quarta-feira, 30 de junho de 2010

4 de Julho em Cascais, 10 de Julho no Porto : curso teórico e prático de serigrafia


os passos necessários para se montar uma tela de serigrafia, revelar e imprimir o motivo.
aparece e divulga vem aprender a imprimir tu mesm@ as tuas roupas, posters, autocolante, o que te lembrares.



Domingo dia 4 julho em Cascais (r. francisco arouca 202A 1º esq.) para info/marcações - farwestnoizes@sapo.pt - 914853571

Sabado Dia 10 Julho no Porto - Casa da horta ( http://casadahorta.pegada.net ) info / marcações - casadahorta@pegada.net - 222024123 / 965545519

terça-feira, 29 de junho de 2010

Às quintas na COSA- dia 1 de Julho:


20h- Jantar Benefit para António Ferreira (www.libertemferreira.no.sapo.pt)

21h30- Projecção do documentário
"MEMÓRIA SUBVERSIVA"
Anarquismo e Sindicalismo em Portugal 1910-1975


Um documento sobre a história do movimento libertário português e o seu enquadramento no contexto da realidade internacional de épocas sucessivas.

Na Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada

Rua Latino Coelho, nº2
Bairro Salgado

Setúbal

G20 e G8: protestos em Toronto, Canadá


[Canadá] Milhares de pessoas protestam em Toronto contra o encontro do G20 e do G8

Mais de dez mil pessoas marcharam neste sábado (26) em Toronto contra o encontro do G20 (países ricos e alguns emergentes) e do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo) na maior manifestação em uma semana de protestos contra o encontro de cúpula dos países do G20 e do G8.

Grande parte dos manifestantes marchou pacificamente, organizados pelos sindicatos e ONGs, mas centenas de anarquistas entraram em confronto com a polícia, quebrando vitrines de lojas, bancos e incendiando pelo menos dois carros patrulha da polícia e destruindo com paus dois carros de emissoras de TV. Outros três veículos de luxo foram danificados no centro financeiro de Toronto.





Milhares de policiais, parte deles dotados com equipamentos ant
idistúrbios, foram mobilizados a pé, de bicicletas e a cavalo para dissuadir qualquer concentração de ativistas. Helicópteros sobrevoaram a passeata constantemente.

O Canadá gastou mais de um bilhão de dólares para garantir a segurança das cúpulas do G8 e do G20, com a esperança de evitar graves distúrbios.

A cidade de Toronto foi dividida em zonas coloridas conforme o nível de segurança: vermelha, onde ficam as autoridades e cujo acesso está proibido para o público em geral; ama
rela, onde há acesso parcial; e verde, livre.

Nas zonas vermelha e amarela foram instaladas cercas de metal e barricadas para impedir a entrada de pessoas não autorizadas. O policiamento é mantido de forma ostensiva. Para passar, é necessário ter um documento expedido pelas autoridades de segur
ança do Canadá e dos países que integram os dois grupos. Estrangeiros são revistados com freqüência.

Já na sexta-feira (25) milhares de pessoas se manifestaram pelas ruas de Toronto em protesto contra o G20 e o G8 realizado em Huntsville, a 200 quilômetros de distância de Toronto. Com palavras de ordem relativas aos indígenas, aos imigrantes, aos direitos humanos, a proteção do meio ambiente, dos direitos dos homossexuais e a luta contra a pobreza, os manifestantes partiram do centro da cidade e se aproximaram do perímetro de segurança estabelecido em torno do Centro de Convenções de Toronto. A manifestação transcorreu de man
eira pacífica, sem incidentes importantes.

Ainda na sexta-feira a polícia invadiu casas de ativistas a procura de dispositivos incendiários. Há relatos que algumas pessoas foram presas. Ônibus que traziam ativistas da CLAC (Convergência Anti-Capitalista) de Montreal e Quebec para participar dos protestos deste sábado foram interceptados.

Estima-se que desde 18 de junho, mais de 40 pessoas foram detidas por assuntos relacionados com as cúpulas do G20 e do G8.
(agência de notícias anarquistas-ana)



Manifestação pela Soberania Indígena, antes da cimeira do G8 e G20.


contra-manifestação, 26/06


sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Actividades no Terra de Ninguém este Sábado - Lx

Sábado, 26 de Junho

16h - Apresentação da publicação

A céu aberto: decidindo os nossos próprios passos


Porquê a criação de um clima de criminalização dos anarquistas? Serão os anarquistas, hoje em dia, um problema para o Poder? Será suficiente falar de Durruti ou Émile Henry para se ser uma ameaça? Ou esta criminalização existe para impedir que se tornem um problema?

A democracia afirma a plenos pulmões que qualquer um é livre de exprimir as opiniões que quiser, incluindo as mais radicais. O importante é permanecerem opiniões, ideias separadas de quem as tem e da sua prática. Temos o direito de falar de anarquia, desde que não a vivamos.

Porquê então esta obsessão mediática e policial (que prepara a perseguição judicial) pelos anarquistas? Certamente não é pelo que já são, dado que hoje não são grande problema, mas antes pelo que representam neste início de século: um incêndio sempre possível. As ideias de autonomia individual e colectiva, de conflito contra organizações autoritárias e instituições, de revolta alastrada, de auto-organização das lutas, de insurreição, são ideias potencialmente detonadoras; mas, como todos os detonadores, precisam de matéria explosiva, existente na situação social. Hoje a sociedade aparece pacificada, mas os senhores da obediência e da resignação sabem que esta paz social é instável.



Neste momento, num contexto de apatia mercantil e de submissão democrática ao Poder, quem quer que continue a defender a necessidade de insubmissão torna-se visível aos olhos da repressão. E visíveis se tornam também os gestos de insatisfação, os actos de rebelião contra o trabalho, a escola ou o desemprego, os ataques anónimos e dispersos contra os aparelhos de controlo e domesticação. Para tudo aquilo que escape à resignação e à sedimentação social, o Estado reserva uma atenção mais incisiva e perseguidora.




20h – Jantar Risotto, benefit para o espaço anarquista terra de ninguém.


Link para a publicação: http://www.4shared.com/document/0vJhXGHh/a_ceu_aberto.html


espaço anarquista terra de ninguém


Rua do Salvador, 56 (à Rua das Escolas Gerais), Lisboa
terraninguem@yahoo.com ..... terradninguem@blogspot.com

Jantar e Filmes/Documentários às quintas na COSA - Setúbal

Quinta-feira 24 de Junho:

20:00h: Jantar

21:30h: Projecção de documentários.

- Bolhão 2008
- Ser conserveira

(Dentro em breve será publicada a programação para as seguintes quintas-feiras, sendo que o jantar é sempre às 20:00h)

COSA. Rual Latino Coelho nº2, Bairro Salgado, Setúbal
Notícia completa

terça-feira, 15 de junho de 2010

19 e 20 de Junho - CCL Almada - Contra o muro da Cisjordânia!!! Contra todos os muros e fronteiras!!!


19 e 20 de Junho - 16h30 - Contra o muro da Cisjordânia!!! Contra todos os muros e fronteiras!!!

no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto
Cacilhas - Almada
19 de Junho – 16h30m

Dos "Anarchists Against the Wall" (Israel-Palestina) para a comunidade de "Tamera" (Portugal). O que podemos fazer para acabar com a guerra no Médio Oriente?

Apresentação do filme "Democracy isn't build on demonstrators bodies" (30 min.) sobre a ocupação na Palestina e a resistência anarquista contra essa ocupação, seguido de conversa com Uri Ayalon, jornalista e activista anti-globalização e um dos fundadores do movimento israelita contra o muro na Cisjordânia. Nos últimos três anos tem sido estudante no Biótopo de Cura de Tamera. Irá falar sobre a ocupação em Israel-Palestina e sobre diferentes métodos para a criação de um novo futuro na "terra prometida".

20 de Junho – 16h30m

Passagem do filme "Mur" (96 min.)

Documentário de Simone Bitton que dá uma visão do aprisionamento e isolamento que o muro de separação da Cisjordânia traz a israelitas e palestinianos. Linguagem: Hebraico, Árabe e Inglês Legendas: Inglês.

Algumas acções de solidariedade além fonteiras com os processados da manifestação de 25 de Abril de 2007:


28 de Abril – Salamanca (Espanha) – Companheiros da CNT-AIT manifestaram-se em frente ao Consulado de Portugal, distribuindo informação aos transeuntes e entoando cânticos contra o Estado português e a polícia, apesar da proibição policial do uso do megafone.

29 de Abril – Kiev (Ucrânia) – Membros do sindicato estudantil “Acção Directa” dirigiram-se à Emabixada de Portugal em Kiev onde entregaram uma carta de protesto ao embaixador.

15 de Maio – Barcelona (Espanha) - Concentração realizada pela CNT-AIT em frente do consulado português, exigindo o fim do processo judicial. Foram distribuídos 2000 panfletos e comunicados os motivos do protesto aos transeuntes através de um megafone.
18 de Maio – Madrid (Espanha) – Companheiros da CNT concentraram-se em frente da Embaixada de Portugal, informando os transeuntes sobre o caso com panfletos e uma faixa. Foi lido um manifesto anti-repressivo perante um representante da Embaixada.

19 de Maio – Compostela (Espanha) – 15-20 companheiros e companheiras da CNT concentraram-se na Praça do Toral, com faixas e distribuição de panfletos, explicando por megafone as razões do protesto.

19 de Maio – Varsóvia (Polónia) – Numa acção de protesto contra vários casos de repressão estatal a nível internacional, organizada pela ZSP (secção polaca da AIT), foi lembrado o julgamento que decorre em Lisboa. Foi exibida uma faixa anti-repressiva em português.

19 de Maio – Granada (Espanha) - A CNT de Granada realizou uma concentração em frente ao tribunal de Granada, onde exibiu uma faixa e distribuiu panfletos informativos sobre o caso durante duas horas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Julgamento da Manif do 25 de Abril de 2007: resumo das sessões e convocatória para concentração solidária

Ao fim de 5 meses, o julgamento dos 11 detidos no 25 de Abril de 2007, chega às alegações finais.

A decorrer desde 22 de Janeiro de 2010, o julgamento dos 11 acusados detidos na manifestação antifascista e anti-autoritária de 25 de Abril de 2007, tem tido lugar no Campus de Justiça de Lisboa, situado no Parque das Nações. No próximo dia 15 de Junho terão lugar as alegações finais.
Fica de seguida um pequeno resumo dos argumentos e episódios mais marcantes deste julgamento.
(...)

Os processos e os julgamentos fazem-nos os juízes e o Estado, a luta fazêmo-la nós porque continuamos na rua.

Concentração em Solidariedade com os detidos na Manifestação do 25 de Abril de 2007
15 de Junho, 3ª-feira
às 12h30
em frente ao Campus de Justiça de Lisboa
Av. D. João II (Parque das Nações/Gare do Oriente)




Fica de seguida um pequeno resumo dos argumentos e episódios mais marcantes deste julgamento.
Na primeira sessão do julgamento foi lida a acusação do DIAP contra os arguidos; esta consistia em injúrias, agressão qualificada e tentativa de agressão qualificada, sendo que sobre cada arguido pendem acusações diferentes. Nenhum deles prestou declarações.
Na segunda sessão foram iniciadas as declarações das testemunhas de acusação, ou seja, membros dos variados corpos policiais tais como investigação criminal, Corpo de Intervenção e Serviço de Intervenção Rápida, sendo que uns eram apenas operacionais e outros chefes. Testemunharam, no total, 13 polícias.

A todas as testemunhas foi pedida uma descrição geral da situação com que se depararam na baixa de Lisboa, no dia 25 de Abril de 2007.
Das declarações iniciais salta à vista o facto de todos os polícias divergirem em relação ao número de pessoas que integravam a manifestação. No geral, descrevem uma manifestação assustadora, de pessoas de cara tapada proferindo insultos a tudo e a todos.
Durante todo o julgamento a questão da ordem de dispersão foi recorrente, sendo que todos os polícias concordam com a sua existência mas divergem em relação ao local, momento, forma e palavras utilizadas.
Facto relevante é o de haver um dos polícias que afirma que as forças da ordem não intervieram durante o percurso da manifestação já que o dia era 25 de Abril e que não queriam ser conotados por um lado “com outras coisas”, "com a polícia do antigo regime" e por outro com uma polícia “impiedosa”. Este afirma também que um dos problemas talvez tenha sido deixarem a manifestação sair da Praça da Figueira, ou seja, quando nada daquilo que eles acusam a manifestação tinha acontecido. Isto demonstra a vontade de, pelo menos, a PSP impedir encontros e manifestações de indivíduos com ideias fora do espectro político, independentemente das desculpas que os polícias depois encontrem para espancar e deter esses indivíduos.

As declarações policiais prosseguem e centram-se agora num episódio que dá origem à sequência de acontecimentos na rua do Carmo: algumas pessoas são interpeladas (número que muda dependendo da testemunha), para serem identificadas por alegadamente estarem a pintar paredes no cimo da Rua do Carmo, quando se encontravam sozinhas e isoladas da manifestação, que por esta altura descia a rua. Perante esta situação a manifestação veio em auxílio dos interpelados, e é nesta altura que um dos agentes se queixa de lhe ter sido feita uma "gravata". De referir que estes polícias atacaram por trás, à paisana e infiltrados nas muitas pessoas que por ali passavam e apresentaram os gritos dos alegados “pintores”, que pediam ajuda, como algo surpreendente
Em relação ao mesmo episódio, há ainda um polícia que apresenta uma outra versão dos acontecimentos, afirmando que tiveram lugar no início da rua Garret a 20-30 metros da saída do metro da Baixa-Chiado. Difere ainda no número de pessoas que desciam a rua, sendo agora cerca de 400-500 pessoas contra as 100-150 que os seus colegas apontam.

Um dos agentes, perante algumas fotos que estão anexadas enquanto provas no processo (fotos onde se vêem polícias de bastão na mão e pessoas sentadas no chão a serem obviamente espancadas por estes), afirma que não sabe o que fazem esses polícias com o bastão na mão e que “devem estar a intervir”. Um outro polícia declara que havia espaço e saídas para todos os que quisessem deixar aquela zona sem entrar em contacto com os agentes. Será importante então sublinhar que a rua do Carmo tem cerca de 200m de comprimento, com prédios em toda a sua extensão, com uma única saída a meio (elevador), sendo esta estreita, com escadas e em obras naquela altura (com taipais) e, também, que estavam dois conjuntos de polícias a carregar em ambos os sentidos. Mesmo para quem quisesse sair “ordeiramente”, como seria isso possível?

Por entre as testemunhas de acusação declara uma pessoa que, aparentemente, não se enquadra na profissão das outras, sendo no entanto pior que estas. Uma trabalhadora da loja de roupa GARDENIA afirma que uma manifestação nada pacífica, com cartazes anti-fascistas sobe a rua Garret e mantém-se calma devido à presença da polícia. Ao fazer o percurso inverso, os manifestantes vêm mais violentos e, segundo esta senhora, arremessando bolas de tinta. Afirma ainda que não tem dúvidas de que o grupo era organizado e que a sua loja estaria marcada já que na parede exterior se encontrava um autocolante com um “cocktail molotov”. As ilações desta testemunha são simplesmente ridículas, chegando ao ponto de o próprio procurador comentar que é normal numa manifestação frases de confronto. Além disso, dizer que um autocolante na porta indica que se seguirá um ataque, é de uma imaginação incrível e de uma ausência de realidade perturbante. Mas nada disso surpreende, pois desde o início que as alegadas bolas de tinta contra a loja são referidas como “agressões”

A questão das linhas policiais foi também alvo de declarações neste processo. Os agentes declaram versões contraditórias no que concerne à linha policial formada na parte de baixo da rua do Carmo. É consensual que todas as forças policiais que a formavam, partiram da rua da Prata, onde aliás se encontravam a proteger a sede do PNR.
Existem, no entanto, divergências sobre a razão que os leva a permanecer lá, bem como o tempo que lá estiveram. Uns estariam de prevenção porque havia informações prévias de que iria haver um ataque contra a sede do PNR. Outros foram para sede do PNR porque ouviram os manifestantes gritar a intenção de ir para a rua da Prata.
Recorrente durante todas as sessões foram as contradições dos agentes quando pressionados para precisar as suas respostas. Perante estas pressões os agentes simplesmente fazem uso da sua imaginação dando uma série de dados contraditórios.
A pedido de um advogado, vários agentes descrevem a indumentaria característica neste tipo de situações. As testemunhas dizem que utilizam um fato anti-traumático constituído por equipamento de protecção em determinadas zonas do corpo tais como o tórax e as pernas, existindo alguma vulnerabilidade na parte interior dos braços, costas e ombros.
Os agentes, tanto do Corpo de Intervenção como do Serviço de Intervenção Rápida, tentaram durante todo o julgamento passar a ideia de que os seus corpos policiais eram extremamente eficientes e organizados. A verdade é que os seus testemunhos revelam uma prática totalmente desorganizada e caótica, já que linhas e grupos se formavam e quebravam e as equipas se misturavam durante a operação.


As testemunhas de defesa, 9 ao todo, relataram o clima de confusão gerado pela polícia a partir da rua do Carmo, com perseguições pelas ruas envolventes. No meio da intervenção policial há relatos que os agentes que se encontravam no topo da rua do Carmo mandavam as pessoas descer a rua, ao passo que os de baixo as mandavam subir, causando uma sensação de “sanduiche”. É também consensual que não houve qualquer ordem de dispersão.

O que aqui fica é apenas um resumo daquilo que tem sido dito nas audiências de tribunal. A vida dentro de uma sala de audiência é obviamente limitada por aqueles que mantêm a existência dessa sala. Para todos os outros e também para aqueles que nas ruas se recusam a obedecer ao Estado e à polícia esse conjunto de leis e processos são não mais que a guilhotina que pende sob as suas cabeças. Embora seja um julgamento importante devido ao que representa a manifestação de Abril de 2007 (a facilidade com que a polícia faz o que quer nas ruas, a tentativa de acabar com uma mobilização que era essencialmente autónoma, sem líderes nem liderados) muitos outros julgamentos decorrem por aí espalhados pelas muitas salas de tribunal de Portugal e do Mundo. Aliás, desde 2007 muitas mais razões temos para lutar do que apenas as várias repressões a manifestações. No fundo é para continuar com a luta contra este e qualquer outro sistema que consideramos importante combater este julgamento e todo este processo, pois se deixamos a memória da luta tornar-se em declarações ao tribunal esta fica dependente de juízes e “testemunhas” e inevitavelmente encerrada nas salas de audiência. Corremos assim o risco de que para a próxima também nós nos sintamos isolados lá dentro.

Os processos e os julgamentos fazem-nos os juízes e o Estado, a luta fazêmo-la nós porque continuamos na rua.

Concentração em Solidariedade com os detidos na Manifestação do 25 de Abril de 2007
12h30
Campus de Justiça de Lisboa
Av. D. João II (Parque das Nações)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)



Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)

Descarregar em PDF: http://www.freewebs.com/aitbas/bas/BAS_35.pdf

terça-feira, 1 de junho de 2010

2 e 3 de Junho: Workshop de Somaterapia, uma terapia anarquista - BOESG, Santos, Lisboa


Comunicado da PAGAN a propósito dos ataques israelitas a barco turco de ajuda humanitária a Gaza!



Soldados israelitas armados até aos dentes, com apoio naval e aéreo, “venceram” activistas de apoio aos palestinianos cercados em Gaza, poderosamente armados … com materiais de construção, casas pré-fabricadas, medicamentos, cadeiras de rodas e material bélico afim.

Israel, tem beneficiado (aberta ou implicitamente) de todo o apoio político, económico e militar por parte dos países da UE e, nomeadamente, pelos EUA, no capítulo das atitudes militaristas contra os povos vizinhos e da sua política genocida contra os palestinianos.

Essa tolerância infinita permite que os israelitas continuem a contruir o Muro, a anexar território palestiniano, a asfixiar Gaza e a manter serenamente um arsenal de 150 bombas atómicas, em contraste flagrante com a atitude ocidental face ao Irão, que as não tem. Um prémio recente dado a Israel foi a sua integração, na última quinta-feira, 27 de Maio, na OCDE, que se pretende agregadora de países desenvolvidos e… democráticos.
Israel, tal como a NATO, faz parte do dispositivo militar estratégico dirigido pelos EUA. E, Israel, tal como a Turquia e o Paquistão constituem as peças essenciais da actuação dos EUA no Médio Oriente. Ainda em Novembro último o presidente do Comité Militar da NATO, Almirante di Paola esteve em Israel para estudar os métodos das “Israel Defense Forces” para liquidar civis, visando aplica-los no Afeganistão.

Não é possível continuar a tolerar Israel e o seu comportamento impune contra os palestinianos e os militantes pela paz à sombra do que os judeus sofreram às mãos dos nazis; do mesmo modo que ninguém pode castigar, os alemães de hoje, pelos crimes de Hitler.

Exigimos medidas concretas, imediatas, claras e efectivas contra Israel, entre outras:

• Livre acesso marítimo, aéreo e terrestre a Gaza, com a cessação do bloqueio pelas tropas israelitas;

• Criminalização dos responsáveis pelo assassinato de tripulantes e activistas do navio turco recentemente assaltado pelos israelitas; • Paragem da construção do Muro e fixação de um calendário para a destruição das partes já construidas;

• Devolução aos palestinianos de todos os territórios objecto de colonização israelita;

• Cessação de todo o apoio económico dos países da UE a Israel;

• Campanha europeia de boicote a bens israelitas (código de barras 729)

• Encerramento das representações diplomáticas e consulares de Israel na UE;
Lisboa, 31 de Maio de 2010-05-31

PAGAN – Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO

Confrontos - Manifestação de 29 de Maio

Depois de uma manifestação calma durante a tarde de 29 de Maio, os largos milhares de participantes começaram a dispersar. Vários concentraram-se em bares, cafés, nas ruas em volta ou ficaram simplesmente a conversar.

A certa altura, na Rua Portas de Santo Antão, alguns polícias conduzem um senhor até a um carro, algemando-o. Várias pessoas começaram a juntar-se à sua volta, procurando perceber o que se passava. Ao que parece, o senhor estava a ser levado algemado porque não tinha pago um café.
Várias das pessoas presentes na manifestação, bem como outros populares, começaram a apelar à polícia para não ser tão dura. A tensão começou a subir entre a polícia, chegaram mais forças da (des)ordem e também se foram juntando mais pessoas em protesto contra a desproporcionalidade da actuação policial.


A certa altura, havia centenas de pessoas na rua a vaiar a polícia e a gritar palavras de ordem como "repressão policial, terrorismo oficial". A polícia, entretanto apoiada por elementos das brigadas de intervenção rápida (BIR), começou a impôr a ordem. Uma senhora idosa que apenas passava no local foi empurrada, caiu e quase desmaiou. Várias outras pessoas foram empurradas com violência, forçadas a abandonar as esplanadas, face ao encerramento do local pela parte das autoridades. Ninguém podia passar.
http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/1508


No momento seguinte, a polícia começa a carregar sobre as várias centenas de pessoas, que entretanto formavam uma barreira humana espontânea (muitos apenas por curiosidade) em frente à polícia. As bastonadas foram aplicadas indiferenciadamente sobre qualquer pessoa que não corresse o suficiente para fugir. Mas, melhor que relatos, estão aí as imagens para provar.
Fascismo nunca mais!"
http://pt.indymedia.org



Repressão da CGTP

Durante a manifestação a repressão foi outra, a polícia sindical foi sempre impedindo manifestantes anarquistas de participar na manifestação, ao que se foi cedendo sem qualquer provocação esperando por o fim da manifestação da propriedade da CGTP para entrar na rua. Ao fim de um tempo, foi-se descendo a rua pelo passeio, até que houve uma aberta no meio da manifestação e naturalmente e sem qualquer agressividade tentou-se entrar na rua onde a manifestação de protesto decorria, rapidamente a segurança da CGTP começou a empurrar os manifestantes e chegou a tirar a uma mulher panfletos anarquistas e a deita-los fora (ainda bem que não eram livros, ainda faziam alguma fogueira), após um burburinho, agressões foram trocadas e uma troca de insultos, lá nos fizeram o “favor” de nos deixar entrar na sua propriedade e foi-se descendo a rua tal como os restantes manifestantes.

O argumento que a manifestação pertencia à CGTP é no mínimo insólito, além do ridículo e abusivo que tal argumento é, vários grupos não afectos à CGTP participaram na mesma sem qualquer preocupação, mas desde o inicio o objectivo de dezenas de polícias sindicais foi a de não deixar os anarquistas, independentes e outros não-alinhados participar, como deixavam claro nos telefonemas trocados à nossa frente “sim estão aqui alguns, mas já estamos aqui para não os deixar entrar”.

Que ridícula a grande motivação de não deixarem meia centena de manifestantes participarem na manifestação, que pelos vistos tinha um proprietário, o proprietário do direito a protestar, para afinal bastar umas agressões para deixarem nos participar, se calhar só queriam molhar as sopas… Porque molhar as sopas em quem dizem combater… ‘tá de chuva….. Aí já são situações institucionais, legais e outros que tais

É bem sabido de como a greve e as manifestações estão hoje institucionalizadas e de efeitos que pouco passam o simbolismo, e são propriedades de sindicatos e não reivindicações directas nem expropriações dos operários que ficam um pouco a “toque de caixa” de patrões, estado e sindicatos que decidem décimas de percentagens em mesas onde nenhum deles pode chegar. Diminuíram a força anarco-sindicalista e dos próprios operários para ser dada força a um partido que desde cedo propôs como prioridade o fim da força operária e o inicio da obediência à ditadura bolchevique Russa e consequente extermínio da CGT em Portugal e aderência de todos os sindicatos à Internacional de Sindicatos Vermelhos, mas preocuparem-se quase 90 anos mais tarde com 50 manifestantes anarquistas e não-alinhados tal como se preocuparam com 100000 elementos da CGT de à 90 anos atrás é risível e nota-se a sua boa (triste) forma.
Sim as nossas reivindicações eram outras, mas o direito a protestar é o mesmo.

Contra o estado e patrões, pelas colectividades do povo, contra toda a autoridade, pela greve geral real e não por um dia sem trabalhar autorizado pelo estado e patrões, contra o capitalismo dos patrões e o capitalismo de estado, pela autogestão, pela liberdade.
É tempo de desmistificar o que é o anarquismo para todos, e fazer cair o preconceito que afecta todos os sectores da sociedade. É altura de beliscar até fazer mossa, o que queremos é uma sociedade horizontal, solidária e de apoio mútuo, de respeito pela individualidade e pela diversidade, de autogestão, sem fronteiras sem autoridade, ter nas nossas mãos o que é nosso, não é de patrões nem de estados. Não se pode apoiar um sistema corrupto, falido e explorador, não se reforma tal barbaridade. Uma democracia parlamentar é apenas ceder o poder aos outros, os nossos desejos, sonhos e liberdades. “Ser melhor que antes do 25 de Abril” não chega, acreditemos na nossa capacidade de sermos livres, donos do nosso destino, donos do nosso trabalho diferente dos moldes como existem hoje para servir apenas os outros, seja o estado da esquerda ou os patrões da direita.


SAÚDE E ANARQUIA!

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/1510




Manifestação CGTP


Polícia armada agride manifestantes à bastonada

Por Frederico Pinheiro

Intervenção da polícia agrediu cerca de 15 pessoas há momentos na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa. Os agredidos integravam a manifestação de protesto convocada para hoje pela CGTP



Segundo apurou o SOL a confusão começou devido a um desentendimento entre um cliente de um café e um empregado desse mesmo estabelecimento que chamou de imediato a polícia.

Logo de seguida chegaram cerca de 20 polícias, incluindo elementos do corpo de intervenção, armados com carabinas, para tentarem apaziguar os ânimos.

No entanto, no local encontravam-se centenas de pessoas que tinham participado na manifestação contra o Governo, convocada pela CGTP do dia de hoje, e após algumas trocas verbais, a polícia começou a agredir manifestantes.
Os membros do corpo de intervenção da polícia começaram a agredir as pessoas presentes no local com bastões e alguns elementos da polícia à paisana agarraram em alguns manifestantes, atirarando-os para cima de esplanadas e contra as montras dos restaurantes.

Cerca de 20 minutos depois da confusão se ter instalado, a polícia chamou reforços de modo a ajudar as restantes forças políciais a se retirarem do local.
A maior parte dos polícias no local não se encontravam identificados.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=174250