terça-feira, 28 de abril de 2009

Centro de Cultura Libertária - 16 horas - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério , Cacilhas Almada




Dia 2 de Maio
no Centro de Cultura Libertária



16 horas - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério




O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e autoritária.

A nossa luta é directa e global, contra todxs xs que nos exploram e oprimem, contra o patrão no nosso local de trabalho, contra o bófia no nosso bairro, contra a lavagem cerebral na nossa escola, contra as mercadorias com que nos iludem e escravizam, contra os tribunais e as prisões imprescindíveis para manter a propriedade e a ordem social.

Não nos revemos no simulacro de luta praticado pelxs esquerdistas, ancoradxs nos seus partidos, sindicatos e movimentos supostamente autónomos. Estes apenas aspiram a conquistar um andar de luxo no edifício fundado sobre a opressão e a exploração, contribuindo para dar novo rosto à miséria que nos é imposta.

Recusamos qualquer tentativa de renovação do capitalismo, engendrada nas cimeiras dos poderosos ou na oposição cínica posta em cena pelos fóruns dos seus falsos críticos. Não tenhamos ilusões. Não existe capitalismo “honesto”, “humano” ou “verde”. A “crise” com que nos alimentam até à náusea não é nenhuma novidade. A precaridade não é só um fenómeno da actualidade, existe desde que a exploração das nossas vidas se tornou necessária à sobrevivência deste sistema hierárquico e mercantil.

Porque queremos um mundo sem amos nem escravos, apelamos à resistência e ao ataque anticapitalista e anti-autoritário. E saímos à rua.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

resumo da 3ª sessão de julgamento dos chamados "25 de caxias"

No dia 22 de Abril decorreu a 3ª sessão do julgamento dos chamados “25 de Caxias”. Esta sessão foi exclusivamente dedicada aos testemunhos de acusação do antigo Director Geral dos Serviços Prisionais Celso Manata e do Director do Estabelecimento Prisional do Linhó responsável pela antiga Brigada Anti-Motim, Jorge Oliveira.

Ambos negaram a violência excessiva contra os presos; negaram as represálias (sob a forma de espancamentos); negaram que os guardas tivessem disparado directamente sobre os reclusos (sendo que afirmaram terem sido usadas balas de borracha contra o tecto e contra o chão); negaram a existência de qualquer outra reivindicação sem ser a de os presos pretenderem a amnistia não dada na tomada de posse do Presidente da República, como era habitual.

Uma vez mais, o teatro continuou com o argumento pré-definido, com a $%#:;^^^# da procuradora do MP a tentar, a todo o custo (e com a ajuda da #$%& da juíza), manter que tudo o que é declarado vá ao encontro da acusação, ou seja, da tese principal de que tudo o que os presos queriam era uma amnistia, e que aquela situação foi criada para testar a capacidade de resposta do sistema prisional. Ignorando desta forma todo o contexto de miséria, degradação, abusos, espancamentos, sobrelotação, falta de cuidados de saúde e outras violações das suas próprias leis. Tem-se observado que, de cada vez que a tese da acusação é posta em causa, expondo todos estes motivos, rapidamente a autoridade daquela sala faz calar todos os intervenientes.

Um pormenor importante foi que o maior $#%&/% deles todos (Celso Manata) solicitou escolta policial até ao tribunal e que as suas declarações se dessem na ausência dos arguidos. É de notar que este grande responsável pelas prisões portuguesas e que ainda hoje continua nesse meio (sendo procurador do tribunal de menores), faz também parte do… Comité Internacional Contra a Tortura!!! A democracia é espectacular.

Novamente estiveram presentes na sala, solidárias com os presos, várias pessoas.
No exterior liam-se cartazes que haviam sido colados nas imediações do tribunal que denunciavam os “cabecilhas” da situação (Vera Jardim e Celso Manata), assim como outros cartazes em “solidariedade com aqueles/as que lutaram” e em “solidariedade com aquele/as que lutam”.

A próxima sessão ficou marcada para dia 20 de Maio.


Notícia completa

domingo, 26 de abril de 2009

Resposta a um artigo da «jornalista» Valentina Marcelino publicado no dia 25 de Abril de 2009

Durante a ditadura, os jornais eram censurados pelo Estado, como bem se sabe; agora, a crer no artigo publicado no Diário de Notícias de 25 de Abril último, parece que a redacção dos artigos de jornal passou a ser da responsabilidade da Polícia e, se os jornalistas supostamente ainda existem, parece-nos que o seu trabalho se limita a colocar a assinatura por debaixo do material proveniente das fontes ditas “oficiais”.

A falta de sentido crítico, a absoluta colagem ao ponto de vista do poder, a total falta de interesse em apurar, mesmo de uma forma superficial, a veracidade de quanto foi dito pelas fontes policiais em que Valentina Marcelino se baseou para a confecção desta “notícia” parecem-nos francamente chocantes e, se forem representativas da qualidade geral dos artigos do DN, tememos pela forma como o público andou a ser informado ou desinformado por este jornal ao longo dos anos.


Não será, decerto, a primeira vez que o mesmo jornal e a mesma jornalista nos brindaram com uma campanha de difamação. Tampouco acreditamos que seja a última. Com uma ouvinte tão boa como Valentina Marcelino para a escutar, a polícia sente-se à vontade para retorcer a verdade da forma que mais lhe aprouver. Assim, todo este artigo está repleto de afirmações extravagantes, repetindo mentiras anteriores e inventando algumas novas, para manter bem fresco o arsenal da calúnia.

A solicitude policial para a elaboração deste artigo foi até ao ponto de fornecer as identidades de algumas pessoas envolvidas em processos relacionados com a manifestação de 2007. Lá aparecem nomes, idades, ocupações e até uma lista de anteriores “pecados”, cuja divulgação se nos afigura de legalidade duvidosa e onde até identificações, por suposto roubo em supermercado, são mencionadas para degradar o mais possível a imagem dessas pessoas aos olhos do leitor, tudo feito com um máximo de má fé.

Mais uma vez, eis que assistimos ao reaparecimento dos supostos “cocktails molotov” da manifestação de há 2 anos. Que eles nunca tenham existido é coisa de pouca importância. A “jornalista” prossegue: refere os 11 detidos (brindados com a sua “ficha” no jornal para o país inteiro ler) e articula o texto de tal forma que dá a entender que essas pessoas foram todas detidas no mesmo lugar, ao mesmo tempo, que tinham sido elas a prepararem os ditos molotov e que foi essa a causa da carga policial! Tudo falso, mas que importa? Assim se faz esquecer uma carga policial brutal que deixou chocados todos quanto a presenciaram, onde o Corpo de Intervenção agrediu ao bastão e até mesmo ao pontapé, quem quer que lhe aparecesse à frente, novo ou velho, homem ou mulher, anarquista, turista, ou mero transeunte a sair de uma das lojas da Rua do Carmo. Como alguém protestasse, ouviram-se estas palavras ao chefe da polícia: “vocês são todos uns comunas de merda e mereciam era ter apanhado mais”. Sim, foi num 25 de Abril. Aliás, a brutalidade policial viria a suscitar investigações do IGAE, coisa que o artigo não refere, perguntamo-nos porquê.

Não houve agressões de manifestantes a agentes da polícia em Abril de 2007, tampouco a transeuntes. Não houve qualquer pretexto para a violenta carga policial que se abateu sobre todos os manifestantes. A polícia não emitiu qualquer aviso de dispersão, contrariamente ao que a lei especifica, antes surgiu de repente, cortando as extremidades da rua e carregando de imediato.

Um pouco mais abaixo, o ridículo relatório da polícia portuguesa à Europol, onde a acção do Verde Eufémia aparece catalogada como “eco-terrorrismo” é-nos apresentado como proveniente da própria Europol. Em face da histeria mediática que rodeou este caso, perguntamo-nos se ainda haverá alguém capaz de se lembrar de que a acção desse grupo se limitou a ceifar alguns pés de milho transgénico como acto simbólico.

A máquina da paranóia descarrila completamente e embarca em fantasias de “manuais de acção directa”, onde nem falta a acção de supostos “extremistas” estrangeiros a enquadrarem e financiarem os anarquistas.

Importa ainda esclarecer outros pontos:

Fossemos nós, anti-estatistas e anti-capitalistas, pedir autorização ao Estado para sair à rua, estaríamos a renegar as nossas ideias. Este ponto parece-nos fundamental. Sabemos, contudo, que existe um prazo de 48 horas antes de qualquer manifestação para notificar o Governo Civil. Desta forma, a referência do DN – com 6 dias de antecedência sobre a manifestação convocada para o Primeiro de Maio – ao facto do Governo Civil ainda não ter recebido qualquer notificação para a realização da mesma, parece-nos desprovida de conteúdo, feita apenas com o objectivo de criminalizar. E isto quando até o próprio governo já emitiu directrizes que vão no sentido de a falta de notificação prévia não ser impeditiva da realização de uma manifestação*.

As manifestações visam dar a conhecer um determinado ponto de vista a quantas pessoas seja possível. Se alguns participantes tapam a cara durante as mesmas, tal sucede devido ao controle a que nós e, de uma forma cada vez mais generalizada, a sociedade inteira, se vê sujeita por parte das autoridades.

Sabemos muito bem em que circunstâncias estamos a viver e, mesmo que ainda reine a acalmia, a classe dominante treme ante a perspectiva de revoltas.

alguns anarquistas


* Ver: Normas técnicas para a actuação das forças de segurança no âmbito do exercício do direito de reunião e manifestação
http://www.portugal.gov.pt/Portal/Print.aspx?guid=%7BCB5DFDAB-3AF4-410F-8410-5FF43DB04890%7D
Leia-se, por exemplo, o ponto 3 do capítulo 1:
«As omissões ou insuficiências do aviso prévio da realização de reunião ou manifestação não constituem, em si mesmas, fundamento para qualquer condicionamento do exercício do direito de reunião e manifestação»








sábado, 25 de abril de 2009

Solidariedade desde Roterdão

Na manhã de dia 22, à hora convocada para a concentração no tribunal de
Oeiras, um grupo de imigrantes Portugueses na Holanda deslocou-se ao
Consulado Português de Roterdão para assinalar a data e enviar um texto de
solidariedade para com os 25 arguidos no processo a decorrer relativo ao
"Motim de Caxias".

Seguindo as sessões e jantares de solidariedade que se têm realizado, um
grupo de pessoas elaborou um texto exprimindo o sentimento de indignação
perante este julgamento, como exemplo das coisas que se vão passando por
Portugal.

Após conversa com os funcionários e responsáveis dos assuntos consulares,
foi decidido que o fax seguiria no próprio momento para o Tribunal de
Oeiras, após identificação de duas das pessoas que se deslocaram ao
consulado, enquanto nos foi dito que não era possível comunicação directa
entre o consulado e os meios de comunicação. Assim, após assinalado o acto
(o fax seguiu com um cabeçalho elaborado pelos funcionários) foi enviado o
mesmo comunicado para agencia Lusa desde um edificio continguo ao
consulado.


"Hoje dia 22 de Abril de 2009, decorre no Tribunal de Oeiras da 3ª sessão
do julgamento do chamado caso dos "25 de Caxias".

Hoje, 13 anos depois dos acontecimentos, o estado português por via do seu
sistema judicial, propõe-se a inverter a história, esquecendo o julgamento
a que foi submetido durante o período de 1994 a 1996, e pretende culpar
agora 25 bodes expiatórios da situação criada pela sociedade em geral, e o
estado em particular.

Durante esse período viveram-se intensas agitações nas prisões
portuguesas, fruto de um legítimo e abrangente movimento de protesto
contra as miseráveis e indignas condições penitenciárias, o tratamento
desumano e humilhante por parte do corpo de guardas prisionais, e a
corrupção da instituição prisional em geral.

À época, tudo isto era atestado pelas inúmeras denúncias, greves de fome e
outros protestos dentro das prisões, amplificado pela repercussão
mediática que visibilizava diariamente para o exterior a situação
decadente e insustentável dos cárceres, e pelo pulsar social de uma
crítica que cada vez mais abertamente questionava a existência do sistema
prisional, alguns no seu estado então, alguns de todo.

Então era impossível e impensável submeter a julgamento 25 pessoas por um
motim que já se via chegar e em que os presos "apenas" podiam perder tudo
aquilo que já não tinham; e os verdadeiros responsáveis pela situação
sempre tiveram tudo a ganhar.

Hoje aparentemente tudo é possível num Portugal com a boca cheia de 35
anos de democracia, e com a barriga cheia de misérias. Até uma prisão em
Monsanto que por razões impensáveis e intoleráveis vai ganhando a alcunha
de "Guantanamo portuguesa".

Que seja também hoje então o dia em que fique registado nos papéis da
burocracia nacional; que um grupo de velhos e novos emigrantes portugueses
na Holanda não aceitam este julgamento; por todas as razões explicadas
anteriormente e por todas aquelas que ficam por explicar. Não aceitamos o
branqueamento da história, e desejamos acabar com o papel de observadores
silenciosos e passivos de este e outros acontecimentos na nossa terra.

Este julgamento nunca se deveria ter iniciado e, mais que o seu fim,
desejamos que essas 25 pessoas nunca mais sejam apelidadas com o nome
dessa ou qualquer outra prisão.

O grupo de pessoas que se concentraram no
Consulado Português de Roterdão a 22 de Abril de 2009,
e todas as que ficaram a trabalhar.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cravos há muitos, ó democratas ... e revoluções ??, não deixes que os cravos de ontem encravem os de amanhã (... )





6ªfeira | 24 Abril | CasaViva*

18h30 sessão hacker: 25 de Abril sempre, Windows nunca mais!
19h00 Músicas há muitas... e revoluções? (o passado e o presente da música de intervenção)
20h30 jantar com sabor do Chiapas e Café da Cooperativa Mut Vitz (comunidade zapatista em rebeldia)
22h00 cinema comunitário: Torre Bela, de Thomas Harlan
24h00 poesia: ROMP

sábado | 25 Abril

10h00 Trilha da Memória Libertária**, a partir do Centro Nacional de Fotografia (antiga cadeia da Relação)

15h00 Avenida dos Aliados
• bancas de informação e acções de rua
• agit-prop:
- queima dos filhos da p..ide
- patenteação do cravo pela SUGAI

22h00 Gato Vadio***, cinema e conversa: Outro País, de Sérgio Tréfaut


*casa-viva.blogspot.com

** terraviva.weblog.com.pt

***gatovadiolivraria.blogospot.com

[CasaViva] café zapatista com sabor a 25 de abril - Porto


"A melhor forma de serem solidários connosco é desenvolverem as vossas próprias lutas nos vossos locais", disse-nos um dia um apoiante zapatista de que não lembramos o nome, quando veio ao Porto, há já tempo, a convite de um colectivo de solidariedade com a rebelião zapatista.

Seguindo esse espírito, o Café Zapatista, que, de vez em quando, acontece na CasaViva, decidiu deixar de se focalizar em exclusivo na sua temática e procura novos caminhos, mais próximos. Para primeira experiência, escolheu-se o 25 de Abril.

25 de Abril sempre, Windows nunca mais abre o programa pelas 19h00, ao som de cinco décadas de música de intervenção, de Léo Ferré a Jadakiss, com muitos sons reconhecíveis, alguns lógicos, outros bastante improváveis. Por essa hora, também já se deverá sentir o cheiro do jantar de sabor chipaneco, previsto para as 20h30.

Às 22h00, o Cinema Comunitário junta-se à festa e apresenta-nos o filme Torre Bela, de Thomas Harlan: registos de Abril de 1975, no Ribatejo, de um movimento campesino de 500 desempregados que ocupam as quatro propriedades do Duque de Lafões.

Às 24h00, já com o dia 25 a nascer, a poesia do ROMP mostrar-se-á, trazendo-nos a força, a raiva e a esperança das palavras.

Tal como o café da cooperativa zapatista Mut Vitz que haverá para tomar, o cartaz que anuncia as actividades foi feito em ambiente livre. Essa liberdade, no caso do cartaz, conseguiu-se fazendo as coisas fora de horário de trabalho, utilizando o Gimp, em ambiente Kubuntu.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

1º de Maio Anticapitalista & Anti-autoritário - Manifestação - Jardim Príncipe Real – 16h, Lisboa


O 1º de Maio evoca aqueles que morreram na luta contra o capital. Desta forma, nunca poderá ser uma celebração. Por outro lado, em circunstância alguma se deverá homenagear uma das suas formas de escravatura: o trabalho ou o estatuto de trabalhador nos moldes de uma sociedade capitalista e autoritária.

A nossa luta é directa e global, contra todxs xs que nos exploram e oprimem, contra o patrão no nosso local de trabalho, contra o bófia no nosso bairro, contra a lavagem cerebral na nossa escola, contra as mercadorias com que nos iludem e escravizam, contra os tribunais e as prisões imprescindíveis para manter a propriedade e a ordem social.

Não nos revemos no simulacro de luta praticado pelxs esquerdistas, ancoradxs nos seus partidos, sindicatos e movimentos supostamente autónomos. Estes apenas aspiram a conquistar um andar de luxo no edifício fundado sobre a opressão e a exploração, contribuindo para dar novo rosto à miséria que nos é imposta.

Recusamos qualquer tentativa de renovação do capitalismo, engendrada nas cimeiras dos poderosos ou na oposição cínica posta em cena pelos fóruns dos seus falsos críticos. Não tenhamos ilusões. Não existe capitalismo “honesto”, “humano” ou “verde”. A “crise” com que nos alimentam até à náusea não é nenhuma novidade. A precaridade não é só um fenómeno da actualidade, existe desde que a exploração das nossas vidas se tornou necessária à sobrevivência deste sistema hierárquico e mercantil.

Porque queremos um mundo sem amos nem escravos, apelamos à resistência e ao ataque anticapitalista e anti-autoritário. E saímos à rua.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sábado, 25 de Abril, Workshop de Instalação Eléctrica,16h - Centro de Cultura Libertária, Cacilhas - Almada


Assuntos/ Práticas:

- Circuitos de tomadas

- Circuitos de iluminação

- Comutações (simples, escada e lustra)

- Segurança


Aparece!


Site: http://ccl.yoll.net
Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com
E-mail: ateneu2000@yahoo.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

Entrevista a Adérito Neto, arguido no processo do Motim de Caxias «É o Estado que deveria ser julgado e não quem sofreu no espírito…»

Eles violavam as suas próprias regras. A ordem e o “normal” funcionamento do Estabelecimento Prisional de Caxias vinha sendo violado pelos responsáveis do mesmo, com a conivência do governo, da Procuradoria-Geral da República e da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.


No dia 23 de Março de 1996,
vários presos do estabelecimento
prisional de Caxias recusaram-se
entrar nas suas celas.

Um acto de
protesto inserido numa campanha
iniciada dois anos antes em
várias prisões portuguesas, que
visava denunciar as condições de
encarceramento.
Treze anos depois,
iniciou-se no mês passado
julgamento do alegado motim de
Caxias.
Neste processo judicial,
13 arguidos são acusados dos crimes
de motim e dano qualificado.

Adérito Neto é um dos acusados
nesta entrevista fala em exclusivo
para O SAMBRASENSE sobre
as condições de vida na cadeia
sobre o processo agora em curso.

.
Em 1994, quando se iniciaram

as greves de fome nos estabelecimentos
prisionais de
Coimbra e de Caxias, como era
viver numa prisão?

O “viver” no Reduto Norte do
Forte de Caxias era terrível!...
ambiente era sufocante, conflituoso
tanto entre presos como entre
presos e guardas e altamente explosivo
a todo o momento.

Segundo o nº 1 do artº 18º do
Decreto-Lei nº 265/79 de 1 de
Agosto, “os reclusos são alojados
em quartos de internamento individuais”.

Ou seja, o direito a cela
individual era violado.
Os presos
eram forçados ao alojamento em
comum, com a agravante de estarem
submetidos à incubação
de um autêntico viveiro de germes,
devido a pessoas portadoras
de doenças infecto-contagiosas
(hepatite A, hepatite B, hepatite
C, sida e tuberculose multiresistente).
Em consequência disso,
como tínhamos a vida sujeita ao
contágio mortal, a violência desse
congestionamento criminoso originava
uma tensão explosiva.
A falta de privacidade originava
graves danos a nível da saúde física
e mental e por consequência
dessa incomensurável e degradante
situação não se conseguia
ler, pensar, reflectir e descansar,
constituindo um “trato” sobremaneira
degradante e humilhante,
para além de um atentado
vida de cada prisioneiro.
Alguns presos dormiam com
colchão no chão por falta de camas.
O direito à alimentação condigna
era violado. A alimentação era
pouco variada, pouco nutritiva,
insuficiente e a maioria das vezes
deteriorada.
O direito à higiene era violado.
As pragas de baratas circulavam
por cima do sangue saído das seringas
dos toxicodependentes e
por cima dos alimentos fornecidos
aos presos pelos seus familiares e
amigos.
O direito à devida assistência
clínica, médica e medicamentosa
era violado.
O deficiente serviço clínico,
atendimento, assistência médica
e medicamentosa, pautava-se
por um total desrespeito por elementares
preocupações médicas,
designadamente no que concerne
aos indivíduos de doenças infecto-
contagiosas.
O direito à identidade pessoal
era violado. Éramos tratados por
tu e por número, como se de gado
se tratasse.
O direito de os presos trabalhadores
receber um salário, conforme
estipula a reforma prisional,
era violado. O que recebiam nem
dava para um maço de cigarros.
As rusgas às celas e camaratas
sem a presença dos presos e com
total desrespeito pelos objectos
pessoais destes, era prática habitual.
(Violação do nº 7 do artº
116º do decreto-Lei nº 265/79 de
de Agosto).
As arbitrárias proibições de
visitas, inclusive de familiares,
restrições para a entrada das
mesmas, sem quaisquer fundamentos
face à lei da reforma prisional,
eram prática normalizada.
O funcionamento das entradas
das visitas era prepotente e vexatório,
com a agravante das sistemáticas
humilhações às pessoas
de sexo feminino.

Os espancamentos infligidos pelos
guardas prisionais, com a conivência
da chefia de guardas, sobre
os presos, era prática regular.
Os castigos arbitrários em cela
disciplinar era prática rotineira.
Eles violavam as suas próprias
regras. A ordem e o “normal”
funcionamento do Estabelecimento
Prisional de Caxias vinha
sendo violado pelos responsáveis
do mesmo, com a conivência do
governo, da Procuradoria-Geral
da República e da Direcção-Geral
dos Serviços Prisionais.
Enfim, os mais elementares
direitos consignados na Constituição
da República e na reforma
prisional eram sistematicamente
violados.

“Vivia-se” na incerteza,, em
ansiedade, em atroz agonia, no
desespero, em stress permanente, com os nervos
à flor da pele,
sempre em alerta, e com um pleno
sentimento de indignação.

.
Qual foi o modelo de organização

dos protestos que
ocorreram e como é que estes,
a partir de Caxias, se espalharam
aos estabelecimentos prisionais
do resto do país?

Em 1994, com base em experiências
anteriores, os presos em
Caxias auto-organizaram-se, sem
hierarquias entre eles, e na sua
declaração de princípios, diziam,
entre outros pontos, o seguinte:
“Se fores chamado ao Director,
diz que a nossa luta não tem a ver
com esta cadeia em particular,
tem a ver com as condições prisionais
gerais;
“Se houver transferências, não
parar a greve até ao hospital. Exigir
pesagem diária e médico na
cadeia para onde fores;
“Qualquer decisão para parar é
voluntária, mas quem parar deixa
de representar os princípios da
declaração de greve de fome;
“Nas negociações todos têm de
ser ouvidos. Se não nos deixarem
reunir, não paramos nem negociamos
até nos encontrarmos todos
no hospital;
“A imprensa poderá publicar
ou veicular noticias falsas sobre a
luta, não acreditar antes de confirmar
entre nós.
“Apelar aos familiares e amigos
para que se encontrem;
“Não há protagonistas nesta
luta, nenhum de nós que assuma
publicamente uma posição de
todos os grevistas previamente
acordada entre todos o fará segunda
vez;
“O mínimo de representantes
em encontros com a hierarquia
prisional ou política é de três, mas
não têm funções deliberativas.
Nas decisões têm de participar e
ser ouvidos todos;
“Todos estes pontos podem ser
alterados ou aumentados se for
esse o consenso a que se chegar,
em qualquer momento;
“Vamos à luta para ganhar!
Aguentar firme!”

Estes protestos espalharam-se
rapidamente às restantes prisões
do país através dos media (televisões,
rádio e jornais).

.
A nomeação de Marques Ferreira,

em Junho de 1994, para
o cargo de director geral dos
serviços prisionais significou
alguma mudança?

A nomeação do Marques Ferreira
significou o fim da censura
à correspondência, um travão
à prepotência dos funcionários
prisionais, um apelo aos presos
para que estes denunciassem
corrupção bem como as graves irregularidades;
e significou ainda,
para muitos presos, a expectativa
de que este novo director iria
“resolver” muitos dos problemas
pelos quais os presos lutavam, no
sentido de aliviar a crueldade que
o preso sofre.
Marques Ferreira põe “a boca
no trombone”. Entre outras escandalosas
denúncias, diz: “Quando
cá cheguei já tinha a noção de
que o sistema prisional não estava
bem. Actualmente posso dizer que
está péssimo” (Noticias Magazine,
2 de Abril de 1995); “Chegou
a um momento em que notámos
estar num atoleiro” (Conferência
de imprensa, 28 de Dezembro de
1995). Ameaçado de morte pela
mafia dos interesses instalados
nos serviços prisionais, demite-se
em Janeiro de 1996, após 19 meses
nos serviços prisionais. Para
director-geral, máximo da hierarquia
dos serviços prisionais, dizer
publicamente o que disse, imaginemos
então como seria essa
tenebrosa realidade observada
por quem não está manipulado
domesticado pela mega-máquina
que insensibiliza corações!...

.
Quais os motivos que levaram

ao retomar dos protestos?

Nunca deixou de haver protestos.
Protestos individuais e em
pequenos grupos, sempre ocorreram.
A diferença é que estes
não eram em massa. O retomar
dos protestos em massa em finais
de 1995 e em princípios de 1996
deveu-se ao agravamento das
condições prisionais. 1996 foi um
dos anos mais altos não apenas no
número de presos mas também no
número de mortes de prisioneiros
no país. A 13 de Março de 1996,
existiam 12797 presos para uma
lotação de apenas 8599. A sobrelotação
atingiu, nas prisões centrais,
os 247% e, nas regionais,
503%. Portugal, em 1996, era
o país da Europa com mais alta
percentagem de reclusos por habitante.
Existiam 140 presos por
100 mil habitantes. E em 1997,
registou-se (números oficiais)
106 mortes por 10 mil prisioneiros.
O ambiente, profundamente
deprimente, era, ao mesmo tempo,
altamente explosivo, parecendo
prestes a rebentar a qualquer
momento. Essa era a sensação
que se tinha no dia a dia.

E para terminar este ponto,
respondo com um excerto da
publicação PRESOS EM LUTA
(www.presosemluta.tk):
“O acumular dos sucessivos
protestos que relatamos desde
1994 e 1995 vão eclodir em
1996 toda a revolta contida nas
prisões portuguesas. Os votos de
ano novo expunham velhas revelações
de um sistema prisional
que sem qualquer pudor atestava
o atentado dos direitos humanos
em Portugal. Desta feita, a gota
de água que fez transbordar esse
efervescente caldo prisional foi a
não consagração da restante população
prisional na amnistia ao
processo FUP/FP25, a par da primeira
e histórica negação de uma
amnistia presidencial desde o 25
de Abril de 1994.”

.
Como descreve os acontecimentos

de 23 de Março de
1996, data do alegado “motim
de Caxias”?

Nesse dia, os presos decidem
exigir o cumprimento do direito à
cela individual e pretendem contactar
com os jornalistas. Há uma
recusa geral a entrar nas celas. E
por exigirem o cumprimento dos
seus direitos, foram barbaramente
agredidos. Como se pode ler
na referida publicação (PRESOS
EM LUTA), “Dos 180 detidos
armazenados aos montes e indefesos
–entre o 3º esquerdo e o
3º direito-, quase todos sofreram
selváticos espancamentos durante
vários dias. Dessa prática de
terror resultaram múltiplas fracturas
e comoções cerebrais, tendo
ainda um preso ficado cego de
um olho devido a um tiro de bala
de borracha (...). Distribuiram-se
psicotrópicos fora da “refeição”
e o director interino da Direcção
Geral dos Serviços Prisionais, em
“diálogo” com os presos legitimamente
indignados demonstrou
o seu total desprezo por eles, seria
esta a faísca que iria acender
a mecha.”
Por agora, fico por aqui. Está-
me a ser bastante doloroso
o recordar aquela estruturada,
premeditada e incomensurável
violência institucionalizada.

Treze anos depois, como encara
este processo judicial?

A cumprirem com as regras do
Estado de Direito, este processo,
tanto a ser realizado um ou dois
anos a seguir a 23 de Março de
1996 como a 13 anos depois, é
totalmente improcedente. Pois,
todos – Governo e todas outras
instituições estatais - tinham perfeito
conhecimento do flagrante
e descarado atentado praticado
às pessoas que estavam sob a sua
tutela. Ë o Estado que deveria
ser julgado e não quem sofreu no
espírito, na pele e nos ossos essa
tremenda violência.
Penso que não realizaram o
julgamento logo a seguir a 1996
porque a memória da opinião pública
encontrava-se ainda bastante
fresca das repetidas denúncias
dos presos e das “bombásticas”
declarações de Marques Ferreira.


in O Sambrasense

quinta-feira, 16 de abril de 2009

«Minha pátria é o mundo inteiro», livro biográfico sobre Neno Vasco, da autoria de Alexandre Samis, acaba de ser editado pela Letra Livre


Acaba de sair a obra de pesquisa histórica, «Minha Pátria é o Mundo Inteiro» de Alexandre Samis sobre o militante anarquista Neno Vasco (1878-1920), um intelectual que actuou nos meios operários em Portugal e no Brasil com particular importância na imprensa sindicalista da época.

Apesar da sua morte prematura destacou-se como um dos mais importantes militantes anarquista da sua época, sendo autor do livro «A Concepção Anarquista do Sindicalismo».

Neste 90º aniversário da fundação da CGT e do jornal A Batalha esta é uma contribuição ao conhecimento da história do anarco-sindicalismo em Portugal.

Minha Pátria é o Mundo Inteiro. Neno Vasco, o Anarquismo e o Sindicalismo Revolucionário em Dois Mundos. Alexandre Samis.
edição Letra Livre, Lisboa, 2009. 455pp.
25,00 €, desconto 10% para compras individuais, 30% para compras de grupos.


Livraria Letra Livre

Calçada do Combro, 1391200-113 Lisboa

Tel: 213461075

http://www.letralivre.com/

Convocatória para uma concentração solidária com os "25 de Caxias"

Esta próxima 4ª-feira, dia 22 de Abril, continua o julgamento do "Motim de Caxias", no tribunal de Oeiras.

A 23 de Março de 1996, na prisão de Caxias (Reduto Norte), acontece um protesto espontâneo, no contexto das variadas lutas que os presos vinham a travar, entre 1994 e 1996, contra as condições em que eram obrigados a viver dentro das prisões. Naquela noite, a maioria daqueles reclusos recusa-se a regressar às celas, num acto de reivindicação do direito à cela individual; em vez de diálogo, recebem 3 dias de espancamentos e interrogatórios por parte da ordem e autoridade democráticas.
Agora, 13 anos depois, 25 dos presos da altura estão a ser julgados por motim, incêndio e danos qualificados.

Contra este julgamento-farsa, apelamos a uma concentração em frente ao tribunal de Oeiras, dia 22 de Abril, às 10 horas.
Esta será a 3ª sessão do julgamento, dedicada às testemunhas da acusação. Irão comparecer em tribunal os directores e chefias da época e alguns guardas prisionais implicados nos espancamentos. É importante mostrar a nossa solidariedade aos arguidos presentes e mostrar a nossa força perante os carrascos!


Que se acabe já com o processo dos "25 de Caxias"!
Solidariedade com os rebeldes!
Abaixo os muros das prisões!

(Morada do tribunal: Av. D. João I, Bairro da Medrosa, Oeiras, Palácio da Justiça)


Mais info ver: www.presosemluta.tk

Destruição da unidade de isolamento da prisão de Brujas (Bélgica)

A 2 de Abril, os presos destruíram o novo módulo de isolamento na prisão de Brujas, na Bélgica. Este novo módulo foi aberto há quase 10 meses e aparentemente não alcançou o seu objectivo de cortar o espírito de revolta de alguns presos. Os distúrbios e a destruição obrigaram os directores da prisão a fechar o novo módulo.
Tradução do texto do poster que foi colado em diferentes cidades belgas...

Nada terminou, tudo continua.
A destruição da Unidade de Isolamento da prisão de Brujas (Bélgica)

A prisão é apenas o reflexo da sociedade em que vivemos. A própria sociedade é uma vasta prisão onde se encerra a grande maioria das pessoas na necessidade de encontrar dinheiro, na ausência de perspectivas de vida, nos papéis de servidão e submissão concedidos pelos valores dominantes. Tal como nas ruas, nas prisões, nos centros psiquiátricos e nos centros de detenção de imigrantes, há pessoas que não se resignam e que só porque um juíz o ordenou, não perdem o gosto pela liberdade e uma vida melhor. Pessoas que diariamente recusam a humilhação de obedecer aos guardas prisionais e seus chefes. Pessoas para as quais os muros e os arames farpados ainda não se imprimiram nos seus cérebros, até pelo contrário, pois vêem-nos como obstáculos a superar. Porque o castigo que lhes oferece a sociedade, através dos seus juízes e da sua justiça, só é a consequência de um mundo baseado na opressão e na exploração.

Por isso, desde há 3 anos, uma pequena tempestade de revolta assola uma dezena de prisões e centros de detenção de imigrantes na Bélgica. Amotinam-se, queimando a infraestrutura carcelária, atacando os guardas, escapando-se, e alguns presos encontraram o que o sistema lhes quis tirar definitivamente: a coragem, o desejo de liberdade e uma audácia que sonha eliminar toda a merda que esta sociedade produz.
Como resposta, o Estado, entre outras coisas, abriu módulos de isolamento em Lantin e Brujas, verdadeiras prisões dentro da prisão, para isolar melhor e quebrar os "refractários". Mas inclusivé dentro destas jaulas, há quem não tenha perdido o gosto pelo combate.
A 2 de Abril de 2009, os presos de Brujas inundaram as celas desse módulo e destruíram-no quase por completo. No mesmo momento em que o governo anuncia os seus planos para a construcção de 7 novas prisões, encontra-se obrigado a fechar o módulo de isolamento de Brujas. A máquina prisional não marcha tão bem como parece.

Força e coragem para todos os que lutam pela liberdade, dentro e fora!
Ataquemos nós também tudo o que nos encerra, explora e oprime!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Atividades e ataques na Grécia não param, apesar das novas medidas de repressão do governo grego


Hoje (14), por volta das 12 horas, uma câmera de vigilância localizada na esquina da Byron Tsimiski, no centro da cidade de Tessalônica, foi destruída, em protesto ao aumento do patrulhamento nas ruas da cidade.

Carros incendiados

Em um curto espaço de tempo após a meia-noite da segunda-feira (13), num ataque coordenado, foram incendiados 8 carros em 3 cidades gregas. Em Atenas 3 veículos foram queimados, em Tessalônica 4, e um outro automóvel em Larissa. A maioria dos carros foram completamente destruídos pelas chamas.

Manifestação solidária

Sob um forte esquema de repressão e os olhares da polícia de choque, centenas de anarquistas caminharam até a prisão de Korydallos em Atenas neste sábado (11), para exigir a libertação de dezenas de prisioneiros que foram detidos durante as revoltas de dezembro de 2008. No protesto foram gritados lemas de apoio e liberdade para os companheiros presos. Eles também zombaram da polícia que realizou um “cordão policial” na tentativa de enfileirar os ativistas. Muitos dos manifestantes usavam máscaras anti-gás, outros cobriram seus rostos em desafio as novas leis repressivas gregas.

Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1017618

Vídeo: http://www.youtube.com/v/7GrU25QjDsY&

Bancos são atacados

Sábado (11), em Exarhia, um grupo de anarquistas atacou diversos bancos, quebrando vidraças, câmeras de vigilância e mecanismos de monitoramento utilizados para proteger os lucros dos banqueiros.

Protesto contra a nova legislação grega

Em Atenas, na quinta-feira (9), cerca de duas mil pessoas participaram de um protesto contra a nova legislação do governo grego que proíbe manifestantes vestirem capuz em encontros-protestos públicos e que, ainda, criou um novo ramo da polícia para responder às agitações públicas e ataques incendiários.
Fotos: http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1017690


Vídeo da manifestação em defesa do Parque Autogestionário de Exarhia:
http://www.youtube.com/watch?v=DC_D2tQzHWU




agência de notícias anarquistas-ana

Guardei para você,
num verso de porcelana,
as flores da manhã.

Eolo Yberê Libera

Conversa em torno dos acontecimentos na Grécia & Jantar Vegetariano - 18 de Abril - Centro de Cultura Libertária - Almada, Cacilhas





16h - Conversa em torno da revolta na Grécia

20h - Jantar vegetariano


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada


Concertos faz tu mesm* ou morre, 18 de Abril - Kyla Kancra, Palmela/ Setúbal




Notícia completa

17 de Abril - Concertos Kyla Kancra, Palmela/ Setúbal




segunda-feira, 13 de abril de 2009

O preso anarquista Amadeu Casellas iniciará outra greve de fome

Amadeu Casellas anuncia nova greve de fome, que terá início a 20 de Abril.
No Verão de 2008, Amadeu passou 77 dias em greve de fome, até que lhe prometeram cumprir algumas das suas exigências. Como até agora a situação não melhorou, nem tem uma data fixa para que tal aconteça, Amadeu escreveu esta carta a quem possa estar solidário.

[O preso anarquista Amadeu Casellas anuncia o começo de uma greve de fome sem data para terminar a partir do dia 20 de abril. A seguir uma carta escrita por ele refletindo sua situação e início da greve de fome.]
"Saudações compas,

Depois de mais de 7 meses desde que deixei a última greve de fome que durou 77 dias, faço esta reflexão e avaliação:

As estratégias que estão mantendo por motivos políticos e de força maior, desde a Direção Geral, com pessoas como Jordi Torres, que foi um dos responsáveis pelo início da minha greve de fome anterior, porque ele era o subdiretor de tratamento carcerário de Quatre Camins e, portanto, tinha que estar ciente da equipe a qual pertencia o MR-3, estava mandando informações falsas, tanto ao JVP nº 1, como à própria Audiência Provincial de Barcelona, agora resulta que se encontra na DGSP, suponho que como prémio pelos serviços prestados em Quatre Camins. A meu ver, percebo que tenho um inimigo direto dentro da própria Direção Geral, o que é evidente, já que é um dos que são contra a minha saída do cárcere.
Por outro lado, a maioria conhece que nesta prisão a qual estou, Brians 2, foi palco de mais de 25 mortes em “estranhas circunstâncias”, em menos de 2 anos de funcionamento. De todas estas mortes, considero como os principais responsáveis a Conselheira de Justiça da Catalunha, o Secretário Geral de Prisões Albert Batlle, a todos que os seguem e às equipes de tratamento prisional, que são os que, com suas falsas promessas e enganos desmotivam e humilham moralmente muitos presos com este triste número de mortes.

No meu caso, durante este tempo, visto que queriam me manipular, pediram-me que recorresse a uma instância, a CAS, na qual deveria escrever que havia tido um problema de recaída em drogas, o que me neguei por completo, por não ser a verdade. Também continuam com a perseguição, aumentando ao máximo minha estadia na prisão. Teria que assinar o pedido ao Programa Individual de Tratamento (P.I.T.) no dia 10 de março de 2009, mas só pude fazer isso dia 2 abril de 2009. Neste programa, tenho o direito de sair com permissão, no entanto, não me comunicaram nem o dia, nem hora, nem nada, apenas me avisaram que será neste trimestre, o que acredito que seria a partir de 10 de março de 2009. Acredito que minha paciência tem sido grande, mas tudo tem que ter um fim. Dia 20 de abril já terá passado metade do trimestre e eu, no mínimo, tenho que ter dia e hora para sair, do contrário tenho que pensar que é uma nova piada, ou esperam que por tamanho desespero eu cometa suicídio! Mas nada mais eles podem! Se quiserem meu sangue, que venham buscá-lo! A greve de fome durará até que esteja fora da prisão!

Não haverá nenhum outro tipo de acordo, se algo me acontecer, os responsáveis diretos são Montserrat Tura, Albert Batlle, aos que os seguem e às equipes de tratamento prisional.
Com todo este panorama que me espera, se antes do dia 20 de abril, não me derem o que me é por direito garantido, tenho que pedir que este comunicado seja difundido em vários idiomas através da internet, para que todos os grupos de anarquistas em nível internacional, os grupos antisistemas, os Mulets independentes catalães, os do País Basco e todos os grupos da Espanha, como a CNT-AIT, os Direitos Humanos e Contra a Tortura, me apóiem da maneira que cada um considerar mais oportuno, porque acredito que por mais que eu passe meses em greve de fome, sem vocês nada conseguirei. Também peço aos partidos de esquerda Esquerra Republicana de Catalunha (ERC) e Iniciativa Catalunha-Verdes (ICV) e espero que entre todos, consigamos minha saída tal e como dizem as próprias leis penitenciárias, penais e constitucionais.
Saúde e Anarquia!

Amadeu Casellas Ramon, prisão de Brians 2 - Catalunha
Espanha, 06 de abril de 2009.
Tradução > Palomilla Negra agência de notícias anarquistas-ana

sábado, 11 de abril de 2009

Na Livraria Gato Vadio- Passagem de Filmes

Gato Vadio apresenta,
A Sociedade do espectáculo
Filme, 1973
Guy Debord
Sábado, 18 de Abril, 18h



Edgar Allan Poe
Vídeos e Poesia
Sábado, 18 de Abril, 22h
Gato Vadio

Entrada livre


Gato Vadio apresenta,

Voilà, o espectáculo:



“E sem dúvida o nosso tempo... prefere a imagem à coisa, a cópia ao original, a representação à realidade, a aparência ao ser... O que é sagrado para ele, não é senão a ilusão, mas o que é profano é a verdade. Melhor, o sagrado cresce a seus olhos à medida que decresce a verdade e que a ilusão aumenta, de modo que para ele o cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.”

Ludwig Feuerbach






A Sociedade do espectáculo

Filme, 1973

Guy Debord

Sábado, 18 de Abril, 18h

Gato Vadio

Entrada livre


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Edgar Allan Poe

Vídeos e Poesia

Sábado, 18 de Abril, 22h

Gato Vadio



Mais info em breve sobre programa e alinhamento dos vídeos.

Ver:

ProjectoVideolab
www.projectovideolab.com
http://projectovideolab.blogspot.com



Organização:

Alma Azul, Projecto Videolab e Gato Vadio



terça-feira, 7 de abril de 2009

Concerto 12 de Abril na KyläKancra


ASSOCIAÇÃO TERAPÊUTICA DO RUÍDO apresenta:
ao vivo na KyläKancra

-

ERIZO

+

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS

+

BELLENDEN KER

Domingo, 12 de Abril – a partir das 18h – Entrada livre!

(informações: 96 471 40 72 / zunhau@gmail.com)


Erizo (“Ouriço”): animal de 3 cabeças, 6 braços, 6 pernas, coberto de espinhos.

Mikel toca baixo, canta um pouco e parte coisas. Asier toca guitarra, canta e pede perdão. Aritz toca bateria, não canta e é mau como pessoa.

Em Setembro de 2006 começámos a tocar em rock sustenido, com muita gana. Vivemos e dançamos para partilhar o frio em Vitoria-Gasteiz (País Basco, às vezes Espanha). Ouvimos em modo aleatório e tocamos instrumentos de música moderna como se nos importássemos. Uma vez gravámos um disco e demos-lhe o título de Disparando a Perros (“Disparando em Cães”). Às vezes tocamos ao vivo e talvez não nos custe dinheiro. Sim, queremos tocar na tua terra. Levamos meias suplentes.

www.myspace.com/loserizo

loserizo@hotmail.com



Os dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS são um comboio prestes a descarrilar. Alimentam-se de acidentes, imprevistos e ataques cardíacos.

Surgiram em 2007, quando músicos provenientes de outros projectos se juntaram para fazerem o máximo de barulho possível.

Têm dedicado o seu tempo a assustar as pessoas com a sua mistura de sons, ruído e grandes doses de improviso.

Estão disponíveis para baptizados e funerais.

www.myspace.com/duassemicolcheiasinvertidas

duassemi@gmail.com



Bellenden Ker é o equilíbrio de quatro raparigas diferentes entre si com um projecto em comum sustentado pelo feeling musical.

A banda começou no final de Maio de 2008 com Marta Lefay (guitarra, voz), Sol B.C. (baixo) e Sally Ker (bateria). Em Fevereiro de 2009 juntou-se ao projecto a segunda guitarra por Miss Garrrage.

Em Junho de 2008 participaram no projecto “Jogo das Sete Artes”, realizado nas Caldas da Rainha.

No dia 11 de Outubro deram o concerto de estreia da maqueta no Bacalhoeiro. Daí para a frente, sempre em frente.

Paixão, emoções violentas, energia saturada, liberdade de expressão, riot, impulsos interiores e gritos propositados são só uma parte do mundo que cai nas suas influências e para as suas músicas.

www.myspace.com/bellendenker

bellendenker@gmail.com

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sobre a audiência de dia 2 de abril do chamado processo "25 de Caxias"



A 2ª sessão do Julgamento dos "25 de Caxias" acusados de motim e danos ocorreu no dia 2 de Abril no Tribunal de Oeiras. Compareceram 16 dos 25 acusados, mais 7 que na 1ª sessão, prosseguindo as declarações dos arguidos que por agora optaram declarar.

Nos seus relatos concordaram em muitos pontos fundamentais. Desde logo manifestaram o sistema de tortura a que estavam sujeitos (sobrelotação, degradação das condições de saúde, etc...) e que motivara as reivindicações e as greves ao trabalho e de fome de 1996. Nesse âmbito era ilustrativo o aspecto, diversas vezes salientado na sessão, da distribuição de medicação (serenais, etc...) distribuída continuamente aos presos, mesmo quando em greve de fome, entregue sem qualquer rotulagem e de mão em mão, tal como aconteceu no dia 23 de Março, desta vez feita sem ter sido distribuida qualquer alimentação.
A noite desse dia foi então descrita pela real brutalidade com que o corpo de intervenção entrou nas Alas, e na escuridão disparando gás e balas de borracha com indescritível intensidade. Sem qualquer vontade de diálogo com os presos que permaneciam nos corredores. "Entraram a matar!". Entre gritos e tiros, ninguém resistia, "apenas levavam e levavam"...
Os relatos coincidem e continuam. Como se não bastasse nos dias seguintes não terminaram os episódios da mais pura e gratuita violência: "voçês fizeram a vossa festa e agora é a nossa" clamaram os guardas. Um dos acusados testemunhou como lhe foi ordenado limpar as poças de sangue que se estendiam ao longo de 3 lanços de escadas e inclusive na sala de visitas em grandes quantidades. Esvaziadas as celas dos reclusos, aí muitos permaneceram de costelas partidas num "medo de morte durante 3 dias".
Já outro dos arguidos foi impedido de descrever na totalidade o que sofreu na sequência dos eventos de 23 de Março, quando relatava o desmesurado espancamento que sofreu no próprio Hospital Prisão de Caxias, na presença do seu Director, inclusive terem-lhe enfiado um bastão pelo recto.
Á medida que as perguntas do Ministério Público crescem de malícia, tentando pôr palavras nas bocas dos arguidos e tentando inverter porta-vozes em líderes onde estes nunca existiram, fica também cada vez mais clara a denuncia pelos testemunhos em Tribunal aos guardas prisionais. Acalentados pela presença do próprio Director Geral dos Serviços Prisionais Celso Manata nessa noite, os guardas incentivaram os acontecimentos, apelando a que se "pegasse fogo", tal como dias antes proibia o próprio Chefe Frazão o trabalho prisional...
Às portas do tribunal algumas pessoas demonstraram o seu apoio com os "25 de Caxias" (ver comunicado), enquanto de outros cantos da Europa chegam noticias de acções de solidariedade.
Já de noite os presos da Prisão de Monsanto (Lisboa) responderam com gritos à concentração de denuncia dessa Guantanamo portuguesa.
Dia 22 de Abril prossegue a farsa do "motim de Caxias". Sem datas marcadas até ao fim dos tempos prossegue a nossa revolta e solidariedade



Comunicado

A propósito do caso dos "25 de caxias"

Solidários com os que lutaram e ao lado dos que lutam


Este processo é uma farsa que pretende acusar 25 pessoas por danos e motim, pedindo vários anos de prisão e milhares de euros em multas.
O Estado resolveu, 13 anos depois das agitações terem tido lugar nas prisões portuguesas, acusar alguns dos que, sob a direcção das suas consciências e dos seus corações, resolveram lutar contra as condições a que eram obrigados a viver. Para os que se insurgem contra o Estado a história não é nova, e deste apenas podemos esperar a repressão continuada.
O presente julgamento representa exactamente isso. A continuação da repressão dentro das prisões contra aqueles que contra ela se levantam e ao mesmo tempo o sinal de que nada passará impune ás mãos do estado. É nesse ponto que entramos todos aqueles que, do lado de fora, desejamos a destruição desta e de todas as prisões. Não por considerarmos a prisão enquanto o único ataque do estado contra os indivíduos, mas porque ela é exactamente uma parte de todo este sistema e desta rede de instituições que nos roubam a vida, que nos aprisionam dia a dia.

O que se passa actualmente com os chamados "25 de Caxias" é mais um episódio da repressão estatal que se passa de maneiras semelhantes em inúmeros outros lugares por esse mundo fora sem que muita gente se dê conta de uma questão: Vir hoje condenar 25 presos por lutas de há 13 anos é parte da estratégia estatal tal como são os espancamentos em Monsanto, o aumento do policiamento nas ruas ou a tão badalada crise económica. Quietos, calados e com medo: é assim que nos querem.
Mais que criticas este ou aquele ministério, esta ou aquela lei, este ou aquele jornal, o que nos interessa é que somos contra toda esta sociedade, e que não existe uma boa justiça ou uma boa policia.
Não somos culpados mas também não somos inocentes; somos inimigos declarados deste e de todos os Estados.
Por isso estamos contra este julgamento, contra os Tribunais e a Justiça. Não esperamos que sejam brandos nas suas acusações nem piedosos nas suas condenações, mas sabemos que a solidariedade pode ser uma arma importante na luta pela liberdade dos acusados. A solidariedade é uma arma na luta contra toda a autoridade. Para que a força que nos transporta, hoje, para a porta deste tribunal seja parte da força que os indivíduos têm para enfrentar os ataques do Estado, que além de colocar seres humanos em jaulas ainda exige que estes se submetam e aceitem o seu destino de condenados.

Como noutras ocasiões, desertemos do medo. Fogo ás prisões. Sê criativo, ataca o Estado.

Alguns anarquistas

domingo, 5 de abril de 2009

[Galiza] Acção solidária com os “25 de Caxias” em Compostela

Acción solidaria cos compañeiros encausados polo motin de Caxias en Compostela

Na madrugada do mércores 1 ao xoves 2, a oficina da entidade Agência de inovaçâo e Integraçâo de Portugal foi atacada en solidariedade cos 25 compañeiros encausados por se amotinar en 1996 na prisiçon de Caxias (Portugal)

Na madrugada do mércores 1 ao xoves 2, a oficina da entidade Agência de inovaçâo e Integraçâo de Portugal foi atacada en solidariedade cos 25 compañeiros que, no ano 1996, se amotinaron para loitar contra unhas condicións degradantes (abusos, torturas, humillacións…) que estaban a sufrir na prisión de Caxias e actualmente estan a ser sometidos a un xuizo-farsa por parte do estado portugues.

Como consecuencia, a oficina, sita na rúa Ramón Piñeiro de Compostela, amencía cos cristais rotos, enmarcándose a acción dentro da convocatoria internacional en solidariedade cos encausados de Caxias.Consideramos esta entidade lucrativa de promoción empresarial e tecnolóxica como unha peza cómplice mais da maquinaria do estado e o seu desenvolvemento, represión policial, xudicial e carcelaria.

Se este é o mundo que construíchedes… tanto de dia como de noite atacaremos para destruilo

¡Liberdade inmediata e sen cargos para os compañeiros!

anarcosolidarixs , 04.04.2009

fonte: cmi galiza

[França] Anarquistas causam um grande estrago em protesto contra a Otan em Estrasburgo, polícia prende mais de 100



[Vestidos de negro e encapuzados, armados com paus, pedras, bandeiras negras e muita disposição, centenas de anarquistas invadiram e causaram um grande estrago no centro da cidade de Estrasburgo, num protesto anti-Otan.]

Polícia francesa deteve nesta quinta-feira (2) mais de 100 ativistas após um confronto entre militantes anti-Otan e as forças de segurança na cidade de Estrasburgo, onde a Otan realiza uma reunião de cúpula na sexta (3) e sábado (5), que marca o 60º aniversário da aliança atlântica.

A tropa de choque usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes forçando-os a recuar para o
“Vilarejo/Acampamento Autogestionário”, situado no sul da cidade, numa floresta. Contudo dezenas de manifestantes foram detidos e colocados de bruços.

No centro da cidade, os cerca de 500 ativistas quebraram vitrines, vandalizaram carros, viaturas e montaram barricadas nas ruas. Não houve feridos
Os manifestantes também atacaram um veículo policial que cruzou seu caminho. Um jovem enfiou uma vara pelo pára-brisa. Um dos dois policiais chegou a sacar sua arma e a apontou para cima, dando tempo para que o motorista manobrasse e fugisse.

Desde terça-feira (31) à noite vem sendo registrados incidentes entre a polícia e militantes anti-Otan, que estão concentrados num "Vilarejo/Acampamento Autogestionário", local onde estão sendo realizadas diversas atividades, que tiveram início nesta terça-feira (31) e vai até domingo (5). Granadas ensurdecedoras e de gás lacrimogêneo já foram lançadas pelas forças de ordem nos arredores do acampamento.

Estrasburgo foi transformada numa cidade em estado sítio. Milhares de policiais estão espalhados pela cidade. Centenas de pessoas estão sendo impedidas de entrarem no município para os protestos. Há controles em todas as fronteiras francesas. Autoridades francesas e alemãs elaboram uma “lista negra” de militantes “fichados” e "perigosos". França e Alemanha organizam a cúpula conjuntamente.

Os eventos oficiais em comemoração ao 60º aniversário da Otan vão acontecer na cidade francesa de Estrasburgo e as alemãs de Baden Baden e Kehl, nesta sexta-feira e no sábado. No total, 28 chefes de Estado ou de governo, entre eles o presidente estadunidense, Barack Obama, vão participar da cúpula.

Vídeo do protesto:
http://www.dailymotion.com/video/x8uw5c_premier-jour-demeutes-sommet-de-lot_news

Mais infos:
Federação Anarquista Estrasburgo: http://fastrasbg.lautre.net/?+-Sommet-OTAN-Strasbourg-Kehl-2009-+

Rádio Anti-Otan: http://stream.giss.tv:8000/antinato.mp3.m3u

Coordenação Anti-Otan Estrasburgo: http://sommet-otan-2009.blogspot.com

Dissent: http://dissent.fr

Vilarejo/Acampamento Autogestionário: http://village2009.blogsport.de

Anti-repressão em Estrasburgo: http://www.antirepression.org

agência de notícias anarquistas-ana
Como um prisioneiro
a lua me espia pelas
grades do banheiro
Luiz Bacellar

sábado, 4 de abril de 2009

[Reino Unido] Protesto no centro financeiro de Londres contra o G20


Milhares de manifestantes tomaram as ruas do centro de Londres nesta quarta-feira (1) em protestos contra o encontro do G20, mais conhecido como “Contos do vigário”. O clima foi tenso no distrito financeiro da cidade, principalmente em frente ao Banco da Inglaterra, o banco central britânico, ponto de convergência de quatro grandes passeatas, organizadas por ativistas antiglobalização, ambientalistas e anarquistas - apelidadas de "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse", que partiram de pontos diferentes de Londres e se encontraram em frente ao Banco da Inglaterra.

Durante a manifestação, um grupo de anarquistas atacou uma agência do Royal Bank of Scotland (RBS), destruindo as vitrines e invadindo partes do edifício.
"Tivemos um grande dia. Foi fantástico! Dissemos que atacaríamos o banco e fizemos isso. Eles não nos podiam parar. Forçamos as linhas de policiais e arremetemos contra o Royal Bank of Scotland”, disse um anarquista.

O RBS foi uma das instituições financeiras que receberam socorro do governo após o colapso do sistema financeiro internacional no final de 2008.

Os ativistas foram reprimidos por agentes especiais da polícia britânica, que foram enviados ao local para conter os protestos.
“A polícia usou cassetetes para reprimir as pessoas. O curioso é que os policiais estavam menos agressivos, isso porque a imprensa estava ali, fato que os intimidou. Podiam ter sido mais agressivos. Podia ter sido pior", explicou um ativista.

A Scotland Yard prendeu por volta de 23 pessoas que participavam dos protestos. Pelo menos 83 mil policiais foram empregados nas ruas da cidade pela operação de segurança.

Mais infos e imagens: http://www.indymedia.org.uk/

agência de notícias anarquistas-ana
noite
estrelas lua brilham
suave é a noite
João Batista dos Santos

Relato breve da vigília de apoio aos presos do Estabelecimento prisional de Monsanto no dia 2 de Abril




Na passada quinta-feira, dia 2 de Abril, pelas 22h00, teve lugar uma vigília em frente do estabelecimento prisional de Monsanto.

Um grupo de pessoas mostrou a sua solidariedade para com os presos deste estabelecimento, mais conhecido como o Guantanamo português, devido à forma desumana como são tratados pelos mercenários do estado.

Esta vigília foi uma tentativa de transpor os muros deste verdadeiro campo de concentração legal, uma tentativa de fazer chegar algum alento a todos os detidos e, pode dizer-se, bem sucedida, uma vez que, o feedback do interior conseguiu fazer-se ouvir a mais de 100m de distância do portão do estabelecimento prisional

Distância esta imposta, mas de imediato transposta pelos presentes que se deslocaram para a frente do portão da prisão gritando e assobiando o mais que podiam para que os presos pudessem sentir o seu apoio.

No final da vigília, buzinas também se fizeram ouvir, como acto de protesto contra Monsanto e todo o sistema carcerário, por todo o mundo, por todo a parte onde a coação estatal acontece, impunemente.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

[Grécia] Seqüência de ocupações universitárias num ambiente eufórico!


A decisão das autoridades acadêmicas de desalojar a ocupação e o escritório do Decanato em Tessalônica tem dado lugar a uma sucessão de ocupações de escritórios administrativos universitários em toda a Grécia, nesta terça-feira (31). Ao mesmo tempo, manifestações paralisaram Atenas nos últimos dias antes da greve geral de quinta-feira (2).]

A decisão do Decano da universidade de Aristóteles de Tessalônica, Manthos, de desalojar os “estudantes e radicais” que ocupavam os escritórios administrativos da universidade, cancelando de imediato todos os contratos e subcontratos da universidade com as companhias de limpeza que se solidarizavam com K. Kouneya e a luta dos limpadores, recebeu o apoio dos meios conservadores como uma dura medida contra o aumento da conscientização social. No início desta semana o Decano conclamou os acadêmicos para uma contramanifestação (contra a ocupação), que não obteve apoio nenhum. Pelo contrário, dezenas de acadêmicos declararam apoio à causa da ocupação. A reunião convocada pelo Decano no dia 31 de janeiro para discutir a ocupação teve de ser interrompida graças à movimentação dos estudantes, que acabaram com o discurso do Decano quando um ovo “aterrizou” no mesmo!

Além disso, as ameaças de aumentar o amparo acadêmico (com a desculpa de que estava sendo violado pela ocupação, truque sujo e sem precedentes que servirá para maior repressão), e permitir a entrada das forças anti-distúrbios no campus universitário em caso da ocupação não ser dissolvida na terça-feira (31) ao meio-dia, resultou em uma intensa campanha de ocupações de decanatos universitários em todo o país. Ocuparam escritórios na Universidade de Atenas, um edifício situado no centro da cidade. Lá se colou um cartaz onde se lia: “ A favor das ocupações!”. De maneira similar, foram ocupadas a Universidade de Ciências Sociais Panteão de Atenas, e de Patras, exigindo um fim imediato dos subcontratos e o respeito e apoio às ocupações como meio de luta.

Nas últimas semanas, as autoridades de ambas universidades (Atenas e Tessalônica), lançaram ataques aos Centros Sociais Ocupado, exigindo uma investigação sobre o estado dos edifícios ocupados e medidas legais contra os proprietários que não desalojassem os ocupas. Tanto em Atenas, quanto em Tessalônica, são lares de dezenas de ocupas, uma “pedra no sapato” para o Estado.

O sucesso nos campi, foi conseguido no momento em que o Estado grego e seus lacaios estão propondo uma marcha com todo o seu arsenal propagandístico e truques baratos sob o jugo da “legalidade” para frear as organizações sociais que estão ocorrendo em todo o país para a greve geral, proposta para o dia 2 de abril.

Uma grande tensão paira no ar, sobre todo o país, especialmente com a alusão de ataques contra o Estado e o capital. Em Atenas, e Tessalônica, foram alvos de ataques cinco bancos, uma concessionária, muitos veículos estatais e diplomáticos na capital grega, já em Tessalônica, um ataque simultâneo ocorreu com bombas de gás. No centro de Atenas, escritórios dos ministérios e do primeiro ministro do governo foram acertados, dando lugar ao cerco policial nas ruas principais.

Ao mesmo tempo, é muito grande o conflito com as questões trabalhistas, exatamente agora com a mobilização para uma greve geral, camponeses, tecelões, tomaram Atenas em 31 de janeiro. Centenas de trabalhadores das fábricas têxteis de Lanaras estão acampados ao redor do Ministério da Economia desde segunda-feira (30) exigindo uma intervenção do Estado ante ao colapso da indústria e garantia do recebimento de salário de dezenas de operários. Ano passado, movimentações por parte dos trabalhadores de Lanaras, terminaram em enfrentamentos violentos nos arredores da Praça Syntagma.

Também, outros trabalhadores se reuniram em frente ao Ministério da Agricultura e marcharam até o Parlamento exigindo apoio à causa agrária. Horas antes, os trabalhadores conseguiram intervir em frente ao carro do ministro da agricultura, dando lugar a uma violenta intervenção das forças anti-distúrbios.

Tradução > Palomilla Negra

agência de notícias anarquistas-ana

Borboletas voam
Nos jardins de Irati
Quanta alegria!

Ana Carolina Valenga Soares