto.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Destruição e Roubo do Jardim da Cosa - Setúbal

Antes                                                                           Depois

"Jardim" da COSA completamente destruído

Dia 15 de Fevereiro, uns quantos fiscais da câmara municipal acompanhados de bófia à paisana, chegaram à COSA e roubaram todas as plantas que tínhamos no exterior da casa. Não avisaram antes, não nos deixaram retirar os vasos para o interior da casa e destruíram uma boa parte deles ao atirá-los para dentro de uma carrinha. Tínhamos uma juca enraizada no chão que foi cortada à machadada.
Por suposta "ocupação ilegal da via pública". Quem conhece o nosso espaço sabe que as plantas estavam o mais junto possível à fachada da casa e o passeio é largo para que se possa passar, apesar dos carros todos.

Das duas uma: Ou estes gajos consideram mesmo que o importante é tirar as plantas às pessoas ou isto é mais uma vingançazinha sobre a Cosa.
Até uns tecnocratas inúteis deveriam ser capazes de perceber que, nos dias de hoje, criminalizar e perseguir quem pretende dar um pouco de verde à sua rua é um sinal descarado de má formação e, sobretudo, burrice. Vai contra aquilo que é natural num ser humano.
É sabido que nós temos posições «radicais»: como acreditarmos que ninguém deve poder mandar nas vidas, nas casas e nas ruas dos outros. Mas isto roça já o surreal... Como é possível que se empenhem em perseguir uns vasos e arbustos? E chamam a isso trabalho?! Porque é que não se (pre)ocupam com as ruas deles? Porque aqui neste nosso bairro as pessoas acarinhavam e respeitavam este jardim.

Daí que, por uma mera questão de lógica, nos pareça que aqui se esconde uma vingança mesquinha. Não nos apanharam em tribunal, não nos conseguem pôr fora daqui, não nos calam e nunca nos vão submeter. E nós ficamos ainda mais cientes de que vocês, figuras da autoridade, estão mesmo dispostos a qualquer coisa e nunca terão escrúpulos.

Acções legais destas são um claro exemplo de que está na hora de mandar estes gajos às urtigas e começarmos a recuperar e gerir a nossa autonomia.  Odiamos esta ordem, esta lei e aquilo em que querem transformar a cidade!

São a ligação e o amor que temos a esta terra que nos fazem querer lutar contra co-incinerações e resorts de luxo. E um dia vermos mais jardins selvagens a crescer!

Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cimeira da NATO em Lisboa: Nas vésperas da Greve Geral, o terror do Estado impôs-se sobre o protesto autónomo


A Cimeira da NATO, realizada nos dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, poucos dias antes da Greve Geral de 24 de Novembro, foi objecto de um conjunto de acções e manifestações de protesto, contra os quais foi mobilizado um conjunto inédito de meios policiais. A contestação contra a NATO e a guerra ficou claramente marcada pela divisão entre o protesto “autorizado” e “não autorizado” e pela separação preventiva entre meios de protesto ditos “violentos” e “não-violentos”.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Download em PDF:


http://www.freewebs.com/aitbas/bas/BAS_GreveGeral.pdf

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jornadas Anarquistas e Anarco-Sindicalistas – Porto - 15 a 17 Outubro 2010


PROGRAMA

15 Outubro (sexta-feira)

- 19.00h - ABERTURA: Boas-vindas aos colectivos e pessoas participantes -Apresentação dos objectivos das Jornadas - Informações adicionais sobre logística (espaços para bancas informativas, refeições, dormidas, etc.)

- 19.30h - DEBATE: “RAÍZES  E LEGADO DO ANARQUISMO E ANARCO-SINDICALISMO EM PORTUGAL – UON , CGT, UAP, FARP, etc…”

- 20.30h - JANTAR

quinta-feira, 2 de setembro de 2010