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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)



Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)

Descarregar em PDF: http://www.freewebs.com/aitbas/bas/BAS_35.pdf

terça-feira, 1 de junho de 2010

2 e 3 de Junho: Workshop de Somaterapia, uma terapia anarquista - BOESG, Santos, Lisboa


Comunicado da PAGAN a propósito dos ataques israelitas a barco turco de ajuda humanitária a Gaza!



Soldados israelitas armados até aos dentes, com apoio naval e aéreo, “venceram” activistas de apoio aos palestinianos cercados em Gaza, poderosamente armados … com materiais de construção, casas pré-fabricadas, medicamentos, cadeiras de rodas e material bélico afim.

Israel, tem beneficiado (aberta ou implicitamente) de todo o apoio político, económico e militar por parte dos países da UE e, nomeadamente, pelos EUA, no capítulo das atitudes militaristas contra os povos vizinhos e da sua política genocida contra os palestinianos.

Essa tolerância infinita permite que os israelitas continuem a contruir o Muro, a anexar território palestiniano, a asfixiar Gaza e a manter serenamente um arsenal de 150 bombas atómicas, em contraste flagrante com a atitude ocidental face ao Irão, que as não tem. Um prémio recente dado a Israel foi a sua integração, na última quinta-feira, 27 de Maio, na OCDE, que se pretende agregadora de países desenvolvidos e… democráticos.
Israel, tal como a NATO, faz parte do dispositivo militar estratégico dirigido pelos EUA. E, Israel, tal como a Turquia e o Paquistão constituem as peças essenciais da actuação dos EUA no Médio Oriente. Ainda em Novembro último o presidente do Comité Militar da NATO, Almirante di Paola esteve em Israel para estudar os métodos das “Israel Defense Forces” para liquidar civis, visando aplica-los no Afeganistão.

Não é possível continuar a tolerar Israel e o seu comportamento impune contra os palestinianos e os militantes pela paz à sombra do que os judeus sofreram às mãos dos nazis; do mesmo modo que ninguém pode castigar, os alemães de hoje, pelos crimes de Hitler.

Exigimos medidas concretas, imediatas, claras e efectivas contra Israel, entre outras:

• Livre acesso marítimo, aéreo e terrestre a Gaza, com a cessação do bloqueio pelas tropas israelitas;

• Criminalização dos responsáveis pelo assassinato de tripulantes e activistas do navio turco recentemente assaltado pelos israelitas; • Paragem da construção do Muro e fixação de um calendário para a destruição das partes já construidas;

• Devolução aos palestinianos de todos os territórios objecto de colonização israelita;

• Cessação de todo o apoio económico dos países da UE a Israel;

• Campanha europeia de boicote a bens israelitas (código de barras 729)

• Encerramento das representações diplomáticas e consulares de Israel na UE;
Lisboa, 31 de Maio de 2010-05-31

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO

Confrontos - Manifestação de 29 de Maio

Depois de uma manifestação calma durante a tarde de 29 de Maio, os largos milhares de participantes começaram a dispersar. Vários concentraram-se em bares, cafés, nas ruas em volta ou ficaram simplesmente a conversar.

A certa altura, na Rua Portas de Santo Antão, alguns polícias conduzem um senhor até a um carro, algemando-o. Várias pessoas começaram a juntar-se à sua volta, procurando perceber o que se passava. Ao que parece, o senhor estava a ser levado algemado porque não tinha pago um café.
Várias das pessoas presentes na manifestação, bem como outros populares, começaram a apelar à polícia para não ser tão dura. A tensão começou a subir entre a polícia, chegaram mais forças da (des)ordem e também se foram juntando mais pessoas em protesto contra a desproporcionalidade da actuação policial.


A certa altura, havia centenas de pessoas na rua a vaiar a polícia e a gritar palavras de ordem como "repressão policial, terrorismo oficial". A polícia, entretanto apoiada por elementos das brigadas de intervenção rápida (BIR), começou a impôr a ordem. Uma senhora idosa que apenas passava no local foi empurrada, caiu e quase desmaiou. Várias outras pessoas foram empurradas com violência, forçadas a abandonar as esplanadas, face ao encerramento do local pela parte das autoridades. Ninguém podia passar.
http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/1508


No momento seguinte, a polícia começa a carregar sobre as várias centenas de pessoas, que entretanto formavam uma barreira humana espontânea (muitos apenas por curiosidade) em frente à polícia. As bastonadas foram aplicadas indiferenciadamente sobre qualquer pessoa que não corresse o suficiente para fugir. Mas, melhor que relatos, estão aí as imagens para provar.
Fascismo nunca mais!"
http://pt.indymedia.org



Repressão da CGTP

Durante a manifestação a repressão foi outra, a polícia sindical foi sempre impedindo manifestantes anarquistas de participar na manifestação, ao que se foi cedendo sem qualquer provocação esperando por o fim da manifestação da propriedade da CGTP para entrar na rua. Ao fim de um tempo, foi-se descendo a rua pelo passeio, até que houve uma aberta no meio da manifestação e naturalmente e sem qualquer agressividade tentou-se entrar na rua onde a manifestação de protesto decorria, rapidamente a segurança da CGTP começou a empurrar os manifestantes e chegou a tirar a uma mulher panfletos anarquistas e a deita-los fora (ainda bem que não eram livros, ainda faziam alguma fogueira), após um burburinho, agressões foram trocadas e uma troca de insultos, lá nos fizeram o “favor” de nos deixar entrar na sua propriedade e foi-se descendo a rua tal como os restantes manifestantes.

O argumento que a manifestação pertencia à CGTP é no mínimo insólito, além do ridículo e abusivo que tal argumento é, vários grupos não afectos à CGTP participaram na mesma sem qualquer preocupação, mas desde o inicio o objectivo de dezenas de polícias sindicais foi a de não deixar os anarquistas, independentes e outros não-alinhados participar, como deixavam claro nos telefonemas trocados à nossa frente “sim estão aqui alguns, mas já estamos aqui para não os deixar entrar”.

Que ridícula a grande motivação de não deixarem meia centena de manifestantes participarem na manifestação, que pelos vistos tinha um proprietário, o proprietário do direito a protestar, para afinal bastar umas agressões para deixarem nos participar, se calhar só queriam molhar as sopas… Porque molhar as sopas em quem dizem combater… ‘tá de chuva….. Aí já são situações institucionais, legais e outros que tais

É bem sabido de como a greve e as manifestações estão hoje institucionalizadas e de efeitos que pouco passam o simbolismo, e são propriedades de sindicatos e não reivindicações directas nem expropriações dos operários que ficam um pouco a “toque de caixa” de patrões, estado e sindicatos que decidem décimas de percentagens em mesas onde nenhum deles pode chegar. Diminuíram a força anarco-sindicalista e dos próprios operários para ser dada força a um partido que desde cedo propôs como prioridade o fim da força operária e o inicio da obediência à ditadura bolchevique Russa e consequente extermínio da CGT em Portugal e aderência de todos os sindicatos à Internacional de Sindicatos Vermelhos, mas preocuparem-se quase 90 anos mais tarde com 50 manifestantes anarquistas e não-alinhados tal como se preocuparam com 100000 elementos da CGT de à 90 anos atrás é risível e nota-se a sua boa (triste) forma.
Sim as nossas reivindicações eram outras, mas o direito a protestar é o mesmo.

Contra o estado e patrões, pelas colectividades do povo, contra toda a autoridade, pela greve geral real e não por um dia sem trabalhar autorizado pelo estado e patrões, contra o capitalismo dos patrões e o capitalismo de estado, pela autogestão, pela liberdade.
É tempo de desmistificar o que é o anarquismo para todos, e fazer cair o preconceito que afecta todos os sectores da sociedade. É altura de beliscar até fazer mossa, o que queremos é uma sociedade horizontal, solidária e de apoio mútuo, de respeito pela individualidade e pela diversidade, de autogestão, sem fronteiras sem autoridade, ter nas nossas mãos o que é nosso, não é de patrões nem de estados. Não se pode apoiar um sistema corrupto, falido e explorador, não se reforma tal barbaridade. Uma democracia parlamentar é apenas ceder o poder aos outros, os nossos desejos, sonhos e liberdades. “Ser melhor que antes do 25 de Abril” não chega, acreditemos na nossa capacidade de sermos livres, donos do nosso destino, donos do nosso trabalho diferente dos moldes como existem hoje para servir apenas os outros, seja o estado da esquerda ou os patrões da direita.


SAÚDE E ANARQUIA!

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/1510




Manifestação CGTP


Polícia armada agride manifestantes à bastonada

Por Frederico Pinheiro

Intervenção da polícia agrediu cerca de 15 pessoas há momentos na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa. Os agredidos integravam a manifestação de protesto convocada para hoje pela CGTP



Segundo apurou o SOL a confusão começou devido a um desentendimento entre um cliente de um café e um empregado desse mesmo estabelecimento que chamou de imediato a polícia.

Logo de seguida chegaram cerca de 20 polícias, incluindo elementos do corpo de intervenção, armados com carabinas, para tentarem apaziguar os ânimos.

No entanto, no local encontravam-se centenas de pessoas que tinham participado na manifestação contra o Governo, convocada pela CGTP do dia de hoje, e após algumas trocas verbais, a polícia começou a agredir manifestantes.
Os membros do corpo de intervenção da polícia começaram a agredir as pessoas presentes no local com bastões e alguns elementos da polícia à paisana agarraram em alguns manifestantes, atirarando-os para cima de esplanadas e contra as montras dos restaurantes.

Cerca de 20 minutos depois da confusão se ter instalado, a polícia chamou reforços de modo a ajudar as restantes forças políciais a se retirarem do local.
A maior parte dos polícias no local não se encontravam identificados.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=174250



quinta-feira, 27 de maio de 2010

CONCENTRAÇÃO ANTICAPITALISTA: A crise dos poderosos é a festa do oprimidos

Patrões de todo o mundo, tenham medo, tenham muito medo.

Dos motins de 2001 na Argélia e na Argentina, ao incêndio dos subúrbios de Paris, à revolta generalizada na Grécia, uma história secreta tem percorrido estes anos: a guerra social regressou. Algo novo tem marcado esta primeira década do século: a revolta popular, tão inesperada como descontrolada, que afronta o Poder. Afinal a história não acabou. A guerra e as suas barricadas, até há poucos anos limitadas às periferias do império, vêm brotando nas grandes metrópoles do capitalismo supostamente rico, democrata e feliz.

Da nossa barricada - a dos explorados e despojados - surgem de novo belas perguntas: Como ocupar a rua de forma persistente e o que fazer dela? Como auto-organizar as nossas vidas? Como bloquear a economia para começar a viver? Do outro lado estão polícias, governos, patrões e exércitos. E todos dependem dos trabalhadores para manter a máquina a funcionar.

Pressentimos tudo isto quando vemos a Acrópole, como aconteceu a 5 de Maio na greve geral grega, envolta por uma declaração simples e sensata: PEOPLES OF EUROPE, RISE UP.

O internacionalismo está de volta e recomenda-se. É preciso sair do isolamento e demolir todas as fronteiras, estabelecer afinidades, reinventar a luta. A Grécia é mesmo aqui ao lado. A Grécia está em todo o lado.

Aqui, nesta zona do território europeu subjugada pela crise, as lutas têm sido reféns da obsessão legalista da esquerda parlamentar e dos sindicatos, de uma solidariedade vaga e que raramente se manifesta. No presente estado de coisas, toda a inteligência será pouca. Inteligência para comunicar e organizar, bloquear e sabotar, ferir o poder dos poderosos.

PORQUE A ÚNICA RESPOSTA À CRISE É O COMBATE

PORQUE ESSE COMBATE NÃO SE TRAVA COM AS MEDIDAS PONTUAIS EXIGIDAS PELOS SINDICATOS E PELA ESQUERDA REFORMISTA

PORQUE TEM DE SE ELEVAR O TOM DA LUTA

PORQUE ESTAMOS FARTOS DE MENDIGAR POR MAIS TRABALHO

PORQUE EXIGIMOS A RUA COMO NOSSA

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Terra de Nimguém, Espaço Anarquista, Lisboa - Sexta-feira, 28 Maio (19h) - Conversa sobre a destruição do trabalho

"[...] A apropriação das nossas vidas (do nosso tempo, do nosso espaço), um dia alcançada aos pedaços aqui e ali através da sabotagem e do absentismo, necessita hoje da invenção de um projecto novo e criativo que nasça da destruição do trabalho, tanto subjectiva como objectivamente. Precisamos de tempo para reflectir sobre aquilo que queremos fazer com as nossas vidas, e de espaço para descobrir os meios necessários para o conseguirmos, através da experimentação individual e colectiva. A vida à solta, um aventurar naquilo que é absolutamente outro, requer a destruição total não apenas do "meu" trabalho, mas do próprio conceito de trabalho e da economia enquanto base das relações humanas. [...]"



no espaço anarquista terra de ninguém

Rua do Salvador, 56 (à Rua das Escolas Gerais) Lisboa
http://www.terradninguem.blogspot.com/
terraninguem@yahoo.com
Horário
Sextas-feiras das 18h às 22h
Sábados das 15h às 20h
cartaz: http://pt.indymedia.org/sites/pt.indymedia.org/files/documentos/newswire/a_destruicao_do_trabalho.pdf

Entrevista al Centro de Cultura Libertaria de Lisboa/Almada por A Las Barricadas



Siguiendo con la serie de entrevista y reportajes sobre realidades más o menos próximas, pero poco conocidas. Entrevistamos a lxs compañerxs del CCL (Centro de Cultura Libertária) de Lisboa, para conocer de primera mano su situación como espacio y la realidad del país vecino. Aprovechando para recordar a la gente que tenga posibilidades de acercarse este fin de semana a Lisboa, que se celebra la III edición de la 'Feira do Livro Anarquista'

ALB Noticias- Para las personas que no conozcan el CCL, podríais explicarnos un poco la historia de los inicios del CCL, ¿cuando surge? ¿cuanta gente inicia el proyecto?

CCL- El Centro de Cultura Libertaria apareció en 1974, poco después de la caída de la dictadura en Portugal, a partir de un grupo de ex-militantes anarquistas que lograron sobrevivir durante casi cinco décadas de dictadura. No podemos precisar con exactitud cuántas personas iniciaron el CCL, pues ya no queda nadie de ese período ligado al ateneo, pero recordamos los nombres de compañeros como Francisco Quintal, Jaime Rebelo, Adriano Botelho, Sebastião de Almeida o José Correia Pires. Muchos de ellos llegaron a militar en el movimiento sindical revolucionario, que era muy fuerte en Portugal hasta la prohibición del sindicalismo libre decretado por la dictadura de Salazar en 1933, habiendo protagnoizado episodios de resistencia a la fascistización de la sociedad, como fue la huelga general insurreccional del 18 de enero de 1934. Muchos recibieron como pago a su resistencia libertaria largos años de internamiento en el campo de concentración de Tarrafal (en el archipiélago africano de Cabo Verde).


Para estos compañeros, tan pronto cayó la dictadura y se comprobaba que había condiciones de libertad de reunión, asociación y expresión, fue natural salir de la clandestinidad y protagonizar una vida militante libertaria activa. La fundación del Centro de Cultura Libertaria formó parte de este impulso, así como la organización de diversas reuniones y mítines anarquistas, el intento de reorganizar al Movimiento Libertario Portugués y más adelante las FARP-FAI (Federación Anarquista de la Región Portuguesa, parte de la Federación Anarquista Ibérica) y la edición del periódico "Voz Anarquista", con sede en el CCL.

Muchos de estos fundadores del CCL no tuvieron más años de salud y de vida para continuar su lucha. Además, el post-25 de abril de 1974 no era tan sensible a las ideas libertarias y prácticas como había sido el primer tercio del siglo XX. A pesar del período revolucionario que existía en el año 1974-75, los anarquistas no pudieron presentar sus propuestas ante la hegemonía del marxismo-leninismo en el movimiento social, y los intentos de reorganizar el movimiento libertario fueron fracasando uno tras otro.

Desde principios de los 80, se inicia una renovación generacional del Centro de Cultura Libertaria, que finalmente se consuma en la década de los 90, a través de proyectos independientes, pero siempre dentro de la lógica inicial de la acción cultural libertaria y en el intento de estimular un núcleo anarquista reflexivo y combativo.

ALB Noticias- A pesar de estar bastante cerca geográficamente, desconocemos la situación del movimiento libertario en Portugal. ¿Nos haríais un breve repaso por la situación actual: grupos, espacios, etc?

CCL- El estado actual del anarquismo en la región portuguesa es un poco precaria, aunque conserva algunos aspectos que son muy interesantes. En la actualidad hay sólo unos pocos centros sociales efectivamente anarquistas en Portugal, el Centro de Cultura Libertaria en Almada, más recientemente el espacio 'Terra de Ninguém' en Lisboa. Existe otra asociación de ecología radical con sede en Oporto, 'Terra Viva', que lleva a cabo algunas actividades sociales con la comunidad circundante: los niños, parados, sin techo, y que en sus acciones tratar de divulgar algunos de los principios del anarquismo.

En Aljustrel, en el sur del país, hay otra asociación, el Centro Cultural Anarquista Gonçalves Correia, donde algunos compañeros de la zona desarrollan sus actividades y editan la publicación anarquista 'Alambique'.

Casa de Setúbal Okupas de Autogestión (COSA), que tiene 9 años de existencia, y otra que fue ocupada recientemente en la misma zona de Setúbal, funcionan como espacios para la vivienda, aunque algunas actividades organizadas de forma esporádica.



La BOESG (Biblioteca de los Trabajadores y Empleados de la Sociedad General) con sede en Lisboa había alguna dinámica que se regía por principios anarquistas en los años 90 y principios del 2000, pero actualmente su actividad ha sido prácticamente nula.

Existen, así mismo, otros proyectos con un público más heterogéneo en el que colaboran otras sensibilidades, algunos de ellos de forma explícita (o ideológicamente) indefinidos que funcionan dentro del espacio Casa Viva, en Oporto. Algunas de estas personas desarrollan actividades puntuales con compañeros anarquistas.

En relación a grupos, podemos decir que hay un colectivo más formal que comprende una estructura ya existente, y otros informales. El primero sería la sección portuguesa de la Asociación Internacional de los Trabajadores (A.I.T.), este colectivo cuenta con miembros principalmente en Almada, Lisboa y OPorto.

En el Algarve existe una pequeña editorial llamada Sotavento. La Librería Letra Livre, en Lisboa, también publica algunos libros anarquistas.

También está la asociación cultural A Vida, que edita la revista Utopía, o el colectivo editorial que publica el periódico Coice de Mula.

Hay una gran solidaridad de unos grupos con los otros, y algunos proyectos que realizan conjuntamente, como la Feria del Libro Anarquista o cuando es necesario organizar manifestaciones o movimientos de solidaridad por cualquier situación que nos afecta a todos/as.



Imagen de la edición pasada de la Feria del Libro Anarquista, 2009.

ALB Noticias- Una curiosidad, en algunos lugares del norte de Portugal hemos visto protestas vecinales y sociales en las que el color predominante era el negro para pancartas, propaganda, etc ¿tiene alguna relación con el uso histórico de este color por el movimiento libertario?

CCL- En primer lugar debemos decir que, en general, los anarquistas, por aquí, han estado un poco lejos de este tipo de protestas que podemos considerar más básicas. Cuando decimos que en general, hay que dejar claro que a veces existe esa relación, pero de forma esporádica. Uno de estos casos, por ejemplo, fue la solidaridad demostrada por algunos compañeros de OPorto con la lucha contra las reformas del mercado Bolhão que pretendía transformar el mercado más popular de esa ciudad en otro centro comercial más, arrastrando para allá a todos los símbolos de el capitalismo moderno. Esto se debe a varios factores, como por ejemplo el hecho de que son pocos los que aún luchan por mantener viva esta idea en este pequeño rincón de la península.

Volviendo a la cuestión, en general, así que sepamos no hay relación entre el uso de estas banderas negra en las manifestaciones y el movimiento anarquista. Todo lo contrario. No hace mucho vimos a miembros de la extrema derecha haciendo uso en las calles de Lisboa, en duelo por la muerte de la familiar, contra la legalización del matrimonio homosexual en Portugal. Creemos, en consecuencia, que la bandera negra se utiliza más como un símbolo de luto en estas protestas, por lo que es una distorsión de la historia de la bandera de negra que viene desde la época de la Comuna de París.

ALB Noticias- Algunxs compañerxs hemos podido ver un documental [2] muy interesante sobre el anarquismo y el anarcosindicalismo en Portugal, ¿qué ha quedado de todo aquello? ¿qué influencias creis que ha quedado en el subsconciente colectivo?

CCL- Por desgracia, la fuerza del anarquismo y del anarcosindicalismo en las primeras décadas del siglo XX, registradas por los testimonios recogidos en el documental Memória Subversiva, fue aplastada por la dictadura establecida en Portugal a partir del 28 de mayo 1926 y que duró hasta el 25 de abril 1974. La dictadura pronto adquirió muchas características del fascismo, como la creación de una policía política, que a través de una red de agentes y numerosos soplones colocando a toda la sociedad portuguesa bajo vigilancia, frenando toda posibilidad de libertad de reunión, expresión o asociación; o la prohibición de libertad sindical y encuadrando a los trabajadores en sindicatos nacionales, verticales y corporativos. No menos importante fue el aparato de propaganda establecido ya en la década de 1930, que presenta al dictador Salazar como el "salvador" y los valores de "Dios, Patria y Familia", como las piedras angulares de la "nación portuguesa", inventado y difundiendo una idea de portugalidad que ha llegado a ser muy fuerte y que todavía está presente, y como elementos esenciales la ruralidad, la pobreza honesta, el respeto a la autoridad, y también la idea de un Portugal imperial que através de la colonización llevó la "civilización" al mundo.

La dictadura se aseguró el dominio con una alianza de fuerzas conservadoras - el ejército, la iglesia, los terratenientes y los grandes monopolios industriales - sobre el conjunto de la sociedad portuguesa y la continuidad de una sociedad cerrada y atrasada culturalmente, desde una economía dominada por los monopolios y predominantemente agraria y de expolio colonial de los territorios de ultramar bajo dominio portugués.

Lamentamos decir que después de estos cincuenta años de dictadura poco queda del anarquismo y del anarcosindicalismo en el subconsciente colectivo de los portugueses. Sus expresiones, duramente reprimidas, sobreviviendo principalmente en pequeños grupos clandestinos, siendo que, a partir de los años 50, el papel de la lucha contra la dictadura era cada vez más adoptada por el Partido Comunista Portugués Portugués, que se beneficiaba del apoyo directo de la Unión Soviética y del prestigio del mito del "socialismo real".

Y sí, tras Abril de 1974, la memoria del movimiento y de las luchas libertarias en Portugal todavía no ha manifestado, pero con todo ha logrado sobrevivir a las tres últimas décadas de la democracia y del capitalismo moderno.

ALB Noticias- ¿Cual es la relación del CCL y el movimiento libertario en general con el resto de movimientos sociales de Portugal?

CCL- El CCL es principalmente un ateneo libertario, el espacio físico donde diversas personas trabajan de forma individual y colectiva en favor de lo que son sus propias luchas y objetivos, dentro de una perspectiva que pretende ser libertaria. Funciona como una asociación y no como colectivo, ya que hay diferencias, y en ocasiones, divergencias en los métodos y prácticas de lucha. Como parte de este espacio, como participantes en el, no queremos hablar por otros espacios, colectivos o personas individuales. Una vez dicho esto, nuestra respuesta a esta pregunta parte de de nuestro propio primsa y nuestra relación crítica con los llamados movimientos sociales.

Para empezar a responder a la pregunta, la sociedad portuguesa en general, se ha acomodado a su propia vivencia cotidiana del capitalismo, impulsado por la entrada en la Comunidad Económica Europea en 1985 que dio lugar a entradas de capital y al desarrollo económico del país y que conduce a la dependencia económica grave que el Estado portugués tiene de los grandes poderes económicos del norte de Europa. Las personas se acostumbran a lo que no existía en el poder fascista y post-fascistas, con sus respectivas diferencias, que era el poder de compra que provenía de una abundancia mercantil nunca antes vista por aquí. El "dinero fácil" a través de préstamos bancarios o de nuevas oportunidades de negocio o la especulación fue generando esa acomodación, que forma parte de los discursos del poder intentan imponer como modelo de felicidad de ese bienestar económico basado en el comercio de productos que el propio capitalismo genera. Es así como vemos a la sociedad portuguesa, sin crítica, especialmente en las generaciones más jóvenes. Esto se manifiesta en la falta de un estudiante muy crítico con vehemencia contra los nuevos proyectos europeos de normalización de la educación.

A pesar de esta crítica, no queremos decir que estos movimientos sociales no existan. Ellos existen como tales, son las diferentes asociaciones que luchan por los derechos de los inmigrantes, los que luchan contra la homofobia, otros luchan por el derecho a la vivienda, u otros que tienen sus propios proyectos en el campo de la ecología, por citar sólo algunos de estos movimientos. Nuestra critica parte del hecho de que la mayoría de estas asociaciones o grupos van a remolque de los principales partidos políticos de izquierda, o perdieron su autonomía desde el momento en que reciben subenciones del Estado. En cierto modo, su carácter más radical se ha perdido desde el momento en que no hay desacuerdo real sobre cuál es el plan del Estado. Estos movimientos servin a propia idea democrática que trata de abarcar a todos los movimientos de derecha a izquierda, y satanizar y excluir a aquellos que sean diferentes a aquellos.

De hecho, hay una desviación de lo que podría llamarse el movimiento libertario de estos dichos movimientos sociales no comprendidas en la misma lógica. También es cierto que esta inserción no disminuyó su impacto social. Aquí la cuestión es cuestionar nuestro propio camino, y aquí es un hecho que los anarquistas, en su mayoría, no concuerdan con su inclusión en la lógica del estado, que los coloca, en cierta manera, a parte de los llamados movimientos sociales. Sin embargo, hay ocasiones en que se establecen las relaciones, como es el caso citado que participan en la lucha del mercado de Bolhão, pero esa relación siempre depende de la determinismos propios relacionados con, los tiempos, espacios o individuos, de acuerdo con las luchas que puedan suceder en un determinado sitio en un momento dado, e involucrando a determinadas personas.
El movimiento libertario, se suele decir, que no tiene un gran impacto social esta parte del mapa y esto se debe a varios factores que pueden servir, tal vez para un análisis más profundo de las causas sociales en las que trabajamos y lo que podría ser nuestro papel en estas circunstancias.

ALB Noticias- ¿Porqué quieren desalojar el CCL?

CCL- El Centro de Cultura Libertaria está en riesgo de desalojo porque pagaban una renta muy baja (unos 50 €), ya que tiene un contrato de arrendamiento de casi treinta años. Esta parece ser la principal razón para el desalojo por el propietario, ya que al retirarnos el espacio, podrá obtener beneficios económicos con él. Pero para poder justificar tal acción, alegó que el vecindario se queja del barullo que montan las personas que frecuentan el centro, que este ruido se prolongaba por la noche y que se hacían fiestas, entre otras acusaciones. Esta es, sin duda, la única manera legal que tiene el propietario de poner fin a un contrato de arrendamiento como el del CCL, ya que el mismo es vitalicio.



ALB Noticias- ¿Cómo ha sido la respuesta solidaria ente la posible perdida del CCL?

CCL- La respuesta de los compañeros anarquistas fue inmediata, tanto en términos de divulgación de la situación, como en términos de apoyo moral y financiero. Se escribieron algunos textos en conjunto, se organizaron varias acciones de solidaridad en Portugal y otros países donde llegó la noticia del desalojo y que permitirán pagar a los abogados a los miembros del CCL, así como el recurso de la primera resolución que fue desfavorable para la asociación. La solidaridad partió también de las personas que no nos eran próximas, acabando por fortalecer y dar importancia a la lucha por la manutención de este espacio vital para el anarquismo en Portugal.

ALB Noticias- En los últimos años se ha vivido una perdida de influencia del PCP (Partido Comunista de Portugal) y un avance del BE (Bloco de Esquerdas), en principio más permeable a los movimientos sociales, ¿cómo pensais que ha influido esto en los movimientos sociales y en el libertario en concreto?

CCL- Es cierto que la influencia del Partido Comunista Portugués ha sido mucho más fuerte de lo que es hoy en día. Sin embargo, hay un legado histórico de la lucha comunista muy arraigada en las estructuras sindicales portuguesas así como en la lucha estudiantil. El Partido Comunista controla la mayoría de los sindicatos y ahora su fuerza radica básicamente a ese nivel, tratando de mediar y controlar así las demandas de los trabajadores por una vía institucional para proteger el sistema democrático en el que están perfectamente integrados. A nivel de lucha estudiantil, apoyan a diversos miembros de asociaciones de estudiantes con el fin de ganar influencia en este entorno. Sin embargo, la juventud muestra cada vez más un completo desinterés por las Juventudes Comunistas, por varias razones. Una de ellas tiene que ver con las estructuras tradicionales que aún conservan. Otros tienen que ver con un desinterés general por la propia política.



En cuanto al Bloque de Izquierda (BE), el hecho es que se une y es la fuente de los nuevos movimientos sociales. Se constituyó de diversas fuerzas y tendencias de la izquierda, algunos de la izquierda radical. En un principio se hizo más atractiva para los jóvenes o antiguos militantes del Partido Comunista debido a la imagen que difunden de una izquierda moderna y que se debate de forma más actual con los problemas del capitalismo, la inmigración, los trabajadores, etc. El Bloque de Izquierda comenzó siendo un partido que haría solamente de oposición democrática, para más recientemente tener candidatos a la presidencia de la República! En cualquier caso, se ha convertido en una izquierda construida por los medios de comunicación social y que muchas veces usa este medio para difundir su imagen. Si, por una parte, reivindica como suyas ciertas luchas a través de los medios de comunicación social, por otro constipe y utiliza movimientos civiles satélites para difundir el partido y ganar más votos.

Los anarquistas, ahora como antes, siempre se han distanciado de cualquier partido o tendencia de izquierda, ya sea del Partido Comunista o el Bloque de Izquierda y su movimientos sociales satélite, pero no sucede lo mismo con individuos y colectivos que no tienen una ideología definida, que aceptan llevar a cabo proyectos con algunos de estos movimientos civiles que sabemos que serán controlados por la izquierda. Desde este punto de vista, hay una cierta influencia de estos movimientos sociales que impiden una lucha verdaderamente fuera de las instituciones políticas.

ALB Noticias- ¿La crisis inmobiliaria ha llegado a Portugal?

CCL- No somos expertos en economía, pero eso es lo que hemos escuchado. Y nos parece evidente que el sector inmobiliario y de la construcción - o más bien la destrucción de zonas populares y espacios naturales – sobrepasó con mucho los límites de lo razonable, construyendo casas que nadie va a comprar o habitar. Leemos en alguna parte que en Portugal hay cerca de 40 millones de viviendas para una población de alrededor de 10 millones de habitantes, siendo notorio que existen numerosas casas abandonadas y vacías, sin que los precios tiendan a disminuir. La especulación sigue siendo un negocio muy lucrativo y la situación en la que se encuentra el CCL es un buen ejemplo.

ALB Noticias- ¿Creéis que podéis aprovechar la crisis para poder resistir en vuestro o espacio, o abrir otro nuevo?

CCL- No creemos que la crisis nos ayude a abrir otro local. La verdad es que mientras las casas permanecen por años con anuncios de venta, los precios insisten en no bajar. Y lo mismo pasa con el alquiler, y debido a la crisis del crédito, hay cada vez más gente que alquila en vez de comprar. En cualquier caso, los precios deberían bajar drásticamente para que fueran accesibles a nuestras posibilidades.

Respecto a las posibilidades de resistencia, eso depende mucho más de nuestra fuerza que de la crisis inmobiliaria. Y estamos más acostumbrados a contar con nosotros mismos que con factores externos.

ALB Noticias- Desde hace un par de años se organiza la Feria del Libro en Lisboa,
¿participais?,¿cómo ha sido la acogida de estas dos primeras ediciones?


CCL- La Feria del Libro surgió de la necesidad de suplir una falta que existía desde hacía algunos años. Hace años había existido ferias o espacios para el intercambio de libros o publicaciones anarquistas, pero desde hacía algún tiempo que no había un espacio llamado Feria del Libro Anarquista. Así, el CCL en 2008 lanzó un llamamiento para constituir un grupo de gente interesada en la organización de una feria del libro. Varias personas asistieron a la primera asamblea. Se fueron dando forma en diversas reuniones que se llevaron a cabo, y que culminó en la primera Feria del Libro organizada por un grupo de personas de la zona de Lisboa. La segunda feria ya tenía una base más definida lo que facilitó un poco la propia definición de lo que era nuestra intención. A modo de anuncio, podemos decir que la tercera ya se está prevista para los días 21, 22 y 23 de mayo (este fin de semana). Creemos muy importante que este espacio sigua existiendo donde varias personas de los más variados lugares, puedan reunirse todos los años e intercambiar opiniones, experiencias y material publicado en varios idiomas, por ello nos proponemos seguir adelante con este proyecto. Podemos decir que las primeras ferias fueron un éxito, con espacio para los debates, pases de películas, talleres, exposiciones, música, sesiones de poesía e incluso cantos libertarios improvisados (al finalizar la feria del 2009, con una atmósfera indescriptible de celebración, con todo el mundo cantando al unísono en varios idiomas diferentes canciones libertarias y rebeldes). Varias personas vinieron de varios lugares, como España, Francia, Inglaterra, Holanda, etc. Para participar de una manera u otra en la feria. Esperamos que el tercera edición traiga a más personas y desde aquí aprovechamos para invitar a todos/as los/as que quieran venir.

ALB Noticias- ¿Cómo está la situación económica allí?

CCL- Hablar de la situación económica en un contexto en el que somos bombardeados por los medios de comunicación sobre una supuesta crisis en las que estamos todos inmersos es algo complejo. En primer lugar podemos decir que la misma crisis, que se intenta hacer pasar por nuestra, es una crisis de la insostenibilidad del capitalismo. Es algo que se fundamenta en bases muy endebles y que todo el tiempo se ve reforzado por mecanismos de violencia y opresión. Así es como el capitalismo se ha mantenido hasta la actualidad y la tendencia será hacia el fortalecimiento de esos mecanismos de control social para tratar de mantener de pie y no hundirse bajo el peso de las necesidades básicas de cada uno de nosotros. Es por eso que intentan ponernos un velo que esconda el hecho de las maquinaciones que preparan para mantener sólido y estable el imperio del capitalismo financiero global. El caso de Portugal es sólo uno entre muchos.

Lo que podemos decir es que la brecha entre quienes tienen mucho y los que no tienen nada, va en aumento. El Estado social se derrumba y las reformas un día conquistadas favor de esa idea social se han desbaratado a partir de una supuesta “necesidad” liberal de desahogar al estado, vendiendo el patrimonio, supuestamente de todos, a manos privadas que así consiguen lucrarse de ello. Huelga decir que aquellos que se benefician son una estricta minoría, que determinan la vida de cada uno de sus asalariados, que son la gran mayoría. Como anarquistas no revisamos esta idea de "bienestar" porque nuestro proyecto es distinto. Esas denominaciones sirven nada más que como propaganda de la ideología capitalista divulgadas a través de los medios de comunicación de masas y que intentan programar nuestro discurso a partir de sus ideas. Un ejemplo de ello es que desde el momento en que se empezó a hablar de crisis económica, toda la población tiene asimilado ese mismo discurso y todos “pasamos a estar en crisis”. La verdad es que esa crisis “de tod@s nosotr@s” se refleja de hecho en la necesidad del capitalismo de reformarse para mantener su estabilidad. Por esta razón, muchas personas perdieron sus puestos de trabajo, especialmente en el sector secundario, debido a la necesidad de trasladar los medios de producción a otros países donde los beneficios de la producción puedan ser mucho mayores. Otros trabajan precariamente debido al miedo que se pretende inculcar de la inminencia de la pérdida de trabajo. Nuestra idea pasa por una deconstrucción tanto de esa propaganda de masas como de las estructuras que permiten ese tipo de esclavismo moderno. En ese sentido, estando el capitalismo en crisis o no, hemos de empujar con todos los medios a nuestro alcance, para que caiga. Sólo de sus ruinas podemos imaginar algo nuevo.


ALB Noticias- Agradecer a lxs compas que nos han atendído, y recordar a la gente que quiera saber más sobre lo que sucede por aquel lado de la península, que recomedamos visitar, puede encontra más información en:

Blog del CCL http://culturalibertaria.blogspot.com

Información general sobre el movimiento libertario portugés http://redelibertaria.blogspot.com

Espacio Libertario de Lisboa http://www.terradninguem.blogspot.com

Colectivo libertario de Aljustes, Alentejo http://www.goncalvescorreia.blogspot.com

Espacio cultural sin fronteras, Oporto http://www.casa-viva.blogspot.com

Colectivo para la Ecología Social http://terraviva.weblog.com.pt

http://hipatia.pegada.net/index.php">Colectivo Hipátia, Oporto http://hipatia.pegada.net/index.php

Blog de la Feira do Livro Anarquista de Lisboa http://feiradolivroanarquista.blogspot.com

Contra o Capital http://contraocapital.blogspot.com

Indymedia portugal http://pt.indymedia.org



Notas:

[1] Manifestación del 25 de Abril Antiautoritario de 2007 que sufrió una dura respuesta por parte de la policía, y que mantiene a 11 personas con un proceso judicial abierto. Más información sobre el caso: aquí
[2] Desgraciadamente, el video pierde el audio a la mitad.


blog ALasBarricadas: http://www.alasbarricadas.org/noticias/?q=node/14115

terça-feira, 25 de maio de 2010

[Portugal] Crônica da feira do livro anarquista de Lisboa

A Feira do Livro Anarquista de Lisboa constrói-se ao longo de um ano inteiro. Foi assim também com esta terceira edição, que ocorreu no último fim de semana, só que desta vez fez-se sentir bem "a pressão que os meios estatais e midiáticos andam a exercer para criminalizar e isolar qualquer grupo ou iniciativa anti-autoritária" em Portugal.

O evento realizou-se num espaço diferente do que tinha sido planejado. Desafiando a solidariedade e o apoio-mútuo. Desafiando a cooperação e a auto-organização. Tomando a Praça, o Jardim... as Ruas!

Cumprindo integralmente a programação prevista, num local manifestadamente pequeno para conter toda a pujança de debates, apresentações de livros, passagem de filmes e as inúmeras bancas, com uma afluência de público que ultrapassou largamente a do ano anterior.



As paredes dos corredores do local da Feira travestidas das memórias de outras lutas, feiras... através de belos cartazes vindo de lugares distantes, sem fronteiras!

Esta Feira do Livro Anarquista foi organizada por um grupo diversificado de jovens anarquistas, mulheres e homens de corpo inteiro. Com entusiasmo e evidente êxito pariram esta mostra viva de quem se mantêm a lutar sem fazer consentimentos. Seja tomando a Praça, onde se fez um debate, se partilhou um jantar e se realizou o concerto previsto, seja tomando o Jardim onde aconteceram dois debates e apresentação de livros. Reconquistando o espaço público que é nosso. Apelando àqueles e àquelas que sintam afinidade em relação a uma postura de confronto e rebeldia perante este sistema nestes tempos assumidamente repressivos para quem está efetivamente em luta contra a exploração e a miséria.

Marcando presenças na Feira, bancas de distribuidoras de Madri, a Klinamen e o Grupo Editorial Pepitas de Calabaza, da distribuidora Al Margem de Valência, uma banca das Juventudes Anarquistas de Léon, todas da Espanha, o CIRA (Centro Internacional de Pesquisas Sobre Anarquismo) de Marseille, da França, uma distribuidora do País Basco, a Ahtez, assim como outras de Portugal.

Presentes companheiros e companheiras que vieram de Madri, Barcelona, País Basco, Valência, Reino Unido, Bélgica, França... De Portugal vieram compas de Coimbra, Porto, Setúbal... Cumplicidades já estão no ar e ficou a vontade de fazer uma feira do livro anarquista no Porto.

Do balanço dos debates ficou a idéia da importância de abordar o antimilitarismo, aprofundá-lo, pô-lo em ação. Também a questão do erotismo, do amor livre foi bem discutida, ficando no ar a importância da autenticidade na expressão e prática erótica, a libertação de tabus, mas também o respeito pela individualidade de cada uma e cada um. Sem pressões e com base na igualdade de gêneros, na sua diversidade... O(s) machismo(s) já longe... A certeza de que o amor livre é muito mais aquele que é dado/recebido numa base de igualdade e não tanto (e só) o sexo liberto (mas também). Abordado por diversas pessoas a questão do "namoro" e a pressão do grupo no sentido da censura a essa posição... Opiniões diferentes.

Também as refeições cozinhadas com carinho, coloridas e recheadas por risos, cumplicidades e abraços de quem se reencontra a cada ano... E os livros, acariciados, desfolhados, cheirados... Livros anarquistas!

E os cães? Eles não podiam entrar desta vez... Mas ao tomarmos as ruas, a praça e o jardim, lá apareceram com os “donos” e as “donas” também e, assim , em tão "hermosa companhia" nos deliciamos a ouvir histórias, testemunhos, divergências de opinião, pontos de vista acalorados, risos, lágrimas nos olhos da emoção... A paixão da anarquia!

Anarquista.

Comunicado da Feira do Livro Anarquista

A nossa solidariedade vai para aqueles que se mantêm a lutar sem fazerem concessões, nestes momentos em que os poderosos tratam de instaurar o medo.

A Feira do Livro Anarquista vai começar agora, num espaço diferente do que tínhamos planejado, e gostaríamos de reforçar o convite àqueles que sintam afinidade em relação a uma postura de confronto e rebeldia perante este sistema.

Enquanto iniciativa declaradamente anarquista, a Feira do Livro Anarquista também está a sentir a pressão que os meios estatais e midiáticos andam a exercer para criminalizar e isolar qualquer grupo ou iniciativa anti-autoritária.

São tempos assumidamente repressivos para quem está assumidamente em luta contra a exploração e a miséria.

Seja pela presença da polícia a impedir concertos ou por artigos de jornalistas que, de uma maneira já tão corriqueira, se lembram de fazer acusações a mais uns quantos, estamos conscientes de que nos tocou a nós, como tantas vezes tocou a quem luta de forma autônoma, seja em bairros pobres, seja quem não se limita apenas aos modelos de protesto "autorizados".

Apesar das diferenças nas posições e idéias de cada um/a, entre as pessoas que fazemos a feira do livro partilhamos uma descrença total neste sistema político, governamental e social.

Não queremos este mundo tal como está organizado, com as suas classes sociais e esta suposta paz, as hierarquias e o poder onipresentes, os racismos e segregações, estes centros urbanos e a destruição da natureza...

É à volta de temas como estes que nos queremos juntar, num encontro que tem como ponto de partida os livros, porque continuamos a dar importância à palavra escrita como ferramenta de comunicação e ataque!

Alguns indivíduos que constroem a F.L.A.

Sexta-feira, 21 de maio de 2010

agência de notícias anarquistas-ana

no arco-íris
os sonhos coloridos
a chuva leva

Núbia Parente

Poema

Vendem-nos a felicidade a peso, a crédito, e em suaves prestações mensais.
Tudo em nome do santo conforto e do prazer.
Não querem que nos falte nada.Preocupam-se comnosco!
Têm formulas para tudo, mas não conseguem explicar a beleza de uma flor ou o sorriso de uma criança.
Em nome dos " Monstros do Ego"
as florestas são devoradas.
Vidas inteiras são destruidas
e guerras são lançadas.

Não há limites para a sua fome.
O seu desejo é insaciável!



Vitor Carvalhais

Letra Livre edita - Como Triunfou a República de Hermano Neves



Como Triunfou a República

A Livraria Letra Livre acaba de editar, numa edição fac-similada, um dos mais interessantes livros sobre a Revolução Republicana de 1910. O livro «Como Triumphou a Republica» foi publicado pelo jornalista Hermano Neves logo após a Revolução, ainda em 1910, tendo tido então algumas reedições. A obra não voltou a ter qualquer edição nas décadas seguintes.
Esta obra detalha a participação popular nos acontecimentos que levaram à derrubada da monarquia muitos dos quais raramente referidos na restante historigrafia da Revolução republicana.
A nova edição é prefaciada pelo Professor António Ventura, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

FEIRA do LIVRO: Progama e alteração do Local

A Feira do Livro Anarquista mudou de espaço e vai-se realizar na BOESG
Biblioteca dos Operários ou Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada
Rua das Janelas Verdes, 13-1ºesq.
Santos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Em relação à tentativa de criminalização da Rede Libertária:

.......Cabe, em primeiro lugar, esclarecer uma vez mais que a Rede Libertária não é um colectivo, nem um partido, nem um grupo armado (!). Não tem fileiras, nem militantes, nem sedes, nem estrutura física nenhuma.
.......É uma ferramenta, que, através da internet, serve para aproximar pessoas que desenvolvem projectos afins ao anarquismo e serve também para comunicar publicamente as actividades que se vão fazendo, assim como, divulgar notícias que nos pareçam relevantes.

.......A Rede Libertária jamais poderá, portanto, ser uma organização que se desloque a manifestações ou receba financiamentos como, imbecilmente, o Correio da Manhã e a SIC referem.

.......Sim, no blog da Rede Libertária apareceu publicada uma imagem que criticava a imunidade e a inutilidade das figuras políticas portuguesas, perante a evidente injustiça social deste sistema.

......Essa imagem foi publicada em tom de sátira.

.......É abusivo, por isso, ter ocorrido uma rusga a uma casa privada, a apreensão de material informático e a acusação à pessoa em causa por "incitação à violência"!

.......Reiteramos o que foi dito em resposta a essa situação anterior: "O disparar para todos os lados da PJ acertou, aleatoriamente, num indivíduo que nada tem a ver com o projecto da Rede Libertária e, mesmo se tivesse, é pidesca a forma como a polícia entra, remexe, vasculha, leva o que bem lhe apetece, quando bem lhe apetece, como bem lhe apetece, sempre com o selo branco do Estado."

.......O que mais revela a ignorância e falsidade destas notícias é precisamente o desconhecimento quanto ao termo Libertário ou Anarquista.
.......De uma vez por todas, a extrema-esquerda faz parte do espectro político existente, feito de partidos e governos. Ser anarquista, por definição, representa não querer partidos políticos a governar, quaisquer que sejam. É não acreditar na necessidade da existência de um estado ou qualquer outra forma de poder hierárquico.
.......Logo, não somos de esquerda nenhuma!

.......Como tal, é evidente que não temos o objectivo de ameaçar um determinado presidente ou 1º ministro. Não queremos a existência desses cargos, por mais ou menos liberal que seja o político que os ocupe. Lutamos pela nossa auto-organização, sem estruturas de autoridade, pelo que é ridículo tentarem incriminar-nos pelo facto de estarmos contra este ou aquele governante em específico.



.......A Rede Libertária e seus visitantes gostariam de saber:


O que é que terá motivado esta nova onda de notícias sobre este caso que aconteceu em Setembro de 2009?


Porque é que se encara este post enquanto "ameaça explícita de morte"?


Porque é que se invoca a manifestação de 2007 especificamente, quando existem diversas noticias publicadas sobre os mais diversos assuntos no blog da Rede ?


Porquê esta tentativa de ligação entre eventos e informações tão distantes??

E porque raio é que uma notícia com tão pouco conteúdo que não seja especulativo aparece em, pelo menos, dois jornais de grande tiragem e um canal de televisão?




Em tempos que cheiram a ditadura,
contra esta e outras formas de opressão,

RedeLibertária.

Para mais informações contactar: redelibertaria@yahoo.com



quinta-feira, 6 de maio de 2010

[Grécia] Atenas, zona de guerra

[Três pessoas sufocaram até a morte, durante o incêndio no banco Marfin Eganatia Bank, durante confrontos entre protestantes e a polícia em Atenas.]

A marcha de protesto em Atenas, que marca o auge da greve geral convocada para 5 de maio, foi atendida por aproximadamente 200 mil pessoas (20 mil desses fizeram uma marcha sozinhos a mando do PAME), mas devido à falta de cobertura da mídia na greve geral, não existem estimativas concretas. Depois do PAME (Partido Comunista da Grécia), os manifestantes deixaram a Praça Syntagma, as primeiras linhas principais da marcha começaram a chegar perante o Parlamento com os primeiros confrontos em erupção no final da Rua Stadiou. A marcha, em seguida, atravessou o Monumento do Soldado Desconhecido, obrigando a Guarda Presidencial a recuar, e tentaram invadir o Parlamento, mas foram parados por forças policiais que hoje demonstraram uma atitude firme a fim de resolver particularmente os problemas contra os manifestantes. Logo, batalhas eclodiram em volta do Parlamento, com manifestantes jogando coquetéis molotov e pedras. Uma van blindada da polícia de intervenção foi incendiada, e a polícia respondeu com o uso prolongado de gás lacrimogêneo que logo fez a atmosfera de Atenas insuportavelmente irritante. Mais blocos de manifestantes chegaram à Praça Syntagma, e as batalhas se espalharam pelo centro da cidade e duraram mais de cinco horas.


Durante o conflito, muitos prédios públicos foram incendiados, incluindo a sede do condado de Attika. A mídia noticia que o andar do Ministério das Finanças estava pegando fogo e documentos vitais foram destruídos pelo fogo. Entretanto, o estranho é que o andar do Ministério das Finanças fica no quarto andar e as bombas de gasolina não alcançam até lá. O prédio está em perigo de colapso.

Segundo a imprensa, a maioria das estações de rádio e TV furaram a greve e voltaram a trabalhar às 14 horas (horário grego), devido aos eventos catastróficos. Eles alegaram que furaram a greve porque a morte das três pessoas (entre elas uma mulher grávida) ocorreu por causa dos manifestantes. No entanto, essa é uma afirmação sem fundamento. Um caso parecido ocorreu há 30 anos atrás, quando um incêndio no Prédio Kappa-Marousi na Rua Panepistimiou causou a morte de várias pessoas. Na época jogaram a culpa nos anarquistas, mas mais tarde foi provado que o fogo foi causado pelo gás disparado pela polícia.

Um vídeo do corpo de bombeiros tentando evacuar o prédio pode ser visto neste link:

http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/8661385.stm

Depois da trágica morte dos três trabalhadores, novos conflitos começaram na capital grega, com uma grande multidão na frente do banco queimado Marfin, quando o bancário-chefe do banco tentou visitar o local. Conflitos ocorreram entre a multidão e a polícia quando a linha de frente dos manifestantes tentou atacar o magnata bancário, acusando ele de forçar os trabalhadores que morreram a ficar no prédio e a não entrar em greve sendo que um pedido de evacuação do prédio já tinha sido dado desde às 12 horas (horário grego).

No Parlamento, o Partido Comunista da Grécia acusou o governo pelas mortes, dizendo que isso foi resultado de grupos fascistas provocadores. As alegações do Partido Comunista são baseadas no fato de 50 fascistas tentarem entrar no prédio do PAME com bandeiras fascistas da Grécia. Os fascistas foram expulsos, perseguidos e se esconderam atrás das linhas policiais. Acusando a extrema-direita por estar atrás das mortes, a Coalizão da Esquerda Radical declarou no Parlamento que o governo não pode fingir estar em luto pelas perdas humanas, porque atacar a vida humana por todos os meios possíveis sempre foi o que o governo quis.

Enquanto isso, os confrontos se estenderam em Tessalônica onde aproximadamente 50 mil pessoas marcharam destruindo dezenas de bancos e lojas na segunda maior cidade da Grécia. Confrontos com a policia durou por muitas horas. De acordo com o noticiário, anarquistas ocuparam o Prédio de Centro de Trabalho da cidade.

Em Patras, aproximadamente 20 mil manifestantes se juntaram aos motoristas de tratores e motoristas de caminhão de lixo, e barricadas em chamas foram erguidas ao longo das ruas centrais da cidade e confrontos ocorreram entre a polícia e os protestantes.

Em Ioanninna, os manifestantes atacaram bancos e lojas, fazendo a polícia usar armas de contenção. Em Heraklion, 10 mil pessoas participaram da marcha contra as medidas do governo. Em Corfu, manifestantes fizeram parte da marcha anti-medidas do governo e ocuparam a Sede do Condado. Manifestantes ocuparam o Prédio de Administração de Naxos e a Câmara Municipal de Naoussa.

Como resultado dos motins de Atenas, a polícia isolou todo o centro da cidade, construindo pontos de verificação de entrada e saída, enquanto todas as autorizações de trabalho da polícia foram recolhidos. Batalhas ainda continuam a acontecer no interior da cidade, enquanto os noticiários afirmam que a polícia está mobilizando as suas forças para invadir uma ocupação anarquista em Exarchia.

• Vídeo que mostra as forças de segurança destruindo vidraças de pequenas lojas e ameaçando os populares:

http://www.youtube.com/watch?v=hkQ4YsRlFxI&feature=player_embedded

Tradução > Luis, A Vingança!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Contra a Europa do Capital - 6 Maio, 18h00 - Porto



Concentração - Marcha Ibérica contra a Europa do Capital e as suas Guerras

Praça da Liberdade – Porto

Quinta-feira, 6 de Maio 2010

18h00


Andava o mundo inebriado na folia habitual, os de cima na cibernética engorda, os de baixo obrigados à trabalheira de fazer com que a economia real se aproximasse do virtual mundo financeiro. Em vão, que a ganância é como um ar quente e, na sua ascensão, julgou-se alma imortal, não se deteve, esticou demasiado a corda, rebentou a bolha.


Caiu? Nem por isso. Um primeiro e enganado olhar talvez o fizesse crer. Afinal, parecia que, do estrondo, um novo mundo surgia, atrelado àquele consenso de que, dali em diante, tudo teria que ser diferente. Um olhar mais profundo, no entanto, deixaria desde logo antever que o que se pretendia era fazer com que as inocentes contribuições para amparar a queda dos culpados continuassem a vir de baixo para cima.


Mas não chegava. Porque, já o dissemos, a ganância é como um ar quente que, na ascensão, se julga alma imortal e, na vertigem, prefere não olhar para baixo. Se a corda rebentou por cima à primeira, só deixará de lhe acontecer o mesmo se, à segunda, a pressão de baixo for menor.


Se os de cima continuam a esticar a bolha destruam-se os de baixo. Isto é tudo menos o mundo novo que nos prometiam candidatos a primeiro ministro e articulistas dos jornais mais conceituados da praça. Este não é mais do que o tal mundo inebriado pela folia habitual de ver os que têm e os que não têm a apertar os cintos em direcções opostas.


Neste canto da Europa, os 10,3% de desempregados, os milhares de imigrantes mantidos na barata clandestinidade e na integradora exploração, os milhões de mais ou menos precários com as misérias congeladas, os cortes sociais, a impunidade das enjoativas mais valias, são a realidade visível desse velho mundo novo. Onde os governos até podem ter a melhor das intenções mas onde quem manda realmente governa escondido em escritórios e conselhos de administração, entretido a garantir que a corda possa continuar a esticar sem que a bolha rebente de novo.


Numa altura em que o PEC dá mais um passo na consolidação desse amanhã que chora, em que os gastos directos de Portugal com a defesa aumentam 15,8% em relação a 2009, com a colocação, no Afeganistão, de 263 militares pagos com a redução dos nossos rendimentos, a PAGAN – Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO não tem como não se solidarizar com várias organizações ibéricas numa marcha contra a Europa do Capital e suas Guerras, que parte de Lisboa a 5 de Maio, passa pelo Porto a 6 para desembocar em Madrid dez dias depois.


Nesse sentido, convidamos-te a participar. Com o teu enfoque particular, ajuda-nos a dizer BASTA! Com faixas, bancas, flyers, tambores, bandeiras, apitos, refeições, o que quiseres. A concentração está marcada. O que lá acontece é opção de toda a gente que aparecer.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

[Portugal] “Sementes da resistência no abril de todos os dias”



[Em Lisboa, anarquistas protestam na data do golpe de estado do 25 de abril de 1974, que ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"; na véspera a polícia coagiu um festival contracultural de grupos punks e anarcopunks; ao mesmo tempo a imprensa portuguesa divulgava um documento com registros das atividades políticas de alguns anarquistas daquele país.]
"Não esquecemos não perdoamos". Foi sob este lema que individualidades e grupos diversificados de anarquistas e anti-autoritários portugueses prepararam a resposta "contra o terrorismo de Estado" num "25 de abril com nada a celebrar". E por isso ocuparam as ruas da baixa lisboeta no final da tarde do dia 25 de abril, "sem medo e sem lei", porque "a democracia é repressão e autoridade", afirmando, à plenos pulmões, que "não queremos um Estado militarista que, recorrendo ao poder nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos”.

Notícia completa>..Nos comunicados distribuídos à população intitulado “Chamada Anarquista - apelo à solidariedade com os que sofreram a repressão do Estado e à resistência”, podia se ler “não esquecemos não perdoamos" e “em solidariedade com todos os que lutam pela destruição do Estado, fonte primária de todo o terrorismo. Continuamos na rua... Sem medo nem lei!".
Já no fundo da Rua do Carmo/Rossio - local onde há três anos uma manifestação anti-autoritária e anti-capitalista foi alvo de intensa repressão, com a prisão de 11 manifestantes, a correr julgamento atualmente no Tribunal - partiram, ao som dos batuques, numa passeata pela baixa lisboeta que terminou, simbolicamente, na antiga Praça do Império, local atualmente freqüentado por muitos imigrantes e que constitui essa amálgama de povos que sonhamos ser, cidadãos do mundo já hoje.
...Repressão ao festival "Imune Fest”
...Mas, se desta vez a repressão do Estado não atingiu o grau de violência e brutalidade policial de 2007, não deixou de se verificar de forma insidiosa a sua presença nefasta, exercendo coação sobre uma associação popular com o intuito de impedir a realização do festival "Imune Fest", que foi cancelado em Lisboa por pressão da polícia exatamente na véspera do 25 de abril.O festival "Imune Fest" surgiu porque, segundo um comunicado distribuído, "somos imunes à opressão, imunes à apatia, imunes ao vosso controle da música", contando com a participação das bandas: Kostranostra (Anarcopunk de Valência), Gatos Pingados (Punk Hardcore de Almada), The Skrotes (Skate Punk de Lisboa), Massey Ferguson (Crust de Beja), Steven Seagal (Hardcore Oldschool de Lisboa), Ventas de Exterco (Punk Hardcore de Beja), Pussy Hole Treatment (Punk Trasher de Lisboa), Desobediência Geral (Anarcopunk de Lisboa). Na sexta-feira, dia 23 - um dia antes do festival - os organizadores foram informados pela Associação Boa União, local acordado para o concerto, que este não se realizaria ali, fazendo exigências despropositadas como alternativa, porque a polícia tinha ido lá e lhes tinha dito que não era aconselhável realizar naquele lugar o concerto porque "é coisa de anarquistas" e que eles "são piores que os nazis e integrantes dos “no name boys” e poderiam causar distúrbios". No final o concerto acabou por realizar-se na Ocupa Kylacancra, às 17h, em Palmela, Setúbal, com as bandas já anunciadas, disponibilizando-se, solidariamente, transporte para o novo local, menos acessível.
...Texto distribuido na Kyla Kancra:
...Todos temos os nossos objetivos. Seja viver uma vida pacífica com um dia a dia estável, seja contestar os valores da nossa sociedade com vista a empurrar o nosso mundo numa direção mais positiva e justa. Para todos vós as nossas existências estão ameaçadas. A vida como a conhecemos só tende a piorar. O Tratado de Lisboa permite o uso da pena de morte na Europa contra atos daqueles que se preocupam com um futuro melhor, uma polícia global foi criada a revelia do público com o objetivo de, sem responder às leis que votamos, estrangular as vozes de quem não se vê satisfeito com o estado da nossa sociedade.
Agora no dia 24 de abril de 2010, 36 anos depois do 25 de abril, a polícia impede a concretização de um concerto organizado pelos jovens que constituem o futuro do nosso planeta. De uma forma intransigente cancelam uma organização independente, sem fins lucrativos com o objetivo de promover a cultura e a interação de todos nós. 36 anos depois de se celebrar a liberdade de expressão e o fim da ditadura calam as nossas vozes com argumentos político-ideológicos. Aquilo que é o mais básico da dita liberdade de expressão é o argumento utilizado pelas forças do Estado para nos impedirem de vivermos a nossa vida.
Não queremos um Estado militarista que, recorrendo ao poder, nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos. Que o 25 de abril de 2010 não seja mais uma celebração dos anos passados mas sim uma ponte para um mundo mais justo, feitos para as pessoas e não para os interesses egoístas dum governo corrupto e distante do povo. Porque por mais que tentem somos ainda imunes ao dinheiro que gere este planeta, somos imunes ao vosso egocentrismo, somos imunes ao vosso ódio.
Polícia registra as atividades políticas dos anarquistas portugueses...
O relatório da polícia sobre a manifestação em 25 de abril em 2007 confirma que as forças da ordem têm registro das atividades políticas dos anarquistas portugueses, mesmo daqueles que não são arrolados no processo. A seguir matéria divulgada pelo Jornal de Notícias, intitulada “PSP relata "cadastro" político de não argüidos em processo”.
...Relatório policial identifica 30 pessoas estranhas a inquérito sobre manifestação do 25 de abril de 2007.
...Estes indivíduos não são argüidos nem foram identificados no inquérito criminal da manifestação do 25 de abril de 2007, mas aparecem identificados no respectivo processo, por alegadas ligações, na maioria dos casos, a movimentos anarquistas, de extrema-esquerda e ecologistas, que as autoridades associam àquela manifestação.......A maior parte das informações que a PSP (Polícia de Segurança Pública) juntou sobre aqueles cidadãos não tem relevância criminal; outras foram retiradas de processos-crime, em grande medida, sobre (outras) manifestações não autorizadas e ações "Okupa" - ocupação de casas devolutas. "Parece ter havido uma falha na preparação do relatório, porque deveria ter sido omitida a identidade das pessoas não constituídas argüidas no processo", comenta Paulo Henriques, da Faculdade de Direito de Coimbra. O relatório da PSP, de 29 de novembro de 2007 e assinado pelo então comandante metropolitano de Lisboa, Guedes da Silva, foi requerido por uma procuradora do DIAP de Lisboa, em 2007, após os confrontos, na zona do Chiado, entre o Corpo de Intervenção da PSP e participantes na "Manifestação antiautoritária contra o fascismo - contra o capitalismo".
A magistrada pediu informações sobre a "integração" dos 11 argüidos (um já falecido) do inquérito" em movimentos ou grupos tais como os citados no auto de notícia" - anarquistas e de extrema-esquerda - e registro de ações violentas e ilegais destes grupos. E juntou ao processo, que já é público, o relatório recebido da PSP.PSP aponta cartão da JCP (...)
...O documento começa por relatar fatos da vida de cinco dos 11 argüidos, sem que nenhum dos imputados - tentativas de furto em supermercados, ruído na via pública... - os ligue àquele tipo de grupos.
...O único fato "político" ali descrito decorre da integração de uma argüida num grupo que, na tarde de 25 de abril de 2007, atirou ovos e tomates contra um cartaz xenófobo do PNR, no Marquês de Pombal. Não se ficando pelos argüidos, a PSP começou por identificar seis dos atiradores de ovos. Ao primeiro da lista, imputou o incitamento à realização de seis greves e manifestações, em duas escolas secundárias. Mas sublinhou o ativismo político do jovem de forma mais curiosa: "Em 4 de novembro de 2006, participou o extravio de documentos, entre os quais se encontrava o cartão de militante da Juventude Comunista Portuguesa", apontou a PSP.
...Lei proíbe ficheiros políticos...
O relatório vai mais longe e identifica 24 pessoas que não têm sequer relação estabelecida com nenhum argüido. Contudo, participaram em ações de caráter político-ideológico: protestos contra cúpulas do G8 e a guerra no Iraque, ações contra os transgênicos, ocupação de imóveis devolutos... Tome-se o exemplo do cidadão belga J.D...
...A PSP não lhe imputa qualquer fato ilegal e muito menos com relevância criminal, mas identifica-o, por ele estar ligado ao grupo ambientalista GAIA, que terá membros comuns ao Verde Eufémia, que, por sua vez, terá destruído milho transgênico em Silves, em 2007. A PSP relatou que J.D. tinha 25 anos, recebeu um fundo da União Européia para colaborar com o GAIA, é licenciado em Ecologia e em Ciências Sociais e Políticas, esteve três dias em Rostock (Alemanha) a manifestar-se contra a cúpula do G8, participa em workshops da Rede G8 em Portugal. Este é um dos casos que levanta questões sobre como a PSP recolhe e trata dados dos cidadãos, sendo certo que a lei proíbe "o tratamento de dados pessoais referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical".
...O docente Paulo Henriques faz uma declaração de fé: "Quero crer que as atividades de recolha e tratamento de dados que as polícias desenvolvem têm lugar no estrito cumprimento da lei". O JN questionou a PSP, mas esta não quis fazer "qualquer tipo de comentário".Dos quatro advogados dos argüidos contatados, pronunciou-se Alexandra Ventura, que contestou que a PSP "registre e interligue informações de pessoas que nada têm a ver com o processo".
..."A PIDE [polícia política do tempo do fascismo, antes do 25 de abril de 1974] registrava informações das pessoas, mas não as divulgava…", comparou a jurista....agência de notícias




anarquistas-ana

Varrendo folhas secas
lembrei-me do mar distante:
chuá de ondas chegando.


Anibal Beça



segunda-feira, 26 de abril de 2010

1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista - Concentração - SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h


1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL, Largo da Misericórdia, 13:30h

Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.

Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.

Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.

Divulga e Aparece!

30 de Abril - 20:30 - Apresentação da Federação de Estudantes Libertárixs no CCL (Almada)


Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertárixs

Sábado, 30 de Abril, às 20:30
no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada


Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários

A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso.
Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.

Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier.
Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

* Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.
* Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.
* Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção
de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.
* Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.
* A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes.
Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.
* Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.
* A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.

Federação de Estudantes Libertárixs

Web: www.fel-web.org

Contacto: fel@inventati.org


domingo, 25 de abril de 2010

Festival cancelado em Lisboa por pressão da polícia em vésperas do 25 de Abril!!!


Na sexta, dia 23 (um dia antes do fest) quando nos deslocámos à associação boa união para arrumar o espaço para o concerto fomos informados que não poderíamos continuar ali.

Segundo eles a polícia foi lá e disse que não era aconselhável haver concerto porque "é coisa de anarquistas". A polícia disse também que como somos piores que nazis e integrantes dos no name boys podíamos causar distúrbios. A hipótese que nos queriam dar para continuar era arranjar uma licença de ruído e uma licença da SPA para cada banda...

De qualquer das maneiras esse espaço não vai receber mais concertos (pelo que vi já houve outros que foram cancelados).

Fica o texto do flyer que distribuímos ontem na kylakancra:

Todos temos os nossos objectivos. Seja viver uma vida pacífica com um dia-a-dia estável, seja contestar os valores da nossa sociedade com vista a empurrar o nosso mundo numa direcção mais positiva e justa.
Para todos vós as nossas existências estão ameaçadas. A vida como a conhecemos só tende a piorar. O Tratado de Lisboa permite o uso da pena de morte na Europa contra actos daqueles que se preocupam com um futuro melhor, uma policia global foi criada a revelia do publico com o objectivo de, sem responder às leis que votámos, estrangular as vozes de quem não se vê satisfeito com o estado da nossa sociedade.


Agora no dia 24 de Abril de 2010, 36 anos depois do 25 de Abril, a polícia impede a concretização de um concerto organizado pelos jovens que constituem o futuro do nosso planeta. De uma forma intransigente cancelam uma organização independente, sem fins lucrativos com o objectivo de promover a cultura e a interacção de todos nós.

36 anos depois de se celebrar a liberdade de expressão e o fim da ditadura calam as nossas vozes com argumentos politico-ideológicos. Aquilo que é o mais básico da dita liberdade de expressão é o argumento utilizado pelas forças do estado para nos impedirem de vivermos a nossa vida.


Não queremos um estado militarista que, recorrendo ao poder, nos abafa e força-nos a viver uma vida que não queremos, que nos impede de fazer o que queremos.

Que o 25 de Abril de 2010 não seja mais uma celebração dos anos passados mas sim uma ponte para um mundo mais justo, feitos para as pessoas e não para os interesses egoístas dum governo corrupto e distante do povo.


Porque por mais que tentem somos ainda imunes ao dinheiro que gere este planeta, somos imunes ao vosso egocentrismo, somos imunes ao vosso ódio
.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Chamada Anarquista: 25 Abril CONTRA o Terrorismo de Estado

25 Abril CONTRA o Terrorismo de Estado -

CONCENTRAÇÃO
dia 25 de Abril, pelas 17 horas, no "Triângulo" - fundo da rua do carmo/Rossio

NÃO ESQUECEMOS NÃO PERDOAMOS

Em solidariedade com todos os que lutam pela destruição do estado, fonte primária de todo o Terrorismo.

Continuamos na Rua... Sem medo nem lei!

Conversa: "Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal", Salamanca


Sábado 24 de abril, 18:00:
"Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal", a cargo de la sección portuguesa de la AIT (AIT-SP)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Esta 6ª na Kylakancra


Dia 23 de Abril (sexta-feira) 22h

Kylakancra (Setúbal)


Concerto Benefit para a Feira do Livro Anarquista

Kostranostra http://www.myspace.com/kostranostrapunk

Mário "O Trovador"
http://www.myspace.com/mariotrovador1